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1
KLABIN
S.A.
R
ELATÓRIO DA
A
DMINISTRAÇÃO
2010
Senhores Acionistas
Submetemos à apreciação de V.Sas. o Relatório da Administração e as
correspondentes demonstrações financeiras, com os pareceres dos auditores
independentes e do Conselho Fiscal, referentes ao exercício social encerrado em 31
de dezembro de 2010.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Ano de recordes para a Klabin:
A produção de papéis de fibras virgens e reciclados atingiu 1.781 mil
toneladas, 10% superior a 2009;
O volume de vendas de papéis e embalagens foi de 1.716 mil toneladas,
11% superior em relação ao ano anterior. O volume de vendas de madeira
atingiu 3.113 mil toneladas, 65% acima de 2009;
A receita líquida atingiu R$ 3,7 bilhões, 24% maior do que a obtida em
2009.
Outros destaques de 2010:
A geração operacional de caixa (EBITDA) acumulou R$ 962 milhões, superior
em 29% a 2009;
O lucro líquido somou R$ 560 milhões, 232% superior a 2009;
O capital de giro operacional de curto prazo foi reduzido em R$ 231 milhões,
em comparação a dezembro de 2009;
A relação dívida líquida / EBITDA, que era de 3,6 vezes em dezembro de
2009 caiu para 2,2 vezes ao fim de 2010.
Em dezembro, Standard & Poor's elevou o rating na escala global de Klabin
de BB para BB+.
O crescimento acentuado da demanda doméstica, impulsionado por políticas de
transferência de renda, aumento do emprego formal, elevação do salário mínimo,
crescimento da massa salarial e crédito farto para pessoa física, se refletiram no
vigoroso incremento do volume de vendas e da receita líquida da Companhia, em
relação ao ano de 2009.
A recuperação da economia brasileira, somada à valorização do real em
comparação ao dólar, fez com que a Companhia canalizasse parte do volume
destinado à exportação para atender à demanda no mercado doméstico.
A Unidade de Negócios Florestal aumentou em 65% o volume de vendas de
toras para serrarias no Brasil em 2010, totalizando 3,1 milhões de toneladas,
apesar da fragilidade do mercado residencial americano.
Na Unidade de Negócios Papéis os preços internacionais do papel kraftliner
continuaram ascendentes e atingiram o pico de alta nos últimos 5 anos. O volume
de vendas no mercado interno cresceu 70% em relação ao ano de 2009.
Informações da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) indicam que o
consumo doméstico de papel cartão (excluindo cartões para líquidos) em 2010,
atingiu 576 mil toneladas, 14% superior a 2009.
Na Unidade de Negócios Conversão a venda de papelão ondulado acompanhou
o crescimento do mercado doméstico, aumentando a expedição de caixas e chapas
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2
em 12%, atingindo 512 mil toneladas. Informações da Associação Brasileira de
Papelão Ondulado indicam crescimento de 12% na expedição brasileira de caixas e
chapas. Já a venda de sacos industriais aumentou 9%, totalizando 142 mil
toneladas com a instalação de equipamentos de última geração.
No mercado de capitais, com o início das vendas de ações preferenciais em julho
por parte da BNDESPAR, o volume médio diário negociado na BM&FBovespa
apresentou crescimento de R$ 9,7 milhões no primeiro semestre, para R$ 14,6
milhões no segundo semestre, representando aumento de 50%.
Em 2010, foram pagos R$ 177 milhões em dividendos, sendo R$ 57 milhões
correspondentes a dividendos complementares do ano de 2009 e R$ 120 milhões
de dividendos intermediários referentes a 2010. A Administração irá propor em
Assembléia Geral Ordinária pagamento de dividendo complementar referente ao
exercício de 2010 no montante de R$ 70 milhões, que deverá ser pago em abril de
2011.
Em novembro, foi anunciado que o Sr. Reinoldo Poernbacher iria se aposentar e em
seu lugar assumiria como CEO o Sr. Fabio Schvartsman. O Sr. Fabio foi eleito na
reunião do Conselho de Administração realizada em 02 de fevereiro de 2011.
DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO
As demonstrações financeiras consolidadas da Klabin são apresentadas de acordo
com as normas internacionais de contabilidade (International Financial Reporting
Standards - IFRS), conforme determinam as instruções CVM 457/07 e CVM 485/10.
As informações dos períodos anteriores foram ajustadas para correta comparação.
R$ milhões
2010
2009
Variação %
Receita Bruta
4.431
3.591
23%
Receita Líquida
3.663
2.960
24%
Mercado interno
2.850
2.248
27%
Exportação
813
712
14%
% Mercado interno
78%
76%
2 pp.
Lucro Bruto
1.371
526
161%
Margem Bruta
37%
18%
20 pp.
EBIT antes dos ajustes do IFRS
521
309
69%
EBIT após ajustes do IFRS
821
60
N/A
EBITDA
962
747
29%
Margem EBITDA
26%
25%
1 pp.
Lucro Líquido antes dos ajustes do IFRS
361
333
8%
Lucro Líquido após ajustes do IFRS
560
169
232%
Volume de vendas (mil t)
1.716
1.544
11%
Mercado interno
1.161
989
17%
Exportação
555
555
0%
% Mercado interno
68%
64%
4 pp.
Patrimônio Líquido
4.994
4.662
7%
Endividamento Líquido
2.128
2.676
-20%
Capitalização Total
7.285
7.395
-1%
Endividamento Líquido/Capitalização Total
29%
36%
-7 pp.
Endividamento Líquido/EBITDA (anualizado)
2,2x
3,6x
-39%
Em 2010, o volume de vendas (excluindo madeira) totalizou 1.716 mil toneladas,
11% superior a 2009. O volume no mercado interno cresceu 17% e o volume
exportado, que representou 32% do total, permaneceu estável em relação ao ano
anterior.
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A receita líquida (incluindo madeira) totalizou R$ 3,7 bilhões, 24% superior a 2009
devido aos aumentos de volume e de preços internacionais. A receita do mercado
interno representou 78% da receita líquida total, comparado a 76% do total em
2009.
Apesar de um volume exportado estável em relação a 2009, a receita de
exportação em reais subiu 14% e em dólares 30%, atingindo US$ 462 milhões.
RESULTADO OPERACIONAL
O custo dos produtos vendidos em 2010 foi de R$ 2.741 milhões, 10% superior
a 2009. Eliminando os efeitos do IFRS, o custo dos produtos vendidos totaliza
R$ 2.621 milhões.
O lucro bruto em 2010 foi de R$ 1.371 milhões, comparado com R$ 527 milhões
em 2009. A margem bruta em 2010 foi de 37%, 20 pontos percentuais acima de
2009.
As despesas com vendas em 2010 foram de R$ 300 milhões, estável em relação
a 2009. Os fretes correspondem a 59% do total das despesas com vendas.
As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 215 milhões em 2010,
21% superior ao ano anterior, afetadas principalmente por dissídios coletivos e
programa de participação nos resultados.
O resultado operacional antes do resultado financeiro (EBIT) em 2010 foi de
R$ 821 milhões, maior em R$ 761 milhões em relação a 2009.
A geração operacional de caixa (EBITDA) em 2010 atingiu R$ 962 milhões, 29%
superior ao ano de 2009, com margem EBITDA de 26%, versus 25% em 2009.
RESULTADO FINANCEIRO E ENDIVIDAMENTO
O endividamento bruto consolidado no final de dezembro de 2010 era de
R$ 4.857 milhões, sendo R$ 842 milhões (17%) no curto prazo. O endividamento
em moeda estrangeira era de R$ 2.855 milhões (59%), ou US$ 1.714 milhões.
O caixa e aplicações financeiras em 31 de dezembro somavam R$ 2.729
milhões, valor que supera as amortizações de financiamentos a vencer nos
próximos 40 meses. As disponibilidades em moeda estrangeira totalizavam R$ 162
milhões (6%), ou US$ 97 milhões.
O endividamento líquido consolidado totalizou R$ 2.128 milhões, comparado a
R$ 2.676 milhões em 31 de dezembro de 2009. A relação dívida liquida / EBITDA
que era de 3,6 vezes no final de 2009, caiu para 2,2 vezes em 2010.
Local
Estrangeira
Local
Estrangeira
Curto prazo
496
346
842
492
310
802
Longo prazo
1.506
2.509
4.015
1.683
2.243
3.926
Endividamento bruto
2.002
2.855
4.857
2.175
2.553
4.728
Caixa e aplicações financeiras
(2.729)
(2.052)
Endividamento líquido
2.128
2.676
Financiamento
(R$ milhões)
31/12/2010
31/12/2009
Total
Total
Moeda
Moeda
RESULTADO LÍQUIDO
O lucro líquido em 2010 foi de R$ 560 milhões, versus R$ 169 milhões em 2009.
INVESTIMENTOS
Os investimentos realizados em 2010 estão especificados a seguir:
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4
R$ milhões
2010
2009
Florestal
133
98
Papéis
181
122
Conversão
68
27
Outros
3
-
Total
386
247
Os investimentos em 2010 totalizaram R$ 386 milhões, dos quais 47% foram
alocados na Unidade de Negócios Papéis, 34% na Unidade de Negócios Florestal e
18% na Unidade de Negócios Conversão. O montante investido durante ano foi
56% superior a 2009.
A Unidade Florestal plantou 17 mil hectares próprios durante o ano. O incremento
do plantio com espécies de maior produtividade assegura matéria-prima para o
aumento da capacidade de produção de fibras. Em 2010 foram adquiridas
máquinas, equipamentos e módulos de colheita para acelerar o ritmo de corte de
madeira.
A Companhia investiu na melhoria da matriz energética das unidades de papéis.
Entre os principais projetos destacam-se a instalação de nova caldeira de biomassa
em Otacílio Costa (SC), aquisição de nova linha de transmissão de alta tensão para
a fábrica de Monte Alegre (PR) e uma nova caldeira de biomassa em Correia Pinto
(SC), em substituição à atual, movida a óleo combustível;
Nas unidades de conversão foram adquiridas e instaladas quatro impressoras com
capacidade para impressão de quatro cores em papelão ondulado. Tais
equipamentos estão em operação, sendo duas na unidade de Jundiaí-DI (SP), uma
em Feira de Santana (BA) e uma em Itajaí (SC) e representam acréscimo de
capacidade de conversão e melhores soluções gráficas para atender às novas
exigências do mercado.
Em 2010 também foi adquirida e instalada uma nova linha completa para a
fabricação de sacos multifolhados valvulados. O equipamento em operação na
fábrica de Lages (SC) substituiu duas linhas antigas e proporciona ganhos de
produtividade e qualidade.
DESEMPENHO DOS NEGÓCIOS
UNIDADE DE NEGÓCIO ­ FLORESTAL
Com foco em criar condições para o crescimento sustentável da Companhia por
meio de maior geração de caixa e melhor produtividade das áreas plantadas, a
Unidade de Negócios Florestal alterou sua estratégia de comercialização de madeira
elevando o leque de clientes, ampliando o raio de ação e encontrando novos nichos
e oportunidades. A área onde houve colheita está sendo disponibilizada para
reforma da floresta com plantios de espécies de maior produtividade.
A Klabin movimentou 9,9 milhões de toneladas de toras e cavacos de pinus e
eucalipto e resíduos para energia em 2010, volume 25% superior a 2009. Deste
total, 6,8 milhões de toneladas foram transferidos para as fábricas do Paraná,
Santa Catarina e São Paulo. O volume de vendas de toras para serrarias e
laminadoras foi de 3,1 milhões de toneladas em 2010, 65% superior a 2009.
Em dezembro de 2010, a Companhia possuía 458 mil hectares de terras, dos quais
213 mil hectares de florestas plantadas e 192 mil hectares de florestas nativas
preservadas. Em 2010 foram plantados 24.743 hectares, sendo 17.125 hectares de
plantios próprios e 7.618 hectares de fomentos.
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No ano foram plantados 8 mil hectares em propriedades rurais, elevando a área
plantada pelo Programa de Fomento Florestal, desde seu início em 1984, para o
patamar de 102 mil hectares nas regiões próximas às unidades florestais do Paraná
e Santa Catarina e São Paulo. Já foram beneficiados 18 mil produtores fomentados
nesses estados brasileiros
.
Com o fomento florestal, a Klabin visa elevar de cerca de
10% para 20% a participação total de madeira de terceiros no abastecimento até
2012.
O rendimento das florestas de eucalipto, medido em toneladas de celulose
produzida por hectare de floresta plantada, vem crescendo ano a ano em
decorrência de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A produtividade das
áreas em fibra em 2010 é 40% maior do que a obtida cinco anos antes.
UNIDADE DE NEGÓCIO ­ PAPÉIS
Em 2010, o aumento da renda, emprego e da produção industrial impulsionou o
consumo e, consequentemente, a demanda por cartões e kraftliner no mercado
interno. As exportações brasileiras de papéis para embalagens também foram
favorecidas pela recuperação econômica de algumas regiões e por restrições na
oferta de produtores internacionais no primeiro semestre do ano, explicada por
fechamentos de capacidade, greves e fenômenos da natureza que impediram o
abastecimento global (terremoto no Chile, congelamento do Mar Báltico e inverno
rigoroso no Hemisfério Norte).
Durante o segundo semestre do ano, o arrefecimento da crise também elevou a
demanda por aparas e papéis reciclados. Este cenário proporcionou aumentos de
preço de kraftliner em todos os mercados. Na Europa segundo a FOEX, o preço de
lista do kraftliner brown 175 g/m² atingiu 600/t em dezembro, representando
variação positiva de 46% quando comparado ao mesmo mês de 2009. No ano, o
preço internacional médio do kraftliner foi de 509/t, 23% superior em relação à
média de 2009.
As vendas de kraftliner em 2010 atingiram 367 mil toneladas, 6% inferior a 2009.
O volume exportado correspondeu a 60% do volume total, versus 78% em 2009.
A receita líquida acumulou R$ 466 milhões, 21% superior que o ano de 2009.
A elevação dos preços internacionais dos papéis e o aumento do volume de vendas
no mercado doméstico compensaram parte da valorização do real frente ao dólar,
contribuindo para a elevação da receita.
Conforme informações divulgadas pela Bracelpa (Associação Brasileiro de Celulose
e Papel), a expedição brasileira de papelcartão em 2010, excluindo cartões para
líquidos, atingiu 576 mil toneladas, 14% acima de 2009. O market share de cartões
da Klabin no mercado interno atingiu 27%.
O volume de vendas de papéis e cartões em 2010 totalizou 1.024 mil toneladas.
Em relação a 2009, o volume cresceu 11%, sendo 24% no mercado interno e 1%
no mercado externo. A receita líquida totalizou R$ 1.713 milhões, 25% superior a
2009, sendo 30% superior no mercado interno e 18% no mercado externo.
UNIDADE DE NEGÓCIO ­ CONVERSÃO
A demanda nacional de papelão ondulado, medida pelo volume de caixas e chapas
expedidos, foi recorde em 2010. Segundo dados divulgados pela ABPO (Associação
Brasileira de Papelão Ondulado) a expedição brasileira acumulou 2,5 milhões de
toneladas de janeiro a dezembro, 12% superior que o ano anterior.
A venda de caixas e chapas de papelão ondulado da Klabin atingiu 512 mil
toneladas, 12% superior a 2009. A receita líquida totalizou R$ 1.157 milhões, 22%
superior ao ano passado.
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Para acompanhar o crescimento da demanda nacional, a Companhia instalou quatro
novas impressoras com capacidade para impressão em quatro cores, sendo duas na
fábrica de Jundiaí DI (SP), uma em Feira de Santana (BA) e uma em Itajaí (SC).
A indústria nacional de cimento, principal consumidora de sacos industriais da
Klabin, vem priorizando o atendimento do mercado interno e investindo fortemente
na ampliação de sua capacidade produtiva. Dados preliminares do SNIC (Sindicato
Nacional da Indústria do Cimento) e estimativas de mercado indicam que as vendas
de cimento no Brasil em 2010 atingiram 59 milhões de toneladas, nível muito
superior aos 52 milhões de toneladas atingidos em 2009. A Região Norte
apresentou o maior crescimento, atingindo 58%, no entanto, essa região responde
por apenas 6% do consumo brasileiro.
O volume de vendas de sacos industriais das unidades Brasil e Argentina em 2010
totalizou 142 mil toneladas, com receita líquida de R$ 472 milhões, um incremento
de 9% e 10%, respectivamente, em relação a 2009.
Os principais mercados consumidores de sacos multifolhados são a construção civil
(cimento e argamassa), agronegócio (sementes) e alimentos (farinha). Em 2010 a
Companhia desenvolveu sacos de alta resistência com proteção de filme plástico e
impressão sofisticada para o mercado de leite em pó.
Em agosto, uma nova linha começou a operar na fábrica de Lages (SC). O
equipamento tem capacidade de produção de 4 milhões de sacos por mês e
substitui duas outras linhas até então existentes na unidade.
MERCADO DE CAPITAIS
Em 2010, as ações preferenciais da Klabin (KLBN4) apresentaram valorização de
10% e o Ibovespa valorização de 1%. As ações da Companhia foram negociadas
em todos os pregões da BM&FBovespa registrando 575 mil operações que
envolveram 593 milhões de títulos e um volume médio diário negociado de R$ 12,2
milhões.
O capital social da Klabin é representado por 917,7 milhões de ações, dos quais
316,8 milhões de ações ordinárias e 600,9 milhões de ações preferenciais.
VENDA DE AÇÕES PREFERENCIAIS PELO BNDESPAR
Com o início das vendas de ações preferenciais em julho por parte do BNDESPAR, o
volume médio negociado na BM&FBovespa apresentou crescimento de 50%,
passando de R$ 9,7 milhões no primeiro semestre para 14,6 milhões no segundo
semestre de 2010.
Até 31 de dezembro de 2010 o BNDESPAR tinha vendido 77,4 milhões de ações
preferenciais da Klabin. Deste modo, a participação do banco caiu de 31% para
18% das ações preferenciais da Companhia.
RECOMPRA DE AÇÕES E AÇÕES EM TESOURARIA
Em reunião extraordinária do Conselho de Administração realizada em 13 de
outubro de 2010, foi autorizado o Programa de Recompra de Ações Preferenciais de
até 45,3 milhões de ações de própria emissão. Este programa é válido por 365 dias
ou até 12 de outubro de 2011.
Em 2010 a Companhia comprou 10,3 milhões de ações e encerrou o ano com 27,2
milhões de ações preferenciais em tesouraria.
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DIVIDENDOS
Em 2010 foram pagos dividendos complementares no valor de R$ 57 milhões e
dividendos intermediários no montante de R$ 120 milhões, sendo R$ 184,54 por
lote de mil ações ordinárias e R$ 202,99 por lote de mil ações preferenciais.
A Administração levará à Assembléia Geral Ordinária, a ser realizada em abril de
2011, proposta de pagamento de dividendos complementares no montante de
R$ 70 milhões, sendo R$ 73,85 por lote de mil ações ordinárias e R$ 81,24 por lote
de mil ações preferenciais. Desse modo os dividendos referentes ao exercício de
2010 perfazem R$ 190 milhões.
RELACIONAMENTO COM AUDITORES INDEPENDENTES
A política em relação aos auditores independentes, na prestação de serviços não
relacionados à Auditoria Externa, substancia-se nos princípios que preservam a
independência do auditor.
Durante o exercício de 2010 os auditores externos somente prestaram serviços
relacionados a auditoria das demonstrações financeiras.
SUSTENTABILIDADE
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
O modelo de gestão adotado pela Klabin permite conciliar a produção de riquezas
com a geração de bem-estar social, sem comprometer o meio ambiente e as
futuras gerações. Essa atuação é marcada pela adoção de modernas e inovadoras
ferramentas que permitem à empresa importantes ganhos em eficiência e
qualidade.
Em sintonia com a visão de crescer de forma sustentável, a Klabin prioriza os
investimentos destinados a pesquisa e desenvolvimento, com foco na criação de
processos, produtos e parcerias com institutos de pesquisa e universidades.
Entre as atribuições da área de P&D estão a busca pela inovação tecnológica e a
melhoria de processos industriais, buscando a redução de custos de produção, além
de contemplar aspectos ambientais, de qualidade, de produtividade, de saúde e de
segurança na execução dos projetos.
Nos últimos anos, a área de P&D vem se dedicando especialmente ao
desenvolvimento de papéis, cartões e embalagens de menor gramatura, o que
segue a estratégia da empresa de investir em produtos de maior valor agregado. O
processo proporciona melhor eficiência, ao passo que reduz custos relacionados à
fabricação, ao uso e ao transporte das embalagens, assim como agrega vantagens
ambientais decorrentes do menor uso de fibras.
Em 2010, os principais produtos desenvolvidos foram:
·
Cartão Barreira Gordura ­ Destinado à fabricação de embalagens para fast-
food, o produto tem como principal característica a aplicação de uma película
que repele a gordura, melhorando a resistência da caixa quando em contato
com o alimento.
·
Consumo de óleo no forno de cal ­ A redução de 9% no consumo de óleo
combustível foi possível graças a um avançado controle que utiliza modelos
matemáticos para antecipar pontos de oscilações e indica o melhor momento
de ajuste da máquina para prevenir variações em seus processos.
·
Eficiência no processo de calcificação ­ A iniciativa teve como base o mesmo
modelo usado para melhorar a eficiência no consumo de cal na Unidade
Monte Alegre, e teve como resultado ganhos da ordem de 12% no processo
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8
de calcificação. O projeto foi premiado como o melhor trabalho do ano pela
Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP).
A pesquisa florestal permitiu ao longo dos últimos 25 anos que o Incremento Médio
Anual (IMA) das espécies cultivadas dobrasse, tanto das fibras longas (Pinus)
quanto das fibras curtas (Eucalyptus). A maior produtividade florestal permite
maior produção de fibras em um mesmo hectare plantado.
Desafios para o futuro:
·
Ampliação do uso da tecnologia de controle avançado, já utilizada na área de
recuperação, em produção de celulose, papel e cartão;
·
Incrementar a investigação da biotecnologia na produção de celulose, papel e
cartão;
·
Estabelecer o uso da modelagem e simulação de processos como ferramenta de
trabalho.
RESPONSABILIDADE SOCIAL
Para a Klabin, o bom relacionamento com as comunidades do entorno de suas
unidades é fundamental para alcançar a perenidade nos negócios. A empresa
acredita que seu papel é decisivo para a melhoria da qualidade de vida das pessoas
e a construção de uma sociedade mais justa. Para isso, uma série de ações para
estreitar os laços com esse público e auxiliar no desenvolvimento local.
O destaque em 2010 foi o Programa de Desenvolvimento de Telêmaco Borba e
Região com Base na Diversificação da Indústria Madeireira. Esta iniciativa busca
estruturar na região a cadeia de madeira sólida, promovendo o desenvolvimento
com foco na sustentabilidade e competitividade das indústrias. A parceria entre a
Klabin, as prefeituras locais, o governo do Estado do Paraná, o Sebrae-PR e a
Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) abrange 13 municípios.
Outras ações desenvolvidas pela Klabin envolvem parcerias que contemplam
projetos nas áreas de saúde, educação técnica e ambiental, assistência social,
cultura, além de incentivar o voluntariado entre seus colaboradores.
MEIO AMBIENTE
A Klabin conduz seus negócios sob um modelo de gestão ambiental que busca
harmonizar a produção industrial à preservação dos recursos naturais. Em linha
com sua Política de Sustentabilidade, adota e incentiva, entre seus colaboradores e
parceiros, a prática dos 3Rs: Reduzir, Reusar e Reciclar, desenvolvendo ações para
aperfeiçoar continuamente seus produtos e serviços, bem como controlar e
monitorar os impactos de suas operações no meio ambiente. Assim, contribui para
a construção de um futuro melhor para as próximas gerações, e, adicionalmente,
obtém ganhos com a redução de custos, como consumo de água, energia elétrica e
matérias-primas.
Somam-se ainda a esse estruturado modelo de gestão diversas atividades de
caráter
socioambiental, que têm como objetivo levar conhecimento e
conscientização aos seus diversos públicos. Exemplos são os Programas Caiubi de
Educação Ambiental e o Parque Ecológico Klabin, mantido em Telêmaco Borba (PR).
A empresa também é referência mundial em manejo florestal, por seu alto nível de
comprometimento com o equilíbrio dos ecossistemas e a preservação da
biodiversidade. Toda madeira utilizada nos processos produtivos é oriunda de
florestas plantadas exclusivamente para esse fim. Além disso, as florestas próprias
são certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC ­ Conselho de manejo
Florestal), que garante o correto manejo, contribuindo para o desenvolvimento
sustentável. A Klabin foi primeira do setor no Hemisfério Sul a receber a
certificação, em 1998. Da mesma forma, seu Sistema de Gestão Ambiental é
certificado pela ISO 14001 em todos os negócios.
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No final de 2010, a área de preservação da Klabin atingiu 192 mil hectares de
matas nativas, representando 41% do total de terras, preservando a
biodiversidade, com destaque para a reintrodução de espécies extintas na região.
RECURSOS HUMANOS
A política de gestão de pessoas da Klabin procura promover a satisfação e o bem-
estar dos colaboradores, assim como identificar pessoas alinhadas aos seus valores.
A companhia acredita que o sucesso de suas estratégias e o crescimento
sustentável dos negócios só são possíveis com o comprometimento de todos em
torno de objetivos comuns.
Para reforçar essa ideia, em 2010 colocou em prática ações de valorização e difusão
da sua cultura, que tem como missão servir de guia para seus funcionários. O
Código de Conduta é uma das principais ferramentas para divulgar seus princípios e
valores. É por meio dele que os profissionais assumem o compromisso de agir de
forma alinhada às expectativas da empresa.
Ao final de 2010, a Klabin contava com 14.603 colaboradores, deste total, 8.004
são empregados próprios, 6.122 terceiros e 477 temporários. A Companhia possui
um Programa de Estágio que conta com 63 estagiários.
NOVO CEO
Em novembro, foi anunciado que o Sr. Reinoldo Poernbacher iria se aposentar e em
seu lugar assumiria como CEO o Sr. Fabio Schvartsman. O Sr. Fabio foi eleito na
reunião do Conselho de Administração realizada em 02 de fevereiro de 2011.
PERSPECTIVAS
2010 foi um ano de desafios. Além da contínua melhoria do desempenho, foram
iniciados investimentos visando redução de custos nas fábricas de papel e aumento
de capacidade nas unidades de sacos industriais e caixas de papelão. Em 2011:
A Klabin pretende continuar diminuindo a alavancagem, reduzindo a relação
Dívida Líquida / EBITDA para um nível menor do que 2 vezes;
A Companhia continua renovando a área florestal, substituindo florestas antigas
por novas com ganho de produtividade de fibras de até 50%;
Na fábrica de Otacílio Costa (SC), a nova caldeira de biomassa, que entrou em
operação em janeiro de 2011, substituiu uma caldeira a óleo combustível. O
investimento proporcionará economia de custos, avanços na matriz energética e
atualização tecnológica;
Em Correia Pinto (SC), uma nova caldeira de biomassa substituirá duas
caldeiras antigas, propiciando auto-suficiência em energia elétrica;
Nas fábricas de caixas de papelão ondulado, além das novas impressoras já
instaladas, serão instaladas duas novas onduladeiras que irão aumentar a
capacidade de produção de Jundiaí DI (SP) e Goiana (PE);
Na unidade de sacos industriais em Lages (SC) será instalada uma linha
adicional de produção de sacos multifolhados que aumentará a produtividade da
unidade em 10%.
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AGRADECIMENTOS
A Administração da Klabin S.A. agradece aos seus acionistas, clientes, parceiros
comerciais, fornecedores e instituições financeiras pelo apoio e pela confiança, e em
especial, aos colaboradores, que tiveram um papel importante em 2010.


São Paulo, 23 de fevereiro de 2011.


A Administração.