background image
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
Demonstração do Fluxo de Caixa
21
DMPL - 01/01/2009 à 31/12/2009
24
DMPL - 01/01/2010 à 31/12/2010
23
Balanço Patrimonial Passivo
17
Declaração dos Diretores sobre o Parecer dos Auditores Independentes
99
Demonstração do Resultado Abrangente
20
Demonstração do Resultado
19
Parecer dos Auditores Independentes
95
Parecer do Conselho Fiscal ou Órgão Equivalente
97
Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras
98
Pareceres e Declarações
Demonstração do Valor Adicionado
25
Relatório da Administração
26
Notas Explicativas
36
Balanço Patrimonial Ativo
3
DFs Individuais
Demonstração do Resultado
7
Balanço Patrimonial Passivo
5
Dados da Empresa
Balanço Patrimonial Ativo
15
Proventos em Dinheiro
2
Composição do Capital
1
DMPL - 01/01/2009 à 31/12/2009
12
Demonstração do Valor Adicionado
14
DFs Consolidadas
DMPL - 01/01/2010 à 31/12/2010
11
Demonstração do Resultado Abrangente
8
Demonstração do Fluxo de Caixa
9
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
Índice
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
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Em Tesouraria
Total
917.683.296
Preferenciais
27.196.800
Ordinárias
0
Total
27.196.800
Preferenciais
600.855.733
Do Capital Integralizado
Ordinárias
316.827.563
Dados da Empresa / Composição do Capital
Número de Ações
(Unidades)
Último Exercício Social
31/12/2010
PÁGINA: 1 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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Reunião do Conselho de
Administração
21/09/2010
Dividendo
08/10/2010
Ordinária
0,07298
Reunião do Conselho de
Administração
21/09/2010
Dividendo
08/10/2010
Preferencial
0,08028
Proposta
Dividendo
Ordinária
0,07298
Proposta
Dividendo
Preferencial
0,08028
Reunião do Conselho de
Administração
05/07/2010
Dividendo
20/07/2010
Preferencial
0,05734
Reunião do Conselho de
Administração
05/07/2010
Dividendo
20/07/2010
Ordinária
0,05213
Dados da Empresa / Proventos em Dinheiro
Evento
Aprovação
Provento
Início Pagamento
Espécie de Ação
Classe de Ação
Provento por Ação
(Reais / Ação)
PÁGINA: 2 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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1.01.08.03
Outros
21.765
25.215
99.948
1.01.08
Outros Ativos Circulantes
21.765
25.215
99.948
1.02.01
Ativo Realizável a Longo Prazo
1.743.814
1.685.021
1.864.390
1.02
Ativo Não Circulante
7.489.317
7.386.896
7.854.323
1.01.07
Despesas Antecipadas
22.946
21.221
27.250
1.01.07.02
Despesas Antecipadas - Partes Relacionadas
13.242
15.963
18.790
1.01.07.01
Despesas Antecipadas - Terceiros
9.704
5.258
8.460
1.02.01.09.03 Tributos a Recuperar
131.621
164.673
206.514
1.02.01.09
Outros Ativos Não Circulantes
343.660
350.568
428.937
1.02.01.09.04 Depósitos Judiciais
89.388
80.712
124.834
1.02.01.08
Créditos com Partes Relacionadas
5.216
7.696
7.133
1.02.01.05
Ativos Biológicos
1.394.938
1.326.757
1.428.320
1.02.01.08.04 Créditos com Outras Partes Relacionadas
1.220
1.727
2.125
1.02.01.08.02 Créditos com Controladas
3.996
5.969
5.008
1.01.02
Aplicações Financeiras
198.222
209.874
407.521
1.01.02.01
Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo
198.222
209.874
407.521
1.01.02.01.02 Títulos Disponíveis para Venda
198.222
209.874
407.521
1.01.01
Caixa e Equivalentes de Caixa
2.268.816
1.697.278
1.079.899
1.01.06.01
Tributos Correntes a Recuperar
125.974
290.749
322.113
1
Ativo Total
11.433.668
10.698.816
11.056.053
1.01
Ativo Circulante
3.944.351
3.311.920
3.201.730
1.01.03
Contas a Receber
879.397
664.493
854.016
1.01.03.02.01 Partes Relacionadas
312.598
157.067
469.022
1.01.04
Estoques
427.231
403.090
410.983
1.01.06
Tributos a Recuperar
125.974
290.749
322.113
1.01.03.02
Outras Contas a Receber
312.598
157.067
469.022
1.01.03.01
Clientes
566.799
507.426
384.994
1.01.03.01.01 Contas a Receber de Clientes
597.488
534.709
402.863
1.01.03.01.02 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
-30.689
-27.283
-17.869
DFs Individuais / Balanço Patrimonial Ativo
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
31/12/2010
Penúltimo Exercício
31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
31/12/2008
PÁGINA: 3 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
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background image
1.02.03
Imobilizado
3.932.348
3.905.330
4.174.160
1.02.02.01.04 Outras Participações Societárias
11.542
11.542
8.690
1.02.03.01
Imobilizado em Operação
3.754.297
3.801.507
4.032.290
1.02.04
Intangível
7.655
6.365
1.115
1.02.03.03
Imobilizado em Andamento
178.051
103.823
141.870
1.02.04.01
Intangíveis
7.655
6.365
1.115
1.02.01.09.05 Outros Ativos Não Circulantes
122.651
105.183
97.589
1.02.02.01.02 Participações em Controladas
1.793.958
1.778.638
1.805.968
1.02.02.01
Participações Societárias
1.805.500
1.790.180
1.814.658
1.02.02
Investimentos
1.805.500
1.790.180
1.814.658
DFs Individuais / Balanço Patrimonial Ativo
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
31/12/2010
Penúltimo Exercício
31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
31/12/2008
PÁGINA: 4 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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2.02.04
Provisões
102.147
138.725
110.429
2.02.03.01
Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos
644.909
489.033
364.578
2.03
Patrimônio Líquido
4.994.085
4.662.159
4.628.577
2.02.04.01
Provisões Fiscais Previdenciárias Trabalhistas e Cíveis
102.147
138.725
110.429
2.02.02
Outras Obrigações
59.669
63.238
82.008
2.02.03
Tributos Diferidos
644.909
489.033
364.578
2.02.02.02
Outros
59.669
63.238
82.008
2.03.04.02
Reserva Estatutária
924.649
656.184
518.605
2.03.04.01
Reserva Legal
187.656
159.667
143.022
2.03.04.04
Reserva de Lucros a Realizar
1.220.813
1.128.171
1.292.291
2.03.02
Reservas de Capital
84.491
84.491
84.491
2.03.01
Capital Social Realizado
1.500.000
1.500.000
1.500.000
2.03.04
Reservas de Lucros
2.274.767
1.921.214
1.874.108
2.03.03
Reservas de Reavaliação
51.404
52.117
53.472
2.01.02
Fornecedores
265.137
185.420
208.147
2.01.03
Obrigações Fiscais
36.677
47.284
38.115
2.01.04
Empréstimos e Financiamentos
805.215
683.473
463.773
2.01.01
Obrigações Sociais e Trabalhistas
92.612
68.260
58.666
2.02.01
Empréstimos e Financiamentos
4.014.976
3.914.754
4.942.423
2
Passivo Total
11.433.668
10.698.816
11.056.053
2.01
Passivo Circulante
1.617.882
1.430.907
928.038
2.01.05
Outras Obrigações
418.241
446.470
159.337
2.01.05.02.04 Adesão - REFIS
349.340
331.685
0
2.01.05.02.05 Outras Contas a Pagar e Provisões
47.037
49.623
27.826
2.02
Passivo Não Circulante
4.821.701
4.605.750
5.499.438
2.01.05.02
Outros
396.377
381.308
27.826
2.01.05.01
Passivos com Partes Relacionadas
21.864
65.162
131.511
2.01.05.01.02 Débitos com Controladas
19.472
62.960
129.695
2.01.05.01.04 Débitos com Outras Partes Relacionadas
2.392
2.202
1.816
DFs Individuais / Balanço Patrimonial Passivo
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
31/12/2010
Penúltimo Exercício
31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
31/12/2008
PÁGINA: 5 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
2.03.07
Ajustes Acumulados de Conversão
-14.782
-12.478
-309
2.03.06
Ajustes de Avaliação Patrimonial
1.098.205
1.116.815
1.116.815
2.03.06.01
Custo Atribuído ao Ativo Imobilizado (Terras)
1.098.205
1.116.815
1.116.815
2.03.04.09
Ações em Tesouraria
-128.353
-79.810
-79.810
2.03.04.08
Dividendo Adicional Proposto
70.002
57.002
0
DFs Individuais / Balanço Patrimonial Passivo
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
31/12/2010
Penúltimo Exercício
31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
31/12/2008
PÁGINA: 6 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
3.08.01
Corrente
-54.593
-234.240
0
3.08.02
Diferido
-157.048
-124.456
0
3.09
Resultado Líquido das Operações Continuadas
559.776
168.786
0
3.08
Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro
-211.641
-358.696
0
3.06.01
Receitas Financeiras
206.000
76.987
0
3.06.02
Despesas Financeiras
-159.497
366.905
0
3.07
Resultado Antes dos Tributos sobre o Lucro
771.417
527.482
0
3.99.01.02
PN
0,64360
0,19360
0,00000
3.99.02
Lucro Diluído por Ação
3.99.02.01
ON
0,58520
0,17600
0,00000
3.99.01.01
ON
0,58520
0,17600
0,00000
3.11
Lucro/Prejuízo do Período
559.776
168.786
0
3.99
Lucro por Ação - (Reais / Ação)
3.99.01
Lucro Básico por Ação
3.99.02.02
PN
0,64360
0,19360
0,00000
3.02.01
Variação do Valor Justo de Ativos Biológicos
220.610
994
0
3.02.02
Custo dos Produtos Vendidos
-2.761.192
-2.473.830
0
3.03
Resultado Bruto
1.026.354
395.439
0
3.06
Resultado Financeiro
46.503
443.892
0
3.01
Receita de Venda de Bens e/ou Serviços
3.566.936
2.868.275
0
3.02
Custo dos Bens e/ou Serviços Vendidos
-2.540.582
-2.472.836
0
3.04
Despesas/Receitas Operacionais
-301.440
-311.849
0
3.04.05
Outras Despesas Operacionais
-8.205
-41.551
0
3.04.06
Resultado de Equivalência Patrimonial
146.688
59.828
0
3.05
Resultado Antes do Resultado Financeiro e dos Tributos
724.914
83.590
0
3.04.01
Despesas com Vendas
-242.824
-213.369
0
3.04.02
Despesas Gerais e Administrativas
-209.085
-173.728
0
3.04.04
Outras Receitas Operacionais
11.986
56.971
0
DFs Individuais / Demonstração do Resultado
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
01/01/2010 à 31/12/2010
Penúltimo Exercício
01/01/2009 à 31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
01/01/2008 à 31/12/2008
PÁGINA: 7 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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4.02
Outros Resultados Abrangentes
-2.304
-12.169
0
4.02.01
Ajustes de Conversão para Moeda Estrangeira
-2.304
-12.169
0
4.03
Resultado Abrangente do Período
557.472
156.617
0
4.01
Lucro Líquido do Período
559.776
168.786
0
DFs Individuais / Demonstração do Resultado Abrangente
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
01/01/2010 à 31/12/2010
Penúltimo Exercício
01/01/2009 à 31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
01/01/2008 à 31/12/2008
PÁGINA: 8 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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6.01.02.03
Tributos a Recuperar
232.405
119.954
0
6.01.02.02
Estoques
-24.141
7.893
0
6.01.02.05
Despesas Antecipadas
-2.237
7.070
0
6.01.02.04
Títulos e Valores Mobiliários (Títulos Disp. p/ Venda)
11.652
197.647
0
6.01.01.14
Outras
1.585
32.387
0
6.01.02.01
Contas a Receber de Clientes
-218.310
246.731
0
6.01.02
Variações nos Ativos e Passivos
-10.110
523.827
0
6.02
Caixa Líquido Atividades de Investimento
-329.852
-133.353
0
6.01.02.10
Outros Passivos
-45.125
1.128
0
6.02.01
Aquisição de Bens do Ativo Imobilizado (Líq. Impostos)
-258.731
-154.482
0
6.01.02.07
Fornecedores
36.419
-89.076
0
6.01.02.06
Outros Ativos
-14.518
13.717
0
6.01.02.09
Obrigações Sociais e Trabalhistas
24.352
9.594
0
6.01.02.08
Obrigações Fiscais
-10.607
9.169
0
6.01.01.02
Depreciação e Amortização
222.332
415.165
0
6.01.01.03
Variação do Valor Justo dos Ativos Biológicos
-220.610
-994
0
6.01.01.04
Exaustão de Ativos Biológicos
220.647
149.390
0
6.01.01.01
Lucro Líquido do Exercício
559.776
168.786
0
6.01.01.13
Imposto de Renda e Contribuição Social Corrente Pago
-34.578
-3.318
0
6.01
Caixa Líquido Atividades Operacionais
732.421
876.920
0
6.01.01
Caixa Gerado nas Operações
742.531
353.093
0
6.01.01.05
Resultado na Alienação de Ativos
1.880
-63.398
0
6.01.01.10
Provisão de Juros - REFIS
17.655
97.445
0
6.01.01.11
Resultado de Equivalência Patrimonial
-146.688
-59.828
0
6.01.01.12
Resultados Recebidos de Empresas Controladas
136.035
63.578
0
6.01.01.09
Pagamento de Juros de Emp. e Financiamentos
-280.324
-304.100
0
6.01.01.06
Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos
157.048
124.456
0
6.01.01.07
Imposto de Renda e Contribuição Social - REFIS
0
234.240
0
6.01.01.08
Juros e Variação Cambial s/ Emp. e Financiamentos
107.773
-500.716
0
DFs Individuais / Demonstração do Fluxo de Caixa - Método Indireto
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
01/01/2010 à 31/12/2010
Penúltimo Exercício
01/01/2009 à 31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
01/01/2008 à 31/12/2008
PÁGINA: 9 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
6.03.03
Dividendos Pagos
-177.003
-123.035
0
6.03.02
Amortização de Emp. e Financiamentos
-622.141
-406.917
0
6.03.01
Captação de Emp. e Financiamentos
1.016.656
403.764
0
6.05.01
Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes
1.697.278
1.079.899
0
6.05
Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes
571.538
617.379
0
6.03.04
Aquisição de Ações para Tesouraria
-48.543
0
0
6.05.02
Saldo Final de Caixa e Equivalentes
2.268.816
1.697.278
0
6.02.02
Custo de Plantio de Ativos Biológicos (Líq. Impostos)
-65.084
-46.833
0
6.03
Caixa Líquido Atividades de Financiamento
168.969
-126.188
0
6.02.03
Venda de Ativos
841
73.041
0
6.02.05
Outros
0
-1.335
0
6.02.04
Aquisição Investimentos e Integ. Cap. Controladas
-6.878
-3.744
0
DFs Individuais / Demonstração do Fluxo de Caixa - Método Indireto
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
01/01/2010 à 31/12/2010
Penúltimo Exercício
01/01/2009 à 31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
01/01/2008 à 31/12/2008
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DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
5.06.04
Realização de Reserva de Lucros a Realizar - Ativos
Biológicos
0
0
-134.742
134.742
0
0
5.06.05
Realização de Reserva de Lucros a Realizar - Ativos
Biológicos (Controladas)
0
0
-68.709
68.709
0
0
5.06.03
Tributos sobre a Realização da Reserva de Reavaliação
0
0
367
-367
0
0
5.06
Mutações Internas do Patrimônio Líquido
0
0
401.383
-458.385
0
-57.002
5.06.02
Realização da Reserva Reavaliação
0
0
-1.080
1.080
0
0
5.06.06
Transferência de Lucros Não Realizados p/ Reserva de
Lucros a Realizar - Ativos Biológicos
0
0
145.605
-145.605
0
0
5.06.10
Distribuição de Dividendos Complementares de 2009 -
Aprovados na AGO
0
0
-57.002
0
0
-57.002
5.06.11
Constituição de Reserva de Dividendo Adicional Proposto
de 2010
0
0
70.002
-70.002
0
0
5.06.09
Constituição de Reserva Estatutária
0
0
268.465
-268.465
0
0
5.06.07
Transferência de Lucros Não Realizados p/ Reserva de
Lucros a Realizar - Ativos Biológicos (Control)
0
0
150.488
-150.488
0
0
5.06.08
Constituição de Reserva Legal
0
0
27.989
-27.989
0
0
5.07
Saldos Finais
1.500.000
84.491
2.326.171
0
1.083.423
4.994.085
5.04
Transações de Capital com os Sócios
0
0
-48.543
-120.001
0
-168.544
5.04.04
Ações em Tesouraria Adquiridas
0
0
-48.543
0
0
-48.543
5.03
Saldos Iniciais Ajustados
1.500.000
84.491
1.973.331
0
1.104.337
4.662.159
5.05.02.06
Realização de Custo Atribuído ao Ativo Imobilizado
0
0
0
18.610
-18.610
0
5.01
Saldos Iniciais
1.500.000
84.491
1.973.331
0
1.104.337
4.662.159
5.05.02
Outros Resultados Abrangentes
0
0
0
18.610
-20.914
-2.304
5.05.02.04
Ajustes de Conversão do Período
0
0
0
0
-2.304
-2.304
5.05.01
Lucro Líquido do Período
0
0
0
559.776
0
559.776
5.04.06
Dividendos
0
0
0
-120.001
0
-120.001
5.05
Resultado Abrangente Total
0
0
0
578.386
-20.914
557.472
DFs Individuais / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2010 à 31/12/2010
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Capital Social
Integralizado
Reservas de Capital,
Opções Outorgadas e
Ações em Tesouraria
Reservas de Lucro
Lucros ou Prejuízos
Acumulados
Outros Resultados
Abrangentes
Patrimônio Líquido
PÁGINA: 11 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
5.06
Mutações Internas do Patrimônio Líquido
0
0
45.751
-45.751
0
0
5.06.02
Realização da Reserva Reavaliação
0
0
-2.053
2.053
0
0
5.06.03
Tributos sobre a Realização da Reserva de Reavaliação
0
0
698
-698
0
0
5.05.02.04
Ajustes de Conversão do Período
0
0
0
0
-12.169
-12.169
5.05
Resultado Abrangente Total
0
0
0
168.786
-12.169
156.617
5.05.01
Lucro Líquido do Período
0
0
0
168.786
0
168.786
5.05.02
Outros Resultados Abrangentes
0
0
0
0
-12.169
-12.169
5.06.08
Constituição de Reserva Legal
0
0
16.645
-16.645
0
0
5.06.09
Constituição de Reserva Estatutária
0
0
137.579
-137.579
0
0
5.06.07
Transferência de Lucros Não Realizados p/ Reserva de
Lucros a Realizar - Ativos Biológicos (Control)
0
0
41.965
-41.965
0
0
5.06.04
Realização de Reserva de Lucros a Realizar - Ativos
Biológicos
0
0
-91.546
91.546
0
0
5.06.05
Realização de Reserva de Lucros a Realizar - Ativos
Biológicos (Controladas)
0
0
-115.195
115.195
0
0
5.06.06
Transferência de Lucros Não Realizados p/ Reserva de
Lucros a Realizar - Ativos Biológicos
0
0
656
-656
0
0
5.02.01
Adoção CPCs - Ativos Biológicos
0
0
0
742.733
0
742.733
5.02.02
Adoção CPCs - Ativos Biológicos (Controladas)
0
0
0
549.558
0
549.558
5.02.03
Transferência de Lucros Não Realizados p/ Reserva de
Lucros a Realizar
0
0
1.292.291
-1.292.291
0
0
5.04.06
Dividendos
0
0
0
-123.035
0
-123.035
5.01
Saldos Iniciais
1.500.000
84.491
662.833
0
-309
2.247.015
5.02
Ajustes de Exercícios Anteriores
0
0
1.264.747
0
1.116.815
2.381.562
5.02.04
Adoção CPCs - Custo Atribuído Terras
0
0
0
512.381
0
512.381
5.02.08
Transferência do IR/CS p/ Reserva de Reavaliação
0
0
-27.544
27.544
0
0
5.03
Saldos Iniciais Ajustados
1.500.000
84.491
1.927.580
0
1.116.506
4.628.577
5.04
Transações de Capital com os Sócios
0
0
0
-123.035
0
-123.035
5.02.05
Adoção CPCs - Custo Atribuído Terras (Controladas)
0
0
0
604.434
0
604.434
5.02.06
Transferência p/ Ajustes de Avaliação Patrimonial
0
0
0
-1.116.815
1.116.815
0
5.02.07
Adoção CPCs - IR/CS s/ Reserva de Reavaliação
0
0
0
-27.544
0
-27.544
DFs Individuais / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2009 à 31/12/2009
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Capital Social
Integralizado
Reservas de Capital,
Opções Outorgadas e
Ações em Tesouraria
Reservas de Lucro
Lucros ou Prejuízos
Acumulados
Outros Resultados
Abrangentes
Patrimônio Líquido
PÁGINA: 12 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
5.06.10
Constituição de Reserva de Dividendo Adicional Proposto
de 2009
0
0
57.002
-57.002
0
0
5.07
Saldos Finais
1.500.000
84.491
1.973.331
0
1.104.337
4.662.159
DFs Individuais / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2009 à 31/12/2009
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Capital Social
Integralizado
Reservas de Capital,
Opções Outorgadas e
Ações em Tesouraria
Reservas de Lucro
Lucros ou Prejuízos
Acumulados
Outros Resultados
Abrangentes
Patrimônio Líquido
PÁGINA: 13 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
7.08.01.01
Remuneração Direta
355.632
288.538
0
7.08.01.02
Benefícios
76.369
64.005
0
7.08.01.03
F.G.T.S.
27.843
25.845
0
7.08.01
Pessoal
459.844
378.388
0
7.08.04.03
Lucros Retidos / Prejuízo do Período
369.773
-11.251
0
7.07
Valor Adicionado Total a Distribuir
1.913.612
1.783.052
0
7.08
Distribuição do Valor Adicionado
1.913.612
1.783.052
0
7.08.02
Impostos, Taxas e Contribuições
567.835
764.383
0
7.08.03.01
Juros
326.157
471.495
0
7.08.04
Remuneração de Capitais Próprios
559.776
168.786
0
7.08.04.02
Dividendos
190.003
180.037
0
7.08.03
Remuneração de Capitais de Terceiros
326.157
471.495
0
7.08.02.01
Federais
488.944
658.461
0
7.08.02.02
Estaduais
71.229
98.880
0
7.08.02.03
Municipais
7.662
7.042
0
7.01.04
Provisão/Reversão de Créds. Liquidação Duvidosa
-3.407
-9.708
0
7.02
Insumos Adquiridos de Terceiros
-2.886.002
-2.317.743
0
7.02.01
Custos Prods., Mercs. e Servs. Vendidos
-1.272.783
-949.492
0
7.01.02
Outras Receitas
221.451
74.035
0
7.06.02
Receitas Financeiras
372.660
915.387
0
7.01
Receitas
4.723.243
3.690.135
0
7.01.01
Vendas de Mercadorias, Produtos e Serviços
4.505.199
3.625.808
0
7.05
Valor Adicionado Líquido Produzido
1.394.264
807.837
0
7.06
Vlr Adicionado Recebido em Transferência
519.348
975.215
0
7.06.01
Resultado de Equivalência Patrimonial
146.688
59.828
0
7.04.01
Depreciação, Amortização e Exaustão
-442.977
-564.555
0
7.02.02
Materiais, Energia, Servs. de Terceiros e Outros
-1.613.219
-1.368.251
0
7.03
Valor Adicionado Bruto
1.837.241
1.372.392
0
7.04
Retenções
-442.977
-564.555
0
DFs Individuais / Demonstração do Valor Adicionado
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
01/01/2010 à 31/12/2010
Penúltimo Exercício
01/01/2009 à 31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
01/01/2008 à 31/12/2008
PÁGINA: 14 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
1.02.01
Ativo Realizável a Longo Prazo
3.110.876
2.850.894
3.106.025
1.02
Ativo Não Circulante
8.134.096
7.865.703
8.402.317
1.02.01.08
Créditos com Partes Relacionadas
1.220
1.727
2.125
1.02.01.05
Ativos Biológicos
2.762.879
2.491.169
2.667.454
1.01.07.02
Despesas Antecipadas - Partes Relacionadas
13.242
15.963
18.790
1.01.08.03
Outros
25.131
28.369
49.313
1.01.08
Outros Ativos Circulantes
25.131
28.369
49.313
1.02.02
Investimentos
11.542
11.552
8.700
1.02.01.09.05 Outros Ativos Não Circulantes
124.458
111.393
103.903
1.02.02.01
Participações Societárias
11.542
11.552
8.700
1.02.01.09
Outros Ativos Não Circulantes
346.777
357.998
436.446
1.02.01.08.04 Créditos com Outras Partes Relacionadas
1.220
1.727
2.125
1.02.01.09.04 Depósitos Judiciais
90.698
81.932
126.029
1.02.01.09.03 Tributos a Recuperar
131.621
164.673
206.514
1.01.02
Aplicações Financeiras
198.222
209.874
407.521
1.01.02.01
Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo
198.222
209.874
407.521
1.01.02.01.02 Títulos Disponíveis para Venda
198.222
209.874
407.521
1.01.01
Caixa e Equivalentes de Caixa
2.531.105
1.841.652
1.295.177
1.01.07.01
Despesas Antecipadas - Terceiros
14.256
14.328
12.477
1
Ativo Total
12.261.243
11.401.900
11.642.366
1.01
Ativo Circulante
4.127.147
3.536.197
3.240.049
1.01.03
Contas a Receber
753.961
661.128
650.912
1.01.06
Tributos a Recuperar
131.102
294.268
326.969
1.01.06.01
Tributos Correntes a Recuperar
131.102
294.268
326.969
1.01.07
Despesas Antecipadas
27.498
30.291
31.267
1.01.04
Estoques
460.128
470.615
478.890
1.01.03.01
Clientes
753.961
661.128
650.912
1.01.03.01.01 Contas a Receber de Clientes
784.725
688.665
669.143
1.01.03.01.02 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
-30.764
-27.537
-18.231
DFs Consolidadas / Balanço Patrimonial Ativo
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
31/12/2010
Penúltimo Exercício
31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
31/12/2008
PÁGINA: 15 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
1.02.03.01
Imobilizado em Operação
4.825.971
4.892.979
5.144.566
1.02.03.03
Imobilizado em Andamento
178.052
103.913
141.911
1.02.04
Intangível
7.655
6.365
1.115
1.02.04.01
Intangíveis
7.655
6.365
1.115
1.02.03
Imobilizado
5.004.023
4.996.892
5.286.477
1.02.02.01.04 Outras Participações Societárias
11.542
11.552
8.700
DFs Consolidadas / Balanço Patrimonial Ativo
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
31/12/2010
Penúltimo Exercício
31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
31/12/2008
PÁGINA: 16 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
2.03
Patrimônio Líquido Consolidado
5.154.502
4.718.824
4.656.551
2.02.04.01
Provisões Fiscais Previdenciárias Trabalhistas e Cíveis
102.147
138.725
110.429
2.03.02
Reservas de Capital
84.491
84.491
84.491
2.03.01
Capital Social Realizado
1.500.000
1.500.000
1.500.000
2.02.03
Tributos Diferidos
1.235.635
1.047.513
956.828
2.02.04
Provisões
102.147
138.725
110.429
2.02.03.01
Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos
1.235.635
1.047.513
956.828
2.03.04.08
Dividendo Adicional Proposto
70.002
57.002
0
2.03.04.04
Reserva de Lucros a Realizar
1.220.813
1.128.171
1.292.291
2.03.04.09
Ações em Tesouraria
-128.353
-79.810
-79.810
2.03.04
Reservas de Lucros
2.274.767
1.921.214
1.874.108
2.03.03
Reservas de Reavaliação
51.404
52.117
53.472
2.03.04.02
Reserva Estatutária
924.649
656.184
518.605
2.03.04.01
Reserva Legal
187.656
159.667
143.022
2.01.02
Fornecedores
269.839
189.696
215.546
2.01.03
Obrigações Fiscais
77.682
52.021
42.916
2.01.04
Empréstimos e Financiamentos
842.121
802.312
497.094
2.01.01
Obrigações Sociais e Trabalhistas
93.542
68.859
59.661
2.02.02
Outras Obrigações
63.070
66.582
85.721
2
Passivo Total
12.261.243
11.401.900
11.642.366
2.01
Passivo Circulante
1.690.913
1.504.619
861.200
2.01.05
Outras Obrigações
407.729
391.731
45.983
2.01.05.02.05 Outras Contas a Pagar e Provisões
55.997
57.844
44.167
2.02
Passivo Não Circulante
5.415.828
5.178.457
6.124.615
2.02.01
Empréstimos e Financiamentos
4.014.976
3.925.637
4.971.637
2.01.05.02.04 Adesão - REFIS
349.340
331.685
0
2.01.05.01
Passivos com Partes Relacionadas
2.392
2.202
1.816
2.01.05.01.04 Débitos com Outras Partes Relacionadas
2.392
2.202
1.816
2.01.05.02
Outros
405.337
389.529
44.167
DFs Consolidadas / Balanço Patrimonial Passivo
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
31/12/2010
Penúltimo Exercício
31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
31/12/2008
PÁGINA: 17 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
2.03.06.01
Custo Atribuído ao Ativo Imobilizado (Terras)
1.098.205
1.116.815
1.116.815
2.03.07
Ajustes Acumulados de Conversão
-14.782
-12.478
-309
2.03.09
Participação dos Acionistas Não Controladores
160.417
56.665
27.974
2.03.06
Ajustes de Avaliação Patrimonial
1.098.205
1.116.815
1.116.815
DFs Consolidadas / Balanço Patrimonial Passivo
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
31/12/2010
Penúltimo Exercício
31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
31/12/2008
PÁGINA: 18 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
3.08.02
Diferido
-189.286
-88.554
0
3.09
Resultado Líquido das Operações Continuadas
582.152
171.741
0
3.11
Lucro/Prejuízo Consolidado do Período
582.152
171.741
0
3.08.01
Corrente
-100.545
-244.206
0
3.99.02.02
PN
0,64360
0,19360
0,00000
3.07
Resultado Antes dos Tributos sobre o Lucro
871.983
504.501
0
3.08
Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro
-289.831
-332.760
0
3.11.01
Atribuído a Sócios da Empresa Controladora
559.776
168.786
0
3.99.01.02
PN
0,64360
0,19360
0,00000
3.99.02
Lucro Diluído por Ação
3.99.02.01
ON
0,58520
0,17600
0,00000
3.99.01.01
ON
0,58520
0,17600
0,00000
3.11.02
Atribuído a Sócios Não Controladores
22.376
2.955
0
3.99
Lucro por Ação - (Reais / Ação)
3.99.01
Lucro Básico por Ação
3.02.02
Custo dos Produtos Vendidos
-2.741.103
-2.498.271
0
3.03
Resultado Bruto
1.370.839
526.485
0
3.04
Despesas/Receitas Operacionais
-549.450
-466.183
0
3.02.01
Variação do Valor Justo dos Ativos Biológicos
448.625
64.577
0
3.06.02
Despesas Financeiras
-162.568
360.159
0
3.01
Receita de Venda de Bens e/ou Serviços
3.663.317
2.960.179
0
3.02
Custo dos Bens e/ou Serviços Vendidos
-2.292.478
-2.433.694
0
3.05
Resultado Antes do Resultado Financeiro e dos Tributos
821.389
60.302
0
3.06
Resultado Financeiro
50.594
444.199
0
3.06.01
Receitas Financeiras
213.162
84.040
0
3.04.05
Outras Despesas Operacionais
-45.081
-43.730
0
3.04.01
Despesas com Vendas
-300.153
-300.047
0
3.04.02
Despesas Gerais e Administrativas
-214.876
-176.906
0
3.04.04
Outras Receitas Operacionais
10.660
54.500
0
DFs Consolidadas / Demonstração do Resultado
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
01/01/2010 à 31/12/2010
Penúltimo Exercício
01/01/2009 à 31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
01/01/2008 à 31/12/2008
PÁGINA: 19 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
4.02.01
Ajustes de Conversão para Moeda Estrangeira
-2.304
-12.169
0
4.03
Resultado Abrangente Consolidado do Período
579.848
159.572
0
4.03.01
Atribuído a Sócios da Empresa Controladora
557.472
156.617
0
4.03.02
Atribuído a Sócios Não Controladores
22.376
2.955
0
4.02
Outros Resultados Abrangentes
-2.304
-12.169
0
4.01
Lucro Líquido Consolidado do Período
582.152
171.741
0
DFs Consolidadas / Demonstração do Resultado Abrangente
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
01/01/2010 à 31/12/2010
Penúltimo Exercício
01/01/2009 à 31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
01/01/2008 à 31/12/2008
PÁGINA: 20 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
6.01.02.03
Tributos a Recuperar
232.311
127.621
0
6.01.02.02
Estoques
-32.244
6.215
0
6.01.02.05
Despesas Antecipadas
-872
1.423
0
6.01.02.04
Títulos e Valores Mobiliários (Títulos Disp. p/ Venda)
11.652
197.647
0
6.01.01.14
Outras
6.584
29.993
0
6.01.02.01
Contas a Receber de Clientes
-96.060
-10.216
0
6.01.02
Variações nos Ativos e Passivos
184.791
328.542
0
6.02
Caixa Líquido Atividades de Investimento
-384.914
-177.513
0
6.01.02.10
Outros Passivos
-46.910
-7.445
0
6.02.01
Aquisição de Bens do Ativo Imobilizado (Líq. Impostos)
-266.489
-157.346
0
6.01.02.07
Fornecedores
80.333
-25.464
0
6.01.02.06
Outros Ativos
-12.599
19.755
0
6.01.02.09
Obrigações Sociais e Trabalhistas
24.683
9.198
0
6.01.02.08
Obrigações Fiscais
24.497
9.808
0
6.01.01.02
Depreciação e Amortização
223.639
416.388
0
6.01.01.03
Variação do Valor Justo dos Ativos Biológicos
-448.625
-64.577
0
6.01.01.04
Exaustão de Ativos Biológicos
337.100
332.791
0
6.01.01.01
Lucro Líquido do Exercício (Atrb. Acio. Controladores)
559.776
168.786
0
6.01.01.13
Imposto de Renda e Contribuição Social Corrente Pago
-36.093
-9.648
0
6.01
Caixa Líquido Atividades Operacionais
913.535
747.489
0
6.01.01
Caixa Gerado nas Operações
728.744
418.947
0
6.01.01.05
Realização de Custo Atribuído ao Ativo Imobilizado
28.197
0
0
6.01.01.10
Pagamento de Juros de Emp. e Financiamentos
-281.723
-306.683
0
6.01.01.11
Provisão de Juros - REFIS
17.655
97.445
0
6.01.01.12
Lucro Líquido do Exercício (Atrib. Acio. Não Control)
22.376
2.955
0
6.01.01.09
Juros e Variação Cambial s/ Emp. e Financiamentos
108.452
-507.897
0
6.01.01.06
Resultado na Alienação de Ativos
2.120
-63.400
0
6.01.01.07
Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos
189.286
88.554
0
6.01.01.08
Imposto de Renda e Contribuição Social - REFIS
0
234.240
0
DFs Consolidadas / Demonstração do Fluxo de Caixa - Método Indireto
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
01/01/2010 à 31/12/2010
Penúltimo Exercício
01/01/2009 à 31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
01/01/2008 à 31/12/2008
PÁGINA: 21 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
6.03.05
Dividendos Pagos
-177.003
-123.035
0
6.03.04
Aquisição Participação Capital de Não Controladores
-3.251
-8.592
0
6.03.03
Integ. de Capital em Controladas por Não Controladores
90.122
34.328
0
6.03.06
Dividendos Pagos para Acionistas Não Controladores
-2.912
0
0
6.05.01
Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes
1.841.652
1.295.177
0
6.05
Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes
689.453
546.475
0
6.03.07
Aquisição de Ações para Tesouraria
-48.543
0
0
6.05.02
Saldo Final de Caixa e Equivalentes
2.531.105
1.841.652
0
6.02.03
Venda de Ativos
683
73.050
0
6.02.02
Custo de Plantio de Ativos Biológicos (Líq. Impostos)
-119.108
-91.929
0
6.03.02
Amortização de Emp. e Financiamentos
-740.515
-419.648
0
6.03.01
Captação de Emp. e Financiamentos
1.042.934
493.446
0
6.03
Caixa Líquido Atividades de Financiamento
160.832
-23.501
0
6.02.04
Outros
0
-1.288
0
DFs Consolidadas / Demonstração do Fluxo de Caixa - Método Indireto
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
01/01/2010 à 31/12/2010
Penúltimo Exercício
01/01/2009 à 31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
01/01/2008 à 31/12/2008
PÁGINA: 22 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
5.06
Mutações Internas do Patrimônio Líquido
0
0
401.383
-458.385
0
-57.002
0
-57.002
5.06.02
Realização da Reserva Reavaliação
0
0
-1.080
1.080
0
0
0
0
5.06.03
Tributos sobre a Realização da Reserva
de Reavaliação
0
0
367
-367
0
0
0
0
5.07
Saldos Finais
1.500.000
84.491
2.326.171
0
1.083.423
4.994.085
160.417
5.154.502
5.05.02.04
Ajustes de Conversão do Período
0
0
0
0
-2.304
-2.304
0
-2.304
5.05.02.06
Realização de Custo Atribuído ao Ativo
Imobilizado
0
0
0
18.610
-18.610
0
0
0
5.06.07
Constituição de Reserva Estatutária
0
0
268.465
-268.465
0
0
0
0
5.06.08
Distribuição de Dividendos
Complementares de 2009 - Aprovados na
AGO
0
0
-57.002
0
0
-57.002
0
-57.002
5.06.09
Constituição de Reserva de Dividendo
Adicional Proposto de 2010
0
0
70.002
-70.002
0
0
0
0
5.06.04
Realização de Reserva de Lucros a
Realizar - Ativos Biológicos
0
0
-203.451
203.451
0
0
0
0
5.06.05
Transferência de Lucros Não Realizados
p/ Reserva de Lucros a Realizar - Ativos
Biológicos
0
0
296.093
-296.093
0
0
0
0
5.06.06
Constituição de Reserva Legal
0
0
27.989
-27.989
0
0
0
0
5.04
Transações de Capital com os Sócios
0
0
-48.543
-120.001
0
-168.544
81.376
-87.168
5.04.04
Ações em Tesouraria Adquiridas
0
0
-48.543
0
0
-48.543
0
-48.543
5.03
Saldos Iniciais Ajustados
1.500.000
84.491
1.973.331
0
1.104.337
4.662.159
56.665
4.718.824
5.05.02
Outros Resultados Abrangentes
0
0
0
18.610
-20.914
-2.304
0
-2.304
5.01
Saldos Iniciais
1.500.000
84.491
1.973.331
0
1.104.337
4.662.159
56.665
4.718.824
5.04.06
Dividendos
0
0
0
-120.001
0
-120.001
0
-120.001
5.05
Resultado Abrangente Total
0
0
0
578.386
-20.914
557.472
22.376
579.848
5.05.01
Lucro Líquido do Período
0
0
0
559.776
0
559.776
22.376
582.152
5.04.10
Distribuição de Dividendos - Acionistas
Não Controladores
0
0
0
0
0
0
-5.495
-5.495
5.04.08
Integralização de Capital em Controladas
p/ Não Controladores
0
0
0
0
0
0
90.122
90.122
5.04.09
Aquisição de Participação de Não
Controladores em Controladas
0
0
0
0
0
0
-3.251
-3.251
DFs Consolidadas / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2010 à 31/12/2010
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Capital Social
Integralizado
Reservas de Capital,
Opções Outorgadas e
Ações em Tesouraria
Reservas de Lucro
Lucros ou Prejuízos
Acumulados
Outros Resultados
Abrangentes
Patrimônio Líquido
Participação dos Não
Controladores
Patrimônio Líquido
Consolidado
PÁGINA: 23 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
5.05.02
Outros Resultados Abrangentes
0
0
0
0
-12.169
-12.169
0
-12.169
5.05.02.04
Ajustes de Conversão do Período
0
0
0
0
-12.169
-12.169
0
-12.169
5.06
Mutações Internas do Patrimônio Líquido
0
0
45.751
-45.751
0
0
0
0
5.04.09
Aquisição de Participação de Não
Controladores em Controladas
0
0
0
0
0
0
-8.592
-8.592
5.05
Resultado Abrangente Total
0
0
0
168.786
-12.169
156.617
2.955
159.572
5.05.01
Lucro Líquido do Período
0
0
0
168.786
0
168.786
2.955
171.741
5.06.02
Realização da Reserva Reavaliação
0
0
-2.053
2.053
0
0
0
0
5.06.06
Constituição de Reserva Legal
0
0
16.645
-16.645
0
0
0
0
5.06.07
Constituição de Reserva Estatutária
0
0
137.579
-137.579
0
0
0
0
5.06.08
Constituição de Reserva de Dividendo
Adicional Proposto de 2009
0
0
57.002
-57.002
0
0
0
0
5.06.03
Tributos sobre a Realização da Reserva
de Reavaliação
0
0
698
-698
0
0
0
0
5.06.04
Realização de Reserva de Lucros a
Realizar - Ativos Biológicos
0
0
-206.741
206.741
0
0
0
0
5.06.05
Transferência de Lucros Não Realizados
p/ Reserva de Lucros a Realizar - Ativos
Biológicos
0
0
42.621
-42.621
0
0
0
0
5.07
Saldos Finais
1.500.000
84.491
1.973.331
0
1.104.337
4.662.159
56.665
4.718.824
5.02.01
Adoção CPCs - Ativos Biológicos
0
0
0
1.292.291
0
1.292.291
0
1.292.291
5.02.02
Transferência de Lucros Não Realizados
p/ Reserva de Lucros a Realizar
0
0
1.292.291
-1.292.291
0
0
0
0
5.02.03
Adoção CPCs - Custo Atribuído Terras
0
0
0
1.116.815
0
1.116.815
0
1.116.815
5.04.08
Integralização de Capital em Controladas
p/ Não Controladores
0
0
0
0
0
0
34.328
34.328
5.01
Saldos Iniciais
1.500.000
84.491
662.833
0
-309
2.247.015
27.974
2.274.989
5.02
Ajustes de Exercícios Anteriores
0
0
1.264.747
0
1.116.815
2.381.562
0
2.381.562
5.03
Saldos Iniciais Ajustados
1.500.000
84.491
1.927.580
0
1.116.506
4.628.577
27.974
4.656.551
5.04
Transações de Capital com os Sócios
0
0
0
-123.035
0
-123.035
25.736
-97.299
5.04.06
Dividendos
0
0
0
-123.035
0
-123.035
0
-123.035
5.02.04
Transferência p/ Ajustes de Avaliação
Patrimonial
0
0
0
-1.116.815
1.116.815
0
0
0
5.02.05
Adoção CPCs - IR/CS s/ Reserva
Reavaliação
0
0
0
-27.544
0
-27.544
0
-27.544
5.02.06
Transferência do IR/CS p/ Reserva de
Reavaliação
0
0
-27.544
27.544
0
0
0
0
DFs Consolidadas / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2009 à 31/12/2009
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Capital Social
Integralizado
Reservas de Capital,
Opções Outorgadas e
Ações em Tesouraria
Reservas de Lucro
Lucros ou Prejuízos
Acumulados
Outros Resultados
Abrangentes
Patrimônio Líquido
Participação dos Não
Controladores
Patrimônio Líquido
Consolidado
PÁGINA: 24 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
7.08.01.01
Remuneração Direta
357.401
292.989
0
7.08.01.02
Benefícios
77.997
65.445
0
7.08.01.03
F.G.T.S.
27.843
25.845
0
7.08.01
Pessoal
463.241
384.279
0
7.08.04.03
Lucros Retidos / Prejuízo do Período
369.773
-11.250
0
7.07
Valor Adicionado Total a Distribuir
2.001.254
1.768.722
0
7.08
Distribuição do Valor Adicionado
2.001.254
1.768.722
0
7.08.02
Impostos, Taxas e Contribuições
648.975
738.870
0
7.08.03.01
Juros
329.262
476.786
0
7.08.04
Remuneração de Capitais Próprios
559.776
168.787
0
7.08.04.02
Dividendos
190.003
180.037
0
7.08.03
Remuneração de Capitais de Terceiros
329.262
476.786
0
7.08.02.01
Federais
570.084
632.948
0
7.08.02.02
Estaduais
71.230
98.880
0
7.08.02.03
Municipais
7.661
7.042
0
7.01.04
Provisão/Reversão de Créds. Liquidação Duvidosa
-3.227
-9.707
0
7.02
Insumos Adquiridos de Terceiros
-2.864.139
-2.258.700
0
7.02.01
Custos Prods., Mercs. e Servs. Vendidos
-1.152.569
-791.392
0
7.01.02
Outras Receitas
454.382
137.628
0
7.06.03
Outros
-22.376
-2.955
0
7.01
Receitas
5.068.652
3.858.571
0
7.01.01
Vendas de Mercadorias, Produtos e Serviços
4.617.497
3.730.650
0
7.05
Valor Adicionado Líquido Produzido
1.643.774
850.692
0
7.06
Vlr Adicionado Recebido em Transferência
357.480
918.030
0
7.06.02
Receitas Financeiras
379.856
920.985
0
7.04.01
Depreciação, Amortização e Exaustão
-560.739
-749.179
0
7.02.02
Materiais, Energia, Servs. de Terceiros e Outros
-1.711.570
-1.467.308
0
7.03
Valor Adicionado Bruto
2.204.513
1.599.871
0
7.04
Retenções
-560.739
-749.179
0
DFs Consolidadas / Demonstração do Valor Adicionado
(Reais Mil)
Código da
Conta
Descrição da Conta
Último Exercício
01/01/2010 à 31/12/2010
Penúltimo Exercício
01/01/2009 à 31/12/2009
Antepenúltimo Exercício
01/01/2008 à 31/12/2008
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Versão : 1
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Relatório da Administração
1
KLABIN
S.A.
R
ELATÓRIO DA
A
DMINISTRAÇÃO
2010
Senhores Acionistas
Submetemos à apreciação de V.Sas. o Relatório da Administração e as
correspondentes demonstrações financeiras, com os pareceres dos auditores
independentes e do Conselho Fiscal, referentes ao exercício social encerrado em 31
de dezembro de 2010.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Ano de recordes para a Klabin:
A produção de papéis de fibras virgens e reciclados atingiu 1.781 mil
toneladas, 10% superior a 2009;
O volume de vendas de papéis e embalagens foi de 1.716 mil toneladas,
11% superior em relação ao ano anterior. O volume de vendas de madeira
atingiu 3.113 mil toneladas, 65% acima de 2009;
A receita líquida atingiu R$ 3,7 bilhões, 24% maior do que a obtida em
2009.
Outros destaques de 2010:
A geração operacional de caixa (EBITDA) acumulou R$ 962 milhões, superior
em 29% a 2009;
O lucro líquido somou R$ 560 milhões, 232% superior a 2009;
O capital de giro operacional de curto prazo foi reduzido em R$ 231 milhões,
em comparação a dezembro de 2009;
A relação dívida líquida / EBITDA, que era de 3,6 vezes em dezembro de
2009 caiu para 2,2 vezes ao fim de 2010.
Em dezembro, Standard & Poor's elevou o rating na escala global de Klabin
de BB para BB+.
O crescimento acentuado da demanda doméstica, impulsionado por políticas de
transferência de renda, aumento do emprego formal, elevação do salário mínimo,
crescimento da massa salarial e crédito farto para pessoa física, se refletiram no
vigoroso incremento do volume de vendas e da receita líquida da Companhia, em
relação ao ano de 2009.
A recuperação da economia brasileira, somada à valorização do real em
comparação ao dólar, fez com que a Companhia canalizasse parte do volume
destinado à exportação para atender à demanda no mercado doméstico.
A Unidade de Negócios Florestal aumentou em 65% o volume de vendas de
toras para serrarias no Brasil em 2010, totalizando 3,1 milhões de toneladas,
apesar da fragilidade do mercado residencial americano.
Na Unidade de Negócios Papéis os preços internacionais do papel kraftliner
continuaram ascendentes e atingiram o pico de alta nos últimos 5 anos. O volume
de vendas no mercado interno cresceu 70% em relação ao ano de 2009.
Informações da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) indicam que o
consumo doméstico de papel cartão (excluindo cartões para líquidos) em 2010,
atingiu 576 mil toneladas, 14% superior a 2009.
Na Unidade de Negócios Conversão a venda de papelão ondulado acompanhou
o crescimento do mercado doméstico, aumentando a expedição de caixas e chapas
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DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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Relatório da Administração
2
em 12%, atingindo 512 mil toneladas. Informações da Associação Brasileira de
Papelão Ondulado indicam crescimento de 12% na expedição brasileira de caixas e
chapas. Já a venda de sacos industriais aumentou 9%, totalizando 142 mil
toneladas com a instalação de equipamentos de última geração.
No mercado de capitais, com o início das vendas de ações preferenciais em julho
por parte da BNDESPAR, o volume médio diário negociado na BM&FBovespa
apresentou crescimento de R$ 9,7 milhões no primeiro semestre, para R$ 14,6
milhões no segundo semestre, representando aumento de 50%.
Em 2010, foram pagos R$ 177 milhões em dividendos, sendo R$ 57 milhões
correspondentes a dividendos complementares do ano de 2009 e R$ 120 milhões
de dividendos intermediários referentes a 2010. A Administração irá propor em
Assembléia Geral Ordinária pagamento de dividendo complementar referente ao
exercício de 2010 no montante de R$ 70 milhões, que deverá ser pago em abril de
2011.
Em novembro, foi anunciado que o Sr. Reinoldo Poernbacher iria se aposentar e em
seu lugar assumiria como CEO o Sr. Fabio Schvartsman. O Sr. Fabio foi eleito na
reunião do Conselho de Administração realizada em 02 de fevereiro de 2011.
DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO
As demonstrações financeiras consolidadas da Klabin são apresentadas de acordo
com as normas internacionais de contabilidade (International Financial Reporting
Standards - IFRS), conforme determinam as instruções CVM 457/07 e CVM 485/10.
As informações dos períodos anteriores foram ajustadas para correta comparação.
R$ milhões
2010
2009
Variação %
Receita Bruta
4.431
3.591
23%
Receita Líquida
3.663
2.960
24%
Mercado interno
2.850
2.248
27%
Exportação
813
712
14%
% Mercado interno
78%
76%
2 pp.
Lucro Bruto
1.371
526
161%
Margem Bruta
37%
18%
20 pp.
EBIT antes dos ajustes do IFRS
521
309
69%
EBIT após ajustes do IFRS
821
60
N/A
EBITDA
962
747
29%
Margem EBITDA
26%
25%
1 pp.
Lucro Líquido antes dos ajustes do IFRS
361
333
8%
Lucro Líquido após ajustes do IFRS
560
169
232%
Volume de vendas (mil t)
1.716
1.544
11%
Mercado interno
1.161
989
17%
Exportação
555
555
0%
% Mercado interno
68%
64%
4 pp.
Patrimônio Líquido
4.994
4.662
7%
Endividamento Líquido
2.128
2.676
-20%
Capitalização Total
7.285
7.395
-1%
Endividamento Líquido/Capitalização Total
29%
36%
-7 pp.
Endividamento Líquido/EBITDA (anualizado)
2,2x
3,6x
-39%
Em 2010, o volume de vendas (excluindo madeira) totalizou 1.716 mil toneladas,
11% superior a 2009. O volume no mercado interno cresceu 17% e o volume
exportado, que representou 32% do total, permaneceu estável em relação ao ano
anterior.
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DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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Relatório da Administração
3
A receita líquida (incluindo madeira) totalizou R$ 3,7 bilhões, 24% superior a 2009
devido aos aumentos de volume e de preços internacionais. A receita do mercado
interno representou 78% da receita líquida total, comparado a 76% do total em
2009.
Apesar de um volume exportado estável em relação a 2009, a receita de
exportação em reais subiu 14% e em dólares 30%, atingindo US$ 462 milhões.
RESULTADO OPERACIONAL
O custo dos produtos vendidos em 2010 foi de R$ 2.741 milhões, 10% superior
a 2009. Eliminando os efeitos do IFRS, o custo dos produtos vendidos totaliza R$
2.621 milhões.
O lucro bruto em 2010 foi de R$ 1.371 milhões, comparado com R$ 527 milhões
em 2009. A margem bruta em 2010 foi de 37%, 20 pontos percentuais acima de
2009.
As despesas com vendas em 2010 foram de R$ 300 milhões, estável em relação
a 2009. Os fretes correspondem a 59% do total das despesas com vendas.
As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 215 milhões em 2010,
21% superior ao ano anterior, afetadas principalmente por dissídios coletivos e
programa de participação nos resultados.
O resultado operacional antes do resultado financeiro (EBIT) em 2010 foi de
R$ 821 milhões, maior em R$ 761 milhões em relação a 2009.
A geração operacional de caixa (EBITDA) em 2010 atingiu R$ 962 milhões, 29%
superior ao ano de 2009, com margem EBITDA de 26%, versus 25% em 2009.
RESULTADO FINANCEIRO E ENDIVIDAMENTO
O endividamento bruto consolidado no final de dezembro de 2010 era de
R$ 4.857 milhões, sendo R$ 842 milhões (17%) no curto prazo. O endividamento
em moeda estrangeira era de R$ 2.855 milhões (59%), ou US$ 1.714 milhões.
O caixa e aplicações financeiras em 31 de dezembro somavam R$ 2.729
milhões, valor que supera as amortizações de financiamentos a vencer nos
próximos 40 meses. As disponibilidades em moeda estrangeira totalizavam R$ 162
milhões (6%), ou US$ 97 milhões.
O endividamento líquido consolidado totalizou R$ 2.128 milhões, comparado a
R$ 2.676 milhões em 31 de dezembro de 2009. A relação dívida liquida / EBITDA
que era de 3,6 vezes no final de 2009, caiu para 2,2 vezes em 2010.
Local
Estrangeira
Local
Estrangeira
Curto prazo
496
346
842
492
310
802
Longo prazo
1.506
2.509
4.015
1.683
2.243
3.926
Endividamento bruto
2.002
2.855
4.857
2.175
2.553
4.728
Caixa e aplicações financeiras
(2.729)
(2.052)
Endividamento líquido
2.128
2.676
Financiamento
(R$ milhões)
31/12/2010
31/12/2009
Total
Total
Moeda
Moeda
RESULTADO LÍQUIDO
O lucro líquido em 2010 foi de R$ 560 milhões, versus R$ 169 milhões em 2009.
INVESTIMENTOS
Os investimentos realizados em 2010 estão especificados a seguir:
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DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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Relatório da Administração
4
R$ milhões
2010
2009
Florestal
133
98
Papéis
181
122
Conversão
68
27
Outros
3
-
Total
386
247
Os investimentos em 2010 totalizaram R$ 386 milhões, dos quais 47% foram
alocados na Unidade de Negócios Papéis, 34% na Unidade de Negócios Florestal e
18% na Unidade de Negócios Conversão. O montante investido durante ano foi
56% superior a 2009.
A Unidade Florestal plantou 17 mil hectares próprios durante o ano. O incremento
do plantio com espécies de maior produtividade assegura matéria-prima para o
aumento da capacidade de produção de fibras. Em 2010 foram adquiridas
máquinas, equipamentos e módulos de colheita para acelerar o ritmo de corte de
madeira.
A Companhia investiu na melhoria da matriz energética das unidades de papéis.
Entre os principais projetos destacam-se a instalação de nova caldeira de biomassa
em Otacílio Costa (SC), aquisição de nova linha de transmissão de alta tensão para
a fábrica de Monte Alegre (PR) e uma nova caldeira de biomassa em Correia Pinto
(SC), em substituição à atual, movida a óleo combustível;
Nas unidades de conversão foram adquiridas e instaladas quatro impressoras com
capacidade para impressão de quatro cores em papelão ondulado. Tais
equipamentos estão em operação, sendo duas na unidade de Jundiaí-DI (SP), uma
em Feira de Santana (BA) e uma em Itajaí (SC) e representam acréscimo de
capacidade de conversão e melhores soluções gráficas para atender às novas
exigências do mercado.
Em 2010 também foi adquirida e instalada uma nova linha completa para a
fabricação de sacos multifolhados valvulados. O equipamento em operação na
fábrica de Lages (SC) substituiu duas linhas antigas e proporciona ganhos de
produtividade e qualidade.
DESEMPENHO DOS NEGÓCIOS
UNIDADE DE NEGÓCIO ­ FLORESTAL
Com foco em criar condições para o crescimento sustentável da Companhia por
meio de maior geração de caixa e melhor produtividade das áreas plantadas, a
Unidade de Negócios Florestal alterou sua estratégia de comercialização de madeira
elevando o leque de clientes, ampliando o raio de ação e encontrando novos nichos
e oportunidades. A área onde houve colheita está sendo disponibilizada para
reforma da floresta com plantios de espécies de maior produtividade.
A Klabin movimentou 9,9 milhões de toneladas de toras e cavacos de pinus e
eucalipto e resíduos para energia em 2010, volume 25% superior a 2009. Deste
total, 6,8 milhões de toneladas foram transferidos para as fábricas do Paraná,
Santa Catarina e São Paulo. O volume de vendas de toras para serrarias e
laminadoras foi de 3,1 milhões de toneladas em 2010, 65% superior a 2009.
Em dezembro de 2010, a Companhia possuía 458 mil hectares de terras, dos quais
213 mil hectares de florestas plantadas e 192 mil hectares de florestas nativas
preservadas. Em 2010 foram plantados 24.743 hectares, sendo 17.125 hectares de
plantios próprios e 7.618 hectares de fomentos.
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DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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Relatório da Administração
5
No ano foram plantados 8 mil hectares em propriedades rurais, elevando a área
plantada pelo Programa de Fomento Florestal, desde seu início em 1984, para o
patamar de 102 mil hectares nas regiões próximas às unidades florestais do Paraná
e Santa Catarina e São Paulo. Já foram beneficiados 18 mil produtores fomentados
nesses estados brasileiros
.
Com o fomento florestal, a Klabin visa elevar de cerca de
10% para 20% a participação total de madeira de terceiros no abastecimento até
2012.
O rendimento das florestas de eucalipto, medido em toneladas de celulose
produzida por hectare de floresta plantada, vem crescendo ano a ano em
decorrência de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A produtividade das
áreas em fibra em 2010 é 40% maior do que a obtida cinco anos antes.
UNIDADE DE NEGÓCIO ­ PAPÉIS
Em 2010, o aumento da renda, emprego e da produção industrial impulsionou o
consumo e, consequentemente, a demanda por cartões e kraftliner no mercado
interno. As exportações brasileiras de papéis para embalagens também foram
favorecidas pela recuperação econômica de algumas regiões e por restrições na
oferta de produtores internacionais no primeiro semestre do ano, explicada por
fechamentos de capacidade, greves e fenômenos da natureza que impediram o
abastecimento global (terremoto no Chile, congelamento do Mar Báltico e inverno
rigoroso no Hemisfério Norte).
Durante o segundo semestre do ano, o arrefecimento da crise também elevou a
demanda por aparas e papéis reciclados. Este cenário proporcionou aumentos de
preço de kraftliner em todos os mercados. Na Europa segundo a FOEX, o preço de
lista do kraftliner brown 175 g/m² atingiu 600/t em dezembro, representando
variação positiva de 46% quando comparado ao mesmo mês de 2009. No ano, o
preço internacional médio do kraftliner foi de 509/t, 23% superior em relação à
média de 2009.
As vendas de kraftliner em 2010 atingiram 367 mil toneladas, 6% inferior a 2009.
O volume exportado correspondeu a 60% do volume total, versus 78% em 2009.
A receita líquida acumulou R$ 466 milhões, 21% superior que o ano de 2009.
A elevação dos preços internacionais dos papéis e o aumento do volume de vendas
no mercado doméstico compensaram parte da valorização do real frente ao dólar,
contribuindo para a elevação da receita.
Conforme informações divulgadas pela Bracelpa (Associação Brasileiro de Celulose
e Papel), a expedição brasileira de papelcartão em 2010, excluindo cartões para
líquidos, atingiu 576 mil toneladas, 14% acima de 2009. O market share de cartões
da Klabin no mercado interno atingiu 27%.
O volume de vendas de papéis e cartões em 2010 totalizou 1.024 mil toneladas.
Em relação a 2009, o volume cresceu 11%, sendo 24% no mercado interno e 1%
no mercado externo. A receita líquida totalizou R$ 1.713 milhões, 25% superior a
2009, sendo 30% superior no mercado interno e 18% no mercado externo.
UNIDADE DE NEGÓCIO ­ CONVERSÃO
A demanda nacional de papelão ondulado, medida pelo volume de caixas e chapas
expedidos, foi recorde em 2010. Segundo dados divulgados pela ABPO (Associação
Brasileira de Papelão Ondulado) a expedição brasileira acumulou 2,5 milhões de
toneladas de janeiro a dezembro, 12% superior que o ano anterior.
A venda de caixas e chapas de papelão ondulado da Klabin atingiu 512 mil
toneladas, 12% superior a 2009. A receita líquida totalizou R$ 1.157 milhões, 22%
superior ao ano passado.
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Relatório da Administração
6
Para acompanhar o crescimento da demanda nacional, a Companhia instalou quatro
novas impressoras com capacidade para impressão em quatro cores, sendo duas na
fábrica de Jundiaí DI (SP), uma em Feira de Santana (BA) e uma em Itajaí (SC).
A indústria nacional de cimento, principal consumidora de sacos industriais da
Klabin, vem priorizando o atendimento do mercado interno e investindo fortemente
na ampliação de sua capacidade produtiva. Dados preliminares do SNIC (Sindicato
Nacional da Indústria do Cimento) e estimativas de mercado indicam que as vendas
de cimento no Brasil em 2010 atingiram 59 milhões de toneladas, nível muito
superior aos 52 milhões de toneladas atingidos em 2009. A Região Norte
apresentou o maior crescimento, atingindo 58%, no entanto, essa região responde
por apenas 6% do consumo brasileiro.
O volume de vendas de sacos industriais das unidades Brasil e Argentina em 2010
totalizou 142 mil toneladas, com receita líquida de R$ 472 milhões, um incremento
de 9% e 10%, respectivamente, em relação a 2009.
Os principais mercados consumidores de sacos multifolhados são a construção civil
(cimento e argamassa), agronegócio (sementes) e alimentos (farinha). Em 2010 a
Companhia desenvolveu sacos de alta resistência com proteção de filme plástico e
impressão sofisticada para o mercado de leite em pó.
Em agosto, uma nova linha começou a operar na fábrica de Lages (SC). O
equipamento tem capacidade de produção de 4 milhões de sacos por mês e
substitui duas outras linhas até então existentes na unidade.
MERCADO DE CAPITAIS
Em 2010, as ações preferenciais da Klabin (KLBN4) apresentaram valorização de
10% e o Ibovespa valorização de 1%. As ações da Companhia foram negociadas
em todos os pregões da BM&FBovespa registrando 575 mil operações que
envolveram 593 milhões de títulos e um volume médio diário negociado de R$ 12,2
milhões.
O capital social da Klabin é representado por 917,7 milhões de ações, dos quais
316,8 milhões de ações ordinárias e 600,9 milhões de ações preferenciais.
VENDA DE AÇÕES PREFERENCIAIS PELO BNDESPAR
Com o início das vendas de ações preferenciais em julho por parte do BNDESPAR, o
volume médio negociado na BM&FBovespa apresentou crescimento de 50%,
passando de R$ 9,7 milhões no primeiro semestre para 14,6 milhões no segundo
semestre de 2010.
Até 31 de dezembro de 2010 o BNDESPAR tinha vendido 77,4 milhões de ações
preferenciais da Klabin. Deste modo, a participação do banco caiu de 31% para
18% das ações preferenciais da Companhia.
RECOMPRA DE AÇÕES E AÇÕES EM TESOURARIA
Em reunião extraordinária do Conselho de Administração realizada em 13 de
outubro de 2010, foi autorizado o Programa de Recompra de Ações Preferenciais de
até 45,3 milhões de ações de própria emissão. Este programa é válido por 365 dias
ou até 12 de outubro de 2011.
Em 2010 a Companhia comprou 10,3 milhões de ações e encerrou o ano com 27,2
milhões de ações preferenciais em tesouraria.
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Relatório da Administração
7
DIVIDENDOS
Em 2010 foram pagos dividendos complementares no valor de R$ 57 milhões e
dividendos intermediários no montante de R$ 120 milhões, sendo R$ 184,54 por
lote de mil ações ordinárias e R$ 202,99 por lote de mil ações preferenciais.
A Administração levará à Assembléia Geral Ordinária, a ser realizada em abril de
2011, proposta de pagamento de dividendos complementares no montante de
R$ 70 milhões, sendo R$ 73,85 por lote de mil ações ordinárias e R$ 81,24 por lote
de mil ações preferenciais. Desse modo os dividendos referentes ao exercício de
2010 perfazem R$ 190 milhões.
RELACIONAMENTO COM AUDITORES INDEPENDENTES
A política em relação aos auditores independentes, na prestação de serviços não
relacionados à Auditoria Externa, substancia-se nos princípios que preservam a
independência do auditor.
Durante o exercício de 2010 os auditores externos somente prestaram serviços
relacionados a auditoria das demonstrações financeiras.
SUSTENTABILIDADE
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
O modelo de gestão adotado pela Klabin permite conciliar a produção de riquezas
com a geração de bem-estar social, sem comprometer o meio ambiente e as
futuras gerações. Essa atuação é marcada pela adoção de modernas e inovadoras
ferramentas que permitem à empresa importantes ganhos em eficiência e
qualidade.
Em sintonia com a visão de crescer de forma sustentável, a Klabin prioriza os
investimentos destinados a pesquisa e desenvolvimento, com foco na criação de
processos, produtos e parcerias com institutos de pesquisa e universidades.
Entre as atribuições da área de P&D estão a busca pela inovação tecnológica e a
melhoria de processos industriais, buscando a redução de custos de produção, além
de contemplar aspectos ambientais, de qualidade, de produtividade, de saúde e de
segurança na execução dos projetos.
Nos últimos anos, a área de P&D vem se dedicando especialmente ao
desenvolvimento de papéis, cartões e embalagens de menor gramatura, o que
segue a estratégia da empresa de investir em produtos de maior valor agregado. O
processo proporciona melhor eficiência, ao passo que reduz custos relacionados à
fabricação, ao uso e ao transporte das embalagens, assim como agrega vantagens
ambientais decorrentes do menor uso de fibras.
Em 2010, os principais produtos desenvolvidos foram:
·
Cartão Barreira Gordura ­ Destinado à fabricação de embalagens para fast-
food, o produto tem como principal característica a aplicação de uma película
que repele a gordura, melhorando a resistência da caixa quando em contato
com o alimento.
·
Consumo de óleo no forno de cal ­ A redução de 9% no consumo de óleo
combustível foi possível graças a um avançado controle que utiliza modelos
matemáticos para antecipar pontos de oscilações e indica o melhor momento
de ajuste da máquina para prevenir variações em seus processos.
·
Eficiência no processo de calcificação ­ A iniciativa teve como base o mesmo
modelo usado para melhorar a eficiência no consumo de cal na Unidade
Monte Alegre, e teve como resultado ganhos da ordem de 12% no processo
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Relatório da Administração
8
de calcificação. O projeto foi premiado como o melhor trabalho do ano pela
Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP).
A pesquisa florestal permitiu ao longo dos últimos 25 anos que o Incremento Médio
Anual (IMA) das espécies cultivadas dobrasse, tanto das fibras longas (Pinus)
quanto das fibras curtas (Eucalyptus). A maior produtividade florestal permite
maior produção de fibras em um mesmo hectare plantado.
Desafios para o futuro:
·
Ampliação do uso da tecnologia de controle avançado, já utilizada na área de
recuperação, em produção de celulose, papel e cartão;
·
Incrementar a investigação da biotecnologia na produção de celulose, papel e
cartão;
·
Estabelecer o uso da modelagem e simulação de processos como ferramenta de
trabalho.
RESPONSABILIDADE SOCIAL
Para a Klabin, o bom relacionamento com as comunidades do entorno de suas
unidades é fundamental para alcançar a perenidade nos negócios. A empresa
acredita que seu papel é decisivo para a melhoria da qualidade de vida das pessoas
e a construção de uma sociedade mais justa. Para isso, uma série de ações para
estreitar os laços com esse público e auxiliar no desenvolvimento local.
O destaque em 2010 foi o Programa de Desenvolvimento de Telêmaco Borba e
Região com Base na Diversificação da Indústria Madeireira. Esta iniciativa busca
estruturar na região a cadeia de madeira sólida, promovendo o desenvolvimento
com foco na sustentabilidade e competitividade das indústrias. A parceria entre a
Klabin, as prefeituras locais, o governo do Estado do Paraná, o Sebrae-PR e a
Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) abrange 13 municípios.
Outras ações desenvolvidas pela Klabin envolvem parcerias que contemplam
projetos nas áreas de saúde, educação técnica e ambiental, assistência social,
cultura, além de incentivar o voluntariado entre seus colaboradores.
MEIO AMBIENTE
A Klabin conduz seus negócios sob um modelo de gestão ambiental que busca
harmonizar a produção industrial à preservação dos recursos naturais. Em linha
com sua Política de Sustentabilidade, adota e incentiva, entre seus colaboradores e
parceiros, a prática dos 3Rs: Reduzir, Reusar e Reciclar, desenvolvendo ações para
aperfeiçoar continuamente seus produtos e serviços, bem como controlar e
monitorar os impactos de suas operações no meio ambiente. Assim, contribui para
a construção de um futuro melhor para as próximas gerações, e, adicionalmente,
obtém ganhos com a redução de custos, como consumo de água, energia elétrica e
matérias-primas.
Somam-se ainda a esse estruturado modelo de gestão diversas atividades de
caráter socioambiental, que têm como objetivo levar conhecimento e
conscientização aos seus diversos públicos. Exemplos são os Programas Caiubi de
Educação Ambiental e o Parque Ecológico Klabin, mantido em Telêmaco Borba (PR).
A empresa também é referência mundial em manejo florestal, por seu alto nível de
comprometimento com o equilíbrio dos ecossistemas e a preservação da
biodiversidade. Toda madeira utilizada nos processos produtivos é oriunda de
florestas plantadas exclusivamente para esse fim. Além disso, as florestas próprias
são certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC ­ Conselho de manejo
Florestal), que garante o correto manejo, contribuindo para o desenvolvimento
sustentável. A Klabin foi primeira do setor no Hemisfério Sul a receber a
certificação, em 1998. Da mesma forma, seu Sistema de Gestão Ambiental é
certificado pela ISO 14001 em todos os negócios.
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Relatório da Administração
9
No final de 2010, a área de preservação da Klabin atingiu 192 mil hectares de
matas nativas, representando 41% do total de terras, preservando a
biodiversidade, com destaque para a reintrodução de espécies extintas na região.
RECURSOS HUMANOS
A política de gestão de pessoas da Klabin procura promover a satisfação e o bem-
estar dos colaboradores, assim como identificar pessoas alinhadas aos seus valores.
A companhia acredita que o sucesso de suas estratégias e o crescimento
sustentável dos negócios só são possíveis com o comprometimento de todos em
torno de objetivos comuns.
Para reforçar essa ideia, em 2010 colocou em prática ações de valorização e difusão
da sua cultura, que tem como missão servir de guia para seus funcionários. O
Código de Conduta é uma das principais ferramentas para divulgar seus princípios e
valores. É por meio dele que os profissionais assumem o compromisso de agir de
forma alinhada às expectativas da empresa.
Ao final de 2010, a Klabin contava com 14.603 colaboradores, deste total, 8.004
são empregados próprios, 6.122 terceiros e 477 temporários. A Companhia possui
um Programa de Estágio que conta com 63 estagiários.
NOVO CEO
Em novembro, foi anunciado que o Sr. Reinoldo Poernbacher iria se aposentar e em
seu lugar assumiria como CEO o Sr. Fabio Schvartsman. O Sr. Fabio foi eleito na
reunião do Conselho de Administração realizada em 02 de fevereiro de 2011.
PERSPECTIVAS
2010 foi um ano de desafios. Além da contínua melhoria do desempenho, foram
iniciados investimentos visando redução de custos nas fábricas de papel e aumento
de capacidade nas unidades de sacos industriais e caixas de papelão. Em 2011:
A Klabin pretende continuar diminuindo a alavancagem, reduzindo a relação
Dívida Líquida / EBITDA para um nível menor do que 2 vezes;
A Companhia continua renovando a área florestal, substituindo florestas antigas
por novas com ganho de produtividade de fibras de até 50%;
Na fábrica de Otacílio Costa (SC), a nova caldeira de biomassa, que entrou em
operação em janeiro de 2011, substituiu uma caldeira a óleo combustível. O
investimento proporcionará economia de custos, avanços na matriz energética e
atualização tecnológica;
Em Correia Pinto (SC), uma nova caldeira de biomassa substituirá duas
caldeiras antigas, propiciando auto-suficiência em energia elétrica;
Nas fábricas de caixas de papelão ondulado, além das novas impressoras já
instaladas, serão instaladas duas novas onduladeiras que irão aumentar a
capacidade de produção de Jundiaí DI (SP) e Goiana (PE);
Na unidade de sacos industriais em Lages (SC) será instalada uma linha
adicional de produção de sacos multifolhados que aumentará a produtividade da
unidade em 10%.
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Relatório da Administração
10
AGRADECIMENTOS
A Administração da Klabin S.A. agradece aos seus acionistas, clientes, parceiros
comerciais, fornecedores e instituições financeiras pelo apoio e pela confiança, e em
especial, aos colaboradores, que tiveram um papel importante em 2010.


São Paulo, 23 de fevereiro de 2011.


A Administração.
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Notas Explicativas
Klabin S.A. e Controladas


Demonstrações Financeiras Referentes aos Exercícios
Findos em 31 de Dezembro de 2010 e de 2009 e
Relatório dos Auditores Independentes




Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes
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Notas Explicativas

ÍNDICE DE NOTAS EXPLICATIVAS
Página
ATIVO
38
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
39
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO
40
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE
41
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
42
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
44
DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO
45
1 INFORMAÇÕES GERAIS
46
2 BASE DE APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E PRINCIPAIS
PRÁTICAS CONTÁBEIS
46
3 CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
53
4 ADOÇÃO INICIAL DOS NOVOS PRONUNCIAMENTOS
53
5 CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
59
6 TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS
60
7 CONTAS A RECEBER DE CLIENTES
60
8 PARTES RELACIONADAS
62
9 ESTOQUES
64
10 TRIBUTOS A RECUPERAR
64
11 IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
64
12 INVESTIMENTOS EM EMPRESAS CONTROLADAS
67
13 IMOBILIZADO
68
14 ATIVOS BIOLÓGICOS
70
15 EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
73
16 FORNECEDORES
75
17 PROVISÕES FISCAIS, PREVIDENCIÁRIAS, CÍVEIS E TRABALHISTAS
76
18 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
79
19 RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS
82
20 DESPESAS / RECEITAS POR NATUREZA
82
21 RESULTADO FINANCEIRO
83
22 RESULTADO POR AÇÃO
83
23 SEGMENTOS OPERACIONAIS
84
24 GERENCIAMENTO DE RISCOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS
87
25 COBERTURA DE SEGUROS
92
26 BENEFÍCIOS A EMPREGADOS E PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA
92
27 EVENTOS SUBSEQUENTES
93


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Notas Explicativas
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010, 31 DE DEZEMBRO DE 2009
E 01 DE JANEIRO DE 2009
(Em milhares de reais)
Nota
Explicativa
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
A T I V O
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa
5
2.268.816
1.697.278
1.079.899
2.531.105
1.841.652
1.295.177
Títulos e valores mobiliários
6
198.222
209.874
407.521
198.222
209.874
407.521
Contas a receber de clientes
7
566.799
507.426
384.994
753.961
661.128
650.912
Partes relacionadas
8
312.598
157.067
469.022
-
-
-
Estoques
9
427.231
403.090
410.983
460.128
470.615
478.890
Tributos a recuperar
10
125.974
290.749
322.113
131.102
294.268
326.969
Despesas antecipadas ­ partes relacionadas
8
13.242
15.963
18.790
13.242
15.963
18.790
Outros ativos
31.469
30.473
108.408
39.387
42.697
61.790
Total do ativo circulante
3.944.351
3.311.920
3.201.730
4.127.147
3.536.197
3.240.049
Não circulante
Partes relacionadas
8
5.216
7.696
7.133
1.220
1.727
2.125
Depósitos judiciais
17
89.388
80.712
124.834
90.698
81.932
126.029
Tributos a recuperar
10
131.621
164.673
206.514
131.621
164.673
206.514
Outros ativos
122.651
105.183
97.589
124.458
111.393
103.903
Investimentos
. Participações em controladas
12
1.793.958
1.778.638
1.805.968
-
-
-
. Outros
11.542
11.542
8.690
11.542
11.552
8.700
Imobilizado
13
3.932.348
3.905.330
4.174.160
5.004.023
4.996.892
5.286.477
Ativos biológicos
14
1.394.938
1.326.757
1.428.320
2.762.879
2.491.169
2.667.454
Intangível
7.655
6.365
1.115
7.655
6.365
1.115
Total do ativo não circulante
7.489.317
7.386.896
7.854.323
8.134.096
7.865.703
8.402.317
Total do ativo
11.433.668
10.698.816
11.056.053
12.261.243
11.401.900
11.642.366
Controladora
Consolidado























As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
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Notas Explicativas
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010, 31 DE DEZEMBRO DE 2009
E 01 DE JANEIRO DE 2009
(Em milhares de reais)
Nota
Explicativa
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Circulante
Empréstimos e financiamentos
15
805.215
683.473
463.773
842.121
802.312
497.094
Fornecedores
16
265.137
185.420
208.147
269.839
189.696
215.546
Tributos a recolher
36.677
47.284
38.115
40.669
50.399
42.152
Provisão para imposto de renda
e contribuição social
11
-
-
-
37.013
1.622
764
Salários, férias e encargos
92.612
68.260
58.666
93.542
68.859
59.661
Partes relacionadas
8
21.864
65.162
131.511
2.392
2.202
1.816
Adesão - REFIS
17
349.340
331.685
-
349.340
331.685
-
Outras contas a pagar e provisões
47.037
49.623
27.826
55.997
57.844
44.167
Total do passivo circulante
1.617.882
1.430.907
928.038
1.690.913
1.504.619
861.200
Não circulante
Empréstimos e financiamentos
15
4.014.976
3.914.754
4.942.423
4.014.976
3.925.637
4.971.637
Imposto de renda e contribuição
social diferidos
11
644.909
489.033
364.578
1.235.635
1.047.513
956.828
Provisões fiscais, previdenciárias, trabalhistas
e cíveis
17
102.147
138.725
110.429
102.147
138.725
110.429
Outras contas a pagar e provisões
59.669
63.238
82.008
63.070
66.582
85.721
Total do passivo não circulante
4.821.701
4.605.750
5.499.438
5.415.828
5.178.457
6.124.615
Patrimônio líquido
Capital social
1.500.000
1.500.000
1.500.000
1.500.000
1.500.000
1.500.000
Reservas de capital
84.491
84.491
84.491
84.491
84.491
84.491
Reserva de reavaliação
51.404
52.117
53.472
51.404
52.117
53.472
Reservas de lucros
2.403.120
2.001.024
1.953.918
2.403.120
2.001.024
1.953.918
Ajustes de avaliação patrimonial
1.083.423
1.104.337
1.116.506
1.083.423
1.104.337
1.116.506
Ações em tesouraria
(128.353)
(79.810)
(79.810)
(128.353)
(79.810)
(79.810)
Patrimônio líquido atribuído a participação dos
acionistas controladores
18
4.994.085
4.662.159
4.628.577
4.994.085
4.662.159
4.628.577
Patrimônio líquido atribuído a participação dos
acionistas não controladores
-
-
-
160.417
56.665
27.974
4.994.085
4.662.159
4.628.577
5.154.502
4.718.824
4.656.551
Total do passivo e patrimônio líquido
11.433.668
10.698.816
11.056.053
12.261.243
11.401.900
11.642.366
Controladora
Consolidado

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
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Versão : 1
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Notas Explicativas
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM
31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto o lucro básico/diluído por ação)
Nota
Explicativa
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Receita líquida de vendas
19
3.566.936
2.868.275
3.663.317
2.960.179
Variação do valor justo dos ativos biológicos
14
220.610
994
448.625
64.577
Custo dos produtos vendidos
20
(2.761.192)
(2.473.830)
(2.741.103)
(2.498.271)
Lucro bruto
1.026.354
395.439
1.370.839
526.485
Despesas/ receitas operacionais
Vendas
20
(242.824)
(213.369)
(300.153)
(300.047)
Gerais e administrativas
20
(209.085)
(173.728)
(214.876)
(176.906)
Outras, líquidas
20
3.781
15.420
(34.421)
10.770
(448.128)
(371.677)
(549.450)
(466.183)
Resultado de equivalência patrimonial
12
146.688
59.828
-
-
Lucro antes do resultado financeiro e
dos tributos
724.914
83.590
821.389
60.302
Resultado financeiro
Receitas financeiras
21
206.000
76.987
213.162
84.040
Despesas financeiras
21
(159.497)
366.905
(162.568)
360.159
46.503
443.892
50.594
444.199
Lucro antes dos tributos sobre o lucro
771.417
527.482
871.983
504.501
Imposto de renda e contribuição social
. Corrente
11
(54.593)
(234.240)
(100.545)
(244.206)
. Diferido
11
(157.048)
(124.456)
(189.286)
(88.554)
(211.641)
(358.696)
(289.831)
(332.760)
Lucro líquido do exercício das operações continuadas
559.776
168.786
582.152
171.741
Lucro atribuído aos acionistas controladores
559.776
168.786
559.776
168.786
Lucro atribuído aos acionistas não controladores
-
-
22.376
2.955
Lucro básico/diluído por ação ON ­ R$
22
0,5852
0,1760
0,5852
0,1760
Lucro básico/diluído por ação PN ­ R$
22
0,6436
0,1936
0,6436
0,1936
Controladora
Consolidado











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Notas Explicativas
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE PARA OS EXERCÍCIOS
FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais)
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Lucro líquido do exercício
559.776
168.786
582.152
171.741
Outros resultados abrangentes:
. Ajustes de conversão para moeda estrangeira
(2.304)
(12.169)
(2.304)
(12.169)
Resultado abrangente total do exercício , líquido de impostos
557.472
156.617
579.848
159.572
Resultado abrangente total, atribuído a:
.Participação dos acionistas controladores
557.472
156.617
557.472
156.617
.Participação dos acionistas não controladores
-
-
22.376
2.955
Controladora
Consolidado


































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Notas Explicativas
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais)
PÁGINA: 42 de 99
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Notas Explicativas
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais)
PÁGINA: 43 de 99
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Notas Explicativas
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais)
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Fluxo de caixa de atividades operacionais
Lucro líquido do exercício - atribuído aos acionistas
controladores
559.776
168.786
559.776
168.786
Despesas (receitas) que não afetaram o caixa
e equivalentes de caixa:
. Depreciação e amortização
222.332
415.165
223.639
416.388
. Variação valor justo dos ativos biológicos
(220.610)
(994)
(448.625)
(64.577)
. Exaustão de ativos biológicos
220.647
149.390
337.100
332.791
. Realização de custo atribuído ao ativo imobilizado
-
-
28.197
-
. Resultado na alienação de ativos
1.880
(63.398)
2.120
(63.400)
. Imposto de renda e contribuição social diferidos
157.048
124.456
189.286
88.554
. Imposto de renda e contribuição social REFIS
-
234.240
-
234.240
. Juros e variação cambial sobre empréstimos
e financiamentos
107.773
(500.716)
108.452
(507.897)
. Pagamento de juros de empréstimos e financiamentos
(280.324)
(304.100)
(281.723)
(306.683)
. Provisão de juros REFIS
17.655
97.445
17.655
97.445
. Resultado de equivalência patrimonial
(146.688)
(59.828)
-
-
. Lucro atribuído aos acionistas não controladores
-
-
22.376
2.955
. Resultados recebidos de empresas controladas
136.035
63.578
-
-
. Outras
1.585
32.387
6.584
29.993
Redução (aumento) nas contas do ativo
. Contas a receber de clientes
(218.310)
246.731
(96.060)
(10.216)
. Estoques
(24.141)
7.893
(32.244)
6.215
. Tributos a recuperar
232.405
119.954
232.311
127.621
. Títulos e valores mobiliários
11.652
197.647
11.652
197.647
. Despesas antecipadas
(2.237)
7.070
(872)
1.423
. Outros ativos
(14.518)
13.717
(12.599)
19.755
Aumento (redução) nas contas do passivo
. Fornecedores
36.419
(89.076)
80.333
(25.464)
. Tributos a recolher
(10.607)
9.169
(9.730)
8.247
. Imposto de renda e contribuição social
-
-
34.227
1.561
. Salários, férias e encargos
24.352
9.594
24.683
9.198
. Outros passivos
(45.125)
1.128
(46.910)
(7.445)
Imposto de renda e contribuição social correntes pagos no
exercício
(34.578)
(3.318)
(36.093)
(9.648)
Geração de caixa nas atividades operacionais
732.421
876.920
913.535
747.489
Fluxo de caixa de atividades de Investimento:
. Aquisição de bens do ativo imobilizado,
líquido dos impostos recuperáveis
. Custo de plantio de ativos biológicos, líquido
dos impostos recuperáveis
(65.084)
(119.108)
. Venda de ativos
841
73.041
683
73.050
. Aquisição de investimentos e integralização de capital em
controladas
(6.878)
(3.744)
-
-
. Outros
-
(1.335)
-
(1.288)
Utilização de caixa nas atividades de investimento
(329.852)
(133.353)
(384.914)
(177.513)
Fluxo de caixa de atividades de Financiamento:
. Captação de empréstimos e financiamentos
1.016.656
403.764
1.042.934
493.446
. Amortização de empréstimos e financiamentos
(622.141)
(406.917)
(740.515)
(419.648)
. Integralização de capital em controladas por acionistas não
controladores
-
-
90.122
34.328
. Aquisição de participação de acionistas não-controladores
em controladas
-
-
(3.251)
(8.592)
.Dividendos pagos
(177.003)
(123.035)
(177.003)
(123.035)
.Dividendos pagos para acionistas não-controladores
-
-
(2.912)
-
.Aquisição de ações para tesouraria
(48.543)
-
(48.543)
-
Geração (utilização) de caixa nas atividades de
financiamento
168.969
(126.188)
160.832
(23.501)
Aumento no caixa e equivalentes
571.538
617.379
689.453
546.475
Saldos iniciais de caixa e equivalentes de caixa
1.697.278
1.079.899
1.841.652
1.295.177
Saldos finais de caixa e equivalentes de caixa
2.268.816
1.697.278
2.531.105
1.841.652
Aumento no caixa e equivalentes de caixa
571.538
617.379
689.453
546.475
(157.346)
(91.929)
Consolidado
Controladora
(266.489)
(46.833)
(258.731)
(154.482)
PÁGINA: 44 de 99
DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
background image
Notas Explicativas
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO PARA
OS EXERCÍCIOS FINDOS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(INFORMAÇÃO SUPLEMENTAR)
(Em milhares de reais)
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Receitas
. Venda produtos
4.505.199
3.625.808
4.617.497
3.730.650
. Outras receitas
221.451
74.035
454.382
137.628
. Provisão para devedores duvidosos
(3.407)
(9.708)
(3.227)
(9.707)
4.723.243
3.690.135
5.068.652
3.858.571
Insumos adquiridos de terceiros
. Custo dos produtos vendidos
(1.272.783)
(949.492)
(1.152.569)
(791.392)
. Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
(1.613.219)
(1.368.251)
(1.711.570)
(1.467.308)
(2.886.002)
(2.317.743)
(2.864.139)
(2.258.700)
Valor adicionado bruto
1.837.241
1.372.392
2.204.513
1.599.871
Retenções
. Depreciação, amortização e exaustão
(442.977)
(564.555)
(560.739)
(749.179)
Valor adicionado líquido produzido
1.394.264
807.837
1.643.774
850.692
Valor adicionado recebido em transferência
. Resultado de equivalência patrimonial
146.688
59.828
-
-
. Participação dos acionistas não controladores
-
-
(22.376)
(2.955)
. Receitas financeiras, incluindo variação cambial
372.660
915.387
379.856
920.985
519.348
975.215
357.480
918.030
Valor adicionado total a distribuir
1.913.612
1.783.052
2.001.254
1.768.722
Distribuição do valor adicionado:
Pessoal
. Remuneração direta
355.632
288.538
357.401
292.989
. Benefícios
76.369
64.005
77.997
65.445
. FGTS
27.843
25.845
27.843
25.845
459.844
378.388
463.241
384.279
Impostos, taxas e contribuições
. Federais
488.944
658.461
570.084
632.948
. Estaduais
71.229
98.880
71.230
98.880
. Municipais
7.662
7.042
7.661
7.042
567.835
764.383
648.975
738.870
Remuneração de capitais de terceiros
. Juros
326.157
471.495
329.262
476.786
326.157
471.495
329.262
476.786
Remuneração de capitais próprios
. Dividendos sobre lucro do exercício
190.003
180.037
190.003
180.037
. Lucros retidos (prejuízo absorvido) do exercício
369.773
(11.251)
369.773
(11.250)
559.776
168.786
559.776
168.787
1.913.612
1.783.052
2.001.254
1.768.722
Consolidado
Controladora
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Versão : 1
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Notas Explicativas




As notas explicativas estão sendo apresentadas em milhares de reais,
exceto onde indicado de outra forma
1
INFORMAÇÕES GERAIS

A Klabin S.A. ("Companhia") e suas controladas atuam em segmentos da indústria de papel para atendimento
aos mercados interno e externo: fornecimento de madeira, papéis de embalagem, sacos de papel e caixas de
papelão ondulado. Suas atividades são plenamente integradas desde o florestamento até a fabricação dos
produtos finais. A Klabin é uma sociedade anônima de capital aberto com ações negociadas na Bolsa de
Valores de São Paulo ­ BM&F Bovespa. A Companhia está domiciliada no Brasil e sua sede está localizada
em São Paulo.

A Companhia controladora (Klabin S.A.) também possui investimentos em Sociedades em Conta de
Participação (SCPs), com o propósito específico de captar recursos financeiros de terceiros para projetos de
reflorestamento. A Companhia, na qualidade de sócia ostensiva, tem contribuído com ativos florestais,
basicamente florestas e terras, através da concessão de direito de uso e os demais sócios investidores
contribuído em espécie para as referidas SCPs. Essas SCPs asseguram à Klabin S.A. o direito de preferência
para aquisição de produtos florestais a preços e condições de mercado.

A Companhia também possui participação em outras sociedades (notas explicativas 3 e 12), cujas atividades
operacionais estão relacionadas aos seus próprios objetivos de negócio.

As referidas demonstrações financeiras foram aprovadas para divulgação pelo Conselho de Administração no
dia 23 de fevereiro de 2011.
2
BASE DE APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E
PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
2.1 Base de apresentação das demonstrações financeiras

A Companhia apresenta as demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais
de relatório financeiro (IFRS ­ International Financial Reporting Standards), emitidas pelo IASB ­
International Accounting Standards Board, sendo estas as primeiras demonstrações financeiras apresentadas
de acordo com o IFRS pela Companhia, e práticas contábeis adotadas no Brasil, com base nos
pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC ­ Comitê de Pronunciamentos Contábeis, plenamente
convergentes ao IFRS, e normas estabelecidas pela CVM ­ Comissão de Valores Mobiliários.

As demonstrações financeiras individuais ("Controladora") foram preparadas de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil e divergem das práticas do IFRS apresentadas nas informações consolidadas
somente quanto a avaliação de investimentos em controladas pelo método da equivalência patrimonial, ao
invés de custo ou valor justo, conforme permitido pelo IFRS.

Conforme requerido pela Deliberação CVM nº 603/09 e Ofício-Circular CVM/SNC/SEP nº 01/10, as
referidas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2009, originalmente apresentadas em 18 de
fevereiro de 2010, estão sendo reapresentadas com os efeitos da adoção dos novos pronunciamentos técnicos
emitidos pelo CPC e em conformidade com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS).

A Companhia adotou os novos pronunciamentos pela primeira vez em suas demonstrações financeiras para o
exercício findo em 31 de dezembro de 2009, sendo 01 de janeiro de 2009 considerado como data de transição
para o IFRS. As informações acerca de sua adoção inicial estão demonstradas na nota explicativa 4.


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DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2010 - KLABIN S.A.
Versão : 1
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Notas Explicativas





2.2 Sumário das principais práticas contábeis adotadas

As principais práticas contábeis adotadas pela Companhia e suas controladas são:

a) Moeda funcional e conversão de moedas estrangeiras

As demonstrações financeiras são apresentadas em reais (R$), sendo esta a moeda funcional e de
apresentação da Companhia e de suas controladas.

(i) Transações e saldos
As transações em moeda estrangeira são inicialmente registradas à taxa de câmbio em vigor na data da
transação. Os ganhos e perdas resultantes da diferença entre a conversão dos saldos ativos e passivos, em
moeda estrangeira, no fechamento do período são reconhecidos na demonstração do resultado da Companhia.

(ii) Controladas no exterior

Os ativos e passivos das controladas no exterior são convertidos pela taxa de câmbio da moeda de
apresentação definida pela Companhia na data do balanço e as correspondentes demonstrações do resultado
são convertidas pela taxa de câmbio da data das transações.

Nas controladas com característica de entidades independentes, as diferenças cambiais resultantes da referida
conversão são contabilizadas separadamente em conta do patrimônio líquido denominada "ajustes de
avaliação patrimonial" (resultado abrangente). No momento da venda de uma controlada no exterior, o valor
diferido acumulado reconhecido no patrimônio líquido referente a essa controlada no exterior, é reconhecido
na demonstração do resultado.

b) Caixa e equivalentes de caixa

Caixa e equivalentes de caixa incluem os numerários em espécie, depósitos bancários disponíveis e aplicações
financeiras de curto prazo, de alta liquidez, as quais são prontamente conversíveis em montante conhecido de
caixa , estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor.

c) Instrumentos financeiros

Os instrumentos financeiros são inicialmente registrados ao seu valor justo, acrescido, no caso de ativo
financeiro ou passivo financeiro que não seja pelo valor justo por meio do resultado, dos custos de transação
que sejam diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão de ativo financeiro ou passivo financeiro. Sua
mensuração subsequente ocorre a cada data de balanço de acordo com a classificação dos instrumentos
financeiros nas seguintes categorias: de ativos financeiros, mensurados pelo valor justo no resultado,
investimentos mantidos até o vencimento, empréstimos e recebíveis e ativos financeiros disponíveis para
venda; e passivos financeiros, mensurados a valor justo no resultado e outros passivos financeiros.

(i) Títulos e valores mobiliários

Os títulos e valores mobiliários possuem característica de disponíveis para venda e estão registrados
acrescidos dos rendimentos financeiros (resultado), que se aproximam do valor justo.

(ii) Empréstimos e financiamentos

O saldo de empréstimos e financiamentos corresponde ao valor dos recursos captados, acrescidos dos juros e
encargos proporcionais ao período incorrido, deduzidos das parcelas amortizadas. Se aplicáveis, os saldos de
empréstimos e financiamentos contemplam a variação cambial reconhecida sobre o passivo.
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Notas Explicativas





Os juros são mensurados pelo método da taxa de juros efetiva e registrados como despesa financeira, assim
como a referida atualização monetária e a variação cambial auferida sobre o saldo de empréstimos e
financiamentos em aberto.

d) Contas a receber de clientes

São registradas e mantidas pelo valor nominal dos títulos decorrentes das vendas de produtos, acrescidos de
variações cambiais, quando aplicável. A provisão para crédito de liquidação duvidosa ("PCLD") é constituída
com base em análise individual dos valores a receber e em montante considerado pela Administração
necessário e suficiente para cobrir prováveis perdas na realização desses créditos, os quais podem ser
modificados em função da recuperação de créditos junto a clientes devedores ou mudança na situação
financeira de clientes.

O ajuste a valor presente do saldo de contas a receber de clientes não é relevante devido ao curto prazo de sua
realização.

e) Estoques

Os estoques são demonstrados pelo custo médio das compras, líquido dos impostos compensáveis quando
aplicáveis, e valor justo dos ativos biológicos na data do corte, sendo inferior aos valores de realização
líquidos dos custos de venda. Os estoques de produtos acabados compreendem as matérias-primas
processadas e envolvimento de mão de obra direta e custos de produção na valorização dos itens.

Quando necessário, os estoques são deduzidos de provisão para perdas com estoques, constituída em casos de
desvalorização de estoques, obsolescência de produtos e perdas de inventário físico. Adicionalmente, em
decorrência da natureza dos produtos da Companhia, em casos de obsolescências de produtos acabados, os
mesmos podem ser reciclados, para reutilização na produção.

f) Imposto de renda e contribuição social

A Companhia calcula o imposto de renda (IRPJ) e a contribuição social (CSLL), corrente e diferido com base
nas alíquotas de 15% acrescida do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$ 240 para
imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social, sobre o lucro líquido auferido. Os
saldos são reconhecidos no resultado da Companhia pelo regime de competência.

As alíquotas de impostos definidas atualmente para se determinar os créditos tributários diferidos são as
mesmas para os impostos correntes, seguindo as premissas estabelecidas pela legislação fiscal brasileira.

Os valores de imposto de renda e contribuição social diferidos são registrados nos balanços pelos montantes
líquido no ativo ou no passivo não circulante, sendo provenientes basicamente de provisões temporariamente
não dedutíveis e tributos em discussão judicial, tanto no ativo como no passivo na controladora, prejuízos
fiscais e base negativa de contribuição social na controladora e controladas, variação cambial diferida na
controladora e ajustes decorrentes da adoção dos novos pronunciamentos (nota explicativa 4), inclusos no
Regime Tributário de Transição (RTT) como: custo atribuído aos ativos imobilizados (terras), mensuração
dos ativos biológicos a valor justo (nota explicativa 14) e alteração nas taxas de depreciação do ativo
imobilizado (nota explicativa 13).

A provisão para imposto de renda e contribuição social corrente do exercício é apresentada nos balanços
patrimoniais líquida dos adiantamentos de imposto pagos durante o exercício.



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Notas Explicativas





g) Investimentos (controladora)
São representados por investimentos em empresas controladas e avaliados pelo método de equivalência
patrimonial no balanço individual, em decorrência da participação da Companhia nestas empresas. As
demonstrações financeiras das controladas são elaboradas para o mesmo período de divulgação que o da
controladora. Quando necessário, são efetuados ajustes para que as políticas contábeis estejam de acordo com
as mesmas adotadas pela Companhia.

Os ganhos e perdas não realizados, resultantes de transações entre a Companhia e as controladas, são
eliminados para fins de equivalência patrimonial, no balanço individual, e para fins de consolidação, de
acordo com a participação mantida na controlada.

Após a aplicação do método da equivalência patrimonial, a Companhia determina se é necessário reconhecer
perda adicional do valor recuperável sobre o investimento da Companhia em suas controladas.

A Companhia determina, em cada data de fechamento do balanço patrimonial, se há evidência objetiva de que
o investimento na controlada sofreu perda por desvalorização. Se assim for, a Companhia calcula o montante
da perda por desvalorização como a diferença entre o montante a receber da controlada e o valor contábil e
reconhece o montante na demonstração do resultado.

A variação cambial sobre o investimento em controlada no exterior que não possua característica de filial é
reconhecido como ajuste de avaliação patrimonial no patrimônio líquido e realizado mediante a realização do
investimento a que se refere.

h) Imobilizado

O ativo imobilizado é demonstrado ao custo de aquisição ou construção, deduzido dos impostos
compensáveis, quando aplicável, e da depreciação acumulada. Adicionalmente, com base na opção exercida
pela Companhia na adoção inicial dos novos pronunciamentos, descrita na nota explicativa 4, foram avaliados
a valor justo os custos da classe de imobilizado de terras, com base na adoção do custo atribuído aos ativos
desta classe.

A Companhia utiliza o método de depreciação linear definida com base na avaliação da vida útil estimada de
cada ativo, estimada com base na expectativa de geração de benefícios econômicos futuros, exceto para terras,
as quais não são depreciadas. A avaliação da vida útil estimada dos ativos é revisada anualmente e ajustada se
necessário, podendo variar com base na atualização tecnológica de cada unidade. As vidas úteis dos ativos da
Companhia são demonstradas na nota explicativa 13.

Os gastos com manutenção dos ativos da Companhia são alocados diretamente ao resultado do exercício
conforme são efetivamente realizados.

Encargos financeiros são capitalizados ao ativo imobilizado, quando incorridos sobre imobilizações em
andamento, se aplicáveis.

i) Redução do valor recuperável de ativos ("impairment")
O saldo de imobilizado e outros ativos são revistos anualmente para se identificar evidências de perdas não
recuperáveis, ou ainda, sempre que eventos ou alterações nas circunstâncias indicarem que o valor contábil
pode não ser recuperável. Quando este for o caso, o valor recuperável é calculado para verificar se há perda
nestes ativos.


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Notas Explicativas




O valor recuperável corresponde ao maior valor entre o valor líquido de venda e o seu valor em uso de um
ativo ou de sua unidade geradora de caixa, sendo determinado individualmente para cada ativo, a menos que o
ativo não gere entradas de fluxo de caixa que sejam independentes daqueles de outros ativos ou grupos de
ativos. Na estimativa do valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao seu valor
presente, utilizando uma taxa de desconto que reflita as avaliações de mercado atuais do valor temporal do
dinheiro e riscos específicos inerentes ao ativo.

Quando houver perda identificada, ela é reconhecida no resultado do exercício pelo montante em que o valor
contábil do ativo ultrapassa o valor recuperável, que é o maior entre o preço líquido de venda e o valor em uso
de um ativo.

j) Ativos Biológicos
Os ativos biológicos correspondem a florestas de eucalipto e pinus, as quais são destinadas para produção de
papéis para embalagem, sacos de papel e caixas e chapas de papelão ondulado, além de venda para terceiros,
quando exauridos. O processo de colheita e replantio tem um ciclo aproximado de 7 ­ 14 anos, variável com
base na cultura e material genético a que se refere. Os ativos biológicos são mensurados ao valor justo,
deduzidos dos custos estimados de venda no momento da colheita.

As premissas significativas na determinação do valor justo dos ativos biológicos estão demonstradas na nota
explicativa 14.

A avaliação dos ativos biológicos é feita trimestralmente pela Companhia, sendo o ganho ou perda na
variação do valor justo dos ativos biológicos reconhecidos no resultado no período em que ocorrem, em linha
específica da demonstração do resultado, denominada "variação do valor justo dos ativos biológicos". O
aumento ou diminuição no valor justo é determinado pela diferença entre os valores justos dos ativos
biológicos no início do período e no final do período avaliado.

A contrapartida do valor justo dos ativos biológicos, líquido dos impostos diferidos incidentes, é mantido
dentro da reserva de lucros a realizar no patrimônio líquido, até a sua efetiva realização financeira e
econômica, sendo neste momento transferido o valor proporcional realizado para lucros acumulados para
destinação.

k) Ativo intangível

O ativo intangível é demonstrado ao custo de aquisição deduzido da amortização acumulada no período,
apurada de forma linear com base em sua vida útil definida. Gastos com pesquisa de novos produtos e
técnicas utilizadas pela Companhia são registrados no resultado do exercício como despesa, a medida que são
incorridos.

l) Ativos e passivos não circulantes

Compreendem os bens e direitos realizáveis e deveres e obrigações vencíveis após doze meses subseqüentes a
data base das referidas demonstrações financeiras, acrescidos dos correspondentes encargos e variações
monetárias incorridas, se aplicável, até a data do balanço.

m) Provisões

As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente legal ou implícita como
resultado de eventos passados ou expectativa de eventos futuros, sendo provável a saída de recursos para
liquidar determinada obrigação, mensurada com base numa estimativa confiável do valor provisionado.

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Notas Explicativas





A despesa relativa a qualquer provisão é apresentada na demonstração do resultado, líquida de qualquer
reembolso. Se o efeito temporal do montante for significativo, provisões são descontadas utilizando uma taxa
de desconto, que reflita, quando for o caso, os riscos específicos inerentes à obrigação.

Dentre as provisões levantadas pela Companhia, se encontram as provisões fiscais, previdenciárias,
trabalhistas e cíveis, as quais são provisionados mediante avaliação de perda provável dos processos judiciais,
de acordo com a opinião dos assessores jurídicos e da Administração da Companhia. Essa avaliação é feita
considerando a natureza dos processos em questão, similaridades com causas julgadas anteriormente e
andamento do julgamento das causas.

Quando a Companhia espera que o valor de uma provisão seja reembolsado, em todo ou em parte, este ativo é
reconhecido somente quando sua realização for considerada líquida e certa, sem haver a constituição de ativos
sob cenários de incerteza.

n) Receita de vendas

A receita de vendas é apresentada líquida dos impostos incidentes, descontos e abatimentos concedidos, sendo
reconhecida na extensão em que for provável que benefícios econômicos serão gerados e fruirão para a
Companhia, quando da transferência dos riscos e benefícios dos produtos, e quando possa ser medida de
forma confiável, medida com base no valor justo da contraprestação recebida, excluindo descontos,
abatimentos e impostos ou encargos sobre vendas.
o) Benefícios a empregados e plano de previdência privada
A Companhia concede aos empregados benefícios que envolvem seguro de vida, assistência médica,
participação nos lucros e outros benefícios, os quais respeitam o regime de competência em sua
contabilização, sendo cessados após término do vínculo empregatício com a Companhia.

Adicionalmente, a Companhia concede plano de previdência privada e assistência médica a ex-funcionários
aposentados até 2001, caracterizados como planos de benefício definido. Esses benefícios adotam práticas de
reconhecimento do passivo e do resultado mensurados com base na avaliação atuarial. Os ganhos e perdas
auferidos na avaliação atuarial dos benefícios gerados por alterações nas premissas e compromissos atuariais
são reconhecidos diretamente no resultado do exercício.

p) Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas

Na elaboração das demonstrações financeiras foram utilizados julgamentos, estimativas e premissas contábeis
para a contabilização de certos ativos e passivos e outras transações, e no registro das receitas e despesas dos
períodos. A definição dos julgamentos, estimativas e premissas contábeis adotadas pela Administração foi
elaborada com a utilização das melhores informações disponíveis na data das referidas demonstrações
financeiras, envolvendo experiência de eventos passados, previsão de eventos futuros, além do auxílio de
especialistas, quando aplicável.

As demonstrações financeiras incluem, portanto, várias estimativas, tais como, mas não se limitando a,
seleção de vidas úteis dos bens do imobilizado, a realização dos créditos tributários diferidos, provisões para
créditos de liquidação duvidosa, perdas nos estoques, avaliação do valor justo dos ativos biológicos, provisões
fiscais, previdenciárias, cíveis e trabalhistas, avaliação do valor justo de certos instrumentos financeiros, além
de redução do valor recuperável de ativos.

Os resultados reais dos saldos constituídos com a utilização de julgamentos, estimativas e premissas
contábeis, quando de sua efetiva realização, podem ser divergentes, podendo a Companhia estar exposta a
perdas que podem ser materiais.
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Notas Explicativas





q) Lucro por ação

A Companhia apura o saldo de lucro por ação do período com base na atribuição do resultado do exercício a
cada classe de ações emitidas pela Companhia, ponderando as quantidades em circulação durante o período.

r) Demonstração do valor adicionado ("DVA")

A legislação societária brasileira requer a apresentação da demonstração do valor adicionado como parte do
conjunto das demonstrações financeiras apresentadas pela Companhia. Esta demonstração tem por finalidade
evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante os períodos apresentados.

A DVA foi preparada seguindo as disposições contidas no CPC 09 ­ Demonstração do Valor Adicionado e
com base em informações obtidas dos registros contábeis da Companhia, que servem como base de
preparação das demonstrações financeiras.

2.3 Novos pronunciamentos técnicos, revisões e interpretações

Foram aprovados e emitidos até a divulgação das referidas demonstrações financeiras, normas da CVM,
novos pronunciamentos técnicos contábeis, além de revisões de pronunciamentos anteriormente publicados, e
novas interpretações do CPC e do IASB, aplicáveis ao exercício encerrado a partir de dezembro de 2011 e às
demonstrações financeiras de 2010 a serem divulgadas em conjunto com as demonstrações financeiras de
2011, para fins de comparação.

Segue abaixo a relação dos novos pronunciamentos, revisões e interpretações emitidas:
Pronuciamento
Conteúdo
CPC 01 (R1) ­ Redução ao Valor
Recuperável de Ativos
Inclusão de alterações feitas pelo IASB no IAS 36 e revisão do texto, sem
alteração da essência do pronunciamento.
CPC 02 (R2) ­ Efeitos das Mudanças nas
Taxas de Câmbio e Conversão de
Demonstrações Contábeis
Revisão do texto para melhor alinhamento ao conteúdo do IAS 21, sem alteração
da essência do pronunciamento.
CPC 03 (R2) ­ Demonstração dos Fluxos de
Caixa
Revisão do texto para melhor alinhamento ao conteúdo do IAS 7, sem alteração
da essência do pronunciamento.
CPC 05 (R1) ­ Divulgação de Partes
Relacionadas
Inclusão de alterações feitas pelo IASB no IAS 24 e revisão do texto, sem
alteração da essência do pronunciamento.
CPC 41 ­ Resultado por Ação
Diretrizes padronizadas para a apuração e divulgação do resultado por ação. O
referido pronunciamento foi aplicado de forma antecipada (nota 22).
ICPC 13 - Direitos a Participações
Decorrentes de Fundos de Desativação,
Restauração e Reabilitação Ambiental
Interpretação aplicada à contabilização nas demonstrações financeiras de
contribuinte por participações decorrentes de fundos de desativação, em linha
com o IFRIC 5.
ICPC 15 - Passivo Decorrente de
Participação em um Mercado Específico -
Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos
Interpretação sobre a tratativa contábil acerca do gerenciamento de resíduos de
equipamentos eletrônicos, em linha com o IFRIC 6.
Medida Provisória 517/10
Alteração de dispositivos da Lei 6.404/76, com o objetivo de adequar as emissões
de debêntures. Esta medida provisória não traz efeitos sobre as demonstrações
financeiras apresentadas.
IFRS 1 ­ Adoção pela Primeira Vez das
Normas Internacionais de Relatório
Financeiros
Inclusão na norma de isenção limitada de divulgações comparativas e eliminação
de datas fixas aos adotantes iniciais do IFRS.
IFRS 7 ­ Instrumentos Financeiros:
Divulgações
Inclusão de procedimentos quanto a divulgação de transferências de ativos
financeiros.
IAS 12 ­ Impostos sobre a Renda
Inclusão de procedimentos quanto a recuperação dos impostos diferidos quando
este é mensurado por meio do valor justo.




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Notas Explicativas




3
CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As controladas são integralmente consolidadas a partir da data de aquisição, sendo esta a data na qual a
controladora obtém controle, e continuam a ser consolidadas até a data em que esse controle deixar de existir.

As demonstrações financeiras das controladas são elaboradas para o mesmo período de divulgação que o da
controladora, utilizando políticas contábeis consistentes com as políticas adotadas pela controladora. Para a
consolidação, os seguintes critérios são adotados: (i) eliminação dos investimentos em empresas controladas,
bem como os resultados das equivalências patrimoniais; (ii) os lucros provenientes de operações realizadas
entre as empresas consolidadas, assim como os correspondentes saldos de ativos e passivos são igualmente
eliminados e (iii) o valor da participação dos acionistas minoritários é calculado e demonstrado
separadamente.

As demonstrações financeiras consolidadas abrangem as da Klabin S.A. e as de suas controladas em 31 de
dezembro de 2010 e de 2009, como segue:
Participação- (%)
País Sede
Atividade
Participação
31/12/10 31/12/09
Empresas controladas:
Klabin Argentina S.A.
Argentina
Sacos industriais
Direta/indireta
100
100
Klabin Ltd.
Cayman
Islands
Participação em outras
companhias
Direta
100
100
. Klabin Trade
Inglaterra
Comercialização de produtos
próprios no mercado externo
Indireta
100
100
Klabin Forest Products Company
Estados
Unidos
Comercialização de produtos
próprios no mercado externo
Direta
100
100
IKAPÊ Empreendimentos Ltda.
Brasil
Hotelaria
Direta
100
100
Klabin do Paraná Produtos
Florestais Ltda.
Brasil
Fabricação de produtos
fitoterápicos
Direta
100
100
Antas Serviços Florestais S/C Ltda.
Brasil
Plantio de florestas
Direta
100
100
Centaurus Holdings S.A.
Brasil
Participação em sociedades
Direta
100
100
Timber Holdings S.A.
Brasil
Participação em sociedades
Direta
100
100
Sociedades em Conta de Participação:
Paraná
Brasil
Reflorestamento
Direta
89
96
Santa Catarina
Brasil
Reflorestamento
Direta
94
97
4
ADOÇÃO INICIAL DOS NOVOS PRONUNCIAMENTOS

Na adoção inicial dos novos pronunciamentos contábeis, convergentes ao IFRS, a Companhia segue as
premissas definidas no CPC 37 (equivalente ao IFRS 1) ­ Adoção Inicial das IFRSs e CPC 43 (equivalente ao
IFRS 1) ­ Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40.

O quadro abaixo detalha os principais efeitos da adoção dos novos pronunciamentos contábeis, em relação as
práticas contábeis adotadas anteriormente no balanço patrimonial e patrimônio líquido da Companhia,
individual e consolidado, em 01 de janeiro de 2009 (data de transição), 31 de dezembro de 2009, além da
demonstração do resultado e demonstração do fluxo de caixa para o exercício findo em 31 de dezembro de
2009:






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Notas Explicativas




Nota 4
Apresentado
Ajustes
Ajustado
Apresentado
Ajustes
Ajustado
Caixa, equivalentes de caixa, títulos e
valores mobiliários
1.487.420
- 1.487.420
1.702.698
- 1.702.698
Contas a receber de clientes
h)
384.994
- 384.994
633.080 17.832 650.912
Partes relacionadas
469.022
- 469.022
-
- -
Estoques
b)
410.983
- 410.983
437.092 41.798 478.890
Outros ativos
449.311
- 449.311
407.549
- 407.549
Ativo Circulante
3.201.730
- 3.201.730
3.180.419 59.630 3.240.049
Investimento em controladas
b), g) e i)
605.850 1.200.118 1.805.968
-
- -
Imobilizado
b), g) e i)
3.700.792 473.368 4.174.160
4.299.443 987.034 5.286.477
Intangível
i)
47.241 (46.126) 1.115
47.241 (46.126) 1.115
Ativos biológicos
b) e i)
- 1.428.320 1.428.320
- 2.667.454 2.667.454
Depósitos judiciais
c)
78.598 46.236 124.834
79.793 46.236 126.029
IR/CS diferidos
j)
311.832 (311.832)
-
314.062 (314.062)
-
Outros ativos
319.926
- 319.926
321.242
- 321.242
Ativo não circulante
5.064.239 2.790.084 7.854.323
5.061.781 3.340.536 8.402.317
Empréstimos e financiamentos
h)
463.773
- 463.773
479.262 17.832 497.094
Dividendos a pagar
-
- -
-
- -
Outros passivos
464.265
- 464.265
364.106
- 364.106
Passivo Circulante
928.038
- 928.038
843.368 17.832 861.200
Empréstimos e financiamentos
4.942.423
- 4.942.423
4.971.637
- 4.971.637
IR/CS diferidos
b), f), g) e j) 2.292 362.286 364.578
2.292 954.536 956.828
Prov. fiscais, prev, trab e civeis
c)
64.193 46.236 110.429
64.193 46.236 110.429
Outros passivos
82.008
- 82.008
85.721
- 85.721
Passivo não circulante
5.090.916 408.522 5.499.438
5.123.843 1.000.772 6.124.615
Participação não controladores
d)
-
- -
27.974 (27.974)
-
Patrimônio Líquido
b), d), f) e g) 2.247.015 2.381.562 4.628.577
2.247.015 2.409.536 4.656.551
Balanço patrimonial de abertura ­ 1.1.2009
Controladora
Consolidado
Nota 4
Apresentado
Ajustes
Ajustado
Apresentado
Ajustes
Ajustado
Caixa, equivalentes de caixa, títulos e
valores mobiliários
1.907.152
- 1.907.152
2.051.526
- 2.051.526
Contas a receber de clientes
h)
507.426
- 507.426
553.614 107.514 661.128
Partes relacionadas
157.067
- 157.067
-
- -
Estoques
b)
403.090
- 403.090
431.047 39.568 470.615
Outros ativos
337.185
- 337.185
352.928
- 352.928
Ativo Circulante
3.311.920
- 3.311.920
3.389.115 147.082 3.536.197
Investimento em controladas
b), g) e i)
649.143 1.129.495 1.778.638
-
- -
Imobilizado
b), g) e i)
3.468.111 437.219 3.905.330
4.077.402 919.490 4.996.892
Intangível
i)
55.098 (48.733) 6.365
55.098 (48.733) 6.365
Ativos biológicos
b) e i)
- 1.326.757 1.326.757
- 2.491.169 2.491.169
Depósitos judiciais
c)
36.019 44.693 80.712
37.239 44.693 81.932
IR/CS diferidos
j)
149.434 (149.434)
-
149.533 (149.533)
-
Outros ativos
289.094
- 289.094
289.345
- 289.345
Ativo não circulante
4.646.899 2.739.997 7.386.896
4.608.617 3.257.086 7.865.703
Empréstimos e financiamentos
h)
683.473
- 683.473
694.798 107.514 802.312
Dividendos a pagar
a)
57.002 (57.002)
-
57.002 (57.002)
-
Outros passivos
747.434
- 747.434
702.307
- 702.307
Passivo Circulante
1.487.909 (57.002) 1.430.907
1.454.107 50.512 1.504.619
Empréstimos e financiamentos
3.914.754
- 3.914.754
3.925.637
- 3.925.637
IR/CS diferidos
b), f), g) e j) 11.868 477.165 489.033
13.691 1.033.822 1.047.513
Prov. fiscais, prev, trab e civeis
c)
94.032 44.693 138.725
94.032 44.693 138.725
Outros passivos
63.238
- 63.238
66.582
- 66.582
Passivo não circulante
4.083.892 521.858 4.605.750
4.099.942 1.078.515 5.178.457
Participação não controladores
d)
-
- -
56.665 (56.665)
-
Patrimônio Líquido
a), b), d), f)
e g)
2.387.018 2.275.141 4.662.159
2.387.018 2.331.806 4.718.824
Balanço patrimonial ­ 31.12.2009
Controladora
Consolidado
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Notas Explicativas




Nota 4
01.01.2009
31.12.2009
01.01.2009
31.12.2009
Patrimônio líquido de acordo com as práticas contábeis anteriores
2.247.015
2.387.018
2.247.015
2.387.018
Valor justo dos ativos biológicos
b)
1.125.353
987.641
1.958.016
1.709.350
Custo atribuído ao imobilizado - terras
g)
776.335
776.335
1.692.144
1.692.144
IR/CS diferido s/ os ajustes
(646.574)
(599.752)
(1.241.054)
(1.156.508)
Efeito reflexo de controladas
b) e g)
1.153.992
1.080.762
-
-
IR/CS diferido s/ reserva de reavaliação
f)
(27.544)
(26.847)
(27.544)
(26.847)
Estorno da proposta de dividendos para aprovação na AGO
a)
-
57.002
-
57.002
Classificação de acionistas não controladores para o PL
d)
-
-
27.974
56.665
Total dos ajustes com a adoção dos novos pronunciamentos
2.381.562
2.275.141
2.409.536
2.331.806
Patrimônio líquido de acordo com os novos pronunciamentos:
4.628.577
4.662.159
4.656.551
4.718.824
. Atribuiído a participação dos acionistas controladores
4.628.577
4.662.159
4.628.577
4.662.159
. Atribuiído a participação dos acionistas não controladores
-
-
27.974
56.665
Patrimônio líquido
Controladora
Consolidado
Controladora
Consolidado
Nota 4
31.12.2009
31.12.2009
Lucro líquido de acordo com as práticas contábeis anteriores
332.907
335.862
Variação do valor justo dos ativos biológicos
b)
994
64.577
Custo dos produtos vendidos - exaustão valor justo dos ativos biológicos
b)
(138.706)
(313.244)
Equivalência patrimonial - efeito reflexo de controladas
b)
(73.230)
-
IR/CS diferido s/ os ajustes
46.821
84.546
Total dos ajustes com a adoção dos novos pronunciamentos
(164.121)
(164.121)
Lucro líquido de acordo com os novos pronunciamentos
168.786
171.741
. Atribuiído a participação dos acionistas controladores
168.786
168.786
. Atribuiído a participação dos acionistas não controladores
-
2.955
Demonstração do resultado
Nota 4
Apresentado
Ajustes
Ajustado
Apresentado
Ajustes
Ajustado
Caixa gerado nas atividades operacionais
h)
876.920
-
876.920
837.393
(89.904)
747.489
Caixa gerado nas atividades de investimento
(133.353)
-
(133.353)
(177.513)
-
(177.513)
Caixa gerado nas atividades de financiamento
h)
(126.188)
-
(126.188)
(113.405)
89.904
(23.501)
Aumento no caixa e equivalentes
617.379
-
617.379
546.475
-
546.475
Consolidado
Demonstração do fluxo de caixa - 31.12.2009
Controladora

A demonstração do resultado abrangente não está demonstrando seus efeitos em decorrência da adoção dos
novos pronunciamentos, visto que estes não impactaram sua apresentação.

Os novos pronunciamentos técnicos adotados pela Companhia que tiveram impacto nas demonstrações
financeiras, em decorrência de divergências de prática com as normas vigentes anteriormente até 31 de
dezembro de 2008 são demonstrados nas notas a seguir:







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Notas Explicativas





a) ICPC 08/CPC 24 (equivalente ao IAS 10) ­ Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos

De acordo com o referido pronunciamento técnico, somente os dividendos mínimos obrigatórios devem ser
registrados no passivo nas demonstrações financeiras antes de sua aprovação. A proposta da Administração de
distribuição de dividendos excedentes ao mínimo obrigatório, deve ser registrada dentro do patrimônio
líquido, em conta específica dentro da reserva de lucros, denominada reserva de dividendos propostos, a ser
registrado passivo após aprovação em Assembléia Geral Ordinária. Desta forma, foi efetuado o estorno do
saldo de R$ 57.002 registrado no passivo em 31 de dezembro de 2009, referente a proposta da Administração
de distribuição de dividendos complementares do exercício, para a referida conta no patrimônio líquido.

b) CPC 29 (equivalente ao IAS 41) ­ Ativo biológico e produto agrícola

Os ativos biológicos da Companhia, representados por suas florestas, anteriormente classificados dentro do
ativo imobilizado, devem ser alocados para um grupo específico dentro do ativo não circulante, denominado
"ativos biológicos", além de passarem a ser reconhecidos por seu valor justo, líquido dos custos para
colocação destes ativos em condição de uso ou venda, ao invés de somente ao custo histórico conforme
prática contábil anterior.

O efeito da adoção inicial do reconhecimento dos ativos biológicos a valor justo são mantidos no patrimônio
líquido da Companhia, como uma "reserva de lucros a realizar", com transferência para lucros acumulados
após sua efetiva realização financeira, a ser efetuada via exaustão. Adicionalmente, o valor justo corresponde
a uma diferença temporária com o registro dos impostos diferidos cabíveis.

A Companhia possui investimentos em empresas controladas que possuem ativos biológicos registrados em
suas demonstrações financeiras. A adoção dos novos pronunciamentos nas demonstrações financeiras das
investidas ocorreu na mesma data da adoção dos novos pronunciamentos da controladora.

c) CPC 39 (equivalente ao IAS 32) ­ Instrumentos Financeiros: Apresentação

Anteriormente a legislação societária brasileira exigia a apresentação da provisão para riscos fiscais,
previdenciários, trabalhistas e cíveis líquida dos depósitos judiciais relacionados as provisões constituídas. A
norma estabelece que a compensação de um ativo financeiro e um passivo financeiro deve ser realizada na
apresentação das demonstrações financeiras quando atendidos certos requisitos, porém, a provisão para riscos
fiscais, previdenciários, trabalhistas e cíveis não se enquadra na classificação de passivo financeiro, devendo
ser apresentado os valores brutos nas demonstrações financeiras dos depósitos judiciais e da provisão para
riscos fiscais, previdenciárias, cíveis e trabalhistas.

d) CPC 26 (equivalente ao IAS 1) ­ Apresentação das Demonstrações Contábeis

As participações de não-controladores devem ser apresentadas dentro do grupo do patrimônio líquido,
separando-se ao montante correspondente aos acionistas controladores e acionistas não controladores,
diferentemente de sua classificação anterior em linha específica do balanço entre o passivo não circulante e o
patrimônio líquido.

e) CPC 27 (equivalente ao IAS 16) ­ Ativo Imobilizado

A depreciação dos ativos imobilizados deve ser apurada com base na vida útil econômica estimada dos ativos.
Ao final de 2009 a Companhia procedeu com a revisão da vida útil de seu ativo imobilizado, definindo novas
taxas de depreciação aplicáveis ao início do exercício de 2010. As novas taxas de depreciação diferem
daquelas adotadas anteriormente pela Companhia.


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Notas Explicativas





f) ICPC10/CPC 27 (equivalente ao IAS16) ­ Interpretação Sobre a Aplicação Inicial ao Ativo
Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43

O imposto de renda e a contribuição social não registrados sobre reavaliações de ativos remanescentes no
balanço da Companhia em atendimento a prática contábil vigente na época da reavaliação, deve ser registrado
deduzindo-se do saldo da reserva de reavaliação registrada no patrimônio líquido, assim como adicionada a
provisão diferida dos impostos no passivo. A realização dos impostos será efetuada mediante a realização dos
ativos, por venda ou depreciação (se aplicável) destes ativos.

g) ICPC10/CPC 27 (equivalente ao IAS16) ­ Interpretação Sobre a Aplicação Inicial ao Ativo
Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43

Na adoção inicial dos novos pronunciamentos técnicos, a Companhia pode optar por efetuar uma atribuição
de custo (deemed cost) a determinadas classes de ativos imobilizados. Dessa forma, foram atribuídos custos
aos ativos imobilizados alocados na classe de terras florestais, de forma que estes ativos refletissem seu valor
justo na data de adoção dos novos pronunciamentos, visto que o custo histórico registrado para estes ativos
anteriormente estava defasado de seu valor justo de realização destes ativos.

A definição dos custos atribuídos as terras da Companhia foram apurados com base em avaliação patrimonial
efetuada por empresa terceirizada especializada no assunto, sendo os laudos aprovados pelo Conselho de
Administração da Companhia.

A Administração da Companhia entende que a adoção do deemed cost para as demais classes de ativos não
era necessária devido aos valores contábeis não apresentarem a mesma defasagem acentuada com relação aos
valores justos, observada para as terras florestais.

O saldo de custo atribuído apurado, corresponde a uma diferença temporária com o registro dos impostos
diferidos cabíveis.

h) CPC 38 (equivalente ao IAS 39) ­ Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração

O saldo de duplicatas cambiais descontadas, anteriormente registrados no ativo circulante, reduzindo o saldo
de contas a receber de clientes das duplicatas vinculadas ao desconto, foram reclassificados para o passivo,
dentro do grupo de financiamentos, em decorrência de sua natureza.

i) ICPC09 ­ Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações
Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial


O saldo da diferença entre valor contábil e valor justo dos ativos e passivos adquiridos, foi alocado ao saldo
de investimentos na referida controlada na demonstração financeira individual. Essas diferenças foram
alocadas em suas respectivas rúbricas ao seu valor justo nas demonstrações financeiras consolidadas.

j) CPC 32 (equivalente ao IAS 12) ­ Tributos sobre o Lucro

O saldo de imposto de renda e contribuição social diferidos devem ser apresentados nos balanços sociais de
forma líquida entre a compensação dos saldos de tributos diferidos ativos e passivos, após análise e
atendimento de critérios definidos no referido pronunciamento.





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Notas Explicativas





k) Exceções obrigatórias e isenções opcionais na adoção dos novos pronunciamentos

Com base no CPC 37 (equivalente ao IFRS 1), é permitida na adoção inicial dos novos pronunciamentos (01
de janeiro de 2009) a aplicação de procedimentos voluntários, caso haja divergências quanto às práticas
contábeis anteriormente adotadas, porém a norma também proíbe o ajuste de determinadas transações
retrospectivamente.

O julgamento da Administração quanto às isenções opcionais e obrigatórias na adoção inicial dos novos
pronunciamentos é descrito da seguinte forma:

(i) Mensuração do ativo imobilizado e intangível ao valor justo: a Companhia optou por remensurar seu ativo
imobilizado a valor justo (deemed cost) na data de transição somente para a classe de terras florestais, optando
por manter as demais classes de ativos que compõe os saldos registrados com base em seu custo histórico de
aquisição, como permitido anteriormente, em linha com os novos pronunciamentos;

(ii) Mensuração de combinações de negócios: a Companhia optou por não remensurar combinações de
negócios ocorridas antes da data de transição para os novos pronunciamentos;

(iii) Mensuração de planos de benefícios a empregados: a Companhia optou por não reconhecer os ganhos ou
perdas anteriores a data de adoção dos novos pronunciamentos para os planos de benefício a empregados
mantidos;

(iv) Reconhecimento de diferenças acumuladas de conversão: a Companhia já registrava o ajuste de
diferenças acumuladas de conversão sobre as demonstrações financeiras de controladas no exterior no
resultado abrangente, portanto não adotou a referida isenção;

(v) Adoção inicial em controladas e empreendimentos em conjunto: a Companhia não possui
empreendimentos em conjunto e adotou para suas controladas os novos pronunciamentos na mesma data de
sua transição;

(vi) Contabilização de pagamentos baseados em ações: a Companhia não possui operações de pagamentos
baseados em ações na data de transição para os novos pronunciamentos;

(vii) Contratos de concessão e contratos de seguros: a Companhia não possui contratos de concessão de
serviços públicos, nem contratos de seguros que se enquadrem no escopo da isenção, na data de transição para
os novos pronunciamentos;

(viii) Ajuste de estimativas: com exceção da revisão da vida útil dos ativos imobilizados (nota explicativa 13)
a Companhia não efetuou nenhum ajuste nas estimativas utilizadas anteriormente na data de transição para os
novos pronunciamentos.

l) Conciliação dos efeitos dos saldos de 31 de dezembro de 2010 com a adoção dos novos
pronunciamentos

A Companhia demonstra nos quadros abaixo uma reconciliação dos efeitos da adoção dos novos
pronunciamentos sobre os saldos de resultado e patrimônio líquido consolidados do exercício findo em 31 de
dezembro de 2010, comparando os montantes que seriam apurados antes dos novos pronunciamentos com
seus efeitos registrados:
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Notas Explicativas




Patrimônio líquido:
31.12.2010
Patrimônio líquido antes dos novos pronunciamentos - consolidado
2.577.126
Valor Justo dos Ativos biológicos
1.849.721
Custo atribuído ao imobilizado ­ terras
1.663.947
IR/CS diferido s/ os ajustes
(1.194.647)
IR/CS diferido s/ reserva de reavaliação
(26.481)
Reclassificação da participação de acionistas não controladores
160.417
Reavaliação vida útil do imobilizado - efeito no resultado
124.419
Total dos ajustes com a adoção dos novos pronunciamentos
2.577.376
Patrimônio líquido com efeito dos novos pronunciamentos - consolidado
5.154.502
. Atribuiído a participação dos acionistas controladores
4.994.085
. Atribuiído a participação dos acionistas não controladores
160.417
Resultado:
31.12.2010
Lucro líquido antes dos novos pronunciamentos - consolidado
383.695
Variação valor justo dos ativos biológicos
448.625
Custo dos produtos vendidos - exaustão valor justo ativos biológicos
(308.252)
Custo dos produtos vendidos - reavaliação da vida útil do imobilizado
188.514
Realização de custo atribuído ao ativo imobilizado
(28.197)
IR/CS diferido s/ os ajustes
(102.233)
Total dos ajustes com a adoção dos novos pronunciamentos
198.457
Lucro líquido com efeito dos novos pronunciamentos - consolidado
582.152
. Atribuiído a participação dos acionistas controladores
559.776
. Atribuiído a participação dos acionistas não controladores
22.376
5
CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

A Companhia seguindo suas políticas de aplicações de recursos tem mantido suas aplicações financeiras em
investimentos de baixo risco, mantidos em instituições financeiras nas quais a Administração entende que
sejam de primeira linha tanto no Brasil como no exterior, de acordo com o rating divulgado pelas agências. A
Administração tem considerado esses ativos financeiros como equivalentes de caixa devido a sua liquidez
imediata junto às instituições financeiras.
Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Caixa e bancos
7.117
9.784
9.804
39.880
12.356
104.586
Aplicações moeda nacional
2.261.028
1.686.796
1.069.095
2.361.210
1.749.387
1.129.547
Aplicações moeda estrangeira
671
698
1.000
130.015
79.909
61.044
2.268.816
1.697.278
1.079.899
2.531.105
1.841.652
1.295.177
As aplicações financeiras em moeda nacional, correspondentes a Certificados de Depósitos Bancários ­
CDBs, são indexados pela variação do Certificado de Depósito Interfinanceiro ­ CDI, com taxa média anual
de remuneração de 10,00% (8,68% em 31 de dezembro de 2009), e as aplicações em moeda estrangeira
correspondem a operações de Time Deposit firmados em dólar, com prazo de vencimento de até 90 dias e taxa
média de remuneração anual de 0,05% (0,03% em 31 de dezembro de 2009).

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Notas Explicativas





As aplicações financeiras em CDB podem ser resgatadas imediatamente sem penalidade de juros, possuindo
liquidez diária.
6
TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

São representados por Letras Financeiras do Tesouro Nacional (LFT) cuja remuneração é indexada à variação
da SELIC. Em 31 de dezembro de 2010 o saldo desses títulos é de R$ 198.222 (R$ 209.874 em 31 de
dezembro de 2009 e R$ 407.521 em 01 de janeiro de 2009), os quais a Administração classificou como ativos
financeiros disponíveis para venda. Seus vencimentos originais são entre dezembro de 2010 e de 2013.
Entretanto esses títulos possuem um mercado ativo cujo valor justo é basicamente o valor do principal
acrescido dos juros originalmente estabelecidos nesses títulos.
7
CONTAS A RECEBER DE CLIENTES
Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Clientes
. Nacionais
584.443
524.934
386.495
584.539
525.000
386.533
. Estrangeiros
13.045
9.775
16.368
200.186
163.665
282.610
Total de clientes
597.488
534.709
402.863
784.725
688.665
669.143
PCLD
(30.689)
(27.283)
(17.869)
(30.764)
(27.537)
(18.231)
566.799
507.426
384.994
753.961
661.128
650.912
Vencidos
55.987
52.939
42.118
80.823
52.939
42.118
% s/ Total da Carteira
9,37%
9,90%
10,45%
10,30%
7,69%
6,29%
04 a 10 dias
4.211
6.812
5.287
4.211
6.812
5.287
11 a 30 dias
8.992
9.240
10.425
19.596
9.240
10.425
31 a 60 dias
4.321
5.427
6.761
6.289
5.427
6.761
61 a 90 dias
5.368
3.874
3.171
14.642
3.874
3.171
+ de 90 dias
33.095
27.586
16.474
36.086
27.586
16.474
A Vencer
541.501
481.770
360.745
703.902
635.726
627.025
Total da Carteira
597.488
534.709
402.863
784.725
688.665
669.143

O prazo médio de recebimento de contas a receber de clientes corresponde a aproximadamente 60 dias para as
vendas realizadas no mercado interno e aproximadamente 120 dias para vendas realizadas no mercado
externo, havendo cobrança de juros após o vencimento do prazo definido na negociação.

Conforme mencionado na nota explicativa 24, a Companhia possui normas para o monitoramento de créditos
e duplicatas vencidas e de risco de não recebimentos dos valores decorrentes de operações de venda. A
provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída com base na análise das contas a receber de
clientes em aberto e é considerada suficiente para cobrir eventuais perdas sobre os valores a receber em
aberto. A movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa está demonstrada abaixo:
Controladora
Consolidado
Saldo em 01 de janeiro de 2009
(17.869)
(18.231)
Provisões do exercício
(9.707)
(9.707)
Reversões de créditos
293
401
Saldo em 31 de dezembro de 2009
(27.283)
(27.537)
Provisões do exercício
(5.141)
(5.141)
Reversões de créditos
1.735
1.914
Saldo em 31 de dezembro de 2010
(30.689)
(30.764)
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Notas Explicativas




O saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa corresponde substancialmente de duplicatas
vencidas a mais de 90 dias. A despesa com a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa é
registrada na demonstração do resultado, sob a rubrica de "Despesas / receitas operacionais ­ com vendas".
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8
PARTES RELACIONADAS
a) Saldos e transações com partes relacionadas
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31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Monteiro
Klabin
Aranha
Irmãos
S.A.
& Cia.
BNDES
Outras
Total
Total
Total
(i)
(i), (ii)e(iv)
(iii)
(vii)
Acionista
Acionista
Acionista
Tipo Relação
Saldos
Ativo circulante
13.242
13.242
15.963
18.790
Ativo não circulante
1.220
1.220
1.727
2.125
Passivo circulante
359
1.752
326.742
328.853
311.900
189.666
Passivo não circulante
1.364.978
1.364.978
1.533.922
1.786.682
Transações
Despesa de juros s/ financiamento
137.378
137.378
151.249
Comissão de aval - despesa
30.620
30.620
35.890
Despesa de royalties
4.359
21.273
3.420
29.052
23.704
Outras receitas
-
125
(i)
Licenciamento de uso de marca;
(ii)
Despesa antecipada sobre comissão de aval, calculado sobre o saldo de financiamentos do BNDES de 1% ao semestre;
(iii)
Captação de financiamentos nas condições usuais de mercado;
(iv)
Outras
Consolidado
b) Remuneração e benefícios da Administração
A remuneração da Administração deve ser fixada pelos acionistas em Assembléia Geral Ordinária - AGO, de
acordo com a legislação societária brasileira e o estatuto social da Companhia. Desta forma, foi deliberado na
AGO realizada em 16 de abril de 2010 o montante global da remuneração anual do Conselho de
Administração e da diretoria fixada em até R$ 23,7 milhões para o exercício de 2010. A remuneração
aprovada para o exercício de 2009 correspondia a R$ 22 milhões.
O quadro abaixo demonstra a remuneração do conselho de administração e da diretoria no período:
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009 (*)
Conselho de
Administração/ diretoria
23.563
17.176
459
122
24.022
17.298
(*) Contempla ajuste de provisão sobre remuneração variável efetuada em 2008
Controladora e consolidado
Curto prazo
Longo prazo
Total dos benefícios
A remuneração da Administração contempla os honorários dos respectivos conselheiros, honorários e
remunerações variáveis dos diretores. Os benefícios de longo prazo referem-se às contribuições feitas pela
Companhia no plano de previdência. Referidos montantes estão registrados substancialmente na rubrica
"Despesas / receitas operacionais - administrativas".

A Companhia não possui remuneração sob a forma de pagamento baseado em ações.
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Notas Explicativas




9
ESTOQUES
Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Produtos acabados
104.425
154.962
158.045
137.900
185.043
172.009
Matérias-primas
120.304
104.354
111.604
129.450
111.133
123.903
Madeiras e toras
81.731
50.752
56.696
69.874
79.989
97.319
Combustíveis e lubrificantes
6.823
5.269
6.054
6.823
5.269
6.054
Material de manutenção
105.556
85.411
76.837
106.864
86.167
77.659
Provisão para perdas
(2.923)
(3.422)
(5.236)
(2.923)
(3.422)
(5.236)
Outros
11.315
5.764
6.983
12.140
6.436
7.182
427.231
403.090
410.983
460.128
470.615
478.890

Os estoques em matérias primas incluem bobinas de papel transferidas das unidades produtivas de papel para
as unidades de conversão.

A despesa com a constituição da provisão para perdas com estoques é registrada na demonstração do
resultado, sob a rubrica de "Custo dos produtos vendidos". Durante os exercícios findos em 31 de dezembro
de 2010 e 2009, o efeito líquido dos efeitos da provisão para perda com estoques foi de um estorno de R$ 499
e R$ 1.238 de provisão, respectivamente.

A Companhia não possui estoques dados em garantia.
10
TRIBUTOS A RECUPERAR
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Ativo
Ativo não
Ativo
Ativo não
Ativo
Ativo não
Circulante
Circulante
Circulante
Circulante
Circulante
Circulante
ICMS
57.726
63.480
64.679
84.115
53.126
139.677
PIS
7.654
9.599
21.938
12.339
21.919
12.152
COFINS
34.707
53.949
101.682
65.968
104.872
51.891
Imposto de renda
e contribuição social
17.149
-
93.439
-
131.285
-
Outros
8.738
4.593
9.011
2.251
10.911
2.794
Controladora
125.974
131.621
290.749
164.673
322.113
206.514
Controladas
5.128
-
3.519
-
4.856
-
Consolidado
131.102
131.621
294.268
164.673
326.969
206.514

Em virtude do plano de expansão (Projeto MA1100, realizado nos últimos anos), a Companhia durante aquele
período de investimentos reteve os impostos e contribuições decorrentes das aquisições para o ativo
imobilizado permitidos pela legislação vigente para compensação futura.

A Companhia, com base em análises e projeção orçamentária aprovada pela Administração não prevê riscos
de não realização desses créditos tributários.

O PIS/COFINS e o ICMS mantidos no curto prazo estão previstos para serem compensados com esses
mesmos tributos a recolher nos próximos 12 meses, conforme previsão da administração.
11
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

a) Natureza e expectativa de realização dos impostos diferidos
Em 31 de dezembro de 2010, 31 de dezembro de 2009 e 01 de janeiro de 2009, os efeitos dos impostos
diferidos ativos e passivos são:
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Notas Explicativas




Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Provisões fiscais, prev, trabalhistas e cíveis
34.730
47.167
37.546
34.730
47.167
37.546
Juros adesão REFIS (nota explicativa 17)
39.134
33.131
-
39.134
33.131
-
Baixa de ativo diferido (adoção do RTT)
22.436
26.197
30.167
22.436
26.197
30.167
Prejuízos fiscais e bases negativas
-
20.270
213.717
90
20.369
215.947
Outras diferenças temporárias
21.868
22.669
30.402
21.869
22.669
30.402
Ativo não circulante
118.168
149.434
311.832
118.259
149.533
314.062
Variação cambial diferida (*)
53.549
11.450
-
53.549
11.450
-
Valor justo dos ativos biológicos
341.394
335.798
382.620
628.904
581.179
665.725
Reavaliação vida útil imobilizado (adoção RTT)
64.095
-
-
64.095
-
-
Custo atribuído ao ativo imobilizado
263.954
263.954
263.954
565.742
575.329
575.329
Reserva de reavaliação de ativos
26.481
26.847
27.544
26.481
26.847
27.544
Outras diferenças temporárias
13.604
418
2.292
15.123
2.241
2.292
Passivo não circulante
763.077
638.467
676.410
1.353.894
1.197.046
1.270.890
Saldo líquido no balanço (passivo)
644.909
489.033
364.578
1.235.635
1.047.513
956.828
(*) A Administração optou pelo critério de reconhecimento fiscal das variações cambiais de seus direitos e obrigações com base no regime de caixa, gerando diferenças temporárias de
variação cambial, as quais serão tributadas em função das liquidação dos créditos e obrigações denominadas em moeda estrangeira.
A Companhia aderiu ao Regime Tributário de Transição (RTT) instruído pela Lei 11.941/09 para tratamento
fiscal de imposto de renda e contribuição social dos efeitos dos pronunciamentos contábeis (CPCs), incluindo
aqueles adotados no exercício de 2008 (CPC 01 a CPC 14) e os novos pronunciamentos a partir de 01 de
janeiro de 2009, descritos na nota explicativa 4.

A Administração, com base em orçamento, plano de negócios e projeção orçamentária aprovados pelo
Conselho de Administração, estima que os créditos fiscais provenientes das diferenças temporárias, prejuízos
fiscais, e base negativa da contribuição social sejam realizados conforme demonstrado a seguir:
Controladora
Consolidado
2011
49.874
49.874
2012
23.566
23.566
2013
32.948
32.948
2014 em diante
11.780
11.871
118.168
118.259
31/12/2010

A projeção de realização do saldo está sujeita a não se concretizar caso as estimativas e incertezas utilizadas
em sua elaboração na preparação das referidas demonstrações financeiras sejam divergentes quando da sua
efetiva realização.

As informações da Companhia acerca dos tributos em discussão judicial estão demonstradas na nota
explicativa 17.

b) Conciliação da despesa de imposto no resultado

A conciliação da despesa de imposto de renda e contribuição social corrente e diferida nos resultados dos
exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 encontram-se resumidas a seguir:
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Notas Explicativas




31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Despesa de imposto corrente
(51.296)
(217.596)
(97.248)
(227.562)
Ajuste do exercício anterior
(3.297)
(16.644)
(3.297)
(16.644)
Corrente
(54.593)
(234.240)
(100.545)
(244.206)
Constituição e reversão de diferenças temporárias
(87.358)
(171.277)
(87.053)
(173.100)
Reavaliação vida útil imobilizado
(64.095)
-
(64.095)
-
Variação de valor justo e exaustão de ativos biológicos
(nota explicativa 14)
(5.595)
46.821
(47.724)
84.546
Reversão de custo atribuído ao ativo imobilizado
-
-
9.586
-
Diferido
(157.048)
(124.456)
(189.286)
(88.554)
Controladora
Consolidado

c) Conciliação do imposto de renda e da contribuição social com o resultado da aplicação direta da
alíquota dos respectivos tributos sobre o resultado societário
Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Resultado antes do imposto de renda
e da contribuição social
771.417
527.482
871.983
504.501
Imposto de renda e contribuição social
à alíquota de 34%
(262.282)
(179.344)
(296.474)
(171.530)
Efeito tributário sobre diferenças permanentes:
Resultado de equivalência patrimonial
49.874
20.341
-
-
Provisão de adesão REFIS (nota explicativa 17)
-
(234.240)
-
(234.240)
Ganho de indenização por desapropriação de terras
19.752
19.752
Outros efeitos
767
14.795
(15.084)
10.156
Diferença de tributação,empresas controladas
-
-
21.727
43.102
(211.641)
(358.696)
(289.831)
(332.760)
Imposto de renda e contribuição social
. Corrente
(54.593)
(234.240)
(100.545)
(244.206)
. Diferido
(157.048)
(124.456)
(189.286)
(88.554)
Despesa de imposto de renda e contribuição
social no resultado
(211.641)
(358.696)
(289.831)
(332.760)
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Notas Explicativas





12
INVESTIMENTOS EM EMPRESAS CONTROLADAS

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Notas Explicativas




13
IMOBILIZADO
a) Composição do imobilizado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Depreciação
Controladora
Custo
Acumulada
Líquido
Líquido
Líquido
Terrenos
970.496
-
970.496
970.465
954.714
Edifícios e construções
689.929
(259.533)
430.396
446.791
443.857
Máquinas, equipamentos
-
-
e instalações
4.876.071
(2.698.003)
2.178.068
2.259.288
2.498.801
Obras e instalações
-
-
em andamento
178.051
-
178.051
103.823
141.870
Outros (*)
342.097
(166.760)
175.337
124.963
134.918
7.056.644
(3.124.296)
3.932.348
3.905.330
4.174.160
Consolidado
Terrenos
2.030.194
-
2.030.194
2.051.548
2.049.769
Edifícios e construções
697.943
(261.902)
436.041
453.069
452.939
Máquinas, equipamentos
-
-
e instalações
4.895.304
(2.711.311)
2.183.993
2.265.898
2.509.359
Obras e instalações
-
-
em andamento
178.052
-
178.052
103.913
141.911
Outros (*)
343.788
(168.045)
175.743
122.464
132.499
8.145.281
(3.141.258)
5.004.023
4.996.892
5.286.477
(*) Saldo correspondente a classes de imobilizado como veículos, móveis e utensílios e equipamentos de informática.

As informações dos ativos imobilizados dados em garantia de operações firmadas pela Companhia se
encontram na nota explicativa 15, assim como a informação acerca da cobertura de seguros dos bens
patrimoniais se encontram na nota explicativa 25.

b) Movimentação sumária do imobilizado
Terrenos
Edifícios e
construções
Máquinas,
equipamentos e
instalações
Obras e
instalações em
andamento
Outros
Total
Saldo 01 de janeiro de 2009
954.714
443.857
2.498.801
141.870
134.918
4.174.160
Adições
-
9.767
-
107.189
37.526
154.482
Baixas
(3.612)
(325)
(802)
(2.706)
(2.198)
(9.643)
Depreciação
-
(26.677)
(368.933)
-
(17.983)
(413.593)
Transferências Internas
4.336
26.398
139.998
(139.683)
(31.049)
-
Outros
15.027
(6.229)
(9.776)
(2.847)
3.749
(76)
Saldo 31 de dezembro de 2009
970.465
446.791
2.259.288
103.823
124.963
3.905.330
Adições
-
1.094
3
183.852
73.782
258.731
Baixas
-
(93)
(2.446)
-
(181)
(2.720)
Depreciação
-
(19.345)
(183.807)
-
(16.091)
(219.243)
Transferências Internas
31
1.937
106.713
(105.112)
(3.569)
-
Outros
-
12
(1.683)
(4.512)
(3.567)
(9.750)
Saldo 31 de dezembro de 2010
970.496
430.396
2.178.068
178.051
175.337
3.932.348
Controladora
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Notas Explicativas




Terrenos
Edifícios e
construções
Máquinas,
equipamentos e
instalações
Obras e
instalações em
andamento
Outros
Total
Saldo 01 de janeiro de 2009
2.049.769
452.939
2.509.359
141.911
132.499
5.286.477
Adições
2.712
9.858
372
107.189
37.215
157.346
Baixas
(3.805)
(326)
(802)
(2.706)
(2.011)
(9.650)
Depreciação
-
(26.844)
(369.895)
-
(18.299)
(415.038)
Transferências Internas
4.336
26.386
139.907
(139.683)
(30.946)
-
Outros
(1.455)
(8.944)
(13.043)
(2.798)
3.997
(22.243)
Saldo 31 de dezembro de 2009
2.051.557
453.069
2.265.898
103.913
122.455
4.996.892
Adições
6.929
1.103
793
183.852
73.812
266.489
Baixas
-
(93)
(2.478)
-
(181)
(2.752)
Depreciação
-
(19.536)
(184.736)
-
(16.278)
(220.550)
Reversão de custo atribuido ao ativo
imobilizado
(28.197)
-
-
-
-
(28.197)
Transferências Internas
(37)
1.937
106.713
(105.112)
(3.501)
-
Outros
(58)
(439)
(2.197)
(4.601)
(564)
(7.859)
Saldo 31 de dezembro de 2010
2.030.194
436.041
2.183.993
178.052
175.743
5.004.023
Consolidado

A depreciação do período foi substancialmente apropriada ao custo de produção do período.

c) Método de depreciação

A Companhia efetuou a revisão da taxa de depreciação de seu ativo imobilizado ao final do exercício de 2009
e alterou a estimativa de vida útil individual dos ativos incluídos nos grupos de edifícios e construções,
máquinas, equipamentos, instalações e benfeitorias para o exercício de 2010. A avaliação da vida útil dos
ativos foi efetuada com auxílio de empresa terceirizada especializada no assunto.

O quadro abaixo demonstra as taxas anuais de depreciação pelo método linear que foram aplicáveis ao
exercício de 2009, bem como as taxas anuais de depreciação revisadas para a depreciação a partir de 01 de
janeiro de 2010, definida com base na vida útil econômica dos ativos:

Taxa 2009 - %
Taxa reavaliada 2010 - %
Edifícios e construções
4
2,86 a 3,33
Máquinas, equipamentos e instalações
5 a 20 (*)
2,86 a 10 (*)
Outros
4 a 20
4 a 20
(*) Taxa predominante de 10% em 2009 e 6% em 2010.

A alteração nas taxas do calculo da depreciação deve ser tratada como uma mudança de estimativa com seus
efeitos reconhecidos de forma prospectiva, não havendo a necessidade de retroagir os efeitos da depreciação
com as taxas revisadas.
A Administração estima que caso as taxas de depreciação revisadas estivessem vigentes durante o exercício
de 2009, seu efeito seria de uma redução na depreciação de aproximadamente R$ 180 milhões comparativa a
despesa de depreciação efetivamente registrada com a utilização das taxas aplicáveis naquele exercício.
Ao final do exercício de 2010, a Administração efetuou uma nova revisão da vida útil dos ativos imobilizados
da Companhia, porém, não foram apurados ajustes nas taxas utilizadas.
d) Obras e instalações em andamento

Em 31 de dezembro de 2010, o saldo de obras e instalações em andamento refere-se aos seguintes principais
projetos: (i) sistema de evaporação, estocagem e reforma do turbo gerador na unidade de Monte Alegre, (ii)
de atualização tecnológica nas unidades industriais do segmento de conversão, (iii) caldeira biomassa e
reforma do turbo gerador na unidade de Otacílio Costa (iv) de investimentos correntes nas operações
contínuas da Companhia.
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Notas Explicativas





e) Adoção do custo atribuído (deemed cost)

Conforme faculdade estabelecida pelo ICPC 10/CPC 27 (IAS 16), a Companhia optou durante a adoção
inicial dos novos pronunciamentos contábeis emitidos pelo CPC em convergência ao IFRS, pela atribuição de
custo ao ativo imobilizado somente para a classe de terras florestais.

Os valores atribuídos foram determinados através de laudo de avaliação preparado por empresa especializada,
gerando um aditivo de R$ 776.335 ao custo de R$ 165.169 registrado no ativo imobilizado no balanço
controladora e um aditivo de R$ 1.692.144 ao custo de R$ 261.732 registrado no balanço consolidado. Sobre
o saldo constitui-se imposto de renda e contribuição social diferidos passivos.

A contrapartida do saldo é registrada no patrimônio líquido, no grupo de "Ajustes de avaliação patrimonial",
líquidos dos impostos incidentes.

f) Perdas pela não recuperabilidade de imobilizado (impairment)

A Companhia não identificou indicadores que pudessem reduzir o valor de realização de seus ativos em 31 de
dezembro de 2010 e de 2009, com base em suas análises do valor em uso pelos fluxos de caixa descontados
preparados de acordo com a projeção orçamentária aprovada pela Administração.
14
ATIVOS BIOLÓGICOS
Os ativos biológicos da Companhia compreendem o cultivo e plantio de florestas de pinus e eucalipto para
abastecimento de matéria-prima na produção de celulose utilizada no processo de produção de papel e
vendas de toras de madeira para terceiros. Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia possui 213 mil
hectares (214 mil hectares em 31 de dezembro de 2009) de florestas plantadas (informação não auditada
pelos auditores independentes), desconsiderando as áreas de preservação permanente e reserva legal que
devem ser mantidas para atendimento a legislação ambiental brasileira.

O saldo dos ativos biológicos da Companhia é composto pelo custo de formação das florestas e do diferencial
do valor justo sobre o custo de formação, para que o saldo de ativos biológicos como um todo seja registrado
a valor justo, menos os custos necessários para colocação dos ativos em condição de uso ou venda, da
seguinte forma:
Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Custo de formação dos
ativos biológicos
390.837
339.116
302.967
913.159
821.387
751.236
Valor justo dos ativos biológicos
1.004.101
987.641
1.125.353
1.849.720
1.669.782
1.916.218
Ativo não circulante
1.394.938
1.326.757
1.428.320
2.762.879
2.491.169
2.667.454

A avaliação dos ativos biológicos por seu valor justo considera certas estimativas, tais como: preço de
madeira, taxa de desconto, plano de colheita das florestas e volume de produtividade, as quais estão sujeitas a
incertezas, podendo gerar efeitos nos resultados futuros em decorrência de suas variações.

As informações acerca dos ativos dados em garantia de operações firmadas pela Companhia se encontram
descritos na nota explicativa 15, assim como as informações acerca do seguro dos ativos biológicos e riscos
financeiros das operações florestais se encontram descritos na nota explicativa 25.






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Notas Explicativas





a) Premissas para o reconhecimento do valor justo dos ativos biológicos
Com base no CPC 29 (IAS 41) - Ativo Biológico e Produto Agrícola, a Companhia reconhece seus ativos
biológicos a valor justo seguindo as seguintes premissas em sua apuração:

(i) Serão mantidas a custo histórico as florestas de eucalipto até o terceiro ano de plantio e florestas de pinus
até o quinto ano de plantio, em decorrência do entendimento da Administração de que durante esse período,
o custo histórico dos ativos biológicos se aproxima de seu valor justo;

(ii) As florestas após o terceiro e quinto ano de plantio, de eucalipto e pinus respectivamente, são valorizadas
por seu valor justo, o qual reflete o preço de venda do ativo menos os custos necessários para colocação do
produto em condições de venda ou consumo;

(iii) A metodologia utilizada na mensuração do valor justo dos ativos biológicos corresponde a projeção dos
fluxos de caixa futuros de acordo com o ciclo de produtividade projetado das florestas, levando-se em
consideração as variações de preço e crescimento dos ativos biológicos;

(iv) A taxa de desconto utilizada nos fluxos de caixa corresponde ao WACC da Companhia, o qual é
revisado periodicamente pela Administração;

(v) Os volumes de produtividade projetados das florestas são definidos com base em uma estratificação em
função de cada espécie, material genético, regime de manejo florestal, potencial produtivo, rotação e idade
das florestas. O conjunto dessas características compõe um índice denominado IMA (Incremento Médio
Anual), expresso em metros cúbicos por hectare/ano utilizado como base na projeção de produtividade. O
plano de corte das culturas mantidas pela Companhia é variável entre 6 e 7 anos para eucalipto e entre 14 e
15 anos para pinus;

(vi) Os preços dos ativos biológicos, denominados em R$/metro cúbico são obtidos através de pesquisas de
preço de mercado, divulgados por empresas especializadas, além dos preços praticados pela Companhia em
vendas para terceiros. Os preços obtidos são ajustados deduzindo-se os custos de capital referente a terras,
em decorrência de tratarem-se de ativos contribuintes para o plantio das florestas e demais custos necessários
para colocação dos ativos em condição de venda ou consumo;

(vii) Os gastos com plantio referem-se aos custos de formação dos ativos biológicos;

(viii) A apuração da exaustão dos ativos biológicos é realizada com base no valor justo dos ativos biológicos
colhidos no período;

(ix) A Companhia definiu por efetuar a reavaliação do valor justo de seus ativos biológicos trimestralmente,
sob o entendimento de que este intervalo é suficiente para que não tenha defasagem do saldo de valor justo
dos ativos biológicos registrado em suas demonstrações financeiras.











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Notas Explicativas





b) Reconciliação das variações de valor justo

As movimentações dos períodos são demonstradas abaixo:
Controladora
Consolidado
Saldo em 01 de janeiro de 2009
1.428.320
2.667.454
Plantio
46.833
91.929
Exaustão
(149.390)
(332.791)
Variação de valor justo por:
. Preço
(100.327)
(152.336)
. Crescimento
101.321
216.913
Saldo em 31 de dezembro de 2009
1.326.757
2.491.169
Plantio
65.084
119.108
Transferências
3.134
41.077
Exaustão
(220.647)
(337.100)
Variação de valor justo por:
. Preço
45.499
75.455
. Crescimento
175.111
373.170
Saldo em 31 de dezembro de 2010
1.394.938
2.762.879


A exaustão dos ativos biológicos dos períodos foi substancialmente apropriada ao custo de produção, após
alocação nos estoques mediante colheita das florestas e utilização no processo produtivo ou venda para
terceiros.

Durante o exercício de 2009, dentre os fatores que levaram a uma redução no saldo dos ativos biológicos,
destaca-se a queda no preço de eucalipto e pinus no mercado equivalente a 7%, além de uma redução de 5%
de áreas plantadas.

Com a retomada da atividade econômica no exercício de 2010, os volumes totais de madeira que incluem a
transferência para as fábricas de papel e venda para terceiros, cresceram 25% em relação ao ano anterior e os
preços médios apresentaram recuperação gerando um efeito positivo na avaliação do valor justo das florestas.

Adicionalmente, houve um aumento no volume de florestas que passaram a ser reconhecidas pelo valor justo
de acordo com as premissas definidas pela Companhia, a qual determina a avaliação a valor justo das florestas
de eucalipto e pinus, a partir do terceiro ano e do quinto ano, respectivamente.














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Notas Explicativas




15
EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS

a)
Composição dos empréstimos e financiamentos
Juros
anuais %
31/12/2010
Não
Na Controladora:
Circulante
Circulante
Total
Em moeda nacional
. BNDES - Projeto MA1100
TJLP + 2,0 e cesta(*) + 1,5
254.711
1.069.519
1.324.230
. BNDES - Outros
TJLP + 0,0 a 4,5
72.031
295.459
367.490
. Crédito exportação
96,6 a 97,0 do CDI
150.452
-
150.452
. Capital de giro
CDI + 0,6
17.432
83.333
100.765
. Outros
1,0 a 8,7
1.140
57.656
58.796
495.766
1.505.967
2.001.733
Em moeda estrangeira (**)
. Ativo imobilizado
USD + 6,5
3.933
37.474
41.407
. Pré pagamentos exportação
USD + 1,1 a 5,9
256.850
1.990.554
2.247.404
. Notas de crédito à exportação
USD + 7,5 a 8,1
48.666
480.981
529.647
309.449
2.509.009
2.818.458
805.215
4.014.976
4.820.191
Nas Controladas:
Cambiais descontadas
USD + 1,0 a 1,5
26.278
-
26.278
Outros
7,2
10.628
-
10.628
Total Consolidado
842.121
4.014.976
4.857.097
Juros
anuais %
31/12/2009
Não
Na Controladora:
Circulante
Circulante
Total
Em moeda nacional
. BNDES - Projeto MA1100
TJLP + 2,0 e cesta (*) + 1,5
255.469
1.319.534
1.575.003
. BNDES - Outros
TJLP + 2,2 a 4,5
54.479
214.388
268.867
. Crédito exportação
96,6 a 97,0 do CDI
180.690
-
180.690
. Capital de giro
CDI + 0,6
597
100.000
100.597
. Outros
1,0 a 8,7
1.001
48.476
49.477
492.236
1.682.398
2.174.634
Em moeda estrangeira (**)
. Ativo imobilizado
USD + 6,5
1.654
22.169
23.823
. Pré pagamentos exportação
USD + 1,2 a 6,5
155.545
1.674.599
1.830.144
. Notas de crédito à exportação
USD + 7,5 a 8,1
34.038
535.588
569.626
191.237
2.232.356
2.423.593
683.473
3.914.754
4.598.227
Nas Controladas:
Cambiais descontadas
USD + 1,0 a 1,5
107.514
-
107.514
Outros
7,2
11.325
10.883
22.208
Total Consolidado
802.312
3.925.637
4.727.949
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Notas Explicativas




Juros
anuais %
1/1/2009
Não
Na Controladora:
Circulante
Circulante
Total
Em moeda nacional
. BNDES - Projeto MA1100
TJLP + 2,0
133.828
1.612.384
1.746.212
. BNDES - Outros
TJLP + 4,5
54.280
174.298
228.578
. Crédito exportação
96,0 a 103,0 do CDI
172.985
165.039
338.024
. Capital de giro
CDI + 0,5
34.210
100.000
134.210
. Outros
1,0 a 8,7
890
39.877
40.767
396.193
2.091.598
2.487.791
Em moeda estrangeira (**)
. Ativo imobilizado
USD + 6,8
2.190
8.274
10.464
. Pré pagamentos exportação
USD + 2,2 a 6,6
45.829
2.097.587
2.143.416
. Notas de crédito à exportação
USD + 7,3 a 8,1
19.561
744.964
764.525
67.580
2.850.825
2.918.405
463.773
4.942.423
5.406.196
Nas Controladas:
Cambiais descontadas
USD + 1,0 a 1,5
17.832
-
17.832
Outros
7,2
15.489
29.214
44.703
Total Consolidado
497.094
4.971.637
5.468.731
(*)
Cesta composta substancialmente por dólares norte-americanos
(**)
Em dólares norte-americanos
BNDES
A Companhia possui contratos com o BNDES que teve por finalidade o financiamento de projetos de
desenvolvimento industrial, como o MA 1100, com liquidação prevista até janeiro de 2017. A amortização do
mesmo está sendo realizada mensalmente com os respectivos juros.

Pré-pagamentos exportação e notas de crédito à exportação

As operações de pré pagamentos e notas de crédito a exportação foram captadas em bancos de grande porte,
com a finalidade de administração do capital de giro e desenvolvimento das operações da Companhia. A
liquidação dos contratos está prevista até julho de 2019.

Cambiais descontadas

Referem-se a títulos de exportações já realizadas, com seguro contratado, descontados com instituições
financeiras, a serem liquidadas, mediante realização das contas a receber vinculado ao desconto.

b) Cronograma dos vencimentos não circulantes

O vencimento dos financiamentos da Companhia em 31 de dezembro de 2010, classificados no passivo não
circulante, é demonstrado da seguinte forma:
2020
Ano
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
em diante
Total
Valor
788.609
845.309
715.481
684.322
309.842
167.308
208.996
204.225
90.884
4.014.976


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Notas Explicativas





c) Movimentação sumária dos financiamentos
Controladora
Consolidado
Saldo em 01 de janeiro de 2009
5.406.196
5.468.731
Captações
403.764
493.446
Provisão de Juros
289.319
291.462
Variação cambial
(790.035)
(799.359)
Amortizações e pagamento de juros
(711.017)
(726.331)
Saldo em 31 de dezembro de 2009
4.598.227
4.727.949
Captações
1.016.656
1.042.934
Provisão de Juros
251.240
252.410
Variação cambial e monetária
(143.467)
(143.958)
Amortizações e pagamento de juros
(902.465)
(1.022.238)
Saldo em 31 de dezembro de 2010
4.820.191
4.857.097

d) Garantias
Os financiamentos junto ao BNDES são garantidos por terrenos, edifícios, benfeitorias, máquinas,
equipamentos e instalações das fábricas de Correia Pinto ­ SC e Monte Alegre ­ PR, com valor contábil
líquido de depreciação equivalente a R$ 2.091.353 em 31 de dezembro de 2010, objeto dos respectivos
financiamentos, além de depósitos em garantia, bem como por avais dos acionistas controladores.

Os empréstimos de crédito de exportação, pré pagamentos de exportações e capital de giro não possuem
garantias reais.

e) Cláusulas restritivas de contratos

A Companhia e suas controladas não possuem quaisquer contratos de financiamentos mantidos na data das
referidas demonstrações financeiras, que possuam cláusulas restritivas que estabeleçam obrigações quanto à
manutenção de índices financeiros sobre as operações contratadas ou torne automaticamente exigível o
pagamento da dívida.

f) Limites de crédito

Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia possui junto ao BNDES um limite operacional não utilizado de R$
724 milhões (R$ 512 milhões em 31 de dezembro de 2009) para utilização, mediante apresentação de projeto
de investimento para utilização do capital.
16
FORNECEDORES
O saldo de fornecedores em aberto pela Companhia, é disposto da seguinte forma:
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Moeda nacional
246.110
178.290
186.374
247.928
178.858
189.940
Moeda estrangeira
19.027
7.130
21.773
21.911
10.838
25.606
265.137
185.420
208.147
269.839
189.696
215.546
Consolidado

A Companhia trabalha com prazo médio de pagamento junto a seus fornecedores de aproximadamente 45
dias.

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17
PROVISÕES FISCAIS, PREVIDENCIÁRIAS, TRABALHISTAS E CÍVEIS

a) Riscos provisionados

Com base na análise individual dos processos impetrados contra a Companhia e suas controladas e suportadas
por opinião de seus consultores jurídicos, foram constituídas provisões no passivo não circulante, para riscos
com perdas consideradas prováveis, demonstradas a seguir:
31/12/2010
Depósitos
Depósitos
Montante
Judiciais
Passivo
Judiciais
Na controladora:
Provisionado
Vinculados
Líquido
sem vínculo
Tributárias:
. PIS/COFINS
(13.466)
13.466
-
22.676
. CPMF
(8.646)
8.646
-
-
. IR/CS
(16.357)
9.480
(6.877)
-
. OUTRAS
(1.508)
1.508
-
19.025
(39.977)
33.100
(6.877)
41.701
Trabalhistas
(55.996)
14.587
(41.409)
-
Cíveis
(6.174)
-
(6.174)
-
(102.147)
47.687
(54.460)
41.701
Nas controladas:
Outras
-
-
-
1.310
Consolidado
(102.147)
47.687
(54.460)
43.011
31/12/2009
Depósitos
Depósitos
Montante
Judiciais
Passivo
Judiciais
Na controladora:
Provisionado
Vinculados
Líquido
sem vínculo
Tributárias:
. PIS/COFINS
(12.695)
12.695
-
21.138
. CPMF
(8.646)
8.646
-
-
. IR/CS
(16.356)
9.528
(6.828)
-
. OUTRAS
(1.929)
1.929
-
14.881
(39.626)
32.798
(6.828)
36.019
Trabalhistas
(90.078)
11.895
(78.183)
-
Cíveis
(9.021)
-
(9.021)
-
(138.725)
44.693
(94.032)
36.019
Nas controladas:
Outras
-
-
-
1.220
Consolidado
(138.725)
44.693
(94.032)
37.239





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1/1/2009
Depósitos
Depósitos
Montante
Judiciais
Passivo
Judiciais
Na controladora:
Provisionado
Vinculados
Líquido
sem vínculo
Tributárias:
. PIS/COFINS
(12.120)
12.120
-
68.021
. CPMF
(8.646)
8.646
-
-
. IR/CS
(12.674)
9.528
(3.146)
-
. OUTRAS
(12.554)
6.137
(6.417)
10.577
(45.994)
36.431
(9.563)
78.598
Trabalhistas
(58.104)
9.805
(48.299)
-
Cíveis
(6.331)
-
(6.331)
-
(110.429)
46.236
(64.193)
78.598
Nas controladas:
Outras
-
-
-
1.195
Consolidado
(110.429)
46.236
(64.193)
79.793

Em 31 de dezembro de 2010, os riscos provisionados da Companhia correspondem a processos de natureza
tributária principalmente de questionamentos acerca de tributação de PIS/COFINS sobre venda de ações e
imposto de renda e contribuição social sobre correções monetárias da Lei 8.200/91, processos de natureza
trabalhista, consistentes, em sua maioria, de ações ingressadas por ex-empregados das plantas da Companhia
e versam sobre pagamento de direitos trabalhistas (verbas rescisórias, horas extras, adicionais de
periculosidade e insalubridade), indenizações e responsabilidade subsidiária, além de ações de natureza cível,
concentrados, em sua maioria, de ações de indenização por danos materiais e/ou morais decorrentes de
acidentes.

b) Movimentação sumária do montante provisionado
Tributárias
Trabalhistas
Cíveis
Exposição Líquida
Saldo em 01 de janeiro de 2009
(9.365)
(48.497)
(6.331)
(64.193)
Novos processos/complementos
e atualizações monetárias
(1.545)
(*) (29.686)
(2.690)
(33.921)
(Provisões)/reversões
4.082
4.082
Saldo em 31 de dezembro de 2009
(6.828)
(78.183)
(9.021)
(94.032)
Novos processos/complementos
e atualizações monetárias
440
1.647
(312)
1.775
(Provisões)/reversões
(489)
35.127
3.159
37.797
Saldo em 31 de dezembro de 2010
(6.877)
(41.409)
(6.174)
(54.460)
(*) Decorrente substancialmente por atualização dos processos e acordo com representantes das empresas, ainda em fase de homologação.
Controladora e consolidado

Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, a principal variação no saldo de riscos fiscais,
previdenciários, cíveis e trabalhistas refere-se a reversão por perda de processo judicial trabalhista envolvendo
requerimento de direitos, com a constituição de contas a pagar sobre a referida causa, no montante de R$
28.107.





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Notas Explicativas





c) Provisões fiscais, previdenciárias, trabalhistas e cíveis não reconhecidas

A Companhia e suas controladas possuem outros processos tributários, trabalhistas e cíveis envolvendo riscos
de perda avaliados como "possíveis" que são aproximadamente: tributários R$ 455.310 (não considerando a
autuação do imposto de renda descrita a seguir); trabalhistas R$ 58.022; e cíveis R$ 29.305. Com base na
análise individual dos correspondentes processos judiciais e suportados por opinião de seus consultores
jurídicos, a Administração entende que estes processos, cujos prognósticos de perda são avaliados como
"possíveis", não necessitam provisionamento.

d) Processos ativos

Em 31 de dezembro de 2010 a Companhia figurava em processos judiciais envolvendo causas ativas, para as
quais não existem valores provisionados em suas demonstrações financeiras seguindo o princípio contábil da
prudência, sendo adotada a prática contábil de reconhecimento dos ativos somente após o trânsito em julgado
definitivo dos processos.

De acordo com a opinião de seus consultores jurídicos alguns processos são avaliados como "possíveis" e
"prováveis" de ganho de causa. Dentre os referidos processos, destaca-se o requerimento da Companhia
visando a correção monetária integral e juros sobre diferenças de correção nos empréstimos compulsórios
junto a Eletrobrás, requerimento ao crédito presumido de IPI sobre as aquisições de energia elétrica, óleo
combustível e gás natural utilizados no processo produtivo e compensação dos créditos de IPI pagos relativos
as exportações realizadas na vigência do programa de compensação tributária BEFIEX do Governo Federal.

e) Autuação de imposto de renda e contribuição social / Adesão ao REFIS

A Companhia sofreu um Auto de Infração em 27 de julho de 2007 de imposto de renda e contribuição social
relacionado aos desinvestimentos realizados pela Companhia no exercício de 2003. Esse Auto de Infração,
incluindo principal, multa e juros, a valores atualizados em 31 de dezembro de 2009 representaria
aproximadamente R$ 1.069 milhões, o qual não estava registrado como provisão para riscos fiscais em função
dos prognósticos de perda considerados anteriormente.

Dentro do prazo legal, facultado pela lei 11.941/09, a Companhia efetuou a adesão ao Programa de
Parcelamento Fiscal (REFIS) e, conforme Fato Relevante divulgado em 18 de fevereiro de 2010 incluiu parte
do Auto de Infração acima citado. O valor incluído no programa REFIS, em 31 de dezembro de 2009, era de
aproximadamente R$ 862 milhões que, após a aplicação das regras do referido programa, foi reduzido para
aproximadamente R$ 332 milhões, que foi provisionado nas demonstrações financeiras do exercício findo em
31 de dezembro de 2009, e que em 31 de dezembro de 2010, com a devida atualização monetária reconhecida
no resultado, representa R$ 349 milhões.

f) Compromissos

A Companhia e suas controladas não possuem na data das demonstrações financeiras compromissos futuros
relevantes firmados que não foram divulgados nas demonstrações financeiras.









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Notas Explicativas




18
PATRIMÔNIO LÍQUIDO

a) Capital
O capital social da Klabin S.A., subscrito e integralizado, dividido em 917.683.296 ações, sem valor nominal,
correspondente a R$ 1.500.000 em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 é assim distribuído:
31/12/2010
31/12/2009
Acionistas
Ações
ordinárias
Ações
preferenciais
Ações
ordinárias
Ações
preferenciais
BNDESPAR
- 108.421.640
- 185.859.840
The Bank of New York
Departament
- 58.217.715
- 57.218.235
Monteiro Aranha S/A
63.458.605
27.832.549
63.458.605
29.788.770
Klabin Irmãos & Cia
163.797.753
- 163.797.753
-
Niblak Participações S/A
24.699.654
- 24.699.654
-
Outros
64.871.551
379.187.029
64.871.551
311.080.988
Ações em tesouraria
- 27.196.800
- 16.907.900
316.827.563
600.855.733
316.827.563
600.855.733
As ações preferenciais, sem direto a voto, têm prioridade no reembolso, em caso de liquidação da Companhia,
e recebem dividendos 10% superiores àqueles atribuídos às ações ordinárias.

Conforme Comunicados ao Mercado emitidos pela Companhia nos dias 13 de setembro e 3 de dezembro de
2010, durante o exercício de 2010, o BNDESPAR colocou a venda no mercado um montante de 77.438.200
ações preferenciais, reduzindo sua participação nas ações da Companhia de 31% em 31 de dezembro de 2009
para 18% em 31 de dezembro de 2010.

b) Ações em tesouraria

Em Reunião Extraordinária do Conselho de Administração realizada em 13 de outubro de 2010, foi aprovado
o plano de recompra pelo prazo de 365 dias de até 45.278.818 ações preferenciais (correspondente a 10% das
ações desta classe em circulação no mercado na data em questão) de sua própria emissão, para permanência
em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, sem redução do capital social.

Com base no plano de recompra de ações supra citado, durante os meses de outubro e novembro de 2010, a
Companhia efetuou a recompra de 10.288.900 ações preferenciais de sua própria emissão, com preço médio
de R$ 4,72 por ação e valor total de recompra equivalente a R$ 48.543, elevando de 16.907.900 para
27.196.800 ações preferenciais o número de ações mantidas em tesouraria para posterior alienação ou
cancelamento. Essas ações mantidas em tesouraria tiveram o objetivo de aplicar disponibilidades existentes. O
preço dessa classe de ações (PN) em 31 de dezembro de 2010 em negociação na Bolsa de Valores de São
Paulo foi de R$ 5,85 por ação.

c) Reservas

Reserva de capital

Reserva de capital constituída com base no disposto da Lei 8.200/91 referente aos efeitos da variação da
correção monetária do capital, enquanto não capitalizados, podendo ser utilizada para recompra de ações e
incorporação ao capital social.

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Notas Explicativas





Reserva de lucros

(i) Reserva legal
De acordo com a legislação societária brasileira, a Companhia deve destinar 5% do lucro líquido do exercício
auferido, que não exceda 20% do capital social, para constituição da reserva legal; ou poderá, a critério da
Companhia, constituir até o limite de 30% do capital social. A reserva legal tem por fim assegurar a
integridade do capital social da Companhia e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou
aumentar o capital, caso seja determinado pela Assembléia de acionistas.

(ii) Reserva estatutária
Constituída por parcela variável do lucro líquido ajustado na forma da lei e entre 5% a 75% do lucro líquido
conforme estatuto da Companhia com a finalidade de assegurar recursos para investimentos em bens do ativo
imobilizado e reforço de capital de giro.

(iii) Reserva de lucros a realizar

Em decorrência dos efeitos do reconhecimento a valor justo dos ativos biológicos a Companhia optou por
constituir uma reserva de lucros a realizar, a qual é utilizada na absorção do saldo da avaliação dos ativos
biológicos da Companhia por seu valor justo (vide nota explicativa 14) apurado no resultado, mas que ainda
não foram realizados economicamente e financeiramente. Após a realização efetiva do ativo biológico, a qual
é concebida com a exaustão dos ativos, a parcela do valor justo do ativo exaurido é transferida da reserva de
lucros a realizar para as destinações legais do resultado auferido. O saldo é deduzido do imposto de renda e da
contribuição social aplicável.

(iv) Reserva de dividendos propostos

Constituída com base na proposta da Administração de distribuição de dividendos da parcela excedente ao
dividendo mínimo obrigatório, a ser realizada mediante aprovação em Assembléia Geral Ordinária quanto a
sua distribuição.
Reservas de reavaliação

Com base nas disposições da Deliberação CVM 27/86, o saldo refere-se à reavaliação de ativos imobilizados
procedida em 1988, realizada mediante a depreciação ou alienação desses ativos reavaliados. O saldo é
deduzido do imposto de renda e da contribuição social aplicável.

d) Dividendos

Os dividendos representam a parcela de lucros auferidos pela Companhia, que é distribuído aos acionistas a
título de remuneração do capital investido nos exercícios sociais. Todos os acionistas têm direito a receber
dividendos, proporcionais a sua participação acionária, conforme assegurado pela legislação societária
brasileira e o estatuto social da Companhia.

Também é previsto no estatuto social, a faculdade da Administração de distribuir dividendos intermediários
durante o de exercício de forma antecipada.

A Companhia outorga a seus acionistas o direito ao recebimento a cada exercício de um dividendo mínimo
obrigatório de 25% do lucro líquido anual ajustado. A distribuição dos resultados do exercício de 2010 está
disposta da seguinte forma:

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Notas Explicativas




Controladora
(=) Lucro líquido do exercício
559.776
(-) Constituição de reserva legal (5% lucro líquido)
(27.989)
(-) Constituição da reserva de lucros a realizar
(296.093)
(+) Realização de reserva de reavaliação
713
(+) Realização de reserva de lucros a realizar
203.451
(+) Realização de ajuste de avaliação patrimonial
18.610
(=) Lucro base ajustado para distribuição de dividendos
458.468
Dividendos Intermediários do exercício de 2010
Julho (pagos em 20 de julho de 2010)
. R$ 52,13 por lote de mil ações ordinárias
16.515
. R$ 57,34 por lote de mil ações preferenciais
33.485
Setembro (pagos em 08 de outubro de 2010)
. R$ 72,98 por lote de mil ações ordinárias
23.122
. R$ 80,28 por lote de mil ações preferenciais
46.879
120.001
Proposta de dividendos complementares do exercício de 2010 para aprovação na AGO
. R$ 72,98 por lote de mil ações ordinárias
23.398
. R$ 80,28 por lote de mil ações preferenciais
46.604
70.002
Total de dividendos distribuídos/propostos do resultado exercício de 2010 (42 % do lucro)
190.003

A Administração da Companhia propõe para aprovação na Assembléia Geral Ordinária referente ao exercício
de 2010 a distribuição de dividendos complementares do exercício, no montante de R$ 70.002, sendo R$
73,85 por lote de mil ações ordinárias nominativas ­ ON, e R$ 81,24 por lote de mil ações preferenciais
nominativas ­ PN, a serem pagos em até 30 dias após sua aprovação em assembléia

O lucro remanescente do exercício não distribuído sob a forma de dividendos é destinado à constituição de
reservas estatutárias, de capital de giro e investimento, conforme proposta de destinação do resultado, a ser
apresentada em Assembléia Geral Ordinária.

Durante o exercício de 2009, a Administração da Companhia distribuiu sobre a forma de dividendos o
equivalente a R$ 180.037 do resultado auferido da seguinte forma:
Dividendos Intermediários do exercício de 2009
Maio (pagos em 26 de maio de 2009)
. R$ 34,20 por lote de mil ações ordinárias
10.836
. R$ 37,62 por lote de mil ações preferenciais
21.968
Agosto (pagos em 31 de agosto de 2009)
. R$ 48,80 por lote de mil ações ordinárias
15.461
. R$ 53,68 por lote de mil ações preferenciais
31.347
Outubro (pagos em 16 de novembro de 2009)
. R$ 45,27 por lote de mil ações ordinárias
14.342
. R$ 49,80 por lote de mil ações preferenciais
29.081
123.035
Proposta de dividendos complementares do exercício de 2009 para aprovação na AGO
. R$ 59,43 por lote de mil ações ordinárias
18.829
. R$ 65,37 por lote de mil ações preferenciais
38.173
57.002

A proposta de dividendos complementares do exercício de 2009 de R$ 57.002 foi aprovada na AGO de 16 de
abril de 2010 e paga aos acionistas em 30 de abril de 2010.
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Notas Explicativas





19
RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS

A receita líquida da Companhia possui somente vendas de seus produtos, sendo composta como segue:
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Receita bruta de vendas de produtos
4.317.012
3.480.777
4.431.465
3.590.924
Descontos e abatimentos
(18.397)
(22.280)
(20.564)
(27.592)
Impostos incidentes sobre vendas
(731.679)
(590.222)
(747.584)
(603.153)
3.566.936
2.868.275
3.663.317
2.960.179
. Mercado interno
2.840.423
2.249.730
2.850.297
2.247.450
. Mercado externo
726.513
618.545
813.020
712.729
Receita líquida de vendas
3.566.936
2.868.275
3.663.317
2.960.179
Controladora
Consolidado

20
DESPESAS / RECEITAS POR NATUREZA
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Custos variáveis (matérias primas e materiais de consumo)
(1.523.436)
(1.265.963)
(1.395.740)
(1.136.451)
Gastos com pessoal (*)
(508.211)
(419.588)
(518.334)
(425.069)
Depreciação, amortização e exaustão
(450.251)
(571.827)
(556.181)
(719.496)
Fretes
(144.677)
(113.790)
(178.480)
(173.766)
Contratação de serviços
(234.898)
(183.559)
(235.116)
(184.162)
Outras
(351.628)
(306.200)
(372.281)
(336.280)
(3.213.101)
(2.860.927)
(3.256.132)
(2.975.224)
Outras líquidas
Indenização por desapropriação de terras, líquida
(**)