background image
Demonstração do Resultado Abrangente
15
Demonstração do Fluxo de Caixa
16
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
Balanço Patrimonial Ativo
11
Relatório da Revisão Especial - Sem Ressalva
76
Demonstração do Resultado
13
Balanço Patrimonial Passivo
12
Notas Explicativas
33
Outras Informações que a Companhia Entenda Relevantes
71
Pareceres e Declarações
DMPL - 01/01/2010 à 30/06/2010
18
DMPL - 01/01/2011 à 30/06/2011
17
Comentário do Desempenho
20
Demonstração do Valor Adicionado
19
DFs Individuais
Balanço Patrimonial Ativo
3
Balanço Patrimonial Passivo
4
Dados da Empresa
DFs Consolidadas
Proventos em Dinheiro
2
Composição do Capital
1
DMPL - 01/01/2011 à 30/06/2011
8
DMPL - 01/01/2010 à 30/06/2010
9
Demonstração do Valor Adicionado
10
Demonstração do Resultado Abrangente
6
Demonstração do Resultado
5
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
Demonstração do Fluxo de Caixa
7
Índice
ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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Em Tesouraria
Total
917.683.296
Preferenciais
27.196.800
Ordinárias
0
Total
27.196.800
Preferenciais
600.855.733
Do Capital Integralizado
Ordinárias
316.827.563
Dados da Empresa / Composição do Capital
Número de Ações
(Unidades)
Trimestre Atual
30/06/2011
PÁGINA: 1 de 77
ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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Assembléia Geral Ordinária
04/04/2011
Dividendo
20/04/2011
Preferencial
0,08124
Reunião do Conselho de
Administração
21/06/2011
Dividendo
15/07/2011
Ordinária
0,08651
Reunião do Conselho de
Administração
21/06/2011
Dividendo
15/07/2011
Preferencial
0,09516
Assembléia Geral Ordinária
04/04/2011
Dividendo
20/04/2011
Ordinária
0,07385
Dados da Empresa / Proventos em Dinheiro
Evento
Aprovação
Provento
Início Pagamento
Espécie de Ação
Classe de Ação
Provento por Ação
(Reais / Ação)
PÁGINA: 2 de 77
ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
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1.02.01.08.02 Créditos com Controladas
8.459
3.996
1.02.01.08
Créditos com Partes Relacionadas
9.505
5.216
1.02.01.08.04 Créditos com Outras Partes Relacionadas
1.046
1.220
1.02.01.09.03 Tributos a Recuperar
147.481
131.621
1.02.01.09
Outros Ativos Não Circulantes
386.279
343.660
1.01.08.03
Outros
21.294
21.765
1.02.04.01
Intangíveis
7.199
7.655
1.02
Ativo Não Circulante
7.629.878
7.489.317
1.02.01.05
Ativos Biológicos
1.397.633
1.394.938
1.02.01
Ativo Realizável a Longo Prazo
1.793.417
1.743.814
1.02.03
Imobilizado
3.943.792
3.932.348
1.02.02.01.04 Outras Participações Societárias
11.542
11.542
1.02.03.01
Imobilizado em Operação
3.780.282
3.754.297
1.02.04
Intangível
7.199
7.655
1.02.03.03
Imobilizado em Andamento
163.510
178.051
1.02.01.09.05 Outros Ativos Não Circulantes
142.880
122.651
1.02.01.09.04 Depósitos Judiciais
95.918
89.388
1.02.02
Investimentos
1.885.470
1.805.500
1.02.02.01.02 Participações em Controladas
1.873.928
1.793.958
1.02.02.01
Participações Societárias
1.885.470
1.805.500
1.01.02.01.02 Títulos Disponíveis para Venda
209.180
198.222
1.01.02.01
Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo
209.180
198.222
1.01.03.01
Clientes
581.202
566.799
1.01.03
Contas a Receber
809.833
879.397
1.01.02
Aplicações Financeiras
209.180
198.222
1
Ativo Total
11.557.621
11.433.668
1.01.08
Outros Ativos Circulantes
21.294
21.765
1.01.01
Caixa e Equivalentes de Caixa
2.324.891
2.268.816
1.01
Ativo Circulante
3.927.743
3.944.351
1.01.03.01.01 Contas a Receber de Clientes
613.413
597.488
1.01.07
Despesas Antecipadas
18.143
22.946
1.01.06.01
Tributos Correntes a Recuperar
104.381
125.974
1.01.07.02
Despesas Antecipadas - Partes Relacionadas
11.743
13.242
1.01.07.01
Despesas Antecipadas - Terceiros
6.400
9.704
1.01.06
Tributos a Recuperar
104.381
125.974
1.01.03.02
Outras Contas a Receber
228.631
312.598
1.01.03.01.02 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
-32.211
-30.689
1.01.04
Estoques
440.021
427.231
1.01.03.02.01 Partes Relacionadas
228.631
312.598
DFs Individuais / Balanço Patrimonial Ativo
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Trimestre Atual
30/06/2011
Exercício Anterior
31/12/2010
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ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
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2.03.01
Capital Social Realizado
1.500.000
1.500.000
2.03
Patrimônio Líquido
5.142.031
4.994.085
2.03.03
Reservas de Reavaliação
51.047
51.404
2.03.02
Reservas de Capital
84.491
84.491
2.02.04.01
Provisões Fiscais Previdenciárias Trabalhistas e Cíveis
104.021
102.147
2.02.03
Tributos Diferidos
695.092
644.909
2.02.02.02
Outros
57.383
59.669
2.02.04
Provisões
104.021
102.147
2.02.03.01
Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos
695.092
644.909
2.03.05
Lucros/Prejuízos Acumulados
221.704
0
2.03.04.09
Ações em Tesouraria
-128.353
-128.353
2.03.06.01
Custo Atribuído ao Ativo Imobilizado (Terras)
1.098.205
1.098.205
2.03.06
Ajustes de Avaliação Patrimonial
1.098.205
1.098.205
2.03.04.08
Dividendo Adicional Proposto
0
70.002
2.03.04.01
Reserva Legal
187.656
187.656
2.03.04
Reservas de Lucros
2.204.765
2.274.767
2.03.04.04
Reserva de Lucros a Realizar
1.220.813
1.220.813
2.03.04.02
Reserva Estatutária
924.649
924.649
2.03.07
Ajustes Acumulados de Conversão
-18.181
-14.782
2.01.03
Obrigações Fiscais
55.830
36.677
2.01.02
Fornecedores
240.170
265.137
2.01.05
Outras Obrigações
597.043
418.241
2.01.04
Empréstimos e Financiamentos
861.011
805.215
2
Passivo Total
11.557.621
11.433.668
2.02.02
Outras Obrigações
57.383
59.669
2.01.01
Obrigações Sociais e Trabalhistas
87.053
92.612
2.01
Passivo Circulante
1.841.107
1.617.882
2.01.05.01
Passivos com Partes Relacionadas
31.447
21.864
2.01.05.02.05 Outras Contas a Pagar e Provisões
50.285
47.037
2.01.05.02.04 Adesão - REFIS
433.313
349.340
2.02.01
Empréstimos e Financiamentos
3.717.987
4.014.976
2.02
Passivo Não Circulante
4.574.483
4.821.701
2.01.05.01.04 Débitos com Outras Partes Relacionadas
2.512
2.392
2.01.05.01.02 Débitos com Controladas
28.935
19.472
2.01.05.02.01 Dividendos e JCP a Pagar
81.998
0
2.01.05.02
Outros
565.596
396.377
DFs Individuais / Balanço Patrimonial Passivo
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Trimestre Atual
30/06/2011
Exercício Anterior
31/12/2010
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ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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3.08.01
Corrente
-19.305
-54.850
-13.897
-19.541
3.08.02
Diferido
-29.654
-50.365
-12.480
-18.582
3.09
Resultado Líquido das Operações Continuadas
163.143
303.345
67.344
108.927
3.08
Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro
-48.959
-105.215
-26.377
-38.123
3.06.01
Receitas Financeiras
70.122
128.046
57.376
103.182
3.06.02
Despesas Financeiras
-2.710
-31.538
-103.666
-230.021
3.07
Resultado Antes dos Tributos sobre o Lucro
212.102
408.560
93.721
147.050
3.99.01.02
PN
0,18930
0,35200
0,07720
0,12490
3.99.02
Lucro Diluído por Ação
3.99.02.01
ON
0,17220
0,32010
0,07020
0,11360
3.99.01.01
ON
0,17220
0,32010
0,07020
0,11360
3.11
Lucro/Prejuízo do Período
163.143
303.345
67.344
108.927
3.99
Lucro por Ação - (Reais / Ação)
3.99.01
Lucro Básico por Ação
3.99.02.02
PN
0,18930
0,35200
0,07720
0,12490
3.02.01
Variação do Valor Justo dos Ativos Biológicos
68.079
83.072
31.370
62.079
3.02.02
Custo dos Produtos Vendidos
-770.859
-1.478.029
-677.072
-1.329.387
3.03
Resultado Bruto
219.095
455.796
224.749
435.005
3.06
Resultado Financeiro
67.412
96.508
-46.290
-126.839
3.01
Receita de Venda de Bens e/ou Serviços
921.875
1.850.753
870.451
1.702.313
3.02
Custo dos Bens e/ou Serviços Vendidos
-702.780
-1.394.957
-645.702
-1.267.308
3.04
Despesas/Receitas Operacionais
-74.405
-143.744
-84.738
-161.116
3.04.05
Outras Despesas Operacionais
-6.434
-11.183
0
0
3.04.06
Resultado de Equivalência Patrimonial
48.658
102.778
21.089
43.025
3.05
Resultado Antes do Resultado Financeiro e dos Tributos
144.690
312.052
140.011
273.889
3.04.01
Despesas com Vendas
-61.170
-126.200
-58.499
-114.488
3.04.02
Despesas Gerais e Administrativas
-55.459
-109.139
-53.548
-98.686
3.04.04
Outras Receitas Operacionais
0
0
6.220
9.033
DFs Individuais / Demonstração do Resultado
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Trimestre Atual
01/04/2011 à 30/06/2011
Acumulado do Atual
Exercício
01/01/2011 à 30/06/2011
Igual Trimestre do
Exercício Anterior
01/04/2010 à 30/06/2010
Acumulado do Exercício
Anterior
01/01/2010 à 30/06/2010
PÁGINA: 5 de 77
ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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4.02
Outros Resultados Abrangentes
-2.055
-3.399
-67
8
4.02.01
Ajustes de Conversão para Moeda Estrangeira
-2.055
-3.399
-67
8
4.03
Resultado Abrangente do Período
161.088
299.946
67.277
108.935
4.01
Lucro Líquido do Período
163.143
303.345
67.344
108.927
DFs Individuais / Demonstração do Resultado Abrangente
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Trimestre Atual
01/04/2011 à 30/06/2011
Acumulado do Atual
Exercício
01/01/2011 à 30/06/2011
Igual Trimestre do
Exercício Anterior
01/04/2010 à 30/06/2010
Acumulado do Exercício
Anterior
01/01/2010 à 30/06/2010
PÁGINA: 6 de 77
ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
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6.01.02.10
Outros Passivos
10.545
-45.489
6.01.02.09
Obrigações Sociais e Trabalhistas
-5.559
3.590
6.02.01
Aquisição de Bens do Ativo Imobilizado (Líq. Impostos)
-143.539
-93.920
6.02
Caixa Líquido Atividades de Investimento
-179.018
-118.419
6.01.02.08
Obrigações Fiscais
19.153
26.232
6.01.02.05
Despesas Antecipadas
4.803
-611
6.01.02.04
Títulos e Valores Mobiliários (Títulos Disp. p/ Venda)
-10.958
21.541
6.01.02.07
Fornecedores
-24.967
125.992
6.01.02.06
Outros Ativos
-30.577
-2.948
6.02.02
Custo de Plantio de Ativos Biológicos (Líq. Impostos)
-33.540
-22.069
6.03.03
Dividendos Pagos
-70.002
-57.002
6.03.02
Amortização de Emp. e Financiamentos
-269.108
-385.630
6.05.01
Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes
2.268.816
1.697.278
6.05
Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes
56.075
249.303
6.03.01
Captação de Emp. e Financiamentos
214.398
430.347
6.02.04
Aquisição Investimentos e Integ. Cap. Controladas
-4.138
0
6.02.03
Venda de Ativos
2.199
633
6.03
Caixa Líquido Atividades de Financiamento
-124.712
-12.285
6.02.05
Outros
0
-3.063
6.05.02
Saldo Final de Caixa e Equivalentes
2.324.891
1.946.581
6.01.01.04
Exaustão dos Ativos Biológicos
113.917
120.243
6.01.01.03
Variação do Valor Justo dos Ativos Biológicos
-83.072
-62.079
6.01.01.06
Juros e Variação Cambial s/ Emp. e Financiamentos
-59.156
204.045
6.01.01.05
Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos
50.365
18.582
6.01.01.02
Depreciação e Amortização
115.737
107.310
6.01
Caixa Líquido Atividades Operacionais
359.805
380.007
6.01.02.03
Tributos a Recuperar
64.893
103.202
6.01.01.01
Lucro Líquido do Período
303.345
108.927
6.01.01
Caixa Gerado nas Operações
277.220
357.657
6.01.02
Variações nos Ativos e Passivos
82.585
22.350
6.01.01.12
Outras
11.530
-3.909
6.01.02.02
Estoques
-12.790
12.385
6.01.02.01
Contas a Receber de Clientes
68.042
-221.544
6.01.01.11
Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos
-42.933
-6.015
6.01.01.08
Provisão de Juros - REFIS
74.048
5.360
6.01.01.07
Pagamento de Juros de Emp. e Financiamentos
-127.327
-154.458
6.01.01.10
Resultados Recebidos de Empresas Controladas
23.544
62.676
6.01.01.09
Resultado de Equivalência Patrimonial
-102.778
-43.025
DFs Individuais / Demonstração do Fluxo de Caixa - Método Indireto
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Acumulado do Atual
Exercício
01/01/2011 à 30/06/2011
Acumulado do Exercício
Anterior
01/01/2010 à 30/06/2010
PÁGINA: 7 de 77
ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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5.05.02.04
Ajustes de Conversão do Período
0
0
0
0
-3.399
-3.399
5.05.02
Outros Resultados Abrangentes
0
0
0
0
-3.399
-3.399
5.05.01
Lucro Líquido do Período
0
0
0
303.345
0
303.345
5.06.03
Tributos sobre a Realização da Reserva de Reavaliação
0
0
183
-183
0
0
5.06.02
Realização da Reserva Reavaliação
0
0
-540
540
0
0
5.06
Mutações Internas do Patrimônio Líquido
0
0
-357
357
0
0
5.07
Saldos Finais
1.500.000
84.491
2.255.812
221.704
1.080.024
5.142.031
5.01
Saldos Iniciais
1.500.000
84.491
2.326.171
0
1.083.423
4.994.085
5.05
Resultado Abrangente Total
0
0
0
303.345
-3.399
299.946
5.03
Saldos Iniciais Ajustados
1.500.000
84.491
2.326.171
0
1.083.423
4.994.085
5.04.06
Dividendos
0
0
-70.002
-81.998
0
-152.000
5.04
Transações de Capital com os Sócios
0
0
-70.002
-81.998
0
-152.000
DFs Individuais / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2011 à 30/06/2011
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Capital Social
Integralizado
Reservas de Capital,
Opções Outorgadas e
Ações em Tesouraria
Reservas de Lucro
Lucros ou Prejuízos
Acumulados
Outros Resultados
Abrangentes
Patrimônio Líquido
PÁGINA: 8 de 77
ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
5.06.02
Realização da Reserva Reavaliação
0
0
-539
539
0
0
5.06.03
Tributos sobre a Realização da Reserva de Reavaliação
0
0
183
-183
0
0
5.05.02.04
Ajustes de Conversão do Período
0
0
0
0
8
8
5.06
Mutações Internas do Patrimônio Líquido
0
0
-37.761
37.761
0
0
5.06.06
Transferência de Lucros Não Realizados p/ Reserva de
Lucros a Realizar - Ativos Biológicos
0
0
40.972
-40.972
0
0
5.06.07
Transferência de Lucros Não Realizados p/ Reserva de
Lucros a Realizar - Ativos Biológicos (Control)
0
0
75.552
-75.552
0
0
5.06.04
Realização de Reserva de Lucros a Realizar - Ativos
Biológicos
0
0
-74.609
74.609
0
0
5.06.05
Realização de Reserva de Lucros a Realizar - Ativos
Biológicos (Controladas)
0
0
-79.320
79.320
0
0
5.07
Saldos Finais
1.500.000
84.491
1.878.568
146.688
1.104.345
4.714.092
5.03
Saldos Iniciais Ajustados
1.500.000
84.491
1.973.331
0
1.104.337
4.662.159
5.01
Saldos Iniciais
1.500.000
84.491
1.973.331
0
1.104.337
4.662.159
5.05.02
Outros Resultados Abrangentes
0
0
0
0
8
8
5.04
Transações de Capital com os Sócios
0
0
-57.002
0
0
-57.002
5.05.01
Lucro Líquido do Período
0
0
0
108.927
0
108.927
5.05
Resultado Abrangente Total
0
0
0
108.927
8
108.935
5.04.06
Dividendos
0
0
-57.002
0
0
-57.002
DFs Individuais / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2010 à 30/06/2010
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Capital Social
Integralizado
Reservas de Capital,
Opções Outorgadas e
Ações em Tesouraria
Reservas de Lucro
Lucros ou Prejuízos
Acumulados
Outros Resultados
Abrangentes
Patrimônio Líquido
PÁGINA: 9 de 77
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background image
7.08.01.01
Remuneração Direta
185.064
163.872
7.08.01
Pessoal
247.359
213.963
7.08.01.03
F.G.T.S.
16.119
13.763
7.08.01.02
Benefícios
46.176
36.328
7.06.02
Receitas Financeiras
325.956
103.182
7.08.04.03
Lucros Retidos / Prejuízo do Período
221.347
108.927
7.08
Distribuição do Valor Adicionado
1.064.901
759.558
7.07
Valor Adicionado Total a Distribuir
1.064.901
759.558
7.08.03.01
Juros
229.448
230.021
7.08.03
Remuneração de Capitais de Terceiros
229.448
230.021
7.08.04.02
Dividendos
81.998
0
7.08.04
Remuneração de Capitais Próprios
303.345
108.927
7.08.02.01
Federais
250.805
163.095
7.08.02
Impostos, Taxas e Contribuições
284.749
206.647
7.08.02.03
Municipais
2.868
2.909
7.08.02.02
Estaduais
31.076
40.643
7.01.02.01
Variação no Valor Justo Ativos Biológicos
83.072
62.079
7.01.02.02
Outros
2.199
633
7.01.04
Provisão/Reversão de Créds. Liquidação Duvidosa
1.521
214
7.01.02
Outras Receitas
85.271
62.712
7.06.01
Resultado de Equivalência Patrimonial
102.778
43.025
7.01
Receitas
2.417.998
2.210.175
7.01.01
Vendas de Mercadorias, Produtos e Serviços
2.331.206
2.147.249
7.02
Insumos Adquiridos de Terceiros
-1.552.177
-1.369.271
7.04.01
Depreciação, Amortização e Exaustão
-229.654
-227.553
7.05
Valor Adicionado Líquido Produzido
636.167
613.351
7.06
Vlr Adicionado Recebido em Transferência
428.734
146.207
7.04
Retenções
-229.654
-227.553
7.02.01
Custos Prods., Mercs. e Servs. Vendidos
-606.351
-559.874
7.02.02
Materiais, Energia, Servs. de Terceiros e Outros
-945.826
-809.397
7.03
Valor Adicionado Bruto
865.821
840.904
DFs Individuais / Demonstração do Valor Adicionado
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Acumulado do Atual
Exercício
01/01/2011 à 30/06/2011
Acumulado do Exercício
Anterior
01/01/2010 à 30/06/2010
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background image
1.02.01.08
Créditos com Partes Relacionadas
1.046
1.220
1.02.01.05
Ativos Biológicos
2.880.325
2.762.879
1.02.01.09
Outros Ativos Não Circulantes
393.773
346.777
1.02.01.08.04 Créditos com Outras Partes Relacionadas
1.046
1.220
1.01.08.03
Outros
27.058
25.131
1.01.08
Outros Ativos Circulantes
27.058
25.131
1.02.01
Ativo Realizável a Longo Prazo
3.275.144
3.110.876
1.02
Ativo Não Circulante
8.311.865
8.134.096
1.02.01.09.03 Tributos a Recuperar
147.481
131.621
1.02.03.01
Imobilizado em Operação
4.854.469
4.825.971
1.02.03
Imobilizado
5.017.980
5.004.023
1.02.04
Intangível
7.199
7.655
1.02.03.03
Imobilizado em Andamento
163.511
178.052
1.02.01.09.05 Outros Ativos Não Circulantes
149.013
124.458
1.02.01.09.04 Depósitos Judiciais
97.279
90.698
1.02.02.02
Propriedades para Investimento
11.542
11.542
1.02.02
Investimentos
11.542
11.542
1.02.04.01
Intangíveis
7.199
7.655
1.01.02.01
Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo
209.180
198.222
1.01.02
Aplicações Financeiras
209.180
198.222
1.01.03
Contas a Receber
761.492
753.961
1.01.02.01.02 Títulos Disponíveis para Venda
209.180
198.222
1
Ativo Total
12.383.757
12.261.243
1.01.07.02
Despesas Antecipadas - Partes Relacionadas
11.743
13.242
1.01.01
Caixa e Equivalentes de Caixa
2.482.050
2.531.105
1.01
Ativo Circulante
4.071.892
4.127.147
1.01.06.01
Tributos Correntes a Recuperar
108.068
131.102
1.01.06
Tributos a Recuperar
108.068
131.102
1.01.07.01
Despesas Antecipadas - Terceiros
9.755
14.256
1.01.07
Despesas Antecipadas
21.498
27.498
1.01.03.01.01 Contas a Receber de Clientes
793.771
784.725
1.01.03.01
Clientes
761.492
753.961
1.01.04
Estoques
462.546
460.128
1.01.03.01.02 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
-32.279
-30.764
DFs Consolidadas / Balanço Patrimonial Ativo
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Trimestre Atual
30/06/2011
Exercício Anterior
31/12/2010
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2.03.02
Reservas de Capital
84.491
84.491
2.03.01
Capital Social Realizado
1.500.000
1.500.000
2.03.04
Reservas de Lucros
2.204.765
2.274.767
2.03.03
Reservas de Reavaliação
51.047
51.404
2.03
Patrimônio Líquido Consolidado
5.329.173
5.154.502
2.02.03.01
Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos
1.318.502
1.235.635
2.03.09
Participação dos Acionistas Não Controladores
187.142
160.417
2.02.04.01
Provisões Fiscais Previdenciárias Trabalhistas e Cíveis
104.021
102.147
2.02.04
Provisões
104.021
102.147
2.03.06
Ajustes de Avaliação Patrimonial
1.098.205
1.098.205
2.03.05
Lucros/Prejuízos Acumulados
221.704
0
2.03.07
Ajustes Acumulados de Conversão
-18.181
-14.782
2.03.06.01
Custo Atribuído ao Ativo Imobilizado (Terras)
1.098.205
1.098.205
2.03.04.09
Ações em Tesouraria
-128.353
-128.353
2.03.04.02
Reserva Estatutária
924.649
924.649
2.03.04.01
Reserva Legal
187.656
187.656
2.03.04.08
Dividendo Adicional Proposto
0
70.002
2.03.04.04
Reserva de Lucros a Realizar
1.220.813
1.220.813
2.01.03
Obrigações Fiscais
80.152
77.682
2.01.02
Fornecedores
243.767
269.839
2.01.05
Outras Obrigações
575.474
407.729
2.01.04
Empréstimos e Financiamentos
865.989
842.121
2
Passivo Total
12.383.757
12.261.243
2.02.03
Tributos Diferidos
1.318.502
1.235.635
2.01.01
Obrigações Sociais e Trabalhistas
88.053
93.542
2.01
Passivo Circulante
1.853.435
1.690.913
2.01.05.01
Passivos com Partes Relacionadas
2.512
2.392
2.02
Passivo Não Circulante
5.201.149
5.415.828
2.01.05.02.05 Outras Contas a Pagar e Provisões
57.651
55.997
2.02.02
Outras Obrigações
60.639
63.070
2.02.01
Empréstimos e Financiamentos
3.717.987
4.014.976
2.01.05.02
Outros
572.962
405.337
2.01.05.01.04 Débitos com Outras Partes Relacionadas
2.512
2.392
2.01.05.02.04 Adesão - REFIS
433.313
349.340
2.01.05.02.01 Dividendos e JCP a Pagar
81.998
0
DFs Consolidadas / Balanço Patrimonial Passivo
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Trimestre Atual
30/06/2011
Exercício Anterior
31/12/2010
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ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
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background image
3.08.02
Diferido
-41.196
-78.321
-13.332
-16.950
3.09
Resultado Líquido das Operações Continuadas
169.376
318.355
71.465
116.338
3.11
Lucro/Prejuízo Consolidado do Período
169.376
318.355
71.465
116.338
3.08.01
Corrente
-35.760
-86.477
-23.762
-43.154
3.07
Resultado Antes dos Tributos sobre o Lucro
246.332
483.153
108.559
176.442
3.08
Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro
-76.956
-164.798
-37.094
-60.104
3.11.01
Atribuído a Sócios da Empresa Controladora
163.143
303.345
67.344
108.927
3.99.01.02
PN
0,18930
0,35200
0,07720
0,12490
3.99.02
Lucro Diluído por Ação
3.99.02.01
ON
0,17220
0,32010
0,07020
0,11360
3.99.01.01
ON
0,17220
0,32010
0,07020
0,11360
3.11.02
Atribuído a Sócios Não Controladores
6.233
15.010
4.121
7.411
3.99
Lucro por Ação - (Reais / Ação)
3.99.01
Lucro Básico por Ação
3.02.02
Custo dos Produtos Vendidos
-772.704
-1.484.038
-716.772
-1.382.177
3.03
Resultado Bruto
319.827
673.305
277.656
544.159
3.04
Despesas/Receitas Operacionais
-142.970
-293.185
-123.372
-241.406
3.02.01
Variação do Valor Justo dos Ativos Biológicos
145.084
252.891
89.029
176.552
3.06.02
Despesas Financeiras
-3.098
-29.812
-104.528
-232.212
3.01
Receita de Venda de Bens e/ou Serviços
947.447
1.904.452
905.399
1.749.784
3.02
Custo dos Bens e/ou Serviços Vendidos
-627.620
-1.231.147
-627.743
-1.205.625
3.05
Resultado Antes do Resultado Financeiro e dos Tributos
176.857
380.120
154.284
302.753
3.06
Resultado Financeiro
69.475
103.033
-45.725
-126.311
3.06.01
Receitas Financeiras
72.573
132.845
58.803
105.901
3.04.05
Outras Despesas Operacionais
-9.603
-18.727
0
0
3.04.01
Despesas com Vendas
-76.652
-162.402
-72.726
-145.291
3.04.02
Despesas Gerais e Administrativas
-56.715
-112.056
-54.906
-100.840
3.04.04
Outras Receitas Operacionais
0
0
4.260
4.725
DFs Consolidadas / Demonstração do Resultado
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Trimestre Atual
01/04/2011 à 30/06/2011
Acumulado do Atual
Exercício
01/01/2011 à 30/06/2011
Igual Trimestre do
Exercício Anterior
01/04/2010 à 30/06/2010
Acumulado do Exercício
Anterior
01/01/2010 à 30/06/2010
PÁGINA: 13 de 77
ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
3.99.02.02
PN
0,18930
0,35200
0,07720
0,12490
DFs Consolidadas / Demonstração do Resultado
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Trimestre Atual
01/04/2011 à 30/06/2011
Acumulado do Atual
Exercício
01/01/2011 à 30/06/2011
Igual Trimestre do
Exercício Anterior
01/04/2010 à 30/06/2010
Acumulado do Exercício
Anterior
01/01/2010 à 30/06/2010
PÁGINA: 14 de 77
ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
4.02.01
Ajustes de Conversão para Moeda Estrangeira
-2.055
-3.399
-67
8
4.03
Resultado Abrangente Consolidado do Período
167.321
314.956
71.398
116.346
4.03.01
Atribuído a Sócios da Empresa Controladora
161.088
299.946
67.277
108.935
4.03.02
Atribuído a Sócios Não Controladores
6.233
15.010
4.121
7.411
4.02
Outros Resultados Abrangentes
-2.055
-3.399
-67
8
4.01
Lucro Líquido Consolidado do Período
169.376
318.355
71.465
116.338
DFs Consolidadas / Demonstração do Resultado Abrangente
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Trimestre Atual
01/04/2011 à 30/06/2011
Acumulado do Atual
Exercício
01/01/2011 à 30/06/2011
Igual Trimestre do
Exercício Anterior
01/04/2010 à 30/06/2010
Acumulado do Exercício
Anterior
01/01/2010 à 30/06/2010
PÁGINA: 15 de 77
ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
6.02
Caixa Líquido Atividades de Investimento
-206.621
-142.620
6.01.02.10
Outros Passivos
-657
-44.663
6.02.01
Aquisição de Bens do Ativo Imobilizado (Líq. Impostos)
-148.061
-93.000
6.02.03
Venda de Ativos
2.199
633
6.02.02
Custo de Plantio de Ativos Biológicos (Líq. Impostos)
-60.759
-45.776
6.01.02.06
Outros Ativos
-32.889
2.003
6.05.02
Saldo Final de Caixa e Equivalentes
2.482.050
2.181.799
6.01.02.07
Fornecedores
-26.072
60.929
6.01.02.09
Obrigações Sociais e Trabalhistas
-5.489
3.767
6.01.02.08
Obrigações Fiscais
2.470
51.051
6.03.05
Dividendos Pagos
-70.002
-57.002
6.03.04
Aquisição de Participação Capital de Não Controladores
-894
-2.385
6.03.06
Dividendos Pagos para Acionistas Não Controladores
-43
0
6.05.01
Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes
2.531.105
1.841.652
6.05
Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes
-49.055
340.147
6.03
Caixa Líquido Atividades de Financiamento
-144.500
18.595
6.02.04
Outros
0
-4.477
6.03.01
Captação de Emp. e Financiamentos
214.398
445.615
6.03.03
Integ. de Capital em Controladas por Não Controladores
12.652
23.564
6.03.02
Amortização de Emp. e Financiamentos
-300.611
-391.197
6.01.01.04
Exaustão dos Ativos Biológicos
196.204
244.447
6.01.01.03
Variação do Valor Justo dos Ativos Biológicos
-252.891
-176.551
6.01.01.06
Juros e Variação Cambial s/ Emp. e Financiamentos
-59.198
205.449
6.01.01.05
Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos
78.321
16.950
6.01.01.02
Depreciação e Amortização
116.320
107.621
6.01
Caixa Líquido Atividades Operacionais
302.066
464.172
6.01.02.05
Despesas Antecipadas
6.000
-1.348
6.01.01.01
Lucro Líquido do Período (Atrb. Acio. Controladores)
303.345
108.927
6.01.01
Caixa Gerado nas Operações
275.174
350.077
6.01.01.07
Pagamento de Juros de Emp. e Financiamentos
-127.710
-155.273
6.01.02.02
Estoques
-2.418
2.019
6.01.02.01
Contas a Receber de Clientes
-9.046
-82.079
6.01.02.04
Títulos e Valores Mobiliários (Títulos Disp. p/ Venda)
-10.958
21.541
6.01.02.03
Tributos a Recuperar
105.951
100.875
6.01.02
Variações nos Ativos e Passivos
26.892
114.095
6.01.01.09
Lucro Líquido do Exercício (Atrib. Acio. Não Control)
15.010
7.411
6.01.01.08
Provisão de Juros - REFIS
74.048
5.359
6.01.01.11
Outras
14.275
-4.005
6.01.01.10
Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos
-82.550
-10.258
DFs Consolidadas / Demonstração do Fluxo de Caixa - Método Indireto
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Acumulado do Atual
Exercício
01/01/2011 à 30/06/2011
Acumulado do Exercício
Anterior
01/01/2010 à 30/06/2010
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Versão : 1
background image
5.05.01
Lucro Líquido do Período
0
0
0
303.345
0
303.345
15.010
318.355
5.05.02
Outros Resultados Abrangentes
0
0
0
0
-3.399
-3.399
0
-3.399
5.07
Saldos Finais
1.500.000
84.491
2.255.812
221.704
1.080.024
5.142.031
187.142
5.329.173
5.05
Resultado Abrangente Total
0
0
0
303.345
-3.399
299.946
15.010
314.956
5.06.01
Constituição de Reservas
0
0
-540
540
0
0
0
0
5.06.02
Realização da Reserva Reavaliação
0
0
183
-183
0
0
0
0
5.05.02.04
Ajustes de Conversão do Período
0
0
0
0
-3.399
-3.399
0
-3.399
5.06
Mutações Internas do Patrimônio Líquido
0
0
-357
357
0
0
0
0
5.03
Saldos Iniciais Ajustados
1.500.000
84.491
2.326.171
0
1.083.423
4.994.085
160.417
5.154.502
5.01
Saldos Iniciais
1.500.000
84.491
2.326.171
0
1.083.423
4.994.085
160.417
5.154.502
5.04.10
Distribuição de Dividendos p/ Não
Controladores
0
0
0
0
0
0
-43
-43
5.04
Transações de Capital com os Sócios
0
0
-70.002
-81.998
0
-152.000
11.715
-140.285
5.04.09
Aquisição de Participação de Não
Controladores em Controladas
0
0
0
0
0
0
-894
-894
5.04.08
Integralização de Capital em Controladas
p/ Não Controladores
0
0
0
0
0
0
12.652
12.652
5.04.06
Dividendos
0
0
-70.002
-81.998
0
-152.000
0
-152.000
DFs Consolidadas / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2011 à 30/06/2011
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Capital Social
Integralizado
Reservas de Capital,
Opções Outorgadas e
Ações em Tesouraria
Reservas de Lucro
Lucros ou Prejuízos
Acumulados
Outros Resultados
Abrangentes
Patrimônio Líquido
Participação dos Não
Controladores
Patrimônio Líquido
Consolidado
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Versão : 1
background image
5.05.02.04
Ajustes de Conversão do Período
0
0
0
0
8
8
0
8
5.06
Mutações Internas do Patrimônio Líquido
0
0
-37.761
37.761
0
0
0
0
5.05.01
Lucro Líquido do Período
0
0
0
108.927
0
108.927
7.411
116.338
5.05.02
Outros Resultados Abrangentes
0
0
0
0
8
8
0
8
5.06.04
Realização de Reserva de Lucros a
Realizar - Ativos Biológicos
0
0
-153.929
153.929
0
0
0
0
5.06.05
Transferência de Lucros Não Realizados
p/ Reserva de Lucros a Realizar - Ativos
Biológicos
0
0
116.524
-116.524
0
0
0
0
5.06.02
Realização da Reserva Reavaliação
0
0
-539
539
0
0
0
0
5.06.03
Tributos sobre a Realização da Reserva
de Reavaliação
0
0
183
-183
0
0
0
0
5.07
Saldos Finais
1.500.000
84.491
1.878.568
146.688
1.104.345
4.714.092
85.255
4.799.347
5.03
Saldos Iniciais Ajustados
1.500.000
84.491
1.973.331
0
1.104.337
4.662.159
56.665
4.718.824
5.01
Saldos Iniciais
1.500.000
84.491
1.973.331
0
1.104.337
4.662.159
56.665
4.718.824
5.05
Resultado Abrangente Total
0
0
0
108.927
8
108.935
7.411
116.346
5.04
Transações de Capital com os Sócios
0
0
-57.002
0
0
-57.002
21.179
-35.823
5.04.09
Aquisição de Participação de Não
Controladores em Controladas
0
0
0
0
0
0
-2.385
-2.385
5.04.08
Integralização de Capital em Controladas
p/ Não Controladores
0
0
0
0
0
0
23.564
23.564
5.04.06
Dividendos
0
0
-57.002
0
0
-57.002
0
-57.002
DFs Consolidadas / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2010 à 30/06/2010
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Capital Social
Integralizado
Reservas de Capital,
Opções Outorgadas e
Ações em Tesouraria
Reservas de Lucro
Lucros ou Prejuízos
Acumulados
Outros Resultados
Abrangentes
Patrimônio Líquido
Participação dos Não
Controladores
Patrimônio Líquido
Consolidado
PÁGINA: 18 de 77
ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2011 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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7.08.01.02
Benefícios
46.334
36.455
7.08.01.01
Remuneração Direta
189.423
167.097
7.08.02
Impostos, Taxas e Contribuições
344.293
230.865
7.08.01.03
F.G.T.S.
16.155
13.795
7.07
Valor Adicionado Total a Distribuir
1.145.369
796.762
7.08.04.04
Part. Não Controladores nos Lucros Retidos
15.010
7.411
7.08.01
Pessoal
251.912
217.347
7.08
Distribuição do Valor Adicionado
1.145.369
796.762
7.08.04
Remuneração de Capitais Próprios
318.355
116.338
7.08.03.01
Juros
230.809
232.212
7.08.04.03
Lucros Retidos / Prejuízo do Período
221.347
108.927
7.08.04.02
Dividendos
81.998
0
7.08.02.02
Estaduais
31.076
40.643
7.08.02.01
Federais
310.349
187.313
7.08.03
Remuneração de Capitais de Terceiros
230.809
232.212
7.08.02.03
Municipais
2.868
2.909
7.01.02.01
Variação no Valor Justo Ativos Biológicos
252.891
176.552
7.01.02.02
Outros
2.199
633
7.01.04
Provisão/Reversão de Créds. Liquidação Duvidosa
1.514
213
7.01.02
Outras Receitas
255.090
177.185
7.06.02
Receitas Financeiras
333.842
105.901
7.01
Receitas
2.648.097
2.380.962
7.01.01
Vendas de Mercadorias, Produtos e Serviços
2.391.493
2.203.564
7.02
Insumos Adquiridos de Terceiros
-1.524.046
-1.338.033
7.04.01
Depreciação, Amortização e Exaustão
-312.524
-352.068
7.05
Valor Adicionado Líquido Produzido
811.527
690.861
7.06
Vlr Adicionado Recebido em Transferência
333.842
105.901
7.04
Retenções
-312.524
-352.068
7.02.01
Custos Prods., Mercs. e Servs. Vendidos
-530.456
-476.499
7.02.02
Materiais, Energia, Servs. de Terceiros e Outros
-993.590
-861.534
7.03
Valor Adicionado Bruto
1.124.051
1.042.929
DFs Consolidadas / Demonstração do Valor Adicionado
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Acumulado do Atual
Exercício
01/01/2011 à 30/06/2011
Acumulado do Exercício
Anterior
01/01/2010 à 30/06/2010
PÁGINA: 19 de 77
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Versão : 1
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Comentário do Desempenho
Resumo do 2T11
A Klabin, maior produtora, exportadora e recicladora de papéis do Brasil, e líder nos mercados de papéis
e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado, sacos industriais e madeira em toras
para serrarias e laminadoras, encerrou o segundo trimestre de 2011 com lucro líquido de R$ 163
milhões. O resultado foi 142% superior aos R$ 67 milhões, registrados no segundo trimestre de 2010, e
16% superior aos R$ 140 milhões, apurados no trimestre anterior.
No período, a empresa registrou EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações)
de R$ 190 milhões, com margem de 20%. A redução da margem EBITDA em relação ao 2T10 é
explicada pelo efeito da parada programada para manutenção, na unidade Monte Alegre, em Telêmaco
Borba (PR), e pela apreciação do real.
190
249
236
20%
26%
26%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
35%
-
50
100
150
200
250
300
350
400
450
500
2T11
1T11
2T10
EBITDA e margem EBITDA
(R$ milhões)
163
140
67
2T11
1T11
2T10
Lucro líquido
(R$ milhões)
O volume vendido no segundo trimestre atingiu 435 mil toneladas, excluindo madeira, e manteve o
patamar registrado em igual período em 2010, em que o volume foi de 430 mil toneladas. Apesar da
parada para manutenção de Monte Alegre (PR), o volume total de vendas não sofreu variação
significativa em relação ao 1T11. Adicionalmente, a diversificação da linha de cartões da Klabin
compensou o enfraquecimento do mercado interno.
A Klabin encerrou o segundo trimestre de 2011 com uma receita líquida de R$ 947 milhões, 5% maior
que o valor registrado no segundo trimestre do ano anterior. Considerando o período de seis meses de
2011, a receita líquida atingiu R$ 1.904 milhões, valor que é 9% superior ao igual período de 2010.
O mercado interno foi responsável por 66% do volume de vendas no período, ante 61% no 1T11. A
receita líquida no mercado interno correspondeu a 78% do total. As exportações somaram R$ 205
milhões (US$ 128 milhões), valor que é 6% superior ao valor do segundo trimestre do ano passado.
Nos seis primeiros meses do ano, as exportações atingiram R$ 451 milhões (US$ 266 milhões),
representando crescimento de 11% em relação ao 1S10.
Volume de vendas (excluindo madeira)
(mil toneladas)
288
269
301
147
169
129
435
438
430
2T11
1T11
2T10
Receita líquida
(R$ milhões)
742
711
712
205
246
193
947
957
905
2T11
1T11
2T10
ME
MI
ME
MI
A Klabin mantém forte posição de caixa, com aplicações financeiras
(1)
que somavam R$ 2.691 milhões
ao final de junho de 2011. O montante supera em 3,1x o endividamento bruto de curto prazo.
O endividamento líquido no final de junho foi de R$ 1.893 milhões, redução de R$ 235 milhões na
comparação aos R$ 2.128 milhões ao final de dezembro de 2010. A relação dívida líquida/EBITDA, que
era de 2,2x em 31 de dezembro de 2010 caiu para 2,0x ao final de junho/11.
A Reunião Extraordinária do Conselho de Administração realizada no dia 21 de junho de 2011 aprovou o
pagamento de R$ 82 milhões em dividendos intermediários que foram pagos a partir de 15 de julho de
2011, sendo R$ 86,51 por lote de mil ações ordinárias e R$ 95,16 por lote de mil ações preferenciais.
(1) Inclui caixa e equivalente de caixa.
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Versão : 1
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Comentário do Desempenho
Mercados e Câmbio
No segundo trimestre de 2011 os agentes econômicos permaneceram atentos aos problemas fiscais dos
países desenvolvidos e ao controle da inflação nas economias emergentes.
Em um período de grandes incertezas, os mercados europeus não mostraram força durante os meses
de abril, maio e junho. O risco de moratória de alguns países participantes da Zona do Euro elevou as
expectativas negativas a respeito da velocidade da recuperação econômica na região. Ao final do
trimestre a Grécia recebeu apoio, após a mesma aprovar um grande programa de austeridade fiscal e
de privatizações. Tal medida, aliada à redução de gastos do governo em outros países, afastou
temporariamente o receio em relação ao agravamento da situação econômica em países europeus de
maior relevância, tais como a Itália.
Por conta da atividade industrial inexpressiva e do alto nível de desemprego nos Estados Unidos, o FED
reduziu a expectativa de crescimento para 2011. A difícil negociação entre o poder executivo americano
e o Congresso para aumentar o limite da dívida pública daquele país colaborou para o aumento da
volatilidade dos mercados no final do trimestre. Já a economia chinesa vem apresentando forte
crescimento, fato que continua fomentando preocupações com a inflação do país.
No Brasil, os indicadores de inflação começaram a apresentar sinais de desaceleração, reflexo de fatores
sazonais e das medidas adotadas pelo governo: ciclo de aumento da taxa Selic, política fiscal e medidas
macroprudenciais. O elevado nível da taxa de juros associado ao crescimento econômico superior aos
países desenvolvidos contribuíram para a continuidade do forte ingresso de moeda estrangeira no
Brasil. Apesar de algumas tentativas do Banco Central de controlar a valorização da moeda local, o real
apreciou novamente frente ao dólar durante o 2T11.
A taxa de câmbio (final venda) que era de R$ 1,63/US$ em 31 de março de 2011, depreciou 4% no
trimestre alcançando R$ 1,56/US$ ao final de junho de 2011. Em relação a 31 de dezembro de 2010, a
depreciação do dólar já acumula 6%. A taxa de câmbio média no 2T11 foi R$ 1,60/US$, 11% e 4%
inferior ao 2T10 e 1T11, respectivamente. No semestre a redução da taxa de câmbio média já acumula
9%, comparado aos 6M10.
2T11/1T11
2T11/2T10
6M11/6M10
Dólar médio
1,60
1,67
1,79
-4%
-11%
1,63
1,80
-9%
Dólar final
1,56
1,63
1,80
-4%
-13%
1,56
1,80
-13%
6M11
6M10
2T11
1T11
2T10
A demanda internacional de kraftliner se manteve estável durante o trimestre, porém a elevada oferta
norte americana pressionou os preços internacionais. Na Europa, segundo dados publicados pela FOEX,
o preço de lista médio do kraftliner brown 175 g/m² caiu de 599 / t em março para 582 /t em
junho. No trimestre o preço médio de lista do kraftliner apresentou crescimento de 23% em euros
quando comparado ao 2T10.
Conforme informações divulgadas pela Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel), a expedição
brasileira de papelcartão, excluindo cartões para líquidos, atingiu 125 mil toneladas no 2T11. Embora
em patamar inferior ao ano passado, a demanda interna no trimestre apresentou crescimento de 5%
em relação ao 1T11, acompanhando a sazonalidade típica deste mercado.
O preço das aparas permaneceu estável durante os meses de abril e maio e apresentou leve queda
durante o mês de junho. Já o mercado brasileiro de papelão ondulado apresentou crescimento quando
comparado ao 1T11. Segundo dados divulgados pela ABPO (Associação Brasileira de Papelão Ondulado)
a expedição brasileira de caixas e chapas acumulou 810 mil toneladas de abril a junho, 7% superior ao
primeiro trimestre de 2011. No semestre a demanda interna de papelão ondulado permaneceu estável
em relação aos 6M10, acumulando 1.570 mil toneladas.
Dados preliminares do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), que incluem expedições de
cimento a granel e ensacado, mostram que as vendas acumuladas de cimento no trimestre cresceram
6% em relação ao 1T11, sinalizando aquecimento do setor de construção civil.
Durante o trimestre, a Companhia permaneceu seletiva nas vendas de produtos convertidos, visando
melhor mix e mercados de melhores margens.
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Comentário do Desempenho
Desempenho operacional e econômico-financeiro
Volume de vendas
O volume de vendas no 2T11, sem incluir madeira, foi de 435 mil toneladas. Apesar da parada para
manutenção de Monte Alegre (PR), o volume vendido se mostrou estável ao 1T11. Com relação ao 1º
semestre de 2011, o volume de vendas totalizou 873 mil toneladas, 1% superior a igual período de
2010.
Afetado pelo arrefecimento da demanda brasileira, o volume de vendas no mercado interno atingiu 288
mil toneladas, 4% inferior ao 2T10. Em comparação ao 1T11, o aumento de 19 mil toneladas (7%)
acompanhou a sazonalidade típica do mercado doméstico de papéis. Nos 6 meses de 2011 o volume
vendido no Brasil foi de 557 mil toneladas, 2% inferior ao primeiro semestre de 2010.
O volume exportado no 2T11 totalizou 147 mil toneladas, 14% superior ao 2T10. No semestre as
exportações atingiram 316 mil toneladas, 8% acima de 6M10.
Cartões
Revest.
38%
Caixas
de P.O.
29%
Kraftliner
24%
Sacos
Ind.
8%
Outros
1%
Volume de vendas por produto
6M11
não inclui madeira
435
438
430
873
863
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Volume de vendas
(mil t)
Mercado Interno
Mercado Externo
Total
66%
64%
36%
39%
61%
34%
66%
70%
34%
30%
Receita Líquida
A receita líquida no 2T11, incluindo madeira, totalizou R$ 947 milhões. O aumento de 5% em relação ao
2T10 é explicado por maiores preços praticados no mercado interno. Quando comparada ao 1T11, a
receita apresentou redução de 1% devido à apreciação do real e à queda do preço internacional de
kraftliner. Nos seis meses de 2011, a receita líquida atingiu R$ 1.904 milhões, 9% superior a igual
período de 2010.
Cartões
Revest.
34%
Caixas de
P.O.
31%
Kraftliner
14%
Sacos
Indust.
12%
Madeira
7%
Outros
2%
Receita líquida por produto
6M11
inclui madeira
947
957
905
1.904
1.750
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Receita líquida
(R$ milhões)
Mercado Interno
Mercado Externo
78%
74%
79%
22%
26%
21%
76%
24%
77%
23%
78%
74%
79%
22%
26%
21%
76%
24%
77%
23%
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Comentário do Desempenho
No mercado interno a receita líquida foi de R$ 742 milhões, 4% superior ao 2T10 e ao 1T11. A
participação do mercado interno na receita representou 78% no 2T11, versus 74% no trimestre
passado. No 1º semestre de 2011 a receita líquida no mercado interno atingiu R$ 1.453 milhões, 8%
superior a igual semestre de 2010.
As exportações no 2T11 totalizaram R$ 205 milhões (US$ 128 milhões), 6% superior ao 2T10 devido
aos maiores preços praticados no mercado internacional e 17% inferior ao 1T11, refletindo menores
volumes e queda da taxa de câmbio. No semestre a receita líquida no mercado externo foi de R$ 451
milhões (US$ 266 milhões), 11% superior ao mesmo período de 2010.
Exportações
A sazonalidade do mercado de papéis se mostrou presente durante o 2T11 e o percentual do volume de
vendas no mercado interno, que era de 61% no 1T11 subiu para 66%. Desta forma a Companhia
destinou menor volume ao mercado externo em relação ao trimestre passado.
A queda de 4% da taxa de câmbio durante o período refletiu menores preços em reais e, por fim, em
uma receita de exportação mais baixa quando comparada ao 1T11. Já em relação ao 2T10, as receitas
de exportação da Klabin cresceram devido aos aumentos de preços no mercado internacional, que
ocorreram durante o segundo semestre do ano passado.
O principal mercado para as exportações da Klabin continua sendo a América Latina, região responsável
por 47% do volume de vendas e 41% da receita líquida de exportação do primeiro semestre do ano,
seguida pela Ásia, onde se concentram as exportações de cartões para líquidos.
América
Latina
47%
Ásia
27%
Europa
17%
África
5%
América
do Norte
4%
Volume - 6M11
316 mil toneladas
América
Latina
41%
Ásia
30%
Europa
19%
África
6%
América
do Norte
4%
Receita líquida - 6M11
R$ 451 milhões
Custos e Despesas Operacionais
O custo caixa unitário do trimestre, considerando os custos fixos e variáveis e as despesas comerciais
e administrativas, atingiu R$ 1.742/t, 12% e 8% superior ao 2T10 e ao 1T11, respectivamente,
principalmente em função da parada programada para manutenção na fábrica de Monte Alegre (PR)
ocorrida em junho de 2011. Sem os custos da parada, o custo caixa unitário foi de R$ 1.645/t, 8% e
2% superior ao 2T10 e ao 1T11, respectivamente.
O custo dos produtos vendidos no 2T11 foi de R$ 773 milhões. Além dos custos fixos da parada para
manutenção de Monte Alegre (PR), o CPV do trimestre foi afetado pelo aumento do consumo de óleo
combustível, maiores gastos na compra de madeira de terceiros e aumento do custo de materiais para
embalar nossos produtos. No primeiro semestre de 2011 o CPV acumulou R$ 1.484 milhões, 7%
superior que o mesmo período do ano anterior.
As despesas com vendas foram de R$ 77 milhões, 11% inferior ao 1T11. A redução em relação ao
trimestre passado se deve principalmente à contabilização de gastos não recorrentes registrados
naquele trimestre. No 2T11 os fretes corresponderam a R$ 45 milhões, redução de R$ 2 milhões em
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Comentário do Desempenho
relação ao 1T11, devido ao menor volume exportado. No semestre, as despesas com vendas atingiram
R$ 162 milhões, 9% superior ao primeiro semestre de 2010.
As despesas gerais e administrativas somaram R$ 57 milhões, 3% e 2% superior ao 2T10 e ao
1T11, respectivamente, explicado pela contratação de serviços de terceiros voltados à reorganização de
processos da Companhia. No semestre as despesas gerais e administrativas foram de R$ 112 milhões,
11% superior a igual período de 2010, impactado pelo dissídio coletivo e outros gastos não recorrentes
registrados no início do ano.
Outras receitas / despesas operacionais resultaram uma despesa de R$ 10 milhões no 2T11,
comparado a uma receita de R$ 4 milhões no 2T10. No semestre, outras receitas / despesas totalizaram
uma despesa de R$ 19 milhões, contra uma receita de R$ 5 milhões nos 6M10.
Efeito da variação do valor justo dos ativos biológicos
O efeito da variação do valor justo dos ativos biológicos na receita foi positivo em R$ 145 milhões
no 2T11, 63% e 34% superior ao 2T10 e 1T11, respectivamente. No semestre, o mesmo efeito
acumulou R$ 253 milhões, 44% superior ao 1S10.
Já o efeito da exaustão do valor justo dos ativos biológicos no custo dos produtos vendidos foi de
R$ 92 milhões no trimestre, 18% inferior ao 2T10 e 8% superior ao 1T11. No semestre, o efeito da
exaustão foi de R$ 177 milhões, 24% inferior ao 1S10.
Logo, o efeito da variação do valor justo dos ativos biológicos no resultado operacional (EBIT) foi
positivo em R$ 53 milhões no 2T11, comparado ao efeito positivo de R$ 23 milhões no 1T11 e efeito
negativo de R$ 23 milhões no 2T10.
Resultado Operacional
O resultado operacional antes do resultado financeiro (EBIT) foi de R$ 177 milhões, 15%
superior ao 2T10 e 13% inferior ao 1T11. No semestre o EBIT acumulou R$ 380 milhões, 26% superior
aos 6M10.
Geração operacional de caixa (EBITDA)
A geração operacional de caixa (EBITDA) foi de R$ 190 milhões, 19% e 24% inferior ao 2T10 e ao
1T11, respectivamente. A margem EBITDA foi de 20% no 2T11, comparada a 26% no 2T10 e no
1T11. No semestre o EBITDA totalizou R$ 440 milhões, com margem de 23%, versus R$ 478 milhões
em 2010, com margem de 27%.
O EBITDA do trimestre foi impactado pela queda da taxa de câmbio e pelos custos da parada
programada para manutenção em Monte Alegre (PR). Excluindo-se os custos fixos da parada para
manutenção, a margem EBITDA apresentou redução de 3 pontos percentuais em relação ao 2T10. Já a
queda da taxa de câmbio média de 11%, no mesmo período de comparação, reduziu a margem EBITDA
em mais 2 pontos percentuais.
Composição do EBITDA
R$ milhões
2T11/1T11 2T11/2T10
6M11/6M10
Resultado operacional (após financeiras)
246
237
109
4%
127%
483
176
174%
(+) Resultado financeiro
(69)
(34)
46
107%
-252%
(103)
126
N/A
(+) Depreciação, exaustão e amortização
159
154
171
3%
-7%
313
352
-11%
(-) Variação dos ativos biológicos
(145)
(108)
(89)
35%
63%
(253)
(177)
43%
EBITDA
190
249
236
-24%
-19%
440
478
-8%
Margem EBITDA
20%
26%
26%
-6 p.p.
-6 p.p.
23%
27%
-4 p.p.
N / A - Não aplicável
6M11
6M10
2T11
1T11
2T10
Endividamento e aplicações financeiras
O endividamento bruto em 30 de junho de 2011 era de R$ 4.584 milhões, comparado com R$ 4.857
milhões em 31 de dezembro de 2010. Da dívida total, R$ 2.701 milhões, ou 59% (US$ 1.730 milhões)
são denominados em moeda estrangeira, substancialmente pré-pagamentos de exportação.
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Comentário do Desempenho
No final de junho as aplicações financeiras somavam R$ 2.691 milhões, superando em 3,1x o
endividamento bruto de curto prazo.
O endividamento líquido no final de junho era de R$ 1.893 milhões, comparado à R$ 2.128
milhões em dezembro de 2010, redução de R$ 235 milhões. A relação Dívida Líquida / EBITDA,
que em 31 de dezembro de 2010 era de 2,2x, encerrou junho/11 em 2,0x.
3.
1
92
2.
8
86
2.
6
76
2.
5
28
2.
46
2
2.
10
6
2.
128
2.
002
1.
8
93
4,4
3,7
3,6
3,1
2,8
2,2
2,2
2,1
2,0
-2,0
-1,5
-1,0
-0,5
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3,5
4,0
4,5
5,0
5,5
6,0
(500)
500
1.500
2.500
3.500
4.500
5.500
jun-09 set-09 dez-09 mar-10 jun-10 set-10 dez-10 mar-11 jun-11
Dívida Líquida
(R$ milhões)
Endividamento Líquido
Endividamento Liq. / EBITDA (UDM)
O prazo médio de vencimento dos financiamentos era de 39 meses, sendo 31 meses para os
financiamentos em moeda local e 46 meses para os financiamentos em moeda estrangeira. A dívida de
curto prazo no final de junho respondia por 19% do total.
O custo médio dos financiamentos em moeda local era de 7,9% a.a. e 3,8% a.a. em moeda estrangeira.
Endividamento (R$ milhões)
Curto prazo
865
19%
842
17%
Moeda local
515
11%
496
10%
Moeda estrangeira
350
8%
346
7%
Longo prazo
3.719
81%
4.015
83%
Moeda local
1.368
30%
1.506
31%
Moeda estrangeira
2.351
51%
2.509
52%
Endividamento bruto
4.584
100%
4.857
100%
Total moeda local
1.883
41%
2.002
41%
Total moeda estrangeira
2.701
59%
2.855
59%
(-) Disponibilidades
2.691
2.729
Endividamento líquido
1.893
2.128
Dívida líquida / EBITDA
2,0 x
2,2 x
30/06/11
31/12/10
Resultado Financeiro
O resultado financeiro no 2T11 foi positivo em R$ 69 milhões, versus um resultado negativo de R$ 46
milhões no 2T10. No semestre o resultado financeiro foi positivo em R$ 103 milhões decorrente de
despesas financeiras de R$ 211 milhões, mais do que compensadas por receitas financeiras de
R$ 153 milhões e variações cambiais líquidas positivas de R$ 161 milhões, tendo em vista a
apreciação do real de 6%.
Resultado Líquido
O lucro líquido no 2T11 foi de R$ 163 milhões, comparado com R$ 67 milhões reportados no 2T10 e
R$ 140 milhões no 1T11. No semestre o lucro líquido acumulou R$ 303 milhões, 178% superior a igual
período de 2010.
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Comentário do Desempenho
Evolução dos Negócios
Informações consolidadas por segmento operacional no 1S11
R$ milhões
Florestal
Papéis
Conversão
Eliminações
Total
Vendas Líquidas
Mercado Interno
141
520
792
-
1.453
Mercado Externo
-
409
42
-
451
Receita de terceiros
141
929
834
-
1.904
Receitas entre segmentos
232
412
7
(651)
-
Vendas Líquidas Totais
373
1.341
841
(651)
1.904
Variação valor justo ativos biológicos
253
-
-
-
253
Custo dos Produtos Vendidos
(418)
(1.050)
(667)
651
(1.484)
Lucro Bruto
208
291
174
-
673
Despesas Operacionais
(33)
(155)
(96)
(9)
(293)
Resultado Oper. antes Desp. Fin.
175
136
78
(9)
380
Nota: Nesta tabela, as vendas líquidas totais incluem a comercialização de outros produtos.
UNIDADE DE NEGÓCIO FLORESTAL
No 2T11 o volume de vendas de madeira para terceiros foi de 666 mil toneladas, redução de 22% e
10% em relação ao 2T10 e ao 1T11, respectivamente. No semestre o volume de vendas de madeira
totalizou 1.402 mil toneladas, 9% inferior a igual período de 2010. O volume de vendas de madeira foi
afetado por chuvas em excesso e dificuldades de transporte.
A receita líquida das vendas de toras de madeira para terceiros no 2T11 foi de R$ 64 milhões, 8% e 6%
inferior ao 2T10 e ao 1T11, respectivamente, devido ao menor volume de vendas. No semestre a
receita líquida atingiu R$ 132 milhões, 7% superior ao primeiro semestre de 2010.
64
68
69
132
123
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Receita líquida
(R$ milhões)
666
737
854
1.402
1.535
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Volume de vendas
(mil t)
Em junho as áreas plantadas, próprias e de terceiros, somavam 212 mil hectares, sendo 131 mil
hectares plantados com pinus e 81
mil hectares plantados com eucalipto. Além da área de plantio, a
Klabin possui 193 mil hectares de áreas de preservação permanente e reserva legal.
UNIDADE DE NEGÓCIO PAPÉIS
O volume de vendas de papéis e cartões revestidos (kraftliner, white top liner, testliner, sack kraft,
folding box board, carrier board e liquid packaging board) para terceiros foi de 263 mil toneladas no
2T11. No semestre o volume vendido totalizou 542 mil toneladas, 4% superior a igual período de 2010.
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Comentário do Desempenho
No 2T11, o volume de vendas no mercado interno atingiu 232 mil toneladas, enquanto as exportações
somaram 140 mil toneladas. Em relação ao 1S10, o volume vendido no mercado interno apresentou
queda de 2%, enquanto as exportações mostraram crescimento de 9%.
A receita líquida de papéis e cartões totalizou R$ 438 milhões no 2T11, 7% superior ao 2T10. No
semestre, a receita de papéis totalizou R$ 911 milhões, 10% superior ao 1S10.
Kraftliner
O volume de vendas de kraftliner foi de 104 mil toneladas no 2T11, 22% superior ao 2T10. No semestre
o volume vendido totalizou 214 mil toneladas, 10% superior a igual período de 2010.
As vendas para o mercado interno atingiram 39 mil toneladas no 2T11 e responderam por 37% das
vendas totais desse produto, contra 53% no 2T10, quando houve formação de estoques por parte dos
consumidores por receio de redução de oferta. No semestre, as vendas de kraftliner no mercado interno
atingiram 71 mil toneladas, 2 mil toneladas abaixo do 1S10.
As exportações atingiram 65 mil toneladas no 2T11, acumulando 143 mil toneladas no semestre. O
aumento em relação ao 1S10 foi de 22 mil toneladas (19% superior).
A receita líquida de kraftliner atingiu R$ 127 milhões no 2T11, 22% maior que o 2T10 em função do
aumento do preço de lista desse produto e melhor mix de vendas. No semestre a receita líquida atingiu
R$ 268 milhões, 21% superior a igual período de 2010.






127
141
104
268
221
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Receita líquida
(R$ milhões)
104
111
85
214
195
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Volume de vendas
(mil t)
Mercado Interno
Mercado Externo
Kraftliner
29%
47%
37%
63%
71%
53%
67%
33%
62%
38%
Segundo dados do FOEX, o preço lista médio em euros do kraftliner brown 175g/m² entregue na Europa
apresentou redução de 2% durante o segundo trimestre, alcançando média de 588/t. O preço lista em
reais atingiu média de R$ 1.352/t no 2T11, também 2% inferior ao 1T11. Já quando comparado ao
2T10, o preço lista de kraftliner em reais apresentou crescimento de 24%.
Preço lista de kraftliner brown 175 g/m²
(/t e R$/t)
1.302
1.459
1.392
1.162
1.029
1.038
1.079
1.089
1.207
1.364
1.373
1.352
501
487
486
462
411
385
404
433
478
533
592
602
588
1.217
2T08
3T08
4T08
1T09
2T09
3T09
4T09
1T10
2T10
3T10
4T10
1T11
2T11
Média trimestral
Kraftliner ( / t)
Kraftliner (R$ / t)
Fonte: FOEX e BACEN
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Comentário do Desempenho
Cartões
O volume de vendas de cartões no 2T11 atingiu 159 mil toneladas.
Apesar de dados divulgados pela Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel) indicarem queda
da demanda no Brasil em relação ao 2T10, as vendas da Klabin permaneceram estáveis no mercado
interno, pois o aumento de volume de cartões para líquidos compensou a queda de folding box board e
carrier board. No semestre, o volume de vendas somou 327 mil toneladas, estável em relação a igual
período de 2010.
As exportações de cartões somaram 75 mil toneladas no 2T11, 6% e 11% inferior ao 2T10 e ao 1T11,
respectivamente, explicado pela busca de melhores margens neste segmento.
A receita líquida com a venda de cartões atingiu R$ 644 milhões no semestre, aumento de 5% em
relação ao primeiro semestre de 2010.
159
168
165
327
327
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Volume de vendas
(mil t)
Mercado Interno
Mercado Externo
53%
49%
47%
51%
50%
50%
49%
51%
48%
52%
312
332
307
644
611
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Receita líquida
(R$ milhões)
Conforme informações divulgadas pela Bracelpa, a expedição brasileira de papelcartão, excluindo
cartões para líquidos, atingiu 125 mil toneladas no 2T11. Embora o nível seja inferior ao ano passado, a
demanda interna no trimestre apresentou crescimento de 5% em relação ao 1T11, acompanhando a
sazonalidade típica deste mercado.
UNIDADE DE NEGÓCIO CONVERSÃO
O volume de vendas de produtos convertidos (papelão ondulado e sacos industriais) foi de 163 mil
toneladas no 2T11. No semestre o volume de vendas totalizou 316 mil toneladas, 2% inferior a igual
período de 2010.
A receita líquida de produtos convertidos totalizou R$ 429 milhões. No semestre a receita líquida atingiu
R$ 832 milhões, 9% superior ao mesmo semestre de 2010.
Papelão ondulado
A expedição de caixas de papelão ondulado da Klabin atingiu 129 mil toneladas no 2T11, 7% superior
ao 1T11. No semestre o volume de vendas atingiu 249 mil toneladas, 2% inferior aos 6M10. A redução
em relação ao ano anterior se deve ao atraso da safra de fumo e à busca de melhores margens neste
segmento.
A receita líquida do 2T11 totalizou R$ 308 milhões, 6% e 7% superior ao 2T10 e ao 1T11,
respectivamente. Nos 6 meses de 2011 a receita líquida atingiu R$ 596 milhões, 11% superior ao
mesmo período de 2010.
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Comentário do Desempenho
308
288
290
596
539
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Receita líquida
(R$ milhões)
129
121
135
249
254
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Volume de vendas
(mil t)
As informações da Associação Brasileira do Papelão Ondulado ­ ABPO ­ indicam que a expedição de
caixas e chapas de papelão ondulado no 2T11 foi de 810 mil toneladas, estável em relação ao 2T10 e
7% superior ao 1T11. No semestre, a expedição foi de 1.570 mil toneladas, estável em relação ao
mesmo semestre de 2010.
248
249
232
212
232
251
265
249
271
268
266
253
270
2T08
3T08
4T08
1T09
2T09
3T09
4T09
1T10
2T10
3T10
4T10
1T11
2T11
Expedição brasileira de papelão ondulado
mil toneladas
Média trimestral
Volume mensal
Fonte: ABPO
Nota: Em junho de 2011 a ABPO revisou os valores referentes à expedição de papelão ondulado divulgados anteriormente.
Sacos Industriais
O volume de vendas de sacos industriais do Brasil e Argentina, nos mercados interno e externo, no
2T11 foi de 34 mil toneladas, 6% inferior ao 2T10 e 4% superior ao 1T11. Nos 6M11 o volume de
vendas de sacos atingiu 67 mil toneladas, 4% inferior a igual período de 2010. Durante o trimestre, a
Companhia permaneceu seletiva nas vendas de sacos industriais, visando melhor mix e mercados de
melhores margens.
121
116
119
236
228
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Receita líquida
(R$ milhões)
34
33
36
67
70
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Volume de vendas
(mil t)
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Comentário do Desempenho
A receita líquida no 2T11 foi de R$ 121 milhões, 1% e 4% superior ao 2T10 e ao 1T11,
respectivamente. Nos 6 meses de 2011 a receita líquida totalizou R$ 236 milhões, 4% superior a igual
período de 2010.
Dados preliminares do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e estimativas de mercado
indicam que as vendas de cimento para o mercado brasileiro no 2T11 atingiram 15,6 milhões de
toneladas, aumento de 6% quando comparado ao trimestre passado.
4,2
4,7
4,3
3,9
4,1
4,6
4,4
4,6
4,8
5,4
5,2
4,9
5,2
2T08
3T08
4T08
1T09
2T09
3T09
4T09
1T10
2T10
3T10
4T10
1T11
2T11
Consumo Nacional de Cimento
milhões de toneladas
Média trimestral
Consumo mensal
Fonte: SNIC
Investimentos
Os investimentos realizados no trimestre foram distribuídos pelas Unidades da seguinte forma:
R$ milhões
2T11
1T11
2T10
6M11
6M10
Florestal
30
37
27
67
53
Papéis
51
74
49
125
62
Conversão
12
4
17
16
23
Outros
-
-
-
1
1
Total
93
115
93
209
139
Foram investidos R$ 93 milhões no trimestre com destaque para:
·
Nova caldeira de biomassa para Correia Pinto (SC) prevista para entrar em operação no início do
segundo trimestre de 2012. As obras civis estão próximas da conclusão.
·
Linha de transmissão em Monte Alegre (PR) com entrada em operação no 4T11.
·
Desgargalamento na evaporação de Otacílio Costa (SC), com objetivo de reduzir o consumo de
vapor.
·
Instalação de duas novas onduladeiras nas fábricas de papelão ondulado de Goiana (PE) e Jundiaí-
DI (SP).
·
Instalação de nova linha completa para a fabricação de sacos valvulados na fábrica de Lages (SC).
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Comentário do Desempenho
Mercado de capitais
Performance da ação
Ações preferenciais
600,9 milhões
Preço por ação (KLBN4)
R$ 5,80
Valor patrimonial da ação
R$ 5,60
Volume médio diário 2T11
R$ 15 milhões
Valor de mercado
R$ 5,2 bilhões
Em 30 de junho de 2011
No primeiro semestre de 2011, as ações preferenciais da Klabin (KLBN4) apresentaram desvalorização
de 1% enquanto o IBOVESPA apresentou redução de 10%. Nos últimos doze meses, as ações
preferenciais da Klabin (KLBN4) apresentaram valorização de 16% e o IBOVESPA apresentou aumento
de 2%.
ju
n1
0
jul1
0
ag
o
1
0
se
t
1
0
ou
t1
0
no
v
1
0
de
z
1
0
ja
n11
ma
r
1
1
ab
r
1
1
ma
i
1
1
ju
n1
1
Performance KLBN4 x Ibovespa
(base 100)
Klabin
Índice Ibovespa
116
102
100
No 2T11 as ações da companhia foram negociadas em todos os pregões da BM&FBOVESPA, registrando
cerca de 200 mil operações que envolveram 160 milhões de títulos e um volume médio diário negociado
de R$ 15 milhões, 32% superior ao mesmo trimestre de 2010 e 12% superior ao 1T11.
6
7
9
9
10
9
12
9
8
9
14
10
8
7
12
15
14
17
22
14 13
12
17
16
12
j
un09
ju
l
0
9
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0
9
set
0
9
ou
t
0
9
no
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9
de
z
0
9
ja
n
1
0
fe
v
1
0
ma
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1
0
ab
r
1
0
ma
i
1
0
j
un10
ju
l
1
0
ag
o
1
0
set
1
0
ou
t
1
0
no
v
1
0
de
z
1
0
ja
n
1
1
fe
v
1
1
ma
r
1
1
ab
r
1
1
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1
1
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un11
Volume médio diário
(R$ milhões/dia)
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Comentário do Desempenho
As ações da Klabin também são negociadas no mercado norte-americano. Como ADRs Nível I, os títulos
são listados no OTC ("over-the-counter"), mercado de balcão, sob o código KLBAY.
O capital social da Klabin é representado por 918 milhões de ações, das quais 317 milhões de ações
ordinárias e 601 milhões de ações preferenciais. Até 30 de junho de 2011 a Companhia possuía 27,2
milhões de ações preferenciais em tesouraria.
Dividendos
A Reunião Extraordinária do Conselho de Administração realizada no dia 21 de junho de 2011 aprovou o
pagamento de R$ 82 milhões em dividendos intermediários que foram pagos a partir de 15 de julho de
2011, sendo R$ 86,51 por lote de mil ações ordinárias e R$ 95,16 por lote de mil ações preferenciais.
Até a data de publicação deste release já tinham sido pagos R$ 152 milhões em dividendos durante
2011.
Venda de ações preferenciais pelo BNDESPAR
Durante o segundo trimestre de 2011 o BNDESPAR vendeu 17,7 milhões ações preferenciais KLBN4 na
BM&FBovespa. Nos últimos 12 meses, a participação do banco caiu de 31% para 15% das ações
preferenciais da Companhia.
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Notas Explicativas
Klabin S.A. e Controladas


Informações Trimestrais dos períodos de três e seis meses findos em
30 de Junho de 2011




Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes
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Notas Explicativas

ÍNDICE DE NOTAS EXPLICATIVAS
Página
1 INFORMAÇÕES GERAIS
35
2 BASE DE APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS E PRINCIPAIS
PRÁTICAS CONTÁBEIS
35
3 CONSOLIDAÇÃO DAS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS
41
4 CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
42
5 TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS
43
6 CONTAS A RECEBER DE CLIENTES
43
7 PARTES RELACIONADAS
44
8 ESTOQUES
46
9 TRIBUTOS A RECUPERAR
46
10 IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
47
11 INVESTIMENTOS EM EMPRESAS CONTROLADAS
49
12 IMOBILIZADO
50
13 ATIVOS BIOLÓGICOS
52
14 EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
54
15 FORNECEDORES
56
16 PROVISÕES FISCAIS, PREVIDENCIÁRIAS, CÍVEIS E TRABALHISTAS
56
17 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
58
18 RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS
60
19 DESPESAS / RECEITAS POR NATUREZA
60
20 RESULTADO FINANCEIRO
60
21 RESULTADO POR AÇÃO
60
22 SEGMENTOS OPERACIONAIS
61
23 GERENCIAMENTO DE RISCOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS
64
24 BENEFÍCIOS A EMPREGADOS E PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA
69
25 COBERTURA DE SEGUROS
70
26 EVENTOS SUBSEQUENTES
70


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Notas Explicativas




As notas explicativas estão sendo apresentadas em milhares de reais,
exceto onde indicado de outra forma
1
INFORMAÇÕES GERAIS

A Klabin S.A. ("Companhia") e suas controladas atuam em segmentos da indústria de papel para atendimento
aos mercados interno e externo: fornecimento de madeira, papéis de embalagem, sacos de papel e caixas de
papelão ondulado. Suas atividades são plenamente integradas desde o florestamento até a fabricação dos
produtos finais. A Klabin é uma sociedade anônima de capital aberto com ações negociadas na Bolsa de
Valores de São Paulo ­ BM&F Bovespa. A Companhia está domiciliada no Brasil e sua sede está localizada
em São Paulo.

A Companhia controladora (Klabin S.A.) também possui investimentos em Sociedades em Conta de
Participação (SCPs), com o propósito específico de captar recursos financeiros de terceiros para projetos de
reflorestamento. A Companhia, na qualidade de sócia ostensiva, tem contribuído com ativos florestais,
basicamente florestas e terras, através da concessão de direito de uso e os demais sócios investidores
contribuído em espécie para as referidas SCPs. Essas SCPs asseguram à Klabin S.A. o direito de preferência
para aquisição de produtos florestais a preços e condições de mercado.

A Companhia também possui participação em outras sociedades (notas explicativas 3 e 11), cujas atividades
operacionais estão relacionadas aos seus próprios objetivos de negócio.
2
BASE DE APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS E PRINCIPAIS
PRÁTICAS CONTÁBEIS
2.1 Base de apresentação das informações trimestrais

A Companhia apresenta as informações trimestrais individuais de acordo com o CPC 21 ­ Demonstração
Intermediária, emitido pelo CPC ­ Comitê de Pronunciamentos Contábeis e consolidadas de acordo com o
CPC 21 e IAS 34 ­ Relatório Financeiro Intermediário, emitido pelo IASB ­ International Accounting
Standards Board
, e normas estabelecidas pela CVM ­ Comissão de Valores Mobiliários.

As informações trimestrais individuais ("Controladora") foram preparadas de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil e divergem das práticas apresentadas nas informações consolidadas, de acordo
com o IAS 34, somente quanto a avaliação de investimentos em controladas pelo método da equivalência
patrimonial, ao invés de custo ou valor justo.

2.2 Sumário das principais práticas contábeis adotadas

As principais práticas contábeis adotadas pela Companhia e suas controladas são:

a) Moeda funcional e conversão de moedas estrangeiras

As informações trimestrais são apresentadas em reais (R$), sendo esta a moeda funcional e de apresentação
da Companhia e de suas controladas.

(i) Transações e saldos
As transações em moeda estrangeira são inicialmente registradas à taxa de câmbio em vigor na data da
transação. Os ganhos e perdas resultantes da diferença entre a conversão dos saldos ativos e passivos, em
moeda estrangeira, no fechamento do período são reconhecidos na demonstração do resultado da Companhia.

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Notas Explicativas





(ii) Controladas no exterior

Os ativos e passivos das controladas no exterior com características de filial são convertidos pela taxa de
câmbio da moeda de apresentação definida pela Companhia na data do balanço e as correspondentes
demonstrações do resultado são convertidas pela taxa de câmbio da data das transações. O resultado da
conversão dos investimentos é reconhecido na demonstração do resultado.

Nas controladas com característica de entidades independentes, as diferenças cambiais resultantes da referida
conversão são contabilizadas separadamente em conta do patrimônio líquido denominada "ajustes de
avaliação patrimonial" (resultado abrangente). No momento da venda de uma controlada no exterior, o valor
diferido acumulado reconhecido no patrimônio líquido referente a essa controlada no exterior, é reconhecido
na demonstração do resultado.

b) Caixa e equivalentes de caixa

Caixa e equivalentes de caixa incluem os numerários em espécie, depósitos bancários disponíveis e aplicações
financeiras de curto prazo, de alta liquidez, as quais são prontamente conversíveis em montante conhecido de
caixa, estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor.

c) Instrumentos financeiros

Os instrumentos financeiros são inicialmente registrados ao seu valor justo, acrescido, no caso de ativo
financeiro ou passivo financeiro que não seja pelo valor justo por meio do resultado, dos custos de transação
que sejam diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão de ativo financeiro ou passivo financeiro. Sua
mensuração subsequente ocorre a cada data de balanço de acordo com a classificação dos instrumentos
financeiros nas seguintes categorias: de ativos financeiros, mensurados pelo valor justo no resultado,
investimentos mantidos até o vencimento, empréstimos e recebíveis e ativos financeiros disponíveis para
venda; e passivos financeiros, mensurados a valor justo no resultado e outros passivos financeiros.

(i) Títulos e valores mobiliários

Os títulos e valores mobiliários possuem característica de disponíveis para venda e estão registrados
acrescidos dos rendimentos financeiros (resultado), que se aproximam do valor justo.

(ii) Empréstimos e financiamentos

O saldo de empréstimos e financiamentos corresponde ao valor dos recursos captados, acrescidos dos juros e
encargos proporcionais ao período incorrido, deduzidos das parcelas amortizadas. Se aplicável, os saldos de
empréstimos e financiamentos contemplam a variação cambial reconhecida sobre o passivo.

Os juros são mensurados pelo método da taxa de juros efetiva e registrados como despesa financeira, assim
como a referida atualização monetária e a variação cambial auferida sobre o saldo de empréstimos e
financiamentos em aberto.

d) Contas a receber de clientes

São registradas e mantidas pelo valor nominal dos títulos decorrentes das vendas de produtos, acrescidos de
variações cambiais, quando aplicável. A provisão para créditos de liquidação duvidosa ("PCLD") é
constituída com base em análise individual dos valores a receber e em montante considerado pela
Administração necessário e suficiente para cobrir prováveis perdas na realização desses créditos, os quais
podem ser modificados em função da recuperação de créditos junto a clientes devedores ou mudança na
situação financeira de clientes.
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Notas Explicativas





O ajuste a valor presente do saldo de contas a receber de clientes não é relevante devido ao curto prazo de sua
realização.

e) Estoques

Os estoques são demonstrados pelo custo médio das compras, líquido dos impostos compensáveis quando
aplicáveis, e valor justo dos ativos biológicos na data do corte, sendo inferior aos valores de realização
líquidos dos custos de venda. Os estoques de produtos acabados são valorizados pelo custo das matérias-
primas processadas , mão de obra direta e outros custos de produção.

Quando necessário, os estoques são deduzidos de provisão para perdas, constituída em casos de
desvalorização de estoques, obsolescência de produtos e perdas de inventário físico. Adicionalmente, em
decorrência da natureza dos produtos da Companhia, em casos de obsolescência de produtos acabados, os
mesmos podem ser reciclados, para reutilização na produção.

f) Imposto de renda e contribuição social

A Companhia calcula o imposto de renda (IRPJ) e a contribuição social (CSLL), corrente e diferido com base
nas alíquotas de 15% acrescida do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$ 240 para
imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social, sobre o lucro líquido auferido. Os
saldos são reconhecidos no resultado da Companhia pelo regime de competência.

As alíquotas de impostos definidas atualmente para se determinar os créditos tributários diferidos são as
mesmas para os impostos correntes.

Os valores de imposto de renda e contribuição social diferidos são registrados nos balanços pelos montantes
líquido no ativo ou no passivo não circulante, sendo provenientes basicamente de provisões temporariamente
não dedutíveis e tributos em discussão judicial, tanto no ativo como no passivo na controladora, variação
cambial diferida na controladora e ajustes incluídos no Regime Tributário de Transição (RTT) como: custo
atribuído ao ativo imobilizado (terras), mensuração dos ativos biológicos a valor justo (nota explicativa 13),
alteração nas taxas de depreciação do ativo imobilizado (nota explicativa 12) e amortizações do ativo diferido.

A provisão para imposto de renda e contribuição social corrente do período é apresentada nos balanços
patrimoniais líquida dos adiantamentos de imposto pagos durante o período.

g) Investimentos (controladora)
São representados por investimentos em empresas controladas e avaliados pelo método de equivalência
patrimonial no balanço individual, em decorrência da participação da Companhia nestas empresas. As
demonstrações financeiras das controladas são elaboradas para o mesmo período de divulgação que o da
controladora. Quando necessário, são efetuados ajustes para que as políticas contábeis estejam de acordo com
as mesmas adotadas pela Companhia.

Os ganhos e perdas não realizados, resultantes de transações entre a Companhia e as controladas, são
eliminados para fins de equivalência patrimonial, no balanço individual, e para fins de consolidação, de
acordo com a participação mantida na controlada.

A Companhia determina, em cada data de fechamento do balanço patrimonial, se há evidência objetiva de que
o investimento na controlada sofreu perda por desvalorização. Se assim for, a Companhia calcula o montante
da perda por desvalorização e reconhece o montante na demonstração do resultado.


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Notas Explicativas





A variação cambial sobre o investimento em controlada no exterior que não possua característica de filial é
reconhecido como ajuste de avaliação patrimonial no patrimônio líquido e realizado mediante a realização do
investimento a que se refere.

h) Imobilizado

O ativo imobilizado é demonstrado ao custo de aquisição ou construção, deduzido dos impostos
compensáveis, quando aplicável, e da depreciação acumulada. Adicionalmente, com base na opção exercida
pela Companhia na adoção inicial do IFRS, foram avaliados a valor justo os custos da classe de imobilizado
de terras, com base na adoção do custo atribuído aos ativos desta classe.

A Companhia utiliza o método de depreciação linear definida com base na avaliação da vida útil estimada de
cada ativo, estimada com base na expectativa de geração de benefícios econômicos futuros, exceto para terras,
as quais não são depreciadas. A avaliação da vida útil estimada dos ativos é revisada anualmente e ajustada se
necessário, podendo variar com base na atualização tecnológica de cada unidade. As vidas úteis dos ativos da
Companhia são demonstradas na nota explicativa 12.

Os gastos com manutenção dos ativos da Companhia são alocados diretamente ao resultado do período
conforme são efetivamente realizados.

Encargos financeiros são capitalizados ao ativo imobilizado, quando incorridos sobre imobilizações em
andamento, se aplicáveis.

i) Redução do valor recuperável de ativos ("impairment")
O saldo de imobilizado e outros ativos são revistos anualmente para se identificar evidências de perdas não
recuperáveis, ou ainda, sempre que eventos ou alterações nas circunstâncias indicarem que o valor contábil
pode não ser recuperável. Quando este for o caso, o valor recuperável é calculado para verificar se há perda
nestes ativos.
O valor recuperável corresponde ao maior valor entre o valor líquido de venda e o seu valor em uso de um
ativo ou de sua unidade geradora de caixa, sendo determinado individualmente para cada ativo, a menos que o
ativo não gere entradas de fluxo de caixa que sejam independentes daqueles de outros ativos ou grupos de
ativos. Na estimativa do valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao seu valor
presente, utilizando uma taxa de desconto que reflita as avaliações de mercado atuais do valor temporal do
dinheiro e riscos específicos inerentes ao ativo.

Quando houver perda identificada, ela é reconhecida no resultado do período pelo montante em que o valor
contábil do ativo ultrapassa o valor recuperável, que é o maior entre o preço líquido de venda e o valor em uso
de um ativo.

j) Ativos biológicos
Os ativos biológicos correspondem a florestas de eucalipto e pinus, as quais são destinadas para produção de
papéis para embalagem, sacos de papel e caixas e chapas de papelão ondulado, além de venda para terceiros,
quando exauridos. O processo de colheita e replantio tem um ciclo aproximado de 7 ­ 14 anos, variável com
base na cultura e material genético a que se refere. Os ativos biológicos são mensurados ao valor justo,
deduzidos dos custos estimados de venda no momento da colheita.

As premissas significativas na determinação do valor justo dos ativos biológicos estão demonstradas na nota
explicativa 13.

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Notas Explicativas





A avaliação dos ativos biológicos é feita trimestralmente pela Companhia, sendo o ganho ou perda na
variação do valor justo dos ativos biológicos reconhecidos no resultado do período em que ocorrem, em linha
específica da demonstração do resultado, denominada "variação do valor justo dos ativos biológicos". O
aumento ou diminuição no valor justo é determinado pela diferença entre os valores justos dos ativos
biológicos no início do período e no final do período avaliado.

A contrapartida do valor justo dos ativos biológicos, líquido dos impostos diferidos incidentes, é mantido
dentro da reserva de lucros a realizar no patrimônio líquido, conforme mencionado na nota 17.

k) Ativo intangível

O ativo intangível é demonstrado ao custo de aquisição deduzido da amortização acumulada no período,
apurada de forma linear com base em sua vida útil definida. Gastos com pesquisa de novos produtos e
técnicas utilizadas pela Companhia são registrados no resultado do período como despesa, a medida que são
incorridos.

l) Ativos e passivos não circulantes

Compreendem os bens e direitos realizáveis e deveres e obrigações vencíveis após doze meses subseqüentes à
data base das referidas demonstrações financeiras, acrescidos dos correspondentes encargos e variações
monetárias incorridas, se aplicável, até a data do balanço.

m) Provisões

As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente legal ou implícita como
resultado de eventos passados ou expectativa de eventos futuros, sendo provável a saída de recursos para
liquidar determinada obrigação, mensurada com base numa estimativa confiável do valor provisionado.

A despesa relativa a qualquer provisão é apresentada na demonstração do resultado, líquida de qualquer
reembolso. Se o efeito temporal do montante for significativo, provisões são descontadas utilizando uma taxa
de desconto, que reflita, quando for o caso, os riscos específicos inerentes à obrigação.

Dentre as provisões levantadas pela Companhia, se encontram as provisões para riscos fiscais,
previdenciárias, trabalhistas e cíveis, as quais são provisionados quando os processos judiciais são avaliados
como perda provável, pelos assessores jurídicos e pela Administração da Companhia. Essa avaliação é
efetuada considerando a natureza dos processos em questão, similaridades com causas julgadas anteriormente
e andamento do julgamento das causas.

Quando a Companhia espera que o valor de uma provisão seja reembolsado, em todo ou em parte, este ativo é
reconhecido somente quando sua realização for considerada líquida e certa, sem haver a constituição de ativos
sob cenários de incerteza.

n) Receita de vendas

A receita de vendas é apresentada líquida dos impostos incidentes, descontos e abatimentos concedidos, sendo
reconhecida na extensão em que for provável que benefícios econômicos serão gerados e fruirão para a
Companhia e quando possa ser medida de forma confiável, medida com base no valor justo da
contraprestação recebida, excluindo descontos, abatimentos e impostos ou encargos sobre vendas.



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Notas Explicativas





o) Benefícios a empregados e plano de previdência privada
A Companhia concede aos empregados benefícios que envolvem seguro de vida, assistência médica,
participação nos lucros e outros benefícios, os quais respeitam o regime de competência em sua
contabilização, sendo cessados após término do vínculo empregatício com a Companhia.

Adicionalmente, a Companhia concede plano de previdência privada e assistência médica a ex-funcionários
aposentados até 2001, caracterizados como planos de benefício definido. Esses benefícios adotam práticas de
reconhecimento do passivo e do resultado mensurados com base na avaliação atuarial. Os ganhos e perdas
auferidos na avaliação atuarial dos benefícios gerados por alterações nas premissas e compromissos atuariais
são reconhecidos diretamente no resultado do período.

p) Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas

Na elaboração das informações trimestrais foram utilizados julgamentos, estimativas e premissas contábeis
para a contabilização de certos ativos e passivos e outras transações, e no registro das receitas e despesas dos
períodos. A definição dos julgamentos, estimativas e premissas contábeis adotadas pela Administração foi
elaborada com a utilização das melhores informações disponíveis na data das referidas informações
trimestrais, envolvendo experiência de eventos passados, previsão de eventos futuros, além do auxílio de
especialistas, quando aplicável.

As informações trimestrais incluem várias estimativas, tais como, mas não se limitando a, seleção de vidas
úteis dos bens do imobilizado, a realização dos créditos tributários diferidos, provisões para créditos de
liquidação duvidosa, perdas nos estoques, avaliação do valor justo dos ativos biológicos, provisões para riscos
fiscais, previdenciárias, cíveis e trabalhistas, avaliação do valor justo de certos instrumentos financeiros, além
de redução do valor recuperável de ativos.

Os resultados reais dos saldos constituídos com a utilização de julgamentos, estimativas e premissas
contábeis, quando de sua efetiva realização, podem ser divergentes, podendo a Companhia estar exposta a
perdas que podem ser materiais.

q) Lucro por ação

A Companhia apura o saldo de lucro por ação do período com base na atribuição do lucro do período a cada
classe de ações emitidas pela Companhia, ponderando as quantidades em circulação durante o período.

r) Demonstração do valor adicionado ("DVA")

A legislação societária brasileira requer a apresentação da demonstração do valor adicionado como parte do
conjunto das demonstrações financeiras apresentadas pela Companhia. Esta demonstração tem por finalidade
evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante os períodos apresentados.

A DVA foi preparada seguindo as disposições contidas no CPC 09 ­ Demonstração do Valor Adicionado e
com base em informações obtidas dos registros contábeis da Companhia, que servem como base de
preparação das demonstrações financeiras.

2.3 Novos pronunciamentos técnicos, revisões e interpretações

Foram aprovados e emitidos ou colocados em fase de aprovação novos pronunciamentos técnicos contábeis,
além de revisões de pronunciamentos anteriormente publicados, e novas interpretações do CPC, durante o
exercício de 2011. A Administração está avaliando os impactos dos pronunciamentos.

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Notas Explicativas





Segue abaixo a relação dos novos pronunciamentos, revisões e interpretações emitidas ou em fase de
aprovação:
Pronuciamento
Conteúdo
CPC 15 (R1) ­ Combinação de Negócios
Inclusão de alterações feitas pelo IASB no IFRS 3 e revisão do texto, sem
alteração da essência do pronunciamento.
CPC 18 (R1) ­ Investimento em Controlada e
em Coligada
Inclusão de alterações feitas pelo IASB no IAS 28 e revisão do texto, sem
alteração da essência do pronunciamento.
CPC 19 (R1) ­ Investimento em
Empreendimento Controlado em Conjunto
(Joint Venture)
Inclusão de alterações feitas pelo IASB no IAS 31 e revisão do texto, sem
alteração da essência do pronunciamento.
CPC 20 (R1) ­ Custos de Empréstimos
Inclusão de alterações feitas pelo IASB no IAS 23 e revisão do texto, sem
alteração da essência do pronunciamento.
CPC 21 (R1) ­ Demonstração Intermediária
Inclusão de alterações feitas pelo IASB no IAS 34 e revisão do texto, sem
alteração da essência do pronunciamento.
CPC 35 (R1) ­ Demonstrações Separadas
Inclusão de alterações feitas pelo IASB no IAS 27 e revisão do texto, sem
alteração da essência do pronunciamento.
CPC 36 (R2) ­ Demonstrações Consolidadas
Inclusão de alterações feitas pelo IASB no IAS 27 e revisão do texto, sem
alteração da essência do pronunciamento.
CPC 44 ­ Demonstrações Combinadas
Novo pronunciamento orientando quanto aos critérios para elaboração e formas
de apresentação de demonstrações combinadas de entidades que possuem
controle ou administração comuns, mas não formam uma pessoa jurídica.
OCPC6 ­ Apresentação de Informações
Financeiras Pro Forma
Nova orientação estabelecendo critérios para compilação, elaboração e
formatação de Informações Financeiras Pro Forma, utilizada em casos de
reestruturações societárias, aquisições, vendas ou cisões de negócios.
IFRS 7 ­ Instrumentos Financeiros:
Divulgações
Inclusão de procedimentos quanto a divulgação de transferência de ativos
financeiros.
IAS 1 ­ Apresentação de Demonstrações
Financeiras
Alteração no pronunciamento, estabelecendo novas diretrizes na apresentação de
outros resultados abrangentes.
IAS 12 ­ Impostos sobre a renda
Inclusão de procedimentos quanto a recuperação de ativos subjacentes quando o
ativo é mensurado pelo modelo de valor justo de acordo com o IAS 40.
IAS 24 ­ Divulgações sobre partes
relacionadas
Inclusão de procedimentos para divulgação de partes relacionadas.
IFRIC 19 ­ Pagamento de Passivos com
Instrumentos Patrimoniais
Instrução quanto a divulgação de pagamento de passivos com a cessão de
instrumentos patrimoniais da entidade.
IAS 32 ­ Instrumentos Financeiros:
Divulgação
Inclusão de procedimentos para divulgação de instrumentos financeiros mantidos
pela entidade.
IFRS 9 ­ Instrumentos Financeiros
Novo pronunciamento definindo diretrizes para o reconhecimento do valor justo
de instrumentos financeiros.
IFRS 13 ­ Mensurações a Valor Justo
Novo pronunciamento consolidando as diretrizes de reconhecimento de valores
por seu valor justo, bem como os requerimentos de divulgação, sem alteração da
essência das diretrizes contidas nos demais pronunciamentos.
IAS 19 ­ Benefícios aos Empregados
Alteração no pronunciamento, definindo novas diretrizes ao reconhecimento de
ganhos os perdas atuariais.
IFRS 10 ­ Demonstrações Financeiras
Consolidadas
Este novo pronuciamento estará substituindo o IAS 27, propondo um modelo
único de consolidação determinando o controle como base para consolidação de
qualquer entidade.
IFRS 11 ­ Contratos Compartilhados
Este novo pronunciamento elimina o modelo de consolidação proporcional para
entidades com controle compartilhado, mantendo apenas a pratica de
equivalência patrimonial.
IFRS 12 ­ Divulgações de Participações em
Outras Entidades
Novo pronunciamento definindo requerimentos para divulgação de entidades que
não são consolidadas.
IFRS 1 ­ Adoção pela Primeira Vez das
Normas Internacionais de Relatório
Financeiro
Alteração do pronunciamento quanto a isenção limitada de divulgações
comparativas de instrumentos para adotantes iniciais.
IFRIC 14 ­ O Limite de um Ativo de
Benefício Definido, Requisitos de
Fundamento Mínimo e sua Intenção
Alteração na interpretação quanto a definição dos limites dos benefícios a
empregados do IAS 19.
3
CONSOLIDAÇÃO DAS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS

As controladas são integralmente consolidadas a partir da data de aquisição do controle, e continuam a ser
consolidadas até a data em que esse controle deixar de existir.
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Notas Explicativas





As informações trimestrais das controladas são elaboradas para o mesmo período de divulgação que o da
controladora, utilizando políticas contábeis consistentes com às políticas adotadas pela controladora. Para a
consolidação, os seguintes critérios são adotados: (i) eliminação dos investimentos em empresas controladas,
bem como os resultados das equivalências patrimoniais; (ii) os lucros provenientes de operações realizadas
entre as empresas consolidadas, assim como os correspondentes saldos de ativos e passivos são igualmente
eliminados e (iii) o valor da participação dos acionistas minoritários é calculado e demonstrado
separadamente.

As informações trimestrais consolidadas abrangem as da Klabin S.A. e as de suas controladas em 30 de junho
de 2011 e 2010 e 31 de dezembro 2010, como segue:
Participação
-
%
País
Sede
Atividade
Participação
30/6/11
31/12/10 30/6/10
Empresas controladas:
Klabin Argentina S.A.
Argentina
Sacos industriais
Direta/indireta
100
100
100
Klabin Ltd.
Cayman
Islands
Participação em outras
companhias
Direta
100
100
100
. Klabin Trade
Inglaterra
Comercialização de produtos
próprios no mercado externo
Indireta
100
100
100
Klabin Forest Products Company
Estados
Unidos
Comercialização de produtos
próprios no mercado externo
Direta
100
100
100
IKAPÊ Empreendimentos Ltda.
Brasil
Hotelaria
Direta
100
100
100
Klabin do Paraná Produtos
Florestais Ltda.
Brasil
Fabricação de produtos
fitoterápicos
Direta
100
100
100
Antas Serviços Florestais S/C Ltda.
Brasil
Plantio de florestas
Direta
100
100
100
Centaurus Holdings S.A.
Brasil
Participação em sociedades
Direta
100
100
100
Timber Holdings S.A.
Brasil
Participação em sociedades
Direta
100
100
100
Sociedades em Conta de Participação:
Paraná
Brasil
Reflorestamento
Direta
89
89
82
Santa Catarina
Brasil
Reflorestamento
Direta
92
94
90

4
CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

A Companhia seguindo suas políticas de aplicações de recursos tem mantido suas aplicações financeiras em
investimentos de baixo risco, mantidos em instituições financeiras nas quais a Administração entende que
sejam de primeira linha tanto no Brasil como no exterior, de acordo com o rating divulgado pelas agências. A
Administração tem considerado esses ativos financeiros como equivalentes de caixa devido a sua liquidez
imediata junto às instituições financeiras.
Controladora
Consolidado
30/6/2011
31/12/2010
30/6/2011
31/12/2010
Caixa e bancos
3.281
7.117
56.667
39.880
Aplicações moeda nacional
2.320.979
2.261.028
2.413.021
2.361.210
Aplicações moeda estrangeira
631
671
12.362
130.015
2.324.891
2.268.816
2.482.050
2.531.105
As aplicações financeiras em moeda nacional, correspondentes a Certificados de Depósitos Bancários ­
CDBs, são indexados pela variação do Certificado de Depósito Interfinanceiro ­ CDI, com taxa média anual
de remuneração de 12,34% (10,00% em 31 de dezembro de 2010), e as aplicações em moeda estrangeira
correspondem a operações de Time Deposit firmados em dólar, com prazo de vencimento de até 90 dias e taxa
média de remuneração anual de 0,01% (0,05% em 31 de dezembro de 2010).

As aplicações financeiras em CDB podem ser resgatadas imediatamente sem penalidade de juros, possuindo
liquidez diária.

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Notas Explicativas




5
TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

São representados por Letras Financeiras do Tesouro Nacional (LFT) cuja remuneração é indexada à variação
da SELIC. Em 30 de junho de 2011 o saldo desses títulos é de R$ 209.180 (R$ 198.222 em 31 de dezembro
de 2010), os quais a Administração classificou como ativos financeiros disponíveis para venda. Seus
vencimentos originais são até 2013. Entretanto esses títulos possuem um mercado ativo cujo valor justo é
basicamente o valor do principal acrescido dos juros originalmente estabelecidos nesses títulos.
6
CONTAS A RECEBER DE CLIENTES
Controladora
Consolidado
30/6/2011
31/12/2010
30/6/2011
31/12/2010
Clientes
. Nacionais
602.564
584.443
602.640
584.539
. Estrangeiros
10.849
13.045
191.131
200.186
Total de clientes
613.413
597.488
793.771
784.725
PCLD
(32.211)
(30.689)
(32.279)
(30.764)
581.202
566.799
761.492
753.961
Vencidos
49.884
55.987
56.012
80.824
% s/ Total da Carteira
8,13%
9,37%
7,06%
10,30%
04 a 10 dias
6.194
4.211
7.812
4.211
11 a 30 dias
5.000
8.992
5.000
19.596
31 a 60 dias
4.765
4.321
7.425
6.289
61 a 90 dias
1.440
5.368
2.575
14.642
+ de 90 dias
32.485
33.095
33.200
36.086
A Vencer
563.529
541.501
737.759
703.901
Total da Carteira
613.413
597.488
793.771
784.725

O prazo médio de recebimento de contas a receber de clientes corresponde a aproximadamente 60 dias para as
vendas realizadas no mercado interno e aproximadamente 120 dias para vendas realizadas no mercado
externo, havendo cobrança de juros após o vencimento do prazo definido na negociação.

Conforme mencionado na nota explicativa 23, a Companhia possui normas para o monitoramento de créditos
e duplicatas vencidas e de risco de não recebimentos dos valores decorrentes de operações de vendas a prazo.
A provisão para créditos de liquidação duvidosa é considerada suficiente para cobrir eventuais perdas sobre os
valores a receber em aberto. A movimentação da provisão está demonstrada abaixo:
Controladora
Consolidado
Saldo em 31 de dezembro de 2009
(27.283)
(27.537)
Provisões do exercício
(5.141)
(5.141)
Reversões de créditos
1.735
1.914
Saldo em 31 de dezembro de 2010
(30.689)
(30.764)
Provisões do período
(3.990)
(5.834)
Reversões de créditos
2.468
4.319
Saldo em 30 de junho de 2011
(32.211)
(32.279)
O saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa corresponde substancialmente a duplicatas vencidas
a mais de 90 dias. A despesa com a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa é registrada
na demonstração do resultado, sob a rubrica de "Despesas / receitas operacionais ­ com vendas".
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7
PARTES RELACIONADAS
a) Saldos e transações com partes relacionadas



























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30/6/2011
31/12/2010
30/6/2010
Monteiro
Klabin
Aranha
Irmãos
S.A.
& Cia.
BNDES
Outras
Total
Total
Total
(i)
(i), (ii)e(iv)
(iii)
(iv)
Acionista
Acionista
Acionista
Tipo Relação
Saldos
Ativo circulante
11.743
11.743
13.242
Ativo não circulante
1.046
1.046
1.220
Passivo circulante
377
1.839
346.709
296
349.221
328.853
Passivo não circulante
1.228.340
1.228.340
1.364.978
Transações
Despesa de juros s/ financiamento
64.869
64.869
70.057
Comissão de aval - despesa
13.061
13.061
16.061
Despesa de royalties
2.259
11.023
1.772
15.054
13.796
(i)
Licenciamento de uso de marca;
(ii)
Despesa antecipada sobre comissão de aval, calculado sobre o saldo de financiamentos do BNDES de 1% ao semestre;
(iii)
Captação de financiamentos nas condições usuais de mercado;
(iv)
Outras
Consolidado
b) Remuneração e benefícios da Administração
A remuneração da Administração deve ser fixada pelos acionistas em Assembléia Geral Ordinária - AGO, de
acordo com a legislação societária brasileira e o estatuto social da Companhia. Desta forma, foi proposto na
AGO realizada em 04 de abril de 2011 o montante global da remuneração anual da Administração e do
conselho fiscal, fixada em até R$ 29,7 milhões para o exercício de 2011. A remuneração aprovada para o
exercício de 2010 correspondia a R$ 24,6 milhões.
O quadro abaixo demonstra a remuneração da Administração e do conselho fiscal:
30/6/2011 (*)
30/6/2010
30/6/2011
30/6/2010
30/6/2011
30/6/2010
Administração e
conselho fiscal
8.072
10.664
263
192
8.335
10.856
(*) Contempla ajuste de provisão sobre remuneração variável efetuada em 2010
Controladora e consolidado
Curto prazo
Longo prazo
Total dos benefícios
A remuneração da Administração contempla os honorários dos respectivos conselheiros, honorários e
remunerações variáveis dos diretores. Os benefícios de longo prazo referem-se às contribuições feitas pela
Companhia no plano de previdência. Referidos montantes estão registrados substancialmente na rubrica
"Despesas / receitas operacionais - administrativas".

A Companhia não possui remuneração sob a forma de pagamento baseado em ações.








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Notas Explicativas





8
ESTOQUES
Controladora
Consolidado
30/6/2011
31/12/2010
30/6/2011
31/12/2010
Produtos acabados
108.776
104.425
135.064
137.900
Matérias-primas
114.808
120.304
125.375
129.450
Madeiras e toras
88.088
81.731
71.454
69.874
Combustíveis e lubrificantes
5.483
6.823
5.483
6.823
Material de manutenção
114.412
105.556
115.651
106.864
Provisão para perdas
(3.129)
(2.923)
(3.129)
(2.923)
Outros
11.583
11.315
12.648
12.140
440.021
427.231
462.546
460.128

Os estoques de matérias primas incluem bobinas de papel transferidas das unidades produtivas de papel para
as unidades de conversão.

A despesa com a constituição da provisão para perdas com estoques é registrada na demonstração do
resultado, sob a rubrica de "Custo dos produtos vendidos". Durante o período de seis meses findo em 30 de
junho de 2011, a provisão para perda com estoques foi complementada em R$ 206.

A Companhia não possui estoques dados em garantia.
9
TRIBUTOS A RECUPERAR
30/6/2011
31/12/2010
Ativo
Ativo não
Ativo
Ativo não
Circulante
Circulante
Circulante
Circulante
ICMS
46.288
64.417
57.726
63.480
PIS
3.960
9.355
7.654
9.599
COFINS
18.209
53.003
34.707
53.949
Imposto de renda
e contribuição social
27.429
-
17.149
-
Outros
8.495
20.706
8.738
4.593
Controladora
104.381
147.481
125.974
131.621
Controladas
3.687
-
5.128
-
Consolidado
108.068
147.481
131.102
131.621

Em virtude do plano de expansão (Projeto MA1100, realizado nos últimos anos), a Companhia registrou
créditos de impostos e contribuições incidentes nas aquisições de ativo imobilizado conforme legislação
vigente e que podem ser utilizados para compensação futura com impostos a pagar da mesma natureza ou
outros impostos.

A Companhia, com base em análises e projeção orçamentária aprovada pela Administração não prevê riscos
de não realização desses créditos tributários.

O PIS/COFINS e o ICMS mantidos no curto prazo estão previstos para serem compensados com esses
mesmos tributos a recolher nos próximos 12 meses, conforme estimativa da Administração.


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10
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

a) Natureza e expectativa de realização dos impostos diferidos
Em 30 de junho de 2011 e 31 de dezembro de 2010, os efeitos dos impostos diferidos ativos e passivos são:
Controladora
Consolidado
30/6/2011
31/12/2010
30/6/2011
31/12/2010
Provisões fiscais, prev, trabalhistas e cíveis
30.766
29.169
30.766
29.169
Juros adesão REFIS (nota explicativa 16)
67.685
39.134
67.685
39.134
Baixa de ativo diferido (adoção do RTT)
20.695
22.436
20.695
22.436
Prejuízos fiscais e bases negativas
-
-
82
90
Outras diferenças temporárias
36.797
27.429
36.798
27.430
Ativo não circulante
155.943
118.168
156.026
118.259
Variação cambial diferida (*)
111.830
53.549
111.830
53.549
Valor justo dos ativos biológicos
334.026
341.394
654.656
628.904
Reavaliação vida útil imobilizado (adoção RTT)
92.600
64.095
92.600
64.095
Custo atribuído ao ativo imobilizado
263.954
263.954
565.742
565.742
Reserva de reavaliação de ativos
26.298
26.481
26.298
26.481
Outras diferenças temporárias
22.327
13.604
23.402
15.123
Passivo não circulante
851.035
763.077
1.474.528
1.353.894
Saldo líquido no balanço (passivo)
695.092
644.909
1.318.502
1.235.635
(*) A Administração optou pelo critério de reconhecimento fiscal das variações cambiais de seus direitos e obrigações com base no regime de
caixa, gerando diferenças temporárias de variação cambial, as quais serão tributadas em função das liquidação dos créditos e obrigações
denominadas em moeda estrangeira.

A Companhia adota desde 2008 o Regime Tributário de Transição (RTT) instituído pela Lei 11.941/09 para
tratamento fiscal de imposto de renda e contribuição social dos efeitos dos pronunciamentos contábeis
(CPCs).

A Administração, com base em orçamento, plano de negócios e projeção orçamentária aprovados pelo
Conselho de Administração, estima que os créditos fiscais provenientes das diferenças temporárias, prejuízos
fiscais, e base negativa da contribuição social sejam realizados conforme demonstrado a seguir:
Controladora
Consolidado
2012
84.798
84.798
2013
24.846
24.846
2014
37.506
37.506
2015
2.852
2.852
2016 em diante
5.941
6.024
155.943
156.026
30/6/2011

A projeção acima de realização do saldo pode não se concretizar caso as estimativas utilizadas na preparação
das referidas demonstrações financeiras sejam divergentes das efetivamente realizadas.

As informações da Companhia acerca dos tributos em discussão judicial estão demonstradas na nota
explicativa 16.
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Notas Explicativas





b) Conciliação da despesa de imposto no resultado

A conciliação da despesa de imposto de renda e contribuição social corrente e diferida nos resultados dos
períodos de seis meses findos em 30 de junho de 2011 e de 2010 encontram-se resumidas a seguir:
30/6/2011
30/6/2010
30/6/2011
30/6/2010
Despesa de imposto corrente
(54.008)
(19.541)
(85.635)
(43.154)
Ajuste do exercício anterior
(842)
-
(842)
-
Corrente
(54.850)
(19.541)
(86.477)
(43.154)
Constituição e reversão de diferenças temporárias
(29.227)
(1.830)
(24.122)
(2.139)
Reavaliação vida útil imobilizado
(28.505)
(34.080)
(28.505)
(34.080)
Variação de valor justo e exaustão de ativos biológicos
(nota explicativa 13)
7.367
17.328
(25.694)
19.269
Diferido
(50.365)
(18.582)
(78.321)
(16.950)
Controladora
Consolidado

c) Conciliação do imposto de renda e da contribuição social com o resultado da aplicação direta da
alíquota dos respectivos tributos sobre o resultado societário
Controladora
Consolidado
30/6/2011
30/6/2010
30/6/2011
30/6/2010
Resultado antes do imposto de renda
e da contribuição social
408.560
147.050
483.153
176.442
Imposto de renda e contribuição social
à alíquota de 34%
(138.910)
(49.997)
(164.272)
(59.990)
Efeito tributário sobre diferenças permanentes:
Resultado de equivalência patrimonial
34.945
14.629
-
-
Outros efeitos
(1.250)
(2.755)
474
(523)
Diferença de tributação - empresas controladas
(1.000)
409
(105.215)
(38.123)
(164.798)
(60.104)
Imposto de renda e contribuição social
. Corrente
(54.850)
(19.541)
(86.477)
(43.154)
. Diferido
(50.365)
(18.582)
(78.321)
(16.950)
Despesa de imposto de renda e contribuição
social no resultado
(105.215)
(38.123)
(164.798)
(60.104)










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Notas Explicativas





11
PARTICIPAÇÕES EM EMPRESAS CONTROLADAS

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Notas Explicativas





12
IMOBILIZADO
a) Composição do imobilizado
30/6/2011
31/12/2010
Depreciação
Controladora
Custo
Acumulada
Líquido
Líquido
Terrenos
969.022
-
969.022
970.496
Edifícios e construções
680.832
(266.246)
414.586
430.396
Máquinas, equipamentos
e instalações
4.964.795
(2.764.304)
2.200.491
2.178.068
Obras e instalações
em andamento
163.510
-
163.510
178.051
Outros (*)
366.379
(170.196)
196.183
175.337
7.144.538
(3.200.746)
3.943.792
3.932.348
Consolidado
Terrenos
2.032.784
-
2.032.784
2.030.194
Edifícios e construções
688.229
(268.566)
419.663
436.041
Máquinas, equipamentos
-
e instalações
4.981.780
(2.776.349)
2.205.431
2.183.993
Obras e instalações
-
em andamento
163.511
-
163.511
178.052
Outros (*)
367.895
(171.304)
196.591
175.743
8.234.199
(3.216.219)
5.017.980
5.004.023
(*) Saldo correspondente a classes de imobilizado como veículos, móveis e utensílios e equipamentos de informática.

As informações dos ativos imobilizados dados em garantia de operações firmadas pela Companhia constam
na nota explicativa 14, assim como a informação acerca da cobertura de seguros dos bens patrimoniais
constam na nota explicativa 25.


b) Movimentação sumária do imobilizado
Terrenos
Edifícios e
construções
Máquinas,
equipamentos e
instalações
Obras e
instalações em
andamento
Outros
Total
Saldo 31 de dezembro de 2009
970.465
446.791
2.259.288
103.823
124.963
3.905.330
Adições
-
1.094
3
183.852
73.782
258.731
Baixas
-
(93)
(2.446)
-
(181)
(2.720)
Depreciação
-
(19.345)
(183.807)
-
(16.091)
(219.243)
Transferências Internas
31
1.937
106.713
(105.112)
(3.569)
-
Outros
-
12
(1.683)
(4.512)
(3.567)
(9.750)
Saldo 31 de dezembro de 2010
970.496
430.396
2.178.068
178.051
175.337
3.932.348
Adições
-
-
-
113.400
30.139
143.539
Baixas
-
(45)
(730)
(2.550)
(3.325)
Depreciação
-
(10.582)
(95.736)
(7.650)
(113.968)
Transferências Internas
213
663
123.951
(127.030)
2.203
-
Outros
(1.687)
(5.846)
(5.062)
(911)
(1.296)
(14.802)
Saldo 30 de junho de 2011
969.022
414.586
2.200.491
163.510
196.183
3.943.792
Controladora
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Notas Explicativas




Terrenos
Edifícios e
construções
Máquinas,
equipamentos e
instalações
Obras e
instalações em
andamento
Outros
Total
Saldo 31 de dezembro de 2009
2.051.557
453.069
2.265.898
103.913
122.455
4.996.892
Adições
6.929
1.103
793
183.852
73.812
266.489
Baixas
-
(93)
(2.478)
-
(181)
(2.752)
Depreciação
-
(19.536)
(184.736)
-
(16.278)
(220.550)
Reversão de custo atribuido ao ativo
imobilizado
(28.197)
-
-
-
-
(28.197)
Transferências Internas
(37)
1.937
106.713
(105.112)
(3.501)
-
Outros
(58)
(439)
(2.197)
(4.601)
(564)
(7.859)
Saldo 31 de dezembro de 2010
2.030.194
436.041
2.183.993
178.052
175.743
5.004.023
Adições
4.135
2
233
113.400
30.291
148.061
Baixas
-
(45)
(730)
(2.633)
(3.408)
Depreciação
-
(10.696)
(96.133)
(7.722)
(114.551)
Transferências Internas
213
663
123.951
(127.030)
2.203
-
Outros
(1.758)
(6.302)
(5.883)
(911)
(1.291)
(16.145)
Saldo 30 de junho de 2011
2.032.784
419.663
2.205.431
163.511
196.591
5.017.980
Consolidado

A depreciação do período foi substancialmente apropriada ao custo de produção do período.

c) Método de depreciação

O quadro abaixo demonstra as taxas anuais de depreciação pelo método linear que foram aplicáveis aos
períodos de seis meses findos em 30 de junho de 2011 e de 2010, definida com base na vida útil econômica
dos ativos:

Taxa - %
Edifícios e construções
2,86 a 3,33
Máquinas, equipamentos e instalações
2,86 a 10 (*)
Outros 4
a
20
(*) Taxa predominante de 6%.

Ao final do exercício de 2010, a Administração efetuou uma nova revisão da vida útil dos ativos imobilizados
da Companhia, porém, não foram apurados ajustes nas taxas utilizadas.

d) Obras e instalações em andamento

Em 30 de junho de 2011, o saldo de obras e instalações em andamento refere-se aos seguintes principais
projetos: (i) instalação de linhas de transmissão de energia elétrica de alta tensão na unidade de Monte Alegre,
(ii) de atualização tecnológica nas unidades industriais do segmento de conversão, (iii) caldeira biomassa e
reforma do turbo gerador na unidade de Otacílio Costa (iv) e investimentos correntes nas operações contínuas
da Companhia.

e) Perdas pela não recuperabilidade de imobilizado (impairment)

A Companhia não identificou indicadores que pudessem reduzir o valor recuperável de seus ativos em 30 de
junho de 2011 e 31 de dezembro de 2010, com base em suas análises do valor em uso pelos fluxos de caixa
descontados preparados de acordo com a projeção orçamentária aprovada pela Administração.




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Notas Explicativas





13
ATIVOS BIOLÓGICOS
Os ativos biológicos da Companhia compreendem o cultivo e plantio de florestas de pinus e eucalipto para
abastecimento de matéria-prima na produção de celulose utilizada no processo de produção de papel e
vendas de toras de madeira para terceiros. Em 30 de junho de 2011, a Companhia possui 212 mil hectares
(213 mil hectares em 31 de dezembro de 2010) de florestas plantadas (informação não revisada pelos
auditores independentes), desconsiderando as áreas de preservação permanente e reserva legal que devem ser
mantidas para atendimento a legislação ambiental brasileira.

O saldo dos ativos biológicos da Companhia é composto pelo custo de formação das florestas e do diferencial
do valor justo sobre o custo de formação, menos os custos necessários para colocação dos ativos em condição
de uso ou venda, para que o saldo de ativos biológicos como um todo seja registrado a valor justo, da seguinte
forma:
Controladora
Consolidado
30/6/2011
31/12/2010
30/6/2011
31/12/2010
Custo de formação dos ativos biológicos
415.203
390.837
954.867
913.159
Valor justo dos ativos biológicos
982.430
1.004.101
1.925.458
1.849.720
Ativo não circulante
1.397.633
1.394.938
2.880.325
2.762.879

A avaliação dos ativos biológicos por seu valor justo considera certas estimativas, tais como: preço de
madeira, taxa de desconto, plano de colheita das florestas e volume de produtividade, as quais estão sujeitas a
incertezas, podendo gerar efeitos nos resultados futuros em decorrência de suas variações.

As informações acerca dos ativos dados em garantia de operações firmadas pela Companhia se encontram
descritos na nota explicativa 14, assim como as informações acerca do seguro dos ativos biológicos e riscos
financeiros das operações florestais se encontram descritos na nota explicativa 25.

a) Premissas para o reconhecimento do valor justo dos ativos biológicos
Com base no CPC 29 (equivalente ao IAS 41) - Ativo Biológico e Produto Agrícola, a Companhia
reconhece seus ativos biológicos a valor justo seguindo as seguintes premissas em sua apuração:

(i) Serão mantidas a custo histórico as florestas de eucalipto até o terceiro ano de plantio e florestas de pinus
até o quinto ano de plantio, em decorrência do entendimento da Administração de que durante esse período,
o custo histórico dos ativos biológicos se aproxima de seu valor justo;

(ii) As florestas após o terceiro e quinto ano de plantio, de eucalipto e pinus respectivamente, são valorizadas
por seu valor justo, o qual reflete o preço de venda do ativo menos os custos necessários para colocação do
produto em condições de venda ou consumo;

(iii) A metodologia utilizada na mensuração do valor justo dos ativos biológicos corresponde a projeção dos
fluxos de caixa futuros de acordo com o ciclo de produtividade projetado das florestas, levando-se em
consideração as variações de preço e crescimento dos ativos biológicos;

(iv) A taxa de desconto utilizada nos fluxos de caixa corresponde ao WACC da Companhia, o qual é
revisado periodicamente pela Administração;

(v) Os volumes de produtividade projetados das florestas são definidos com base em uma estratificação em
função de cada espécie, material genético, regime de manejo florestal, potencial produtivo, rotação e idade
das florestas. O conjunto dessas características compõe um índice denominado IMA (Incremento Médio
Anual), expresso em metros cúbicos por hectare/ano utilizado como base na projeção de produtividade. O
plano de corte das culturas mantidas pela Companhia é variável entre 6 e 7 anos para eucalipto e entre 14 e
15 anos para pinus;
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Notas Explicativas





(vi) Os preços dos ativos biológicos, denominados em R$/metro cúbico são obtidos através de pesquisas de
preço de mercado, divulgados por empresas especializadas, além dos preços praticados pela Companhia em
vendas para terceiros. Os preços obtidos são ajustados deduzindo-se os custos de capital referente a terras,
em decorrência de tratarem-se de ativos contribuintes para o plantio das florestas e demais custos necessários
para colocação dos ativos em condição de venda ou consumo;

(vii) Os gastos com plantio referem-se aos custos de formação dos ativos biológicos;

(viii) A apuração da exaustão dos ativos biológicos é realizada com base no valor justo dos ativos biológicos
colhidos no período;

(ix) A Companhia definiu por efetuar a reavaliação do valor justo de seus ativos biológicos trimestralmente,
sob o entendimento de que este intervalo é suficiente para que não haja defasagem significativa do saldo de
valor justo dos ativos biológicos registrado em suas demonstrações financeiras.

b) Reconciliação das variações de valor justo

As movimentações dos períodos são demonstradas abaixo:
Controladora
Consolidado
Saldo em 31 de dezembro de 2009
1.326.757
2.491.169
Plantio
65.084
119.108
Transferências
3.134
41.077
Exaustão:
. Custo histórico
(16.495)
(28.844)
. Valor justo
(204.152)
(308.256)
Variação de valor justo por:
. Preço
45.499
75.455
. Crescimento
175.111
373.170
Saldo em 31 de dezembro de 2010
1.394.938
2.762.879
Plantio
33.540
60.759
Exaustão
. Custo histórico
(9.174)
(18.883)
. Valor justo
(104.743)
(177.321)
Variação de valor justo por:
. Preço
60.806
154.115
. Crescimento
22.266
98.776
Saldo em 30 de junho de 2011
1.397.633
2.880.325


A exaustão dos ativos biológicos dos períodos foi substancialmente apropriada ao custo de produção, após
alocação nos estoques mediante colheita das florestas e utilização no processo produtivo ou venda para
terceiros.







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Notas Explicativas




14
EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS

a)
Composição dos empréstimos e financiamentos
Juros
anuais %
30/6/2011
Não
Na Controladora:
Circulante
Circulante
Total
Em moeda nacional
. BNDES - Projeto MA1100
TJLP + 4,0 e cesta(*) + 1,5
252.784
939.673
1.192.457
. BNDES - Outros
TJLP + 0,0 a 4,5
93.925
288.667
382.592
. Crédito exportação
7,0
150.423
-
150.423
. Capital de giro
CDI + 0,6
17.357
75.000
92.357
. Outros
1,0 a 8,7
1.019
63.041
64.060
515.508
1.366.381
1.881.889
Em moeda estrangeira (**)
. Ativo imobilizado
USD + 5,4
6.412
37.213
43.625
. Pré pagamentos exportação
USD + 1,1 a 6,4
294.199
1.881.299
2.175.498
. Notas de crédito à exportação
USD + 7,5 a 8,1
44.892
433.094
477.986
345.503
2.351.606
2.697.109
861.011
3.717.987
4.578.998
Nas Controladas:
Outros
7,2
4.978
-
4.978
Total Consolidado
865.989
3.717.987
4.583.976
Juros
anuais %
31/12/2010
Não
Na Controladora:
Circulante
Circulante
Total
Em moeda nacional
. BNDES - Projeto MA1100
TJLP + 2,0 e cesta(*) + 1,5
254.711
1.069.519
1.324.230
. BNDES - Outros
TJLP + 0,0 a 4,5
72.031
295.459
367.490
. Crédito exportação
7,0
150.452
-
150.452
. Capital de giro
CDI + 0,6
17.432
83.333
100.765
. Outros
1,0 a 8,7
1.140
57.656
58.796
495.766
1.505.967
2.001.733
Em moeda estrangeira (**)
. Ativo imobilizado
USD + 6,5
3.933
37.474
41.407
. Pré pagamentos exportação
USD + 1,1 a 5,9
256.850
1.990.554
2.247.404
. Notas de crédito à exportação
USD + 7,5 a 8,1
48.666
480.981
529.647
309.449
2.509.009
2.818.458
805.215
4.014.976
4.820.191
Nas Controladas:
Cambiais descontadas
USD + 1,0 a 1,5
26.278
-
26.278
Outros
7,2
10.628
-
10.628
Total Consolidado
842.121
4.014.976
4.857.097
(*) Cesta composta substancialmente por dólares norte-americanos
(**) Em dólares norte-americanos

BNDES
A Companhia possui contratos com o BNDES que teve por finalidade o financiamento de projetos de
desenvolvimento industrial, como o MA 1100, com liquidação prevista até janeiro de 2017. A amortização do
mesmo está sendo realizada mensalmente com os respectivos juros.



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Notas Explicativas





Pré-pagamentos exportação e notas de crédito à exportação

As operações de pré pagamentos e notas de crédito a exportação foram captadas em bancos de grande porte,
com a finalidade de administração do capital de giro e desenvolvimento das operações da Companhia. A
liquidação dos contratos está prevista até maio de 2021.

b) Cronograma dos vencimentos não circulantes

O vencimento dos financiamentos da Companhia em 30 de junho de 2011, classificados no passivo não
circulante, é demonstrado da seguinte forma:
2020
Ano
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
em diante
Total
Valor
424.907
815.845
694.037
667.547
297.987
201.183
244.131
233.810
138.540
3.717.987

c) Movimentação sumária dos empréstimos e financiamentos
Controladora
Consolidado
Saldo em 31 de dezembro de 2009
4.598.227
4.727.949
Captações
1.016.656
1.042.934
Provisão de Juros
251.240
252.410
Variação cambial e monetária
(143.467)
(143.958)
Amortizações e pagamento de juros
(902.465)
(1.022.238)
Saldo em 31 de dezembro de 2010
4.820.191
4.857.097
Captações
214.398
214.398
Provisão de Juros
124.582
124.726
Variação cambial e monetária
(183.738)
(183.924)
Amortizações e pagamento de juros
(396.435)
(428.321)
Saldo em 30 de junho de 2011
4.578.998
4.583.976

d) Garantias
Os financiamentos junto ao BNDES são garantidos por terrenos, edifícios, benfeitorias, máquinas,
equipamentos e instalações das fábricas de Correia Pinto ­ SC e Monte Alegre ­ PR, com valor contábil
líquido de depreciação equivalente a R$ 2.120.204 em 30 de junho de 2011, objeto dos respectivos
financiamentos, além de depósitos em garantia, bem como por avais dos acionistas controladores.

Os empréstimos de crédito de exportação, pré-pagamentos de exportações e capital de giro não possuem
garantias reais.

e) Cláusulas restritivas de contratos

A Companhia e suas controladas não possuem quaisquer contratos de financiamentos mantidos na data das
referidas demonstrações financeiras, que possuam cláusulas restritivas que estabeleçam obrigações quanto à
manutenção de índices financeiros sobre as operações contratadas ou torne automaticamente exigível o
pagamento da dívida.





.
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Notas Explicativas




15
FORNECEDORES
Controladora
30/6/2011
31/12/2010
30/6/2011
31/12/2010
Moeda nacional
235.440
246.110
237.272
247.928
Moeda estrangeira
4.730
19.027
6.495
21.911
240.170
265.137
243.767
269.839
Consolidado

A Companhia opera com prazo médio de pagamento junto a seus fornecedores de aproximadamente 45 dias.
16
PROVISÕES FISCAIS, PREVIDENCIÁRIAS, TRABALHISTAS E CÍVEIS

a) Riscos provisionados

Com base na análise individual dos processos impetrados contra a Companhia e suas controladas e suportadas
por opinião de seus consultores jurídicos, foram constituídas provisões no passivo não circulante, para riscos
com perdas consideradas prováveis, demonstradas a seguir:
30/6/2011
Depósitos
Depósitos
Montante
Judiciais
Passivo
Judiciais
Na controladora:
Provisionado
Vinculados
Líquido
sem vínculo
Tributárias:
. PIS/COFINS
(13.728)
13.728
-
25.901
. CPMF
(8.646)
8.646
-
-
. IR/CS
(13.532)
9.480
(4.052)
-
. OUTRAS
(1.614)
1.614
-
23.074
(37.520)
33.468
(4.052)
48.975
Trabalhistas
(60.898)
12.565
(48.333)
Cíveis
(5.603)
910
(4.693)
(104.021)
46.943
(57.078)
48.975
Nas controladas:
Outras
-
-
1.361
Consolidado
(104.021)
46.943
(57.078)
50.336
31/12/2010
Depósitos
Depósitos
Montante
Judiciais
Passivo
Judiciais
Na controladora:
Provisionado
Vinculados
Líquido
sem vínculo
Tributárias:
. PIS/COFINS
(13.466)
13.466
-
22.676
. CPMF
(8.646)
8.646
-
-
. IR/CS
(16.357)
9.480
(6.877)
-
. OUTRAS
(1.508)
1.508
-
19.025
(39.977)
33.100
(6.877)
41.701
Trabalhistas
(55.996)
14.587
(41.409)
-
Cíveis
(6.174)
-
(6.174)
-
(102.147)
47.687
(54.460)
41.701
Nas controladas:
Outras
-
-
-
1.310
Consolidado
(102.147)
47.687
(54.460)
43.011
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Notas Explicativas





Em 30 de junho de 2011, os riscos provisionados pela Companhia correspondem a processos de natureza
tributária principalmente de questionamentos acerca de tributação de PIS/COFINS sobre venda de ações e
imposto de renda e contribuição social sobre correções monetárias da Lei 8.200/91, processos de natureza
trabalhista, consistentes, em sua maioria, de ações ingressadas por ex-empregados das plantas da Companhia
e versam sobre pagamento de direitos trabalhistas (verbas rescisórias, horas extras, adicionais de
periculosidade e insalubridade), indenizações e responsabilidade subsidiária, além de ações de natureza cível,
concentrados, em sua maioria, de ações de indenização por danos materiais e/ou morais decorrentes de
acidentes.

b) Movimentação sumária do montante provisionado
Tributárias
Trabalhistas
Cíveis
Exposição Líquida
Saldo em 31 de dezembro de 2009
(6.828)
(78.183)
(9.021)
(94.032)
Novos processos/complementos
e atualizações monetárias
440
1.647
(312)
1.775
(Provisões)/reversões (*)
(489)
35.127
3.159
37.797
Saldo em 31 de dezembro de 2010
(6.877)
(41.409)
(6.174)
(54.460)
Novos processos/complementos
e atualizações monetárias
-
(6.924)
-
(6.924)
(Provisões)/reversões
2.825
-
1.481
4.306
Saldo em 30 de junho de 2011
(4.052)
(48.333)
(4.693)
(57.078)
(*) Decorrente substancialmente por atualização dos processos e acordo com representantes das empresas, ainda em fase de homologação.
Controladora e consolidado

c) Provisões fiscais, previdenciárias, trabalhistas e cíveis não reconhecidas

A Companhia e suas controladas possuem outros processos tributários, trabalhistas e cíveis envolvendo riscos
de perda avaliados como "possíveis" que são aproximadamente: tributários R$ 427.589 (não considerando a
autuação do imposto de renda descrita a seguir); trabalhistas R$ 61.918; e cíveis R$ 31.537. Com base na
análise individual dos correspondentes processos judiciais e suportados por opinião de seus consultores
jurídicos, a Administração entende que estes processos, cujos prognósticos de perda são avaliados como
"possíveis", não necessitam provisionamento.

d) Processos ativos

Em 30 de junho de 2011 a Companhia figurava em processos judiciais envolvendo causas ativas, para as
quais não existem valores provisionados em suas demonstrações financeiras, sendo os ativos reconhecidos
somente após o trânsito em julgado dos processos.

De acordo com a opinião de seus consultores jurídicos alguns processos são avaliados como "possíveis" e
"prováveis" de ganho de causa. Dentre os referidos processos, destaca-se o requerimento da Companhia
visando a correção monetária integral e juros sobre diferenças de correção nos empréstimos compulsórios
junto a Eletrobrás, requerimento ao crédito presumido de IPI sobre as aquisições de energia elétrica, óleo
combustível e gás natural utilizados no processo produtivo e compensação dos créditos de IPI pagos relativos
as exportações realizadas na vigência do programa de compensação tributária BEFIEX do Governo Federal.

e) Autuação de imposto de renda e contribuição social / Adesão ao REFIS

A Companhia sofreu um Auto de Infração em 27 de julho de 2007 de imposto de renda e contribuição social
relacionado aos desinvestimentos realizados pela Companhia no exercício de 2003. Esse Auto de Infração,
incluindo principal, multa e juros, a valores atualizados em 31 de dezembro de 2009 representaria
aproximadamente R$ 1.069 milhões, o qual não estava registrado como provisão para riscos fiscais em função
dos prognósticos de perda não serem consideradas prováveis.
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Notas Explicativas





Dentro do prazo legal, facultado pela lei 11.941/09, a Companhia efetuou a adesão ao Programa de
Parcelamento Fiscal (REFIS) e, conforme Fato Relevante divulgado em 18 de fevereiro de 2010 incluiu parte
do Auto de Infração acima citado. O valor incluído no programa REFIS, em 31 de dezembro de 2009, era de
aproximadamente R$ 862 milhões que, após a aplicação das regras do referido programa, foi reduzido para
aproximadamente R$ 332 milhões, que foi provisionado nas demonstrações financeiras do exercício findo em
31 de dezembro de 2009.

Durante o 2º. Trimestre de 2011 a Receita Federal disponibilizou a consolidação dos débitos do REFIS,
gerando um complemento de multa e juros no montante de R$ 33 milhões, registrado no resultado financeiro,
juntamente com a devida atualização monetária do período. Em 30 de junho de 2011, a provisão do REFIS
representa R$ 433 milhões (R$ 349 milhões em 31 de dezembro de 2010).

f) Compromissos

A Companhia e suas controladas não possuem na data das demonstrações financeiras compromissos futuros
relevantes firmados que não foram divulgados nas demonstrações financeiras.
17
PATRIMÔNIO LÍQUIDO

a) Capital
O capital social da Klabin S.A., subscrito e integralizado, dividido em 917.683.296 ações, sem valor nominal,
correspondente a R$ 1.500.000 em 30 de junho de 2011 e 31 de dezembro de 2010.

As ações preferenciais, sem direto a voto, têm prioridade no reembolso, em caso de liquidação da Companhia,
e recebem dividendos 10% superiores àqueles atribuídos às ações ordinárias.

b) Ações em tesouraria

Em Reunião Extraordinária do Conselho de Administração realizada em 13 de outubro de 2010, foi aprovado
o plano de recompra pelo prazo de 365 dias de até 45.278.818 ações preferenciais (correspondente a 10% das
ações desta classe em circulação no mercado na data em questão) de sua própria emissão, para permanência
em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, sem redução do capital social.

As ações adquiridas em períodos anteriores pela Companhia de sua própria emissão as quais estão mantidas
em tesouraria tiveram o objetivo de aplicar disponibilidades existentes. Em 30 de junho de 2011, a
Companhia mantinha 27.196.800 ações preferenciais em tesouraria. O preço dessa classe de ação (PN), em 30
de junho de 2011 em negociação na Bolsa de Valores de São Paulo foi de R$ 5,80 por ação.

c) Reservas

Reserva de capital

Reserva de capital constituída com base no disposto da Lei 8.200/91 referente aos efeitos da variação da
correção monetária do capital, enquanto não capitalizados, podendo ser utilizada para recompra de ações e
incorporação ao capital social.






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Notas Explicativas





Reserva de lucros

(i) Reserva legal
De acordo com a legislação societária brasileira, a Companhia deve destinar 5% do lucro líquido do exercício
auferido, que não exceda 20% do capital social, para constituição da reserva legal. A companhia poderá
deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das
reservas de capital exceder de 30% do capital social. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do
capital social da Companhia e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital,
caso seja determinado pela Assembléia de acionistas.

(ii) Reserva estatutária
Constituída por parcela variável do lucro líquido ajustado na forma da lei e entre 5% a 75% do lucro líquido
conforme estatuto da Companhia com a finalidade de assegurar recursos para investimentos em bens do ativo
imobilizado e reforço de capital de giro.

(iii) Reserva de lucros a realizar

É utilizada na absorção do saldo da avaliação dos ativos biológicos da Companhia por seu valor justo no
resultado, mas que ainda não foram realizados financeiramente. Após a realização efetiva do ativo biológico,
que ocorre através da exaustão dos ativos, a parcela do valor justo do ativo exaurido é transferida da reserva
de lucros a realizar para as destinações legais do resultado auferido ao final do exercício. O saldo é deduzido
do imposto de renda e da contribuição social aplicável.

(iv) Reserva de dividendos propostos

Constituída com base na proposta da Administração de distribuição de dividendos da parcela excedente ao
dividendo mínimo obrigatório, a ser realizada mediante aprovação em Assembléia Geral Ordinária quanto a
sua distribuição.
Reservas de reavaliação

Com base nas disposições da Deliberação CVM 27/86, o saldo refere-se à reavaliação de ativos imobilizados
procedida em 1988, que é realizada mediante a depreciação ou alienação desses ativos reavaliados. O saldo é
deduzido do imposto de renda e da contribuição social aplicável.

d) Dividendos

Conforme aprovação na Assembléia Geral Ordinária, realizada em 04 de Abril de 2011, a Companhia
distribuiu dividendos complementares do exercício de 2010 no montante de R$ 70.002, sendo R$ 73,85 por
lote de mil ações ordinárias nominativas ­ ON e R$ 81,24 por lote de mil ações preferenciais nominativas ­
PN, pagos em 20 de abril de 2011.

É previsto no estatuto social, a faculdade da Administração de distribuir dividendos intermediários durante o
exercício de forma antecipada. As destinações dos resultados apurados no saldo de Lucros Acumulados são
registradas somente no encerramento do exercício social.

Em Reunião Extraordinária do Conselho de Administração realizada em 21 de junho de 2011, foi aprovada
distribuição de dividendos intermediários do exercício de 2011 no montante de R$ 81.998 sendo R$ 86,51 por
lote de mil ações ordinárias nominativas ­ ON, e R$ 95,16 por lote de mil ações preferenciais nominativas ­
PN, pagos em 15 de julho de 2011.
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Notas Explicativas




18
RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS

A receita líquida da Companhia possui somente vendas de seus produtos, sendo composta como segue:
30/6/2011
30/6/2010
30/6/2011
30/6/2010
Receita bruta de vendas de produtos
2.227.572
2.060.500
2.289.632
2.118.518
Descontos e abatimentos
(4.534)
(11.279)
(6.312)
(12.984)
Impostos incidentes sobre vendas
(372.285)
(346.908)
(378.868)
(355.750)
1.850.753
1.702.313
1.904.452
1.749.784
. Mercado interno
1.459.915
1.335.155
1.453.346
1.341.570
. Mercado externo
390.838
367.158
451.106
408.214
Receita líquida de vendas
1.850.753
1.702.313
1.904.452
1.749.784
Controladora
Consolidado
19
DESPESAS / RECEITAS POR NATUREZA
30/6/2011
30/6/2010
30/6/2011
30/6/2010
Custos variáveis (matérias primas e materiais de consumo)
(860.250)
(742.110)
(776.860)
(695.731)
Gastos com pessoal
(291.513)
(252.690)
(298.913)
(258.557)
Depreciação, amortização e exaustão
(229.654)
(227.553)
(312.524)
(352.068)
Fretes
(71.955)
(67.234)
(91.897)
(86.526)
Contratação de serviços
(118.559)
(108.590)
(121.473)
(110.744)
Outras
(152.620)
(135.351)
(175.556)
(119.957)
(1.724.551)
(1.533.528)
(1.777.223)
(1.623.583)
Controladora
Consolidado
20
RESULTADO FINANCEIRO
30/6/2011
30/6/2010
30/6/2011
30/6/2010
Receitas financeiras
. Rendimento sobre aplicações financeiras
133.632
88.213
138.326
90.999
. Outras
14.496
10.215
14.517
10.214
. Variação cambial de ativos
(20.082)
4.754
(19.998)
4.688
128.046
103.182
132.845
105.901
Despesas financeiras
. Juros financiamentos
(119.884)
(124.290)
(125.250)
(125.004)
. Juros REFIS (nota explicativa 16)
(74.048)
(5.359)
(74.048)
(5.359)
. Outras
(15.435)
(26.085)
(11.513)
(27.248)
. Variação cambial de passivos
177.829
(74.287)
180.999
(74.601)
(31.538)
(230.021)
(29.812)
(232.212)
Resultado financeiro
96.508
(126.839)
103.033
(126.311)
Controladora
Consolidado
21
RESULTADO POR AÇÃO

O cálculo do resultado básico por ação é feito através da divisão do lucro líquido do período atribuível aos
detentores de ações ordinárias - ON e preferenciais ­ PN da Companhia, pela quantidade média ponderada de
ações ordinárias e preferenciais disponíveis durante o período. No caso da Companhia, o resultado diluído por
ação é igual ao resultado básico por ação, pois esta não possui ações ordinárias ou preferenciais potenciais
diluidoras.
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Notas Explicativas





Não houve alteração na estrutura de capital da Companhia durante o período referenciado nas informações
trimestrais, desta forma, a média ponderada das ações ordinárias e preferenciais é igual ao número de ações
em circulação ao final do período.

O quadro abaixo, apresentado em R$, reconcilia o lucro líquido apurado em 30 de junho de 2011 e de 2010,
aos montantes utilizados no cálculo do resultado por ação básico e diluído:
30/6/2011
Ordinárias
Preferenciais
(ON)
(PN) (*)
Denominador
Média ponderada da quantidade de ações total
316.827.563
600.855.733
917.683.296
Quantidade ações em tesouraria ponderada
- (27.196.800)
(27.196.800)
Média ponderada da quantidade de ações circulantes
316.827.563
573.658.933
890.486.496
% de ações em relação ao total (*)
33,43%
66,57%
100%
Numerador
Lucro liquido atribuível a cada classe de ações (R$)
101.408.234
201.936.767
303.345.000
Média ponderada da quantidade de ações circulantes
316.827.563
573.658.933
890.486.496
Resultado por ação básico e diluído (R$)
0,3201
0,3520
Controladora e consolidado
Total

30/6/2010
Ordinárias
Preferenciais
(ON)
(PN) (*)
Denominador
Média ponderada da quantidade de ações total
316.827.563
600.855.733
917.683.296
Quantidade ações em tesouraria ponderada
- (16.907.900)
(16.907.900)
Média ponderada da quantidade de ações circulantes
316.827.563
583.947.833
900.775.396
% de ações em relação ao total (*)
33,03%
66,97%
100%
Numerador
Lucro liquido atribuível a cada classe de ações (R$)
35.978.588
72.948.412
108.927.000
Média ponderada da quantidade de ações circulantes
316.827.563
583.947.833
900.775.396
Resultado por ação básico e diluído (R$)
0,1136
0,1249
Controladora e consolidado
Total


(*)As ações preferenciais recebem dividendos 10% superiores àqueles atribuídos às ações ordinárias.
22
SEGMENTOS OPERACIONAIS

a) Critérios de identificação dos segmentos operacionais

A Companhia procedeu com a segmentação de sua estrutura operacional levando em consideração a forma
com a qual a Administração gerencia o negócio. Os segmentos operacionais definidos pela Administração
são demonstrados abaixo:


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Notas Explicativas





(i) Segmento Florestal: envolve as operações de plantio e cultivo florestal de pinus e eucalipto para
abastecimento das fábricas de papéis da Companhia e venda de madeiras (toras) para terceiros no mercado
interno.

(ii) Segmento de Papéis: envolve substancialmente a produção e as operações de venda de bobinas de papel
cartão, papel kraftliner e papel reciclado, nos mercados interno e externo.

(iii) Segmento de Conversão: envolve a produção e as operações de venda de caixas de papelão ondulado,
chapas de papelão ondulado e sacos industriais, nos mercados interno e externo.

b) Informações consolidadas dos segmentos operacionais
30/6/2011
Corporativa/
Florestal
Papéis
Conversão
eliminações
Total
Receitas líquidas:
.Mercado interno
140.920
519.747
792.394
285
1.453.346
.Mercado externo
-
409.073
42.033
-
451.106
Receita de vendas para terceiros
140.920
928.820
834.427
285
1.904.452
Receitas entre segmentos
231.889
412.528
6.632
(651.049)
-
Vendas líquidas totais
372.809
1.341.348
841.059
(650.764)
1.904.452
Variação valor justo ativos biológicos
252.891
-
-
-
252.891
Custo dos produtos vendidos
(417.927)
(1.051.133)
(667.187)
652.209
(1.484.038)
Lucro bruto
207.773
290.215
173.872
1.445
673.305
Despesas/ receitas operacionais
(32.799)
(155.043)
(96.342)
(9.001)
(293.185)
Resultado operacional antes do resultado
financeiro
174.974
135.172
77.530
(7.556)
380.120
Venda de produtos (em toneladas)
.Mercado interno
-
253.782
303.031
-
556.813
.Mercado externo
-
302.206
13.495
-
315.701
.Entre segmentos
-
332.350
2.036
(334.386)
-
-
888.338
318.562
(334.386)
872.514
Venda de madeira (em toneladas)
.Mercado interno
1.402.452
-
-
-
1.402.452
.Entre segmentos
3.427.318
-
-
(3.427.318)
-
4.829.770
-
-
(3.427.318)
1.402.452
Investimentos no período
66.836
124.736
16.176
1.072
208.820
Depreciação, exaustão e amort.
(204.026)
(92.192)
(14.692)
(1.614)
(312.524)
Ativo total
5.385.307
3.760.723
796.265
2.441.462
12.383.757
Passivo total
1.529.644
520.163
138.031
4.866.746
7.054.584
Patrimônio líquido
3.855.663
3.240.560
658.234
(2.425.284)
5.329.173
Consolidado







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Notas Explicativas




30/6/2010
Corporativa/
Florestal
Papéis
Conversão
eliminações
Total
Receitas líquidas:
.Mercado interno
128.580
485.309
727.392
289
1.341.570
.Mercado externo
-
362.063
46.151
-
408.214
Receita de vendas para terceiros
128.580
847.372
773.543
289
1.749.784
Receitas entre segmentos
204.047
393.146
4.684
(601.877)
-
Vendas líquidas totais
332.627
1.240.518
778.227
(601.588)
1.749.784
Variação valor justo ativos biológicos
176.552
-
-
-
176.552
Custo dos produtos vendidos
(432.078)
(929.683)
(623.029)
602.613
(1.382.177)
Lucro bruto
77.101
310.835
155.198
1.025
544.159
Despesas/ receitas operacionais
(25.219)
(129.943)
(86.136)
(108)
(241.406)
Resultado operacional antes do resultado
financeiro
51.882
180.892
69.062
917
302.753
Venda de produtos (em toneladas)
.Mercado interno
-
260.561
309.100
-
569.661
.Mercado externo
-
276.658
16.703
-
293.361
.Entre segmentos
-
343.690
985
(344.675)
-
-
880.909
326.788
(344.675)
863.022
Venda de madeira (em toneladas)
.Mercado interno
1.535.399
-
-
-
1.535.399
.Entre segmentos
3.304.584
-
-
(3.304.584)
-
4.839.983
-
-
(3.304.584)
1.535.399
Investimentos no período
53.318
61.819
23.274
365
138.776
Depreciação, exaustão e amort.
(251.651)
(84.864)
(14.163)
(1.390)
(352.068)
Ativo total
4.981.861
3.691.993
758.368
2.379.635
11.811.857
Passivo total
2.072.236
635.007
131.708
4.173.558
7.012.509
Patrimônio líquido
2.909.625
3.056.986
626.660
(1.793.923)
4.799.348
Consolidado

O saldo na coluna Corporativa/eliminações envolve substancialmente despesas da unidade corporativa não
rateada aos demais segmentos e as eliminações referem-se aos ajustes das operações entre os demais
segmentos.

As informações acerca do resultado financeiro, imposto de renda e contribuição social não foram divulgadas
nas informações por segmento em razão da não utilização da Administração da Companhia dos referidos
dados de forma segmentada, pois os mesmos são gerenciados e analisados de forma consolidada em sua
operação.

c) Informações das receitas líquidas de vendas

As receitas líquidas da Companhia provenientes dos clientes no mercado externo, em seu balanço consolidado
no período de seis meses findo em 30 de junho de 2011, correspondem a R$ 451 milhões (R$ 408 milhões no
período de seis meses findo em 30 de junho de 2010). A tabela abaixo demonstra a distribuição da receita
liquida dos referidos períodos por país estrangeiros:




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Notas Explicativas




Consolidado
Consolidado
30/6/2011
30/6/2010
País
Receita Total
(R$/milhões)
% na Receita
Liquida Total
Receita Total
(R$/milhões)
% na Receita
Liquida Total
Argentina
112
5,9%
106
6,1%
China
64
3,4%
62
3,5%
Equador
36
1,9%
41
2,3%
Espanha
31
1,6%
25
1,4%
Cingapura
20
1,1%
19
1,1%
Filipinas
17
0,9%
16
0,9%
África do Sul
15
0,8%
14
0,8%
Alemanha
15
0,8%
13
0,7%
Itália
13
0,7%
9
0,5%
Turquia
11
0,6%
8
0,5%
Nigéria
10
0,5%
11
0,6%
Outros pulverizados
107
5,6%
84
4,8%
451
24%
408
23%

A receita líquida da Companhia proveniente dos clientes no mercado brasileiro no balanço consolidado nos
períodos de seis meses findos em 30 de junho de 2011 e de 2010, corresponde a R$ 1.453 milhões e R$ 1.342
milhões, respectivamente.

No período de seis meses findo em 30 de junho de 2011, no segmento de papéis, um único cliente de cartões
foi responsável por aproximadamente 21% da receita líquida da Companhia, correspondente a
aproximadamente R$ 402 milhões (R$ 386 milhões no período de seis meses findo em 30 de junho de 2010).
O restante da base de clientes da Companhia é pulverizada, de forma que nenhum dos demais clientes,
individualmente, concentra participação relevante (acima de 10%) da receita líquida de vendas da Companhia.
23
GERENCIAMENTO DE RISCOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS

a) Gerenciamento de riscos

A Companhia e suas controladas participam de operações envolvendo instrumentos financeiros, todos
registrados em contas patrimoniais, que se destinam a atender as suas necessidades operacionais, bem como a
reduzir a exposição a riscos financeiros, principalmente de crédito e aplicações de recursos, riscos de mercado
(câmbio e juros) e risco de liquidez, aos qual a Companhia entende que está exposta, de acordo com sua
natureza dos negócios e estrutura operacional.

A administração desses riscos é efetuada por meio da definição de estratégias elaboradas e aprovadas pela
Administração da Companhia, atreladas ao estabelecimento de sistemas de controles e determinação de limite
de posições. Não são realizadas operações envolvendo instrumentos financeiros com finalidade especulativa.

Adicionalmente, a Administração procede com a avaliação tempestiva da posição consolidada da Companhia,
acompanhando os resultados financeiros obtidos, avaliando as projeções futuras, como forma de garantir o
cumprimento do plano de negócios definido e monitoramento dos riscos aos quais está exposta.

Os principais riscos da Companhia estão descritos a seguir:



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Notas Explicativas





Risco de Mercado

O risco de mercado é o risco de que o valor justo dos fluxos de caixa futuros de um instrumento financeiro
flutue devido a variações nos preços de mercado. Os preços de mercado são afetados por dois tipos de risco:
risco de taxa de juros e risco de variação cambial. Instrumentos financeiros afetados pelo risco de mercado
incluem aplicações financeiras, contas a receber de clientes, contas a pagar, empréstimos a pagar,
instrumentos disponíveis para venda e instrumentos financeiros derivativos.

(i) Risco de exposição às variações cambiais

A Companhia mantém operações denominadas em moedas estrangeiras que estão expostas a riscos de
mercado decorrentes de mudanças nas cotações das respectivas moedas estrangeiras. Qualquer flutuação da
taxa de câmbio pode aumentar ou reduzir os referidos saldos. A composição dessa exposição é como segue:
Consolidado
30/6/2011
31/12/2010
Conta corrente e aplicações financeiras
65.500
162.000
Contas a receber (líquido de PCLD) e outros
ativos
196.600
184.800
Contas a pagar e outros passivos
(6.500)
(19.000)
Pré-pagamentos de exportações
(financiamentos)
(2.702.087)
(2.855.364)
Exposição líquida
(2.446.487)
(2.527.564)

O saldo por ano de vencimento em 30 de junho de 2011 dessa exposição líquida estão divididos da seguinte
maneira:
Ano
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018 em
diante
Total
Valor
66.860
(422.014) (497.835) (379.574) (309.377)
(212.767)
(159.798)
(530.182)
(2.444.687)

A Companhia não tem contratado derivativos para proteger a exposição cambial de longo prazo, entretanto,
para fazer frente a tal exposição passiva líquida, a Companhia possui plano de vendas cujo fluxo projetado de
receitas de exportação de aproximadamente US$ 500 milhões anuais e seus recebimentos, se forem
concretizados, superam o fluxo de pagamentos dos respectivos passivos, compensando o efeito caixa desta
exposição cambial no futuro.

(ii) Risco de taxa de juros

A Companhia possui empréstimos indexados pela variação da TJLP e do CDI, e aplicações financeiras
indexados à variação do CDI e Selic, expondo estes ativos e passivos às flutuações nas taxas de juros
conforme demonstrado no quadro de sensibilidade a juros abaixo. A Companhia não tem pactuado contratos
de derivativos para fazer "hedge"/"swap" contra esse risco. Porém, ela monitora continuamente as taxas de
juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de derivativos para se
proteger contra o risco de volatilidade dessas taxas. Adicionalmente, a Companhia considera que o alto custo
associado à contratação de taxas pré-fixadas sinalizadas pelo cenário macroeconômico brasileiro justifica a
sua opção por taxas flutuantes.



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Notas Explicativas





A composição dessa exposição é como segue:
Consolidado
30/6/2011
31/12/2010
Aplicações financeiras - CDI
2.413.021
2.361.210
Aplicações financeiras - Selic
209.180
198.222
Exposição ativa
2.622.201
2.559.432
Financiamentos - CDI
(92.357)
(100.765)
Financiamentos - TJLP
(1.575.049)
(1.691.720)
Exposição passiva
(1.667.406)
(1.792.485)

Risco de crédito e de aplicação dos recursos

O risco de crédito é o risco de a contraparte de um negócio não cumprir uma obrigação prevista em um
instrumento financeiro ou contrato com cliente, o que levaria ao prejuízo financeiro. A Companhia está
exposta ao risco de crédito em suas atividades operacionais (principalmente com relação a contas a receber)
e de aplicação de recursos, incluindo depósitos em bancos e instituições financeiras, transações cambiais,
aplicações financeiras e outros instrumentos financeiros contratados.

Em 30 de junho de 2011, o valor máximo exposto pela Companhia ao risco de crédito corresponde ao valor
contábil das contas a receber de clientes, demonstrado na nota explicativa 6. Quanto ao risco de aplicação de
recursos, o valor exposto pela Companhia corresponde substancialmente às aplicações financeiras e
operação de títulos e valores mobiliários, com valores descritos nas notas explicativas 4 e 5.

O risco de crédito nas atividades operacionais da Companhia é administrado por normas específicas de
aceitação de clientes, análise de crédito e estabelecimento de limites de exposição por cliente, os quais são
revisados periodicamente. O monitoramento de duplicatas vencidas é realizado prontamente para garantir
seu recebimento. Adicionalmente, há análises específicas e normas aprovadas pela Administração para a
aplicação financeira em instituições financeiras com boas avaliações de rating pelas agências e os tipos de
investimentos ofertados no mercado financeiro, buscando uma aplicação de forma conservadora e segura.

Risco de liquidez

A Companhia acompanha o risco de escassez de recursos, administrando seu capital por meio de uma
ferramenta de planejamento de liquidez recorrente, para que haja recursos financeiros disponíveis para o
devido cumprimento de suas obrigações, substancialmente concentrada nos financiamentos firmados junto a
instituições financeiras.

O quadro abaixo demonstra o vencimento dos passivos financeiros contratados pela Companhia, no balanço
consolidado, onde os valores apresentados incluem o valor do principal e dos juros futuros incidentes nas
operações, calculados utilizando-se as taxas e índices vigentes na data de 30 de junho de 2011:
2017
2011
2012
2013
2014
2015
2016
em diante
Total
Fornecedores
243.767
-
-
-
-
-
-
243.767
Financiamentos
618.208
924.821
958.466
809.316
753.374
346.741
985.443
5.396.369
Total
861.975
924.821
958.466
809.316
753.374
346.741
985.443 5.640.136

A projeção orçamentária para os próximos exercícios aprovada pelo Conselho de Administração demonstra
capacidade de cumprimento das obrigações, caso este seja concretizado.
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Notas Explicativas





A estrutura de capital da Companhia é formada pelo endividamento líquido, composto pelo saldo de
empréstimos e financiamentos (nota explicativa 14), deduzidos pelo saldo de caixa, equivalentes de caixa e
títulos e valores mobiliários (nota explicativa 4 e 5), e pelo saldo do patrimônio líquido, incluindo o saldo de
capital emitido e todas as reservas constituídas.

O índice de endividamento líquido da Companhia é composto da seguinte forma:
Consolidado
30/6/2011
31/12/2010
Caixa, equivalentes de caixa e títulos e
valores mobiliários
2.691.230
2.729.327
Empréstimos e financiamentos
(4.583.976)
(4.857.097)
Endividamento líquido
(1.892.746)
(2.127.770)
Patrimônio líquido
5.329.173
5.154.502
Índice de endividamento líquido
(0,36)
(0,41)

b) Instrumentos financeiros

A Companhia possui os instrumentos financeiros classificados em:

Empréstimos e recebíveis e outros passivos financeiros

Os instrumentos financeiros incluídos nesse grupo são saldos provenientes de transações comuns como o
contas a receber, fornecedores, empréstimos e financiamentos, aplicações financeiras e caixa e equivalente de
caixa mantido pela Companhia. Todos estão registrados pelos seus valores nominais acrescidos, quando
aplicável, de encargos e taxas de juros contratuais, cuja apropriação das despesas e receitas é reconhecida ao
resultado do exercício.

Adicionalmente, a Companhia possui uma operação, caracterizada como swap de taxas de juros, embutida em
uma operação de pré-pagamento de exportação, onde é pago uma taxa de Libor + 1,15% a.a. e recebido do
banco uma taxa de Libor + 1,40% a.a. sobre um valor nocional de 25 milhões de dólares (R$ 43 milhões de
reais), gerando uma receita de R$ 44 reais semestralmente no resultado, recebidos pela Companhia. O
vencimento da operação será em 2015.

De acordo com a hierarquia do CPC ­ 40 esta operação classifica-se como nível 3, visto que o valor da
operação é fixado, não havendo influência de índices de mercado sobre os valores apurados na operação, pois
o swap da taxa é Libor por Libor, impactando somente o diferencial de 1,40% a.a. para 1,15% a.a.

Ativos financeiros disponíveis para venda

A Companhia classificou os títulos e valores mobiliários que são representados por Letras Financeiras do
Tesouro (LFT) (nota explicativa 5) como ativos financeiros mantidos para negociação, pois poderão ser
negociados no futuro, sendo contabilizados pelo valor justo. Devido à liquidez desse ativo, seu valor justo é
próximo ao custo amortizado, não gerando efeito no patrimônio líquido da Companhia. O saldo desses títulos
em 30 de junho de 2011 no balanço consolidado corresponde a R$ 209.180.

c) Análise de sensibilidade

A Companhia apresenta a seguir os quadros de sensibilidade para os riscos de variações cambiais e de taxas
de juros que a Companhia está exposta considerando que os eventuais efeitos impactariam os resultados
futuros tomando como base as exposições apresentadas em 30 de junho de 2011.
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Notas Explicativas





(i) Exposição a câmbio

A Companhia possui ativos e passivos atrelados a moeda estrangeira no balanço de 30 de junho de 2011 e
para fins de análise de sensibilidade, adotou como cenário I a taxa de mercado futuro vigente no período de
elaboração destas demonstrações financeiras, para o cenário II esta taxa foi corrigida em 25% e para o cenário
III em 50%.

É importante salientar que os vencimentos dos financiamentos, conforme cronograma de vencimento
demonstrado na nota 14, não ocorrerão substancialmente em 2011, sendo assim, a variação cambial não terá
efeito no caixa decorrente desta análise. Em contrapartida, as exportações da Companhia, deverão ter o
impacto da variação cambial já durante o ano.

A análise de sensibilidade da variação cambial está sendo calculada sobre a exposição cambial líquida
(basicamente por empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira) e não foi considerado o efeito nos
cenários sobre a projeção de vendas de exportação que de certa forma, como mencionado anteriormente, fará
frente a eventual perda cambial futura.

Desta forma, o quadro abaixo demonstra simulação do efeito da variação cambial no resultado futuro de 12
meses:
Saldo
30/6/2011
Cenário I
Cenário II
Cenário III
US$
Taxa
R$
ganho(perda)
Taxa
R$
ganho(perda)
Taxa
R$
ganho(perda)
Ativos
Caixa e caixa equivalentes
41.958
1,60
1.632
2,00
18.415
2,40
35.199
Contas a receber, líquido de
PCLD
125.937
1,60
4.899
2,00
55.274
2,40
105.649
Passivos
Contas a pagar
3.011
1,60
(117)
2,00
(1.322)
2,40
(2.526)
Financiamentos
1.730.887
1,60
(67.332)
2,00
(759.686)
2,40
(1.452.041)
Efeito líquido no Resultado
(60.918)
(687.319)
(1.313.719)
(ii) Exposição a Juros
As aplicações financeiras e os financiamentos são atrelados a taxa de juros pós-fixada do CDI, exceto aqueles
atrelados à TJLP. Para efeito de análise de sensibilidade a Companhia adotou taxas vigentes em datas
próximas a da apresentação das referidas informações trimestrais, utilizando para Selic e CDI a mesma taxa
em decorrência da proximidade das mesmas, na projeção do cenário I, para o cenário II estas taxas foram
corrigidas em 25% e para o cenário III em 50%.

Desta forma, o quadro abaixo demonstra simulação do efeito da variação das taxas de juros no resultado
futuro de 12 meses:









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Notas Explicativas




Saldo
30/6/2011
Cenário I
Cenário II
Cenário III
R$
Taxa
R$
ganho(perda)
Taxa
R$
ganho(perda)
Taxa
R$
ganho(perda)
Aplicações financeiras
CDB's
CDI
2.413.021 12,25%
295.595 15,31%
369.494 18,38%
443.393
LFT's
Selic
209.180 12,25%
25.625 15,31%
32.031 18,38%
38.437
Financiamentos
Capital de giro
CDI
92.357 12,25%
(11.314) 15,31%
(14.142) 18,38%
(16.971)
BNDES
TJLP
1.575.049
6,00%
(94.503)
7,50%
(118.129)
9,00%
(141.754)
Efeito líquido no Resultado
215.403
269.254
323.105
24
BENEFÍCIOS A EMPREGADOS E PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA

A Companhia concede a seus empregados benefícios de seguro de vida, assistência médica e plano de
aposentadoria. A contabilização desses benefícios obedece ao regime de competência e a concessão destes
cessa ao término do vínculo empregatício.

a) Previdência privada

O plano de previdência privada da Klabin - Plano Prever, administrado pelo Itaú Vida e Previdência S.A., foi
instituído em 1986 sob a modalidade de benefício definido. A partir de 1998 houve uma reestruturação que
resultou na conversão do plano para a modalidade de contribuição definida.

Em novembro de 2001, foi instituído um novo plano de previdência privada o Plano de Aposentadoria
Complementar Klabin - PACK, também administrado pelo Itaú Vida e Previdência S.A. e estruturado no
conceito de PGBL - Plano Gerador de Benefícios Livres.

Aos participantes do Plano Prever foi dada a opção de migração para o novo plano. Em ambos os planos não
são assumidos pela Companhia nenhuma responsabilidade pela garantia de níveis mínimos de benefícios aos
participantes que venham a se aposentar.

b) Assistência médica

A Companhia, por meio de acordo firmado com o Sindicato da Indústria de Papel, Celulose e Pasta de
Madeira para Papel do Estado de São Paulo, assegura o custeio de assistência médica (Hospital SEPACO,
principal plano) de forma permanente aos seus ex-funcionários que se aposentaram até 2001, bem como para
os seus dependentes até completarem a maioridade e cônjuge, de forma vitalícia estando vedada a novas
adesões.

A Companhia entende que a referida assistência médica caracteriza um plano de benefício definido de acordo
com as práticas contábeis adotadas no Brasil, diante disso mantém registrada a provisão para o passivo
atuarial estimado no montante de R$ 34.605 (R$ 32.805 em 31 de dezembro de 2010), no passivo não
circulante na rubrica de "Outras Contas a Pagar e Provisões" no passivo não circulante.

Na avaliação atuarial de 31 de dezembro de 2010, foram utilizadas as seguintes hipóteses econômicas e
biométricas: taxa de desconto 10,75% a.a. nominal, taxa de crescimento nominal dos custos médicos variável
iniciando em 2011 com 12,5% a.a. atingindo a 6,5% a.a. em 2023, inflação de longo prazo de 4,5% a.a. e
tábua biométrica de mortalidade RP 2000. O montante registrado como despesa no período de seis meses
findo em 30 de junho de 2011 foi de R$1.200.

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Notas Explicativas





O aumento ou decréscimo de um ponto percentual nas taxas utilizadas no cálculo atuarial, não trazem efeitos
relevantes nas demonstrações financeiras da Companhia.

Este plano não possui ativos para divulgação.
25
COBERTURA DE SEGUROS (NÃO REVISADA PELOS AUDITORES
INDEPENDENTES)

Em 30 de junho de 2011, a Companhia possui seguros contra incêndio, raio, explosão, danos elétricos, e
vendaval para as suas instalações industriais, administrativas e estoque. Possui ainda seguros com coberturas
para responsabilidade civil geral, e responsabilidade de D&O, auto e riscos diversos para equipamentos
móveis, no montante de R$ 2.001.666.

Em função da natureza de suas atividades, da distribuição das florestas em diversas áreas distintas e das
medidas preventivas adotadas contra incêndio e outros riscos da floresta a Companhia concluiu tecnicamente
pela não contratação de seguros contra danos causados às mesmas, optando pela adoção de políticas de
proteção, as quais, historicamente, têm se mostrado altamente eficientes sem que tenha havido qualquer
comprometimento às atividades e à condição financeira da Companhia. Desta forma, a Administração entende
que sua estrutura de gerenciamento dos riscos financeiros relacionados as atividades florestais é adequada
para a continuidade operacional da Companhia.
26
EVENTOS SUBSEQUENTES

A emissão dessas informações contábeis intermediárias da Klabin S.A. ("Companhia") e de suas controladas
foram autorizadas pela diretoria financeiras em 28 de julho de 2011.

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Outras Informações que a Companhia Entenda Relevantes




DE ACORDO COM O REGULAMENTO DE PRÁTICAS DIFERENCIADAS DE
GOVERNANÇA CORPORATIVA ­ NÍVEL 1 APRESENTAMOS A SEGUIR
INFORMAÇÕES ADICIONAIS SOBRE A COMPANHIA, NA DATA BASE DE 30 DE
JUNHO DE 2011.
1
POSIÇÃO ACIONÁRIA DA COMPANHIA, DOS DETENTORES DE AÇÕES COM MAIS
DE 5% DO TOTAL DAS ESPÉCIES ATÉ O NÍVEL DE PESSOA FÍSICA
(a)
Posição acionária da companhia
AÇÕES
ACIONISTA ON
%
PN
%
TOTAL
%
Klabin Irmãos & Cia.
163.797.753
51,70
- - 163.797.753 17,85
Niblak Participações S.A.
24.699.654
7,80
-
- 24.699.654
2,69
Monteiro Aranha S.A. (i)
63.458.605
20,03 27.980.053
4,66 91.438.658
9,96
The Bank Of New York ADR
Department (*)
- -
56.282.445
9,37
56.282.445
6,13
BNDES Participações S.A.
BNDESPAR
- - 88.113.340 14,66 88.113.340
9,60
Ações em Tesouraria
-
- 27.196.800
4,53 27.196.800
2,96
Outros (**) 64.871.551
20,47
401.283.095
66,78
466.154.646
50,80
TOTAL 316.827.563
100,00
600.855.733
100,00
917.683.296
100,00
(*) Acionistas no exterior.
(**)
Acionistas com participação inferior a 5% das ações.
(b)
Distribuição do capital social dos controladores até o nível de pessoa física
CONTROLADORA/INVESTIDORA:
KLABIN IRMÃOS & CIA.
QUOTAS
QUOTISTAS Quantidade
% do
Capital
Jacob Klabin Lafer Adm. Partic. S.A.
1
12,52
Miguel Lafer Participações S.A.
1
6,26
VFV Participações S.A.
1
6,26
PRESH S.A.
1
12,52
GL Holdings S.A
1
12,52
GLIMDAS Participações S.A.
1
11,07
DARO Participações S.A.
1
11,07
DAWOJOBE Participações S.A.
1
11,07
ESLI Participações S.A.
1
8,36
LKL Participações S.A.
1
8,35
TOTAL 10
100,00
Sociedade em nome coletivo, com capital social de R$ 1.000.000,00, dividido em quotas de valores variados.
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CONTROLADORA/INVESTIDORA:
Jacob Klabin Lafer Adm. Partic. S.A.
AÇÕES
ACIONISTAS ON
%
Total
Miguel Lafer
215.059.063
50,00
Vera Lafer
215.059.063
50,00
TOTAL
430.118.126 100,00
CONTROLADORA/INVESTIDORA:
Miguel Lafer Participações S.A.
AÇÕES
ACIONISTAS ON
%
Total
Miguel Lafer
223.510.726
99,9999
Vera Lafer
344
0,0001
TOTAL
223.511.070 100,0000
CONTROLADORA/INVESTIDORA:
VFV Participações S.A.
AÇÕES
ACIONISTAS ON
%
Total
Vera Lafer
981.094.312
99,9999
Outros 688
0,0001
TOTAL
981.095.000 100,0000
CONTROLADORA/INVESTIDORA:
PRESH S.A.
AÇÕES
ACIONISTAS ON % PN %
TOTAL
%
Sylvia Lafer Piva
17.658.895 99,99993 17.658.895 66,66662
Pedro Franco Piva
12
0,00007
12
0,00005
Horácio Lafer Piva
2.943.151
33,33
2.943.151 11,11111
Eduardo Lafer Piva
2.943.151
33,33
2.943.151 11,11111
Regina Piva Coelho
Magalhães
2.943.151
33,34
2.943.151 11,11111
TOTAL
8.829.453
100,00 17.658.907 100,00000 26.488.360 100,00000
CONTROLADORA/INVESTIDORA:
GL Holdings S.A.
AÇÕES
ACIONISTAS ON % PN %
TOTAL
%
Graziela
Lafer
Galvão
4.233.864 99,99991 8.467.726 99,99993 12.701.590
99,99992
Outros
4 0,00009
6 0,00007
10
0,00008
TOTAL
4.233.868 100,00000 8.467.732 100,00000 12.701.600 100,00000
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CONTROLADORA/INVESTIDORA:
GLIMDAS Participações S.A.
AÇÕES
ACIONISTAS ON
%
PN
%
TOTAL
%
Israel Klabin
1.756.611
92,5090
1.756.611
45,747
Alberto Klabin (*)
323.502
16,6664
23.707
1,2485
347.209
9,042
Leonardo Klabin (*)
323.502
16,6664
23.707
1,2485
347.209
9,042
Stela Klabin (*)
323.502
16,6664
23.707
1,2485
347.209
9,042
Maria Klabin (*)
323.502
16,6664
23.707
1,2485
347.209
9,042
Dan Klabin (*)
323.502
16,6664
23.707
1,2485
347.209
9,042
Gabriel Klabin (*)
323.502
16,6664
23.707
1,2485
347.209
9,042
Espólio Maurício Klabin (*) 32
0,0017
32
0,001
TOTAL
1.941.044 100,0000 1.898.853 100,0000 3.839.897
100,0000
(*) Ações sujeitas a usufruto, cabendo o direito de voto ao usufrutuário Israel Klabin.
CONTROLADORA/INVESTIDORA:
DARO Participações S.A.
AÇÕES
ACIONISTAS ON
%
Total
Daniel Miguel Klabin
1.627.732
53,065
Rose Klabin (*)
479.900
15,645
Amanda Klabin (*)
479.900
15,645
David Klabin (*)
479.900
15,645
TOTAL
3.067.432 100,000
(*) Ações sujeitas a usufruto, cabendo o direito de voto ao usufrutuário Daniel Miguel Klabin.
CONTROLADORA/INVESTIDORA:
DAWOJOBE Participações S.A.
AÇÕES
ACIONISTAS ON
%
Armando Klabin
4
0,20
Wolff Klabin (*)
516
24,95
Daniela Klabin (*)
516
24,95
Bernardo Klabin (*)
516
24,95
José Klabin (*)
516
24,95
TOTAL
2.068 100,00
(*) Ações sujeitas a usufruto, cabendo o direito de voto ao usufrutuário Armando Klabin.
CONTROLADORA/INVESTIDORA:
ESLI Participações S.A.
AÇÕES
ACIONISTAS ON
%
Total
Cristina Levine Martins Xavier
5.891.253
33,3333
Regina Klabin Xavier
5.891.253
33,3333
Roberto Klabin Martins Xavier
5.891.254
33,3334
TOTAL
17.673.760 100,0000
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CONTROLADORA/INVESTIDORA:
LKL Participações S.A.
AÇÕES
ACIONISTAS ON
%
Total
Cristina Levine Martins Xavier
5.977.833
33,3333
Regina Klabin Xavier
5.977.833
33,3333
Roberto Klabin Martins Xavier
5.977.834
33,3334
TOTAL
17.933.500 100,000
CONTROLADORA/INVESTIDORA:
NIBLAK PARTICIPAÇÕES S.A.
AÇÕES
ACIONISTAS ON
%
Total
Miguel Lafer Part. S.A.
3.038.036
12,521
VFV Participações S.A.
3.038.035
12,521
GL Holdings S.A.
3.038.061
12,521
Glimdas Participações S.A.
2.686.869
11,074
Daro Participações S.A.
2.686.869
11,074
Dawojobe Partic. S.A.
2.562.686
10,562
Armando Klabin
124.183
0,511
Esli Participações S.A.
4.050.722
16,695
Pedro Franco Piva
3.038.061
12,521
TOTAL
24.263.522 100,000
2
EVOLUÇÃO DA PARTICIPAÇÃO ACIONÁRIA
30 de junho de 2010
Movimentação
30 de junho de 2011
Quantidade
Compra
Novos
Saida de
Quantidade
Evolução
ACIONISTAS Tipo
de ações
%
Subscrição
Venda
Integrantes Integrantes
de ações
%
%
Controladores
ON 202.093.755
63,79
202.093.755
63,79
0,00
PN
110.308.846
18,36
16.887.254 (19.658.058)
2.000.000 (2.000.000)
107.538.042
17,90
-2,51
Membros do
Conselho de
ON
33.202.415
10,48
94.149
33.296.564
10,51
0,28
Administração
PN
12.701.984
2,11
4.779.779
(5.604.597)
11.877.166
1,98
-6,49
Membros da
ON
Diretoria
PN
84.738
0,01
8.100
(6.000)
400.000
(7.100)
479.738
0,08
466,14
Membros do
Conselho
ON
1.000
0,00
1.000
0,00
0,00
Fiscal
PN
3.420
0,00
3.420
0,00
0,00
Ações em
ON
Tesouraria
PN
16.907.900
2,81
10.288.900
27.196.800
4,53
60,85
Demais
ON
81.530.393
25,73
(94.149)
81.436.244
25,70
-0,12
Acionistas
PN
460.848.845
76,70 (21.675.133)
14.979.755 (2.400.000)
2.007.100
453.760.567
75,52
-1,54
Total
ON 316.827.563
100,00
0
0
0
0
316.827.563 100,00
PN
600.855.733
100,00
0
0
0
0
600.855.733 100,00
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Outras Informações que a Companhia Entenda Relevantes





3
QUANTIDADE DE AÇÕES DE EMISSÃO DA COMPANHIA, DE TITULARIDADE,
DIRETA OU INDIRETA, DOS CONTROLADORES, ADMINISTRADORES,
CONSELHEIROS E QUANTIDADE DE AÇÕES EM CIRCULAÇÃO
EM 30/06/2010
A Ç Õ E S
ACIONISTAS ON
%
PN
%
Total
%
Controladores
202.093.755 63,79 110.308.846 18,36 312.402.601 34,04
Membros do Conselho de
Administração 33.202.415 10,48 12.701.984 2,11 45.904.399
5,00
Membros da Diretoria
84.738
0,01
84.738
0,01
Membros do Conselho Fiscal
1.000
0,00
3.420
0,00
4.420
0,00
Ações em Tesouraria
16.907.900
2,81 16.907.900
1,84
Outros Acionistas
81.530.393 25,73
460.848.845 76,70 542.379.238 59,10
Total 316.827.563
100,00
600.855.733
100,00
917.683.296
100,00
Total de Ações em Circulação
81.531.393 25,73
460.852.265 76,70 542.383.658 59,10
EM 30/06/2011
A Ç Õ E S
ACIONISTAS ON
%
PN
%
Total
%
Controladores 202.093.755
63,79
107.538.042
17,90
309.631.797
33,74
Membros do Conselho de
Administração 33.296.564 10,51 11.877.166 1,98 45.173.730
4,92
Membros da Diretoria
479.738
0,08
479.738
0,05
Membros do Conselho Fiscal
1.000
0,00
3.420
0,00
4.420
0,00
Ações em Tesouraria
27.196.800
4,53 27.196.800
2,96
Outros Acionistas
81.436.244 25,70
453.760.567 75,52 535.196.811 58,32
Total 316.827.563
100,00
600.855.733
100,00
917.683.296
100,00
Total de Ações em Circulação
81.437.244 25,70
453.763.987 75,52 535.201.231 58,32
4
OUTRAS INFORMAÇÕES
Relacionamento com Auditores Independentes
Em conformidade com a Instrução CVM nº 381/03, a empresa de auditoria Deloitte Touche
Tohmatsu Auditores Independentes não prestou serviços não relacionados à auditoria externa em
patamares superiores a 5% do total de seus honorários.
A política da Companhia na contratação de serviços não-relacionados à auditoria externa com seus
auditores independentes está fundamentada em princípios que preservam a independência desses
profissionais. Esses princípios, que seguem diretrizes internacionalmente aceitas, consistem em: (a)
o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, (b) o auditor não deve exercer funções gerenciais
no seu cliente e (c) o auditor não deve promover os interesses de seu cliente.
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RELATÓRIO SOBRE A REVISÃO DE INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS
Ao Conselho de Administração e Acionistas da Klabin S.A.
São Paulo - SP
Introdução
Revisamos as informações contábeis intermediárias, individuais e consolidadas, da Klabin S.A. ("Companhia") e de suas controladas,
contidas no Formulário de Informações Trimestrais ­ ITR referentes ao trimestre findo em 30 de junho de 2011, que compreendem os
balanços patrimoniais e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e
dos fluxos de caixa para o trimestre e período de seis meses findos naquela data, incluindo as notas explicativas selecionadas.
A administração da Companhia é responsável pela elaboração das informações contábeis intermediárias individuais de acordo com o
Pronunciamento Técnico CPC 21 ­ Demonstração Intermediária e das informações contábeis intermediárias consolidadas de acordo
com o CPC 21 e com a norma internacional IAS 34 ­ Interim Financial Reporting, emitida pelo International Accounting Standards
Board ­ IASB, assim como pela apresentação dessas informações de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de
Valores Mobiliários, aplicáveis à elaboração das Informações Trimestrais ­ ITR. Nossa responsabilidade é a de expressar uma
conclusão sobre essas informações contábeis intermediárias com base em nossa revisão.
Alcance da revisão
Conduzimos nossa revisão de acordo com as normas brasileiras e internacionais de revisão de informações intermediárias (NBC TR
2410 - Revisão de Informações Intermediárias Executada pelo Auditor da Entidade e ISRE 2410 ­ Review of Interim Financial
Information Performed by the Independent Auditor of the Entity, respectivamente). Uma revisão de informações intermediárias consiste
na realização de indagações, principalmente às pessoas responsáveis pelos assuntos financeiros e contábeis e na aplicação de
procedimentos analíticos e de outros procedimentos de revisão. O alcance de uma revisão é significativamente menor do que o de
uma auditoria conduzida de acordo com as normas de auditoria e, consequentemente, não nos permitiu obter segurança de que
tomamos conhecimento de todos os assuntos significativos que poderiam ser identificados em uma auditoria. Portanto, não
expressamos uma opinião de auditoria.
Conclusão sobre as informações intermediárias individuais
Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que as informações contábeis
intermediárias individuais incluídas nas informações trimestrais acima referidas não foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, de acordo com o CPC 21 aplicável à elaboração de Informações Trimestrais - ITR, e apresentadas de forma condizente
com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários.

Conclusão sobre as informações intermediárias consolidadas
Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que as informações contábeis
intermediárias consolidadas incluídas nas informações trimestrais acima referidas não foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, de acordo com o CPC 21 e o IAS 34 aplicáveis à elaboração de Informações Trimestrais - ITR, e apresentadas de forma
condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários.
Ênfase
Conforme descrito na nota explicativa 2, as informações contábeis individuais foram elaboradas de acordo com o CPC 21. No caso da
Companhia, essas práticas diferem das IFRS, aplicável às demonstrações financeiras individuais, somente no que se refere à
avaliação dos investimentos em controladas pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou
valor justo.
Outros assuntos
Informações intermediárias do valor adido
Revisamos, também, as informações intermediárias do valor adicionado (DVA), individuais e consolidadas, referentes ao trimestre e
período de seis meses findos em 30 de junho de 2011, cuja apresentação nas informações intermediárias é requerida de acordo com
as normas expedidas pela CVM ­ Comissão de Valores Mobiliários aplicáveis à elaboração de Informações Trimestrais ­ ITR e
considerada informação suplementar pelas IFRS, que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas
aos mesmos procedimentos de revisão descritos anteriormente e, com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum
fato que nos leve a acreditar que não foram elaboradas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às informações contábeis
intermediárias individuais e consolidadas tomadas em conjunto.
Pareceres e Declarações / Relatório da Revisão Especial - Sem Ressalva
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São Paulo, 28 de julho de 2011
DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Gilberto Grandolpho
Auditores Independentes Contador
CRC nº 2 SP 011609/O-8 CRC nº 1 SP 139572/O-5
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Versão : 1