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Klabin S.A. e Controladas


Demonstrações Financeiras Referentes aos Exercícios
Findos em 31 de Dezembro de 2010 e de 2009 e
Relatório dos Auditores Independentes




Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes
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1
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONTRAÇÕES
FINANCEIRAS
Ao Conselho de Administração e Acionistas da
Klabin S.A.
São Paulo
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Klabin S.A.
("Companhia"), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que
compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do
resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o
exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas
explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras

A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das
demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das
demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório
financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board ­ IASB, e de acordo
com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela
determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de
distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Responsabilidade dos auditores independentes

Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com
base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de
auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a
auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as
demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.

Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a
respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos
selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção
relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa
avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e
adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os
procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar
uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui,
também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das
estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das
demonstrações financeiras tomadas em conjunto.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa
opinião.



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2

Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia
em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o
exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da
Companhia em 31 de dezembro de 2010, o desempenho consolidado de suas operações e os seus
fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas
internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards
Board ­ IASB e as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Ênfase
Conforme descrito na nota explicativa 2, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Companhia, essas práticas
diferem do IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à
avaliação dos investimentos em controladas pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que
para fins de IFRS seria custo ou valor justo.
Outros assuntos
Demonstrações do valor adicionado

Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA),
referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, cuja apresentação é requerida pela
legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS
que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos
procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente
apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras
tomadas em conjunto.
São Paulo, 23 de fevereiro de 2011
DELOITTE TOUCHE TOHMATSU
Gilberto Grandolpho
Auditores Independentes
Contador
CRC nº 2 SP 011609/O-8
CRC nº 1 SP 139572/O-5




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3
KLABIN
S.A.
R
ELATÓRIO DA
A
DMINISTRAÇÃO
2010
Senhores Acionistas
Submetemos à apreciação de V.Sas. o Relatório da Administração e as
correspondentes demonstrações financeiras, com os pareceres dos auditores
independentes e do Conselho Fiscal, referentes ao exercício social encerrado em 31 de
dezembro de 2010.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Ano de recordes para a Klabin:
A produção de papéis de fibras virgens e reciclados atingiu 1.781 mil toneladas,
10% superior a 2009;
O volume de vendas de papéis e embalagens foi de 1.716 mil toneladas, 11%
superior em relação ao ano anterior. O volume de vendas de madeira atingiu
3.113 mil toneladas, 65% acima de 2009;
A receita líquida atingiu R$ 3,7 bilhões, 24% maior do que a obtida em 2009.
Outros destaques de 2010:
A geração operacional de caixa (EBITDA) acumulou R$ 962 milhões, superior
em 29% a 2009;
O lucro líquido somou R$ 560 milhões, 232% superior a 2009;
O capital de giro operacional de curto prazo foi reduzido em R$ 231 milhões,
em comparação a dezembro de 2009;
A relação dívida líquida / EBITDA, que era de 3,6 vezes em dezembro de 2009
caiu para 2,2 vezes ao fim de 2010.
Em dezembro, Standard & Poor's elevou o rating na escala global de Klabin de
BB para BB+.
O crescimento acentuado da demanda doméstica, impulsionado por políticas de
transferência de renda, aumento do emprego formal, elevação do salário mínimo,
crescimento da massa salarial e crédito farto para pessoa física, se refletiram no
vigoroso incremento do volume de vendas e da receita líquida da Companhia, em
relação ao ano de 2009.
A recuperação da economia brasileira, somada à valorização do real em comparação
ao dólar, fez com que a Companhia canalizasse parte do volume destinado à
exportação para atender à demanda no mercado doméstico.
A Unidade de Negócios Florestal aumentou em 65% o volume de vendas de toras
para serrarias no Brasil em 2010, totalizando 3,1 milhões de toneladas, apesar da
fragilidade do mercado residencial americano.
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4
Na Unidade de Negócios Papéis os preços internacionais do papel kraftliner
continuaram ascendentes e atingiram o pico de alta nos últimos 5 anos. O volume de
vendas no mercado interno cresceu 70% em relação ao ano de 2009. Informações da
Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) indicam que o consumo doméstico
de papel cartão (excluindo cartões para líquidos) em 2010, atingiu 576 mil toneladas,
14% superior a 2009.
Na Unidade de Negócios Conversão a venda de papelão ondulado acompanhou o
crescimento do mercado doméstico, aumentando a expedição de caixas e chapas em
12%, atingindo 512 mil toneladas. Informações da Associação Brasileira de Papelão
Ondulado indicam crescimento de 12% na expedição brasileira de caixas e chapas. Já
a venda de sacos industriais aumentou 9%, totalizando 142 mil toneladas com a
instalação de equipamentos de última geração.
No mercado de capitais, com o início das vendas de ações preferenciais em julho por
parte da BNDESPAR, o volume médio diário negociado na BM&FBovespa apresentou
crescimento de R$ 9,7 milhões no primeiro semestre, para R$ 14,6 milhões no
segundo semestre, representando aumento de 50%.
Em 2010, foram pagos R$ 177 milhões em dividendos, sendo R$ 57 milhões
correspondentes a dividendos complementares do ano de 2009 e R$ 120 milhões de
dividendos intermediários referentes a 2010. A Administração irá propor em
Assembléia Geral Ordinária pagamento de dividendo complementar referente ao
exercício de 2010 no montante de R$ 70 milhões, que deverá ser pago em abril de
2011.
Em novembro, foi anunciado que o Sr. Reinoldo Poernbacher iria se aposentar e em
seu lugar assumiria como CEO o Sr. Fabio Schvartsman. O Sr. Fabio foi eleito na
reunião do Conselho de Administração realizada em 02 de fevereiro de 2011.
DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO
As demonstrações financeiras consolidadas da Klabin são apresentadas de acordo com
as normas internacionais de contabilidade (International Financial Reporting Standards
- IFRS), conforme determinam as instruções CVM 457/07 e CVM 485/10. As
informações dos períodos anteriores foram ajustadas para correta comparação.
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5
R$ milhões
2010
2009
Variação %
Receita Bruta
4.431
3.591
23%
Receita Líquida
3.663
2.960
24%
Mercado interno
2.850
2.248
27%
Exportação
813
712
14%
% Mercado interno
78%
76%
2 pp.
Lucro Bruto
1.371
526
161%
Margem Bruta
37%
18%
20 pp.
EBIT antes dos ajustes do IFRS
521
309
69%
EBIT após ajustes do IFRS
821
60
N/A
EBITDA
962
747
29%
Margem EBITDA
26%
25%
1 pp.
Lucro Líquido antes dos ajustes do IFRS
361
333
8%
Lucro Líquido após ajustes do IFRS
560
169
232%
Volume de vendas (mil t)
1.716
1.544
11%
Mercado interno
1.161
989
17%
Exportação
555
555
0%
% Mercado interno
68%
64%
4 pp.
Patrimônio Líquido
4.994
4.662
7%
Endividamento Líquido
2.128
2.676
-20%
Capitalização Total
7.285
7.395
-1%
Endividamento Líquido/Capitalização Total
29%
36%
-7 pp.
Endividamento Líquido/EBITDA (anualizado)
2,2x
3,6x
-39%
Em 2010, o volume de vendas (excluindo madeira) totalizou 1.716 mil toneladas, 11%
superior a 2009. O volume no mercado interno cresceu 17% e o volume exportado,
que representou 32% do total, permaneceu estável em relação ao ano anterior.
A receita líquida (incluindo madeira) totalizou R$ 3,7 bilhões, 24% superior a 2009
devido aos aumentos de volume e de preços internacionais. A receita do mercado
interno representou 78% da receita líquida total, comparado a 76% do total em 2009.
Apesar de um volume exportado estável em relação a 2009, a receita de exportação
em reais subiu 14% e em dólares 30%, atingindo US$ 462 milhões.
RESULTADO OPERACIONAL
O custo dos produtos vendidos em 2010 foi de R$ 2.741 milhões, 10% superior a
2009. Eliminando os efeitos do IFRS, o custo dos produtos vendidos totaliza R$ 2.621
milhões.
O lucro bruto em 2010 foi de R$ 1.371 milhões, comparado com R$ 527 milhões em
2009. A margem bruta em 2010 foi de 37%, 20 pontos percentuais acima de 2009.
As despesas com vendas em 2010 foram de R$ 300 milhões, estável em relação a
2009. Os fretes correspondem a 59% do total das despesas com vendas.
As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 215 milhões em 2010, 21%
superior ao ano anterior, afetadas principalmente por dissídios coletivos e programa de
participação nos resultados.
O resultado operacional antes do resultado financeiro (EBIT) em 2010 foi de
R$ 821 milhões, maior em R$ 761 milhões em relação a 2009.
A geração operacional de caixa (EBITDA) em 2010 atingiu R$ 962 milhões, 29%
superior ao ano de 2009, com margem EBITDA de 26%, versus 25% em 2009.
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6
RESULTADO FINANCEIRO E ENDIVIDAMENTO
O endividamento bruto consolidado no final de dezembro de 2010 era de R$ 4.857
milhões, sendo R$ 842 milhões (17%) no curto prazo. O endividamento em moeda
estrangeira era de R$ 2.855 milhões (59%), ou US$ 1.714 milhões.
O caixa e aplicações financeiras em 31 de dezembro somavam R$ 2.729 milhões,
valor que supera as amortizações de financiamentos a vencer nos próximos 40 meses.
As disponibilidades em moeda estrangeira totalizavam R$ 162 milhões (6%), ou US$
97 milhões.
O endividamento líquido consolidado totalizou R$ 2.128 milhões, comparado a
R$ 2.676 milhões em 31 de dezembro de 2009. A relação dívida liquida / EBITDA que
era de 3,6 vezes no final de 2009, caiu para 2,2 vezes em 2010.
Local
Estrangeira
Local
Estrangeira
Curto prazo
496
346
842
492
310
802
Longo prazo
1.506
2.509
4.015
1.683
2.243
3.926
Endividamento bruto
2.002
2.855
4.857
2.175
2.553
4.728
Caixa e aplicações financeiras
(2.729)
(2.052)
Endividamento líquido
2.128
2.676
Financiamento
(R$ milhões)
31/12/2010
31/12/2009
Total
Total
Moeda
Moeda
RESULTADO LÍQUIDO
O lucro líquido em 2010 foi de R$ 560 milhões, versus R$ 169 milhões em 2009.
INVESTIMENTOS
Os investimentos realizados em 2010 estão especificados a seguir:
R$ milhões
2010
2009
Florestal
133
98
Papéis
181
122
Conversão
68
27
Outros
3
-
Total
386
247
Os investimentos em 2010 totalizaram R$ 386 milhões, dos quais 47% foram alocados
na Unidade de Negócios Papéis, 34% na Unidade de Negócios Florestal e 18% na
Unidade de Negócios Conversão. O montante investido durante ano foi 56% superior a
2009.
A Unidade Florestal plantou 17 mil hectares próprios durante o ano. O incremento do
plantio com espécies de maior produtividade assegura matéria-prima para o aumento
da capacidade de produção de fibras. Em 2010 foram adquiridas máquinas,
equipamentos e módulos de colheita para acelerar o ritmo de corte de madeira.
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7
A Companhia investiu na melhoria da matriz energética das unidades de papéis. Entre
os principais projetos destacam-se a instalação de nova caldeira de biomassa em
Otacílio Costa (SC), aquisição de nova linha de transmissão de alta tensão para a
fábrica de Monte Alegre (PR) e uma nova caldeira de biomassa em Correia Pinto (SC),
em substituição à atual, movida a óleo combustível;
Nas unidades de conversão foram adquiridas e instaladas quatro impressoras com
capacidade para impressão de quatro cores em papelão ondulado. Tais equipamentos
estão em operação, sendo duas na unidade de Jundiaí-DI (SP), uma em Feira de
Santana (BA) e uma em Itajaí (SC) e representam acréscimo de capacidade de
conversão e melhores soluções gráficas para atender às novas exigências do mercado.
Em 2010 também foi adquirida e instalada uma nova linha completa para a fabricação
de sacos multifolhados valvulados. O equipamento em operação na fábrica de Lages
(SC) substituiu duas linhas antigas e proporciona ganhos de produtividade e qualidade.
DESEMPENHO DOS NEGÓCIOS
UNIDADE DE NEGÓCIO ­ FLORESTAL
Com foco em criar condições para o crescimento sustentável da Companhia por meio
de maior geração de caixa e melhor produtividade das áreas plantadas, a Unidade de
Negócios Florestal alterou sua estratégia de comercialização de madeira elevando o
leque de clientes, ampliando o raio de ação e encontrando novos nichos e
oportunidades. A área onde houve colheita está sendo disponibilizada para reforma da
floresta com plantios de espécies de maior produtividade.
A Klabin movimentou 9,9 milhões de toneladas de toras e cavacos de pinus e eucalipto
e resíduos para energia em 2010, volume 25% superior a 2009. Deste total, 6,8
milhões de toneladas foram transferidos para as fábricas do Paraná, Santa Catarina e
São Paulo. O volume de vendas de toras para serrarias e laminadoras foi de 3,1
milhões de toneladas em 2010, 65% superior a 2009.
Em dezembro de 2010, a Companhia possuía 458 mil hectares de terras, dos quais
213 mil hectares de florestas plantadas e 192 mil hectares de florestas nativas
preservadas. Em 2010 foram plantados 24.743 hectares, sendo 17.125 hectares de
plantios próprios e 7.618 hectares de fomentos.
No ano foram plantados 8 mil hectares em propriedades rurais, elevando a área
plantada pelo Programa de Fomento Florestal, desde seu início em 1984, para o
patamar de 102 mil hectares nas regiões próximas às unidades florestais do Paraná,
Santa Catarina e São Paulo. Já foram beneficiados 18 mil produtores fomentados
nesses estados brasileiros
.
Com o fomento florestal, a Klabin visa elevar de cerca de
10% para 20% a participação total de madeira de terceiros no abastecimento até
2012.
O rendimento das florestas de eucalipto, medido em toneladas de celulose produzida
por hectare de floresta plantada, vem crescendo ano a ano em decorrência de
investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A produtividade das áreas em fibra em
2010 é 40% maior do que a obtida cinco anos antes.
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8
UNIDADE DE NEGÓCIO ­ PAPÉIS
Em 2010, o aumento da renda, emprego e da produção industrial impulsionou o
consumo e, consequentemente, a demanda por cartões e kraftliner no mercado
interno. As exportações brasileiras de papéis para embalagens também foram
favorecidas pela recuperação econômica de algumas regiões e por restrições na oferta
de produtores internacionais no primeiro semestre do ano, explicada por fechamentos
de capacidade, greves e fenômenos da natureza que impediram o abastecimento
global (terremoto no Chile, congelamento do Mar Báltico e inverno rigoroso no
Hemisfério Norte).
Durante o segundo semestre do ano, o arrefecimento da crise também elevou a
demanda por aparas e papéis reciclados. Este cenário proporcionou aumentos de preço
de kraftliner em todos os mercados. Na Europa segundo a FOEX, o preço de lista do
kraftliner brown 175 g/m² atingiu 600/t em dezembro, representando variação
positiva de 46% quando comparado ao mesmo mês de 2009. No ano, o preço
internacional médio do kraftliner foi de 509/t, 23% superior em relação à média de
2009.
As vendas de kraftliner em 2010 atingiram 367 mil toneladas, 6% inferior a 2009. O
volume exportado correspondeu a 60% do volume total, versus 78% em 2009.
A receita líquida acumulou R$ 466 milhões, 21% superior que o ano de 2009.
A elevação dos preços internacionais dos papéis e o aumento do volume de vendas no
mercado doméstico compensaram parte da valorização do real frente ao dólar,
contribuindo para a elevação da receita.
Conforme informações divulgadas pela Bracelpa (Associação Brasileiro de Celulose e
Papel), a expedição brasileira de papelcartão em 2010, excluindo cartões para líquidos,
atingiu 576 mil toneladas, 14% acima de 2009. O market share de cartões da Klabin
no mercado interno atingiu 27%.
O volume de vendas de papéis e cartões em 2010 totalizou 1.024 mil toneladas. Em
relação a 2009, o volume cresceu 11%, sendo 24% no mercado interno e 1% no
mercado externo. A receita líquida totalizou R$ 1.713 milhões, 25% superior a 2009,
sendo 30% superior no mercado interno e 18% no mercado externo.
UNIDADE DE NEGÓCIO ­ CONVERSÃO
A demanda nacional de papelão ondulado, medida pelo volume de caixas e chapas
expedidos, foi recorde em 2010. Segundo dados divulgados pela ABPO (Associação
Brasileira de Papelão Ondulado) a expedição brasileira acumulou 2,5 milhões de
toneladas de janeiro a dezembro, 12% superior que o ano anterior.
A venda de caixas e chapas de papelão ondulado da Klabin atingiu 512 mil toneladas,
12% superior a 2009. A receita líquida totalizou R$ 1.157 milhões, 22% superior ao
ano passado.
Para acompanhar o crescimento da demanda nacional, a Companhia instalou quatro
novas impressoras com capacidade para impressão em quatro cores, sendo duas na
fábrica de Jundiaí DI (SP), uma em Feira de Santana (BA) e uma em Itajaí (SC).
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9
A indústria nacional de cimento, principal consumidora de sacos industriais da Klabin,
vem priorizando o atendimento do mercado interno e investindo fortemente na
ampliação de sua capacidade produtiva. Dados preliminares do SNIC (Sindicato
Nacional da Indústria do Cimento) e estimativas de mercado indicam que as vendas de
cimento no Brasil em 2010 atingiram 59 milhões de toneladas, nível muito superior aos
52 milhões de toneladas atingidos em 2009. A Região Norte apresentou o maior
crescimento, atingindo 58%, no entanto, essa região responde por apenas 6% do
consumo brasileiro.
O volume de vendas de sacos industriais das unidades Brasil e Argentina em 2010
totalizou 142 mil toneladas, com receita líquida de R$ 472 milhões, um incremento de
9% e 10%, respectivamente, em relação a 2009.
Os principais mercados consumidores de sacos multifolhados são a construção civil
(cimento e argamassa), agronegócio (sementes) e alimentos (farinha). Em 2010 a
Companhia desenvolveu sacos de alta resistência com proteção de filme plástico e
impressão sofisticada para o mercado de leite em pó.
Em agosto, uma nova linha começou a operar na fábrica de Lages (SC). O
equipamento tem capacidade de produção de 4 milhões de sacos por mês e substitui
duas outras linhas até então existentes na unidade.
MERCADO DE CAPITAIS
Em 2010, as ações preferenciais da Klabin (KLBN4) apresentaram valorização de 10%
e o Ibovespa valorização de 1%. As ações da Companhia foram negociadas em todos
os pregões da BM&FBovespa registrando 575 mil operações que envolveram 593
milhões de títulos e um volume médio diário negociado de R$ 12,2 milhões.
O capital social da Klabin é representado por 917,7 milhões de ações, dos quais 316,8
milhões de ações ordinárias e 600,9 milhões de ações preferenciais.
VENDA DE AÇÕES PREFERENCIAIS PELO BNDESPAR
Com o início das vendas de ações preferenciais em julho por parte do BNDESPAR, o
volume médio negociado na BM&FBovespa apresentou crescimento de 50%, passando
de R$ 9,7 milhões no primeiro semestre para 14,6 milhões no segundo semestre de
2010.
Até 31 de dezembro de 2010 o BNDESPAR tinha vendido 77,4 milhões de ações
preferenciais da Klabin. Deste modo, a participação do banco caiu de 31% para 18%
das ações preferenciais da Companhia.
RECOMPRA DE AÇÕES E AÇÕES EM TESOURARIA
Em reunião extraordinária do Conselho de Administração realizada em 13 de outubro
de 2010, foi autorizado o Programa de Recompra de Ações Preferenciais de até 45,3
milhões de ações de própria emissão. Este programa é válido por 365 dias ou até 12
de outubro de 2011.
Em 2010 a Companhia comprou 10,3 milhões de ações e encerrou o ano com 27,2
milhões de ações preferenciais em tesouraria.

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10
DIVIDENDOS
Em 2010 foram pagos dividendos complementares no valor de R$ 57 milhões e
dividendos intermediários no montante de R$ 120 milhões, sendo R$ 184,54 por lote
de mil ações ordinárias e R$ 202,99 por lote de mil ações preferenciais.
A Administração levará à Assembléia Geral Ordinária, a ser realizada em abril de 2011,
proposta de pagamento de dividendos complementares no montante de R$ 70 milhões,
sendo R$ 73,85 por lote de mil ações ordinárias e R$ 81,24 por lote de mil ações
preferenciais. Desse modo os dividendos referentes ao exercício de 2010 perfazem R$
190 milhões.
RELACIONAMENTO COM AUDITORES INDEPENDENTES
A política em relação aos auditores independentes, na prestação de serviços não
relacionados à Auditoria Externa, substancia-se nos princípios que preservam a
independência do auditor.
Durante o exercício de 2010 os auditores externos somente prestaram serviços
relacionados a auditoria das demonstrações financeiras.
SUSTENTABILIDADE
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
O modelo de gestão adotado pela Klabin permite conciliar a produção de riquezas com
a geração de bem-estar social, sem comprometer o meio ambiente e as futuras
gerações. Essa atuação é marcada pela adoção de modernas e inovadoras ferramentas
que permitem à empresa importantes ganhos em eficiência e qualidade.
Em sintonia com a visão de crescer de forma sustentável, a Klabin prioriza os
investimentos destinados a pesquisa e desenvolvimento, com foco na criação de
processos, produtos e parcerias com institutos de pesquisa e universidades.
Entre as atribuições da área de P&D estão a busca pela inovação tecnológica e a
melhoria de processos industriais, buscando a redução de custos de produção, além de
contemplar aspectos ambientais, de qualidade, de produtividade, de saúde e de
segurança na execução dos projetos.
Nos últimos anos, a área de P&D vem se dedicando especialmente ao desenvolvimento
de papéis, cartões e embalagens de menor gramatura, o que segue a estratégia da
empresa de investir em produtos de maior valor agregado. O processo proporciona
melhor eficiência, ao passo que reduz custos relacionados à fabricação, ao uso e ao
transporte das embalagens, assim como agrega vantagens ambientais decorrentes do
menor uso de fibras.
Em 2010, os principais produtos desenvolvidos foram:
·
Cartão Barreira Gordura ­ Destinado à fabricação de embalagens para fast-
food, o produto tem como principal característica a aplicação de uma película
que repele a gordura, melhorando a resistência da caixa quando em contato
com o alimento.
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11
·
Consumo de óleo no forno de cal ­ A redução de 9% no consumo de óleo
combustível foi possível graças a um avançado controle que utiliza modelos
matemáticos para antecipar pontos de oscilações e indica o melhor momento de
ajuste da máquina para prevenir variações em seus processos.
·
Eficiência no processo de calcificação ­ A iniciativa teve como base o mesmo
modelo usado para melhorar a eficiência no consumo de cal na Unidade Monte
Alegre, e teve como resultado ganhos da ordem de 12% no processo de
calcificação. O projeto foi premiado como o melhor trabalho do ano pela
Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP).
A pesquisa florestal permitiu ao longo dos últimos 25 anos que o Incremento Médio
Anual (IMA) das espécies cultivadas dobrasse, tanto das fibras longas (Pinus) quanto
das fibras curtas (Eucalyptus). A maior produtividade florestal permite maior produção
de fibras em um mesmo hectare plantado.
Desafios para o futuro:
·
Ampliação do uso da tecnologia de controle avançado, já utilizada na área de
recuperação, em produção de celulose, papel e cartão;
·
Incrementar a investigação da biotecnologia na produção de celulose, papel e
cartão;
·
Estabelecer o uso da modelagem e simulação de processos como ferramenta de
trabalho.
RESPONSABILIDADE SOCIAL
Para a Klabin, o bom relacionamento com as comunidades do entorno de suas
unidades é fundamental para alcançar a perenidade nos negócios. A empresa acredita
que seu papel é decisivo para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e a
construção de uma sociedade mais justa. Para isso, uma série de ações para estreitar
os laços com esse público e auxiliar no desenvolvimento local.
O destaque em 2010 foi o Programa de Desenvolvimento de Telêmaco Borba e Região
com Base na Diversificação da Indústria Madeireira. Esta iniciativa busca estruturar na
região a cadeia de madeira sólida, promovendo o desenvolvimento com foco na
sustentabilidade e competitividade das indústrias. A parceria entre a Klabin, as
prefeituras locais, o governo do Estado do Paraná, o Sebrae-PR e a Federação das
Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) abrange 13 municípios.
Outras ações desenvolvidas pela Klabin envolvem parcerias que contemplam projetos
nas áreas de saúde, educação técnica e ambiental, assistência social, cultura, além de
incentivar o voluntariado entre seus colaboradores.
MEIO AMBIENTE
A Klabin conduz seus negócios sob um modelo de gestão ambiental que busca
harmonizar a produção industrial à preservação dos recursos naturais. Em linha com
sua Política de Sustentabilidade, adota e incentiva, entre seus colaboradores e
parceiros, a prática dos 3Rs: Reduzir, Reusar e Reciclar, desenvolvendo ações para
aperfeiçoar continuamente seus produtos e serviços, bem como controlar e monitorar
os impactos de suas operações no meio ambiente. Assim, contribui para a construção
de um futuro melhor para as próximas gerações, e, adicionalmente, obtém ganhos
com a redução de custos, como consumo de água, energia elétrica e matérias-primas.
background image
12
Somam-se ainda a esse estruturado modelo de gestão diversas atividades de caráter
socioambiental, que têm como objetivo levar conhecimento e conscientização aos seus
diversos públicos. Exemplos são os Programas Caiubi de Educação Ambiental e o
Parque Ecológico Klabin, mantido em Telêmaco Borba (PR).
A empresa também é referência mundial em manejo florestal, por seu alto nível de
comprometimento com o equilíbrio dos ecossistemas e a preservação da
biodiversidade. Toda madeira utilizada nos processos produtivos é oriunda de florestas
plantadas exclusivamente para esse fim. Além disso, as florestas próprias são
certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC ­ Conselho de manejo Florestal), que
garante o correto manejo, contribuindo para o desenvolvimento sustentável. A Klabin
foi primeira do setor no Hemisfério Sul a receber a certificação, em 1998. Da mesma
forma, seu Sistema de Gestão Ambiental é certificado pela ISO 14001 em todos os
negócios.
No final de 2010, a área de preservação da Klabin atingiu 192 mil hectares de matas
nativas, representando 41% do total de terras, preservando a biodiversidade, com
destaque para a reintrodução de espécies extintas na região.
RECURSOS HUMANOS
A política de gestão de pessoas da Klabin procura promover a satisfação e o bem-estar
dos colaboradores, assim como identificar pessoas alinhadas aos seus valores. A
companhia acredita que o sucesso de suas estratégias e o crescimento sustentável dos
negócios só são possíveis com o comprometimento de todos em torno de objetivos
comuns.
Para reforçar essa ideia, em 2010 colocou em prática ações de valorização e difusão da
sua cultura, que tem como missão servir de guia para seus funcionários. O Código de
Conduta é uma das principais ferramentas para divulgar seus princípios e valores. É
por meio dele que os profissionais assumem o compromisso de agir de forma alinhada
às expectativas da empresa.
Ao final de 2010, a Klabin contava com 14.603 colaboradores, deste total, 8.004 são
empregados próprios, 6.122 terceiros e 477 temporários. A Companhia possui um
Programa de Estágio que conta com 63 estagiários.
NOVO CEO
Em novembro, foi anunciado que o Sr. Reinoldo Poernbacher iria se aposentar e em
seu lugar assumiria como CEO o Sr. Fabio Schvartsman. O Sr. Fabio foi eleito na
reunião do Conselho de Administração realizada em 02 de fevereiro de 2011.
PERSPECTIVAS
2010 foi um ano de desafios. Além da contínua melhoria do desempenho, foram
iniciados investimentos visando redução de custos nas fábricas de papel e aumento de
capacidade nas unidades de sacos industriais e caixas de papelão. Em 2011:
A Klabin pretende continuar diminuindo a alavancagem, reduzindo a relação Dívida
Líquida / EBITDA para um nível menor do que 2 vezes;
A Companhia continua renovando a área florestal, substituindo florestas antigas
por novas com ganho de produtividade de fibras de até 50%;
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13
Na fábrica de Otacílio Costa (SC), a nova caldeira de biomassa, que entrou em
operação em janeiro de 2011, substituiu uma caldeira a óleo combustível. O
investimento proporcionará economia de custos, avanços na matriz energética e
atualização tecnológica;
Em Correia Pinto (SC), uma nova caldeira de biomassa substituirá duas caldeiras
antigas, propiciando auto-suficiência em energia elétrica;
Nas fábricas de caixas de papelão ondulado, além das novas impressoras já
instaladas, serão instaladas duas novas onduladeiras que irão aumentar a
capacidade de produção de Jundiaí DI (SP) e Goiana (PE);
Na unidade de sacos industriais em Lages (SC) será instalada uma linha adicional
de produção de sacos multifolhados que aumentará a produtividade da unidade em
10%.
AGRADECIMENTOS
A Administração da Klabin S.A. agradece aos seus acionistas, clientes, parceiros
comerciais, fornecedores e instituições financeiras pelo apoio e pela confiança, e em
especial, aos colaboradores, que tiveram um papel importante em 2010.


São Paulo, 23 de fevereiro de 2011.


A Administração.
























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14
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010, 31 DE DEZEMBRO DE 2009
E 01 DE JANEIRO DE 2009
(Em milhares de reais)
Nota
Explicativa
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
A T I V O
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa
5
2.268.816
1.697.278
1.079.899
2.531.105
1.841.652
1.295.177
Títulos e valores mobiliários
6
198.222
209.874
407.521
198.222
209.874
407.521
Contas a receber de clientes
7
566.799
507.426
384.994
753.961
661.128
650.912
Partes relacionadas
8
312.598
157.067
469.022
-
-
-
Estoques
9
427.231
403.090
410.983
460.128
470.615
478.890
Tributos a recuperar
10
125.974
290.749
322.113
131.102
294.268
326.969
Despesas antecipadas ­ partes relacionadas
8
13.242
15.963
18.790
13.242
15.963
18.790
Outros ativos
31.469
30.473
108.408
39.387
42.697
61.790
Total do ativo circulante
3.944.351
3.311.920
3.201.730
4.127.147
3.536.197
3.240.049
Não circulante
Partes relacionadas
8
5.216
7.696
7.133
1.220
1.727
2.125
Depósitos judiciais
17
89.388
80.712
124.834
90.698
81.932
126.029
Tributos a recuperar
10
131.621
164.673
206.514
131.621
164.673
206.514
Outros ativos
122.651
105.183
97.589
124.458
111.393
103.903
Investimentos
. Participações em controladas
12
1.793.958
1.778.638
1.805.968
-
-
-
. Outros
11.542
11.542
8.690
11.542
11.552
8.700
Imobilizado
13
3.932.348
3.905.330
4.174.160
5.004.023
4.996.892
5.286.477
Ativos biológicos
14
1.394.938
1.326.757
1.428.320
2.762.879
2.491.169
2.667.454
Intangível
7.655
6.365
1.115
7.655
6.365
1.115
Total do ativo não circulante
7.489.317
7.386.896
7.854.323
8.134.096
7.865.703
8.402.317
Total do ativo
11.433.668
10.698.816
11.056.053
12.261.243
11.401.900
11.642.366
Controladora
Consolidado























As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
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15
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010, 31 DE DEZEMBRO DE 2009
E 01 DE JANEIRO DE 2009
(Em milhares de reais)
Nota
Explicativa
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Circulante
Empréstimos e financiamentos
15
805.215
683.473
463.773
842.121
802.312
497.094
Fornecedores
16
265.137
185.420
208.147
269.839
189.696
215.546
Tributos a recolher
36.677
47.284
38.115
40.669
50.399
42.152
Provisão para imposto de renda
e contribuição social
11
-
-
-
37.013
1.622
764
Salários, férias e encargos
92.612
68.260
58.666
93.542
68.859
59.661
Partes relacionadas
8
21.864
65.162
131.511
2.392
2.202
1.816
Adesão - REFIS
17
349.340
331.685
-
349.340
331.685
-
Outras contas a pagar e provisões
47.037
49.623
27.826
55.997
57.844
44.167
Total do passivo circulante
1.617.882
1.430.907
928.038
1.690.913
1.504.619
861.200
Não circulante
Empréstimos e financiamentos
15
4.014.976
3.914.754
4.942.423
4.014.976
3.925.637
4.971.637
Imposto de renda e contribuição
social diferidos
11
644.909
489.033
364.578
1.235.635
1.047.513
956.828
Provisões fiscais, previdenciárias, trabalhistas
e cíveis
17
102.147
138.725
110.429
102.147
138.725
110.429
Outras contas a pagar e provisões
59.669
63.238
82.008
63.070
66.582
85.721
Total do passivo não circulante
4.821.701
4.605.750
5.499.438
5.415.828
5.178.457
6.124.615
Patrimônio líquido
Capital social
1.500.000
1.500.000
1.500.000
1.500.000
1.500.000
1.500.000
Reservas de capital
84.491
84.491
84.491
84.491
84.491
84.491
Reserva de reavaliação
51.404
52.117
53.472
51.404
52.117
53.472
Reservas de lucros
2.403.120
2.001.024
1.953.918
2.403.120
2.001.024
1.953.918
Ajustes de avaliação patrimonial
1.083.423
1.104.337
1.116.506
1.083.423
1.104.337
1.116.506
Ações em tesouraria
(128.353)
(79.810)
(79.810)
(128.353)
(79.810)
(79.810)
Patrimônio líquido atribuído a participação dos
acionistas controladores
18
4.994.085
4.662.159
4.628.577
4.994.085
4.662.159
4.628.577
Patrimônio líquido atribuído a participação dos
acionistas não controladores
-
-
-
160.417
56.665
27.974
4.994.085
4.662.159
4.628.577
5.154.502
4.718.824
4.656.551
Total do passivo e patrimônio líquido
11.433.668
10.698.816
11.056.053
12.261.243
11.401.900
11.642.366
Controladora
Consolidado

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
background image
16
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM
31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto o lucro básico/diluído por ação)
Nota
Explicativa
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Receita líquida de vendas
19
3.566.936
2.868.275
3.663.317
2.960.179
Variação do valor justo dos ativos biológicos
14
220.610
994
448.625
64.577
Custo dos produtos vendidos
20
(2.761.192)
(2.473.830)
(2.741.103)
(2.498.271)
Lucro bruto
1.026.354
395.439
1.370.839
526.485
Despesas/ receitas operacionais
Vendas
20
(242.824)
(213.369)
(300.153)
(300.047)
Gerais e administrativas
20
(209.085)
(173.728)
(214.876)
(176.906)
Outras, líquidas
20
3.781
15.420
(34.421)
10.770
(448.128)
(371.677)
(549.450)
(466.183)
Resultado de equivalência patrimonial
12
146.688
59.828
-
-
Lucro antes do resultado financeiro e
dos tributos
724.914
83.590
821.389
60.302
Resultado financeiro
Receitas financeiras
21
206.000
76.987
213.162
84.040
Despesas financeiras
21
(159.497)
366.905
(162.568)
360.159
46.503
443.892
50.594
444.199
Lucro antes dos tributos sobre o lucro
771.417
527.482
871.983
504.501
Imposto de renda e contribuição social
. Corrente
11
(54.593)
(234.240)
(100.545)
(244.206)
. Diferido
11
(157.048)
(124.456)
(189.286)
(88.554)
(211.641)
(358.696)
(289.831)
(332.760)
Lucro líquido do exercício das operações continuadas
559.776
168.786
582.152
171.741
Lucro atribuído aos acionistas controladores
559.776
168.786
559.776
168.786
Lucro atribuído aos acionistas não controladores
-
-
22.376
2.955
Lucro básico/diluído por ação ON ­ R$
22
0,5852
0,1760
0,5852
0,1760
Lucro básico/diluído por ação PN ­ R$
22
0,6436
0,1936
0,6436
0,1936
Controladora
Consolidado











As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
background image
17
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE PARA OS EXERCÍCIOS
FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais)
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Lucro líquido do exercício
559.776
168.786
582.152
171.741
Outros resultados abrangentes:
. Ajustes de conversão para moeda estrangeira
(2.304)
(12.169)
(2.304)
(12.169)
Resultado abrangente total do exercício , líquido de impostos
557.472
156.617
579.848
159.572
Resultado abrangente total, atribuído a:
.Participação dos acionistas controladores
557.472
156.617
557.472
156.617
.Participação dos acionistas não controladores
-
-
22.376
2.955
Controladora
Consolidado


































As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
background image
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
18
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais)
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As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
19
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais)
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As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
20
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais)
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Fluxo de caixa de atividades operacionais
Lucro líquido do exercício - atribuído aos acionistas
controladores
559.776
168.786
559.776
168.786
Despesas (receitas) que não afetaram o caixa
e equivalentes de caixa:
. Depreciação e amortização
222.332
415.165
223.639
416.388
. Variação valor justo dos ativos biológicos
(220.610)
(994)
(448.625)
(64.577)
. Exaustão de ativos biológicos
220.647
149.390
337.100
332.791
. Realização de custo atribuído ao ativo imobilizado
-
-
28.197
-
. Resultado na alienação de ativos
1.880
(63.398)
2.120
(63.400)
. Imposto de renda e contribuição social diferidos
157.048
124.456
189.286
88.554
. Imposto de renda e contribuição social REFIS
-
234.240
-
234.240
. Juros e variação cambial sobre empréstimos
e financiamentos
107.773
(500.716)
108.452
(507.897)
. Pagamento de juros de empréstimos e financiamentos
(280.324)
(304.100)
(281.723)
(306.683)
. Provisão de juros REFIS
17.655
97.445
17.655
97.445
. Resultado de equivalência patrimonial
(146.688)
(59.828)
-
-
. Lucro atribuído aos acionistas não controladores
-
-
22.376
2.955
. Resultados recebidos de empresas controladas
136.035
63.578
-
-
. Outras
1.585
32.387
6.584
29.993
Redução (aumento) nas contas do ativo
. Contas a receber de clientes
(218.310)
246.731
(96.060)
(10.216)
. Estoques
(24.141)
7.893
(32.244)
6.215
. Tributos a recuperar
232.405
119.954
232.311
127.621
. Títulos e valores mobiliários
11.652
197.647
11.652
197.647
. Despesas antecipadas
(2.237)
7.070
(872)
1.423
. Outros ativos
(14.518)
13.717
(12.599)
19.755
Aumento (redução) nas contas do passivo
. Fornecedores
36.419
(89.076)
80.333
(25.464)
. Tributos a recolher
(10.607)
9.169
(9.730)
8.247
. Imposto de renda e contribuição social
-
-
34.227
1.561
. Salários, férias e encargos
24.352
9.594
24.683
9.198
. Outros passivos
(45.125)
1.128
(46.910)
(7.445)
Imposto de renda e contribuição social correntes pagos no
exercício
(34.578)
(3.318)
(36.093)
(9.648)
Geração de caixa nas atividades operacionais
732.421
876.920
913.535
747.489
Fluxo de caixa de atividades de Investimento:
. Aquisição de bens do ativo imobilizado,
líquido dos impostos recuperáveis
. Custo de plantio de ativos biológicos, líquido
dos impostos recuperáveis
(65.084)
(119.108)
. Venda de ativos
841
73.041
683
73.050
. Aquisição de investimentos e integralização de capital em
controladas
(6.878)
(3.744)
-
-
. Outros
-
(1.335)
-
(1.288)
Utilização de caixa nas atividades de investimento
(329.852)
(133.353)
(384.914)
(177.513)
Fluxo de caixa de atividades de Financiamento:
. Captação de empréstimos e financiamentos
1.016.656
403.764
1.042.934
493.446
. Amortização de empréstimos e financiamentos
(622.141)
(406.917)
(740.515)
(419.648)
. Integralização de capital em controladas por acionistas não
controladores
-
-
90.122
34.328
. Aquisição de participação de acionistas não-controladores
em controladas
-
-
(3.251)
(8.592)
.Dividendos pagos
(177.003)
(123.035)
(177.003)
(123.035)
.Dividendos pagos para acionistas não-controladores
-
-
(2.912)
-
.Aquisição de ações para tesouraria
(48.543)
-
(48.543)
-
Geração (utilização) de caixa nas atividades de
financiamento
168.969
(126.188)
160.832
(23.501)
Aumento no caixa e equivalentes
571.538
617.379
689.453
546.475
Saldos iniciais de caixa e equivalentes de caixa
1.697.278
1.079.899
1.841.652
1.295.177
Saldos finais de caixa e equivalentes de caixa
2.268.816
1.697.278
2.531.105
1.841.652
Aumento no caixa e equivalentes de caixa
571.538
617.379
689.453
546.475
(157.346)
(91.929)
Consolidado
Controladora
(266.489)
(46.833)
(258.731)
(154.482)
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As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
21
DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO PARA
OS EXERCÍCIOS FINDOS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(INFORMAÇÃO SUPLEMENTAR)
(Em milhares de reais)
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Receitas
. Venda produtos
4.505.199
3.625.808
4.617.497
3.730.650
. Outras receitas
221.451
74.035
454.382
137.628
. Provisão para devedores duvidosos
(3.407)
(9.708)
(3.227)
(9.707)
4.723.243
3.690.135
5.068.652
3.858.571
Insumos adquiridos de terceiros
. Custo dos produtos vendidos
(1.272.783)
(949.492)
(1.152.569)
(791.392)
. Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
(1.613.219)
(1.368.251)
(1.711.570)
(1.467.308)
(2.886.002)
(2.317.743)
(2.864.139)
(2.258.700)
Valor adicionado bruto
1.837.241
1.372.392
2.204.513
1.599.871
Retenções
. Depreciação, amortização e exaustão
(442.977)
(564.555)
(560.739)
(749.179)
Valor adicionado líquido produzido
1.394.264
807.837
1.643.774
850.692
Valor adicionado recebido em transferência
. Resultado de equivalência patrimonial
146.688
59.828
-
-
. Participação dos acionistas não controladores
-
-
(22.376)
(2.955)
. Receitas financeiras, incluindo variação cambial
372.660
915.387
379.856
920.985
519.348
975.215
357.480
918.030
Valor adicionado total a distribuir
1.913.612
1.783.052
2.001.254
1.768.722
Distribuição do valor adicionado:
Pessoal
. Remuneração direta
355.632
288.538
357.401
292.989
. Benefícios
76.369
64.005
77.997
65.445
. FGTS
27.843
25.845
27.843
25.845
459.844
378.388
463.241
384.279
Impostos, taxas e contribuições
. Federais
488.944
658.461
570.084
632.948
. Estaduais
71.229
98.880
71.230
98.880
. Municipais
7.662
7.042
7.661
7.042
567.835
764.383
648.975
738.870
Remuneração de capitais de terceiros
. Juros
326.157
471.495
329.262
476.786
326.157
471.495
329.262
476.786
Remuneração de capitais próprios
. Dividendos sobre lucro do exercício
190.003
180.037
190.003
180.037
. Lucros retidos (prejuízo absorvido) do exercício
369.773
(11.251)
369.773
(11.250)
559.776
168.786
559.776
168.787
1.913.612
1.783.052
2.001.254
1.768.722
Consolidado
Controladora
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KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
22
As notas explicativas estão sendo apresentadas em milhares de reais,
exceto onde indicado de outra forma
1
INFORMAÇÕES GERAIS

A Klabin S.A. ("Companhia") e suas controladas atuam em segmentos da indústria de papel para atendimento
aos mercados interno e externo: fornecimento de madeira, papéis de embalagem, sacos de papel e caixas de
papelão ondulado. Suas atividades são plenamente integradas desde o florestamento até a fabricação dos
produtos finais. A Klabin é uma sociedade anônima de capital aberto com ações negociadas na Bolsa de
Valores de São Paulo ­ BM&F Bovespa. A Companhia está domiciliada no Brasil e sua sede está localizada
em São Paulo.

A Companhia controladora (Klabin S.A.) também possui investimentos em Sociedades em Conta de
Participação (SCPs), com o propósito específico de captar recursos financeiros de terceiros para projetos de
reflorestamento. A Companhia, na qualidade de sócia ostensiva, tem contribuído com ativos florestais,
basicamente florestas e terras, através da concessão de direito de uso e os demais sócios investidores
contribuído em espécie para as referidas SCPs. Essas SCPs asseguram à Klabin S.A. o direito de preferência
para aquisição de produtos florestais a preços e condições de mercado.

A Companhia também possui participação em outras sociedades (notas explicativas 3 e 12), cujas atividades
operacionais estão relacionadas aos seus próprios objetivos de negócio.

As referidas demonstrações financeiras foram aprovadas para divulgação pelo Conselho de Administração no
dia 23 de fevereiro de 2011.
2
BASE DE APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E
PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
2.1 Base de apresentação das demonstrações financeiras

A Companhia apresenta as demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais
de relatório financeiro (IFRS ­ International Financial Reporting Standards), emitidas pelo IASB ­
International Accounting Standards Board, sendo estas as primeiras demonstrações financeiras apresentadas
de acordo com o IFRS pela Companhia, e práticas contábeis adotadas no Brasil, com base nos
pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC ­ Comitê de Pronunciamentos Contábeis, plenamente
convergentes ao IFRS, e normas estabelecidas pela CVM ­ Comissão de Valores Mobiliários.

As demonstrações financeiras individuais ("Controladora") foram preparadas de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil e divergem das práticas do IFRS apresentadas nas informações consolidadas
somente quanto a avaliação de investimentos em controladas pelo método da equivalência patrimonial, ao
invés de custo ou valor justo, conforme permitido pelo IFRS.

Conforme requerido pela Deliberação CVM nº 603/09 e Ofício-Circular CVM/SNC/SEP nº 01/10, as
referidas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2009, originalmente apresentadas em 18 de
fevereiro de 2010, estão sendo reapresentadas com os efeitos da adoção dos novos pronunciamentos técnicos
emitidos pelo CPC e em conformidade com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS).

A Companhia adotou os novos pronunciamentos pela primeira vez em suas demonstrações financeiras para o
exercício findo em 31 de dezembro de 2009, sendo 01 de janeiro de 2009 considerado como data de transição
para o IFRS. As informações acerca de sua adoção inicial estão demonstradas na nota explicativa 4.


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KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
23

2.2 Sumário das principais práticas contábeis adotadas

As principais práticas contábeis adotadas pela Companhia e suas controladas são:

a) Moeda funcional e conversão de moedas estrangeiras

As demonstrações financeiras são apresentadas em reais (R$), sendo esta a moeda funcional e de
apresentação da Companhia e de suas controladas.

(i) Transações e saldos
As transações em moeda estrangeira são inicialmente registradas à taxa de câmbio em vigor na data da
transação. Os ganhos e perdas resultantes da diferença entre a conversão dos saldos ativos e passivos, em
moeda estrangeira, no fechamento do período são reconhecidos na demonstração do resultado da Companhia.

(ii) Controladas no exterior

Os ativos e passivos das controladas no exterior são convertidos pela taxa de câmbio da moeda de
apresentação definida pela Companhia na data do balanço e as correspondentes demonstrações do resultado
são convertidas pela taxa de câmbio da data das transações.

Nas controladas com característica de entidades independentes, as diferenças cambiais resultantes da referida
conversão são contabilizadas separadamente em conta do patrimônio líquido denominada "ajustes de
avaliação patrimonial" (resultado abrangente). No momento da venda de uma controlada no exterior, o valor
diferido acumulado reconhecido no patrimônio líquido referente a essa controlada no exterior, é reconhecido
na demonstração do resultado.

b) Caixa e equivalentes de caixa

Caixa e equivalentes de caixa incluem os numerários em espécie, depósitos bancários disponíveis e aplicações
financeiras de curto prazo, de alta liquidez, as quais são prontamente conversíveis em montante conhecido de
caixa , estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor.

c) Instrumentos financeiros

Os instrumentos financeiros são inicialmente registrados ao seu valor justo, acrescido, no caso de ativo
financeiro ou passivo financeiro que não seja pelo valor justo por meio do resultado, dos custos de transação
que sejam diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão de ativo financeiro ou passivo financeiro. Sua
mensuração subsequente ocorre a cada data de balanço de acordo com a classificação dos instrumentos
financeiros nas seguintes categorias: de ativos financeiros, mensurados pelo valor justo no resultado,
investimentos mantidos até o vencimento, empréstimos e recebíveis e ativos financeiros disponíveis para
venda; e passivos financeiros, mensurados a valor justo no resultado e outros passivos financeiros.

(i) Títulos e valores mobiliários

Os títulos e valores mobiliários possuem característica de disponíveis para venda e estão registrados
acrescidos dos rendimentos financeiros (resultado), que se aproximam do valor justo.

(ii) Empréstimos e financiamentos

O saldo de empréstimos e financiamentos corresponde ao valor dos recursos captados, acrescidos dos juros e
encargos proporcionais ao período incorrido, deduzidos das parcelas amortizadas. Se aplicáveis, os saldos de
empréstimos e financiamentos contemplam a variação cambial reconhecida sobre o passivo.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
24

Os juros são mensurados pelo método da taxa de juros efetiva e registrados como despesa financeira, assim
como a referida atualização monetária e a variação cambial auferida sobre o saldo de empréstimos e
financiamentos em aberto.

d) Contas a receber de clientes

São registradas e mantidas pelo valor nominal dos títulos decorrentes das vendas de produtos, acrescidos de
variações cambiais, quando aplicável. A provisão para crédito de liquidação duvidosa ("PCLD") é constituída
com base em análise individual dos valores a receber e em montante considerado pela Administração
necessário e suficiente para cobrir prováveis perdas na realização desses créditos, os quais podem ser
modificados em função da recuperação de créditos junto a clientes devedores ou mudança na situação
financeira de clientes.

O ajuste a valor presente do saldo de contas a receber de clientes não é relevante devido ao curto prazo de sua
realização.

e) Estoques

Os estoques são demonstrados pelo custo médio das compras, líquido dos impostos compensáveis quando
aplicáveis, e valor justo dos ativos biológicos na data do corte, sendo inferior aos valores de realização
líquidos dos custos de venda. Os estoques de produtos acabados compreendem as matérias-primas
processadas e envolvimento de mão de obra direta e custos de produção na valorização dos itens.

Quando necessário, os estoques são deduzidos de provisão para perdas com estoques, constituída em casos de
desvalorização de estoques, obsolescência de produtos e perdas de inventário físico. Adicionalmente, em
decorrência da natureza dos produtos da Companhia, em casos de obsolescências de produtos acabados, os
mesmos podem ser reciclados, para reutilização na produção.

f) Imposto de renda e contribuição social

A Companhia calcula o imposto de renda (IRPJ) e a contribuição social (CSLL), corrente e diferido com base
nas alíquotas de 15% acrescida do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$ 240 para
imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social, sobre o lucro líquido auferido. Os
saldos são reconhecidos no resultado da Companhia pelo regime de competência.

As alíquotas de impostos definidas atualmente para se determinar os créditos tributários diferidos são as
mesmas para os impostos correntes, seguindo as premissas estabelecidas pela legislação fiscal brasileira.

Os valores de imposto de renda e contribuição social diferidos são registrados nos balanços pelos montantes
líquido no ativo ou no passivo não circulante, sendo provenientes basicamente de provisões temporariamente
não dedutíveis e tributos em discussão judicial, tanto no ativo como no passivo na controladora, prejuízos
fiscais e base negativa de contribuição social na controladora e controladas, variação cambial diferida na
controladora e ajustes decorrentes da adoção dos novos pronunciamentos (nota explicativa 4), inclusos no
Regime Tributário de Transição (RTT) como: custo atribuído aos ativos imobilizados (terras), mensuração
dos ativos biológicos a valor justo (nota explicativa 14) e alteração nas taxas de depreciação do ativo
imobilizado (nota explicativa 13).

A provisão para imposto de renda e contribuição social corrente do exercício é apresentada nos balanços
patrimoniais líquida dos adiantamentos de imposto pagos durante o exercício.



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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
25

g) Investimentos (controladora)
São representados por investimentos em empresas controladas e avaliados pelo método de equivalência
patrimonial no balanço individual, em decorrência da participação da Companhia nestas empresas. As
demonstrações financeiras das controladas são elaboradas para o mesmo período de divulgação que o da
controladora. Quando necessário, são efetuados ajustes para que as políticas contábeis estejam de acordo com
as mesmas adotadas pela Companhia.

Os ganhos e perdas não realizados, resultantes de transações entre a Companhia e as controladas, são
eliminados para fins de equivalência patrimonial, no balanço individual, e para fins de consolidação, de
acordo com a participação mantida na controlada.

Após a aplicação do método da equivalência patrimonial, a Companhia determina se é necessário reconhecer
perda adicional do valor recuperável sobre o investimento da Companhia em suas controladas.

A Companhia determina, em cada data de fechamento do balanço patrimonial, se há evidência objetiva de que
o investimento na controlada sofreu perda por desvalorização. Se assim for, a Companhia calcula o montante
da perda por desvalorização como a diferença entre o montante a receber da controlada e o valor contábil e
reconhece o montante na demonstração do resultado.

A variação cambial sobre o investimento em controlada no exterior que não possua característica de filial é
reconhecido como ajuste de avaliação patrimonial no patrimônio líquido e realizado mediante a realização do
investimento a que se refere.

h) Imobilizado

O ativo imobilizado é demonstrado ao custo de aquisição ou construção, deduzido dos impostos
compensáveis, quando aplicável, e da depreciação acumulada. Adicionalmente, com base na opção exercida
pela Companhia na adoção inicial dos novos pronunciamentos, descrita na nota explicativa 4, foram avaliados
a valor justo os custos da classe de imobilizado de terras, com base na adoção do custo atribuído aos ativos
desta classe.

A Companhia utiliza o método de depreciação linear definida com base na avaliação da vida útil estimada de
cada ativo, estimada com base na expectativa de geração de benefícios econômicos futuros, exceto para terras,
as quais não são depreciadas. A avaliação da vida útil estimada dos ativos é revisada anualmente e ajustada se
necessário, podendo variar com base na atualização tecnológica de cada unidade. As vidas úteis dos ativos da
Companhia são demonstradas na nota explicativa 13.

Os gastos com manutenção dos ativos da Companhia são alocados diretamente ao resultado do exercício
conforme são efetivamente realizados.

Encargos financeiros são capitalizados ao ativo imobilizado, quando incorridos sobre imobilizações em
andamento, se aplicáveis.

i) Redução do valor recuperável de ativos ("impairment")
O saldo de imobilizado e outros ativos são revistos anualmente para se identificar evidências de perdas não
recuperáveis, ou ainda, sempre que eventos ou alterações nas circunstâncias indicarem que o valor contábil
pode não ser recuperável. Quando este for o caso, o valor recuperável é calculado para verificar se há perda
nestes ativos.


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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
26
O valor recuperável corresponde ao maior valor entre o valor líquido de venda e o seu valor em uso de um
ativo ou de sua unidade geradora de caixa, sendo determinado individualmente para cada ativo, a menos que o
ativo não gere entradas de fluxo de caixa que sejam independentes daqueles de outros ativos ou grupos de
ativos. Na estimativa do valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao seu valor
presente, utilizando uma taxa de desconto que reflita as avaliações de mercado atuais do valor temporal do
dinheiro e riscos específicos inerentes ao ativo.

Quando houver perda identificada, ela é reconhecida no resultado do exercício pelo montante em que o valor
contábil do ativo ultrapassa o valor recuperável, que é o maior entre o preço líquido de venda e o valor em uso
de um ativo.

j) Ativos Biológicos
Os ativos biológicos correspondem a florestas de eucalipto e pinus, as quais são destinadas para produção de
papéis para embalagem, sacos de papel e caixas e chapas de papelão ondulado, além de venda para terceiros,
quando exauridos. O processo de colheita e replantio tem um ciclo aproximado de 7 ­ 14 anos, variável com
base na cultura e material genético a que se refere. Os ativos biológicos são mensurados ao valor justo,
deduzidos dos custos estimados de venda no momento da colheita.

As premissas significativas na determinação do valor justo dos ativos biológicos estão demonstradas na nota
explicativa 14.

A avaliação dos ativos biológicos é feita trimestralmente pela Companhia, sendo o ganho ou perda na
variação do valor justo dos ativos biológicos reconhecidos no resultado no período em que ocorrem, em linha
específica da demonstração do resultado, denominada "variação do valor justo dos ativos biológicos". O
aumento ou diminuição no valor justo é determinado pela diferença entre os valores justos dos ativos
biológicos no início do período e no final do período avaliado.

A contrapartida do valor justo dos ativos biológicos, líquido dos impostos diferidos incidentes, é mantido
dentro da reserva de lucros a realizar no patrimônio líquido, até a sua efetiva realização financeira e
econômica, sendo neste momento transferido o valor proporcional realizado para lucros acumulados para
destinação.

k) Ativo intangível

O ativo intangível é demonstrado ao custo de aquisição deduzido da amortização acumulada no período,
apurada de forma linear com base em sua vida útil definida. Gastos com pesquisa de novos produtos e
técnicas utilizadas pela Companhia são registrados no resultado do exercício como despesa, a medida que são
incorridos.

l) Ativos e passivos não circulantes

Compreendem os bens e direitos realizáveis e deveres e obrigações vencíveis após doze meses subseqüentes a
data base das referidas demonstrações financeiras, acrescidos dos correspondentes encargos e variações
monetárias incorridas, se aplicável, até a data do balanço.

m) Provisões

As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente legal ou implícita como
resultado de eventos passados ou expectativa de eventos futuros, sendo provável a saída de recursos para
liquidar determinada obrigação, mensurada com base numa estimativa confiável do valor provisionado.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
27

A despesa relativa a qualquer provisão é apresentada na demonstração do resultado, líquida de qualquer
reembolso. Se o efeito temporal do montante for significativo, provisões são descontadas utilizando uma taxa
de desconto, que reflita, quando for o caso, os riscos específicos inerentes à obrigação.

Dentre as provisões levantadas pela Companhia, se encontram as provisões fiscais, previdenciárias,
trabalhistas e cíveis, as quais são provisionados mediante avaliação de perda provável dos processos judiciais,
de acordo com a opinião dos assessores jurídicos e da Administração da Companhia. Essa avaliação é feita
considerando a natureza dos processos em questão, similaridades com causas julgadas anteriormente e
andamento do julgamento das causas.

Quando a Companhia espera que o valor de uma provisão seja reembolsado, em todo ou em parte, este ativo é
reconhecido somente quando sua realização for considerada líquida e certa, sem haver a constituição de ativos
sob cenários de incerteza.

n) Receita de vendas

A receita de vendas é apresentada líquida dos impostos incidentes, descontos e abatimentos concedidos, sendo
reconhecida na extensão em que for provável que benefícios econômicos serão gerados e fruirão para a
Companhia, quando da transferência dos riscos e benefícios dos produtos, e quando possa ser medida de
forma confiável, medida com base no valor justo da contraprestação recebida, excluindo descontos,
abatimentos e impostos ou encargos sobre vendas.
o) Benefícios a empregados e plano de previdência privada
A Companhia concede aos empregados benefícios que envolvem seguro de vida, assistência médica,
participação nos lucros e outros benefícios, os quais respeitam o regime de competência em sua
contabilização, sendo cessados após término do vínculo empregatício com a Companhia.

Adicionalmente, a Companhia concede plano de previdência privada e assistência médica a ex-funcionários
aposentados até 2001, caracterizados como planos de benefício definido. Esses benefícios adotam práticas de
reconhecimento do passivo e do resultado mensurados com base na avaliação atuarial. Os ganhos e perdas
auferidos na avaliação atuarial dos benefícios gerados por alterações nas premissas e compromissos atuariais
são reconhecidos diretamente no resultado do exercício.

p) Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas

Na elaboração das demonstrações financeiras foram utilizados julgamentos, estimativas e premissas contábeis
para a contabilização de certos ativos e passivos e outras transações, e no registro das receitas e despesas dos
períodos. A definição dos julgamentos, estimativas e premissas contábeis adotadas pela Administração foi
elaborada com a utilização das melhores informações disponíveis na data das referidas demonstrações
financeiras, envolvendo experiência de eventos passados, previsão de eventos futuros, além do auxílio de
especialistas, quando aplicável.

As demonstrações financeiras incluem, portanto, várias estimativas, tais como, mas não se limitando a,
seleção de vidas úteis dos bens do imobilizado, a realização dos créditos tributários diferidos, provisões para
créditos de liquidação duvidosa, perdas nos estoques, avaliação do valor justo dos ativos biológicos, provisões
fiscais, previdenciárias, cíveis e trabalhistas, avaliação do valor justo de certos instrumentos financeiros, além
de redução do valor recuperável de ativos.

Os resultados reais dos saldos constituídos com a utilização de julgamentos, estimativas e premissas
contábeis, quando de sua efetiva realização, podem ser divergentes, podendo a Companhia estar exposta a
perdas que podem ser materiais.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
28

q) Lucro por ação

A Companhia apura o saldo de lucro por ação do período com base na atribuição do resultado do exercício a
cada classe de ações emitidas pela Companhia, ponderando as quantidades em circulação durante o período.

r) Demonstração do valor adicionado ("DVA")

A legislação societária brasileira requer a apresentação da demonstração do valor adicionado como parte do
conjunto das demonstrações financeiras apresentadas pela Companhia. Esta demonstração tem por finalidade
evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante os períodos apresentados.

A DVA foi preparada seguindo as disposições contidas no CPC 09 ­ Demonstração do Valor Adicionado e
com base em informações obtidas dos registros contábeis da Companhia, que servem como base de
preparação das demonstrações financeiras.

2.3 Novos pronunciamentos técnicos, revisões e interpretações

Foram aprovados e emitidos até a divulgação das referidas demonstrações financeiras, normas da CVM,
novos pronunciamentos técnicos contábeis, além de revisões de pronunciamentos anteriormente publicados, e
novas interpretações do CPC e do IASB, aplicáveis ao exercício encerrado a partir de dezembro de 2011 e às
demonstrações financeiras de 2010 a serem divulgadas em conjunto com as demonstrações financeiras de
2011, para fins de comparação.

Segue abaixo a relação dos novos pronunciamentos, revisões e interpretações emitidas:
Pronuciamento
Conteúdo
CPC 01 (R1) ­ Redução ao Valor
Recuperável de Ativos
Inclusão de alterações feitas pelo IASB no IAS 36 e revisão do texto, sem
alteração da essência do pronunciamento.
CPC 02 (R2) ­ Efeitos das Mudanças nas
Taxas
de
Câmbio
e
Conversão
de
Demonstrações Contábeis
Revisão do texto para melhor alinhamento ao conteúdo do IAS 21, sem alteração
da essência do pronunciamento.
CPC 03 (R2) ­ Demonstração dos Fluxos de
Caixa
Revisão do texto para melhor alinhamento ao conteúdo do IAS 7, sem alteração
da essência do pronunciamento.
CPC 05 (R1) ­ Divulgação de Partes
Relacionadas
Inclusão de alterações feitas pelo IASB no IAS 24 e revisão do texto, sem
alteração da essência do pronunciamento.
CPC 41 ­ Resultado por Ação
Diretrizes padronizadas para a apuração e divulgação do resultado por ação. O
referido pronunciamento foi aplicado de forma antecipada (nota 22).
ICPC 13 - Direitos a Participações
Decorrentes de Fundos de Desativação,
Restauração e Reabilitação Ambiental
Interpretação aplicada à contabilização nas demonstrações financeiras de
contribuinte por participações decorrentes de fundos de desativação, em linha
com o IFRIC 5.
ICPC
15
-
Passivo
Decorrente
de
Participação em um Mercado Específico -
Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos
Interpretação sobre a tratativa contábil acerca do gerenciamento de resíduos de
equipamentos eletrônicos, em linha com o IFRIC 6.
Medida Provisória 517/10
Alteração de dispositivos da Lei 6.404/76, com o objetivo de adequar as emissões
de debêntures. Esta medida provisória não traz efeitos sobre as demonstrações
financeiras apresentadas.
IFRS 1 ­ Adoção pela Primeira Vez das
Normas
Internacionais
de
Relatório
Financeiros
Inclusão na norma de isenção limitada de divulgações comparativas e eliminação
de datas fixas aos adotantes iniciais do IFRS.
IFRS
7
­
Instrumentos
Financeiros:
Divulgações
Inclusão de procedimentos quanto a divulgação de transferências de ativos
financeiros.
IAS 12 ­ Impostos sobre a Renda
Inclusão de procedimentos quanto a recuperação dos impostos diferidos quando
este é mensurado por meio do valor justo.




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KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
29
3
CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As controladas são integralmente consolidadas a partir da data de aquisição, sendo esta a data na qual a
controladora obtém controle, e continuam a ser consolidadas até a data em que esse controle deixar de existir.

As demonstrações financeiras das controladas são elaboradas para o mesmo período de divulgação que o da
controladora, utilizando políticas contábeis consistentes com as políticas adotadas pela controladora. Para a
consolidação, os seguintes critérios são adotados: (i) eliminação dos investimentos em empresas controladas,
bem como os resultados das equivalências patrimoniais; (ii) os lucros provenientes de operações realizadas
entre as empresas consolidadas, assim como os correspondentes saldos de ativos e passivos são igualmente
eliminados e (iii) o valor da participação dos acionistas minoritários é calculado e demonstrado
separadamente.

As demonstrações financeiras consolidadas abrangem as da Klabin S.A. e as de suas controladas em 31 de
dezembro de 2010 e de 2009, como segue:
Participação- (%)
País Sede
Atividade
Participação
31/12/10 31/12/09
Empresas controladas:
Klabin Argentina S.A.
Argentina
Sacos industriais
Direta/indireta
100
100
Klabin Ltd.
Cayman
Islands
Participação em outras
companhias
Direta
100
100
. Klabin Trade
Inglaterra
Comercialização de produtos
próprios no mercado externo
Indireta
100
100
Klabin Forest Products Company
Estados
Unidos
Comercialização de produtos
próprios no mercado externo
Direta
100
100
IKAPÊ Empreendimentos Ltda.
Brasil
Hotelaria
Direta
100
100
Klabin do Paraná Produtos
Florestais Ltda.
Brasil
Fabricação de produtos
fitoterápicos
Direta
100
100
Antas Serviços Florestais S/C Ltda.
Brasil
Plantio de florestas
Direta
100
100
Centaurus Holdings S.A.
Brasil
Participação em sociedades
Direta
100
100
Timber Holdings S.A.
Brasil
Participação em sociedades
Direta
100
100
Sociedades em Conta de Participação:
Paraná
Brasil
Reflorestamento
Direta
89
96
Santa Catarina
Brasil
Reflorestamento
Direta
94
97
4
ADOÇÃO INICIAL DOS NOVOS PRONUNCIAMENTOS

Na adoção inicial dos novos pronunciamentos contábeis, convergentes ao IFRS, a Companhia segue as
premissas definidas no CPC 37 (equivalente ao IFRS 1) ­ Adoção Inicial das IFRSs e CPC 43 (equivalente ao
IFRS 1) ­ Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40.

O quadro abaixo detalha os principais efeitos da adoção dos novos pronunciamentos contábeis, em relação as
práticas contábeis adotadas anteriormente no balanço patrimonial e patrimônio líquido da Companhia,
individual e consolidado, em 01 de janeiro de 2009 (data de transição), 31 de dezembro de 2009, além da
demonstração do resultado e demonstração do fluxo de caixa para o exercício findo em 31 de dezembro de
2009:






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KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
30
Nota 4
Apresentado
Ajustes
Ajustado
Apresentado
Ajustes
Ajustado
Caixa, equivalentes de caixa, títulos e
valores mobiliários
1.487.420
- 1.487.420
1.702.698
- 1.702.698
Contas a receber de clientes
h)
384.994
- 384.994
633.080 17.832 650.912
Partes relacionadas
469.022
- 469.022
-
- -
Estoques
b)
410.983
- 410.983
437.092 41.798 478.890
Outros ativos
449.311
- 449.311
407.549
- 407.549
Ativo Circulante
3.201.730
- 3.201.730
3.180.419 59.630 3.240.049
Investimento em controladas
b), g) e i)
605.850 1.200.118 1.805.968
-
- -
Imobilizado
b), g) e i)
3.700.792 473.368 4.174.160
4.299.443 987.034 5.286.477
Intangível
i)
47.241 (46.126) 1.115
47.241 (46.126) 1.115
Ativos biológicos
b) e i)
- 1.428.320 1.428.320
- 2.667.454 2.667.454
Depósitos judiciais
c)
78.598 46.236 124.834
79.793 46.236 126.029
IR/CS diferidos
j)
311.832 (311.832)
-
314.062 (314.062)
-
Outros ativos
319.926
- 319.926
321.242
- 321.242
Ativo não circulante
5.064.239 2.790.084 7.854.323
5.061.781 3.340.536 8.402.317
Empréstimos e financiamentos
h)
463.773
- 463.773
479.262 17.832 497.094
Dividendos a pagar
-
- -
-
- -
Outros passivos
464.265
- 464.265
364.106
- 364.106
Passivo Circulante
928.038
- 928.038
843.368 17.832 861.200
Empréstimos e financiamentos
4.942.423
- 4.942.423
4.971.637
- 4.971.637
IR/CS diferidos
b), f), g) e j) 2.292 362.286 364.578
2.292 954.536 956.828
Prov. fiscais, prev, trab e civeis
c)
64.193 46.236 110.429
64.193 46.236 110.429
Outros passivos
82.008
- 82.008
85.721
- 85.721
Passivo não circulante
5.090.916 408.522 5.499.438
5.123.843 1.000.772 6.124.615
Participação não controladores
d)
-
- -
27.974 (27.974)
-
Patrimônio Líquido
b), d), f) e g) 2.247.015 2.381.562 4.628.577
2.247.015 2.409.536 4.656.551
Balanço patrimonial de abertura ­ 1.1.2009
Controladora
Consolidado
Nota 4
Apresentado
Ajustes
Ajustado
Apresentado
Ajustes
Ajustado
Caixa, equivalentes de caixa, títulos e
valores mobiliários
1.907.152
- 1.907.152
2.051.526
- 2.051.526
Contas a receber de clientes
h)
507.426
- 507.426
553.614 107.514 661.128
Partes relacionadas
157.067
- 157.067
-
- -
Estoques
b)
403.090
- 403.090
431.047 39.568 470.615
Outros ativos
337.185
- 337.185
352.928
- 352.928
Ativo Circulante
3.311.920
- 3.311.920
3.389.115 147.082 3.536.197
Investimento em controladas
b), g) e i)
649.143 1.129.495 1.778.638
-
- -
Imobilizado
b), g) e i)
3.468.111 437.219 3.905.330
4.077.402 919.490 4.996.892
Intangível
i)
55.098 (48.733) 6.365
55.098 (48.733) 6.365
Ativos biológicos
b) e i)
- 1.326.757 1.326.757
- 2.491.169 2.491.169
Depósitos judiciais
c)
36.019 44.693 80.712
37.239 44.693 81.932
IR/CS diferidos
j)
149.434 (149.434)
-
149.533 (149.533)
-
Outros ativos
289.094
- 289.094
289.345
- 289.345
Ativo não circulante
4.646.899 2.739.997 7.386.896
4.608.617 3.257.086 7.865.703
Empréstimos e financiamentos
h)
683.473
- 683.473
694.798 107.514 802.312
Dividendos a pagar
a)
57.002 (57.002)
-
57.002 (57.002)
-
Outros passivos
747.434
- 747.434
702.307
- 702.307
Passivo Circulante
1.487.909 (57.002) 1.430.907
1.454.107 50.512 1.504.619
Empréstimos e financiamentos
3.914.754
- 3.914.754
3.925.637
- 3.925.637
IR/CS diferidos
b), f), g) e j) 11.868 477.165 489.033
13.691 1.033.822 1.047.513
Prov. fiscais, prev, trab e civeis
c)
94.032 44.693 138.725
94.032 44.693 138.725
Outros passivos
63.238
- 63.238
66.582
- 66.582
Passivo não circulante
4.083.892 521.858 4.605.750
4.099.942 1.078.515 5.178.457
Participação não controladores
d)
-
- -
56.665 (56.665)
-
Patrimônio Líquido
a), b), d), f)
e g)
2.387.018 2.275.141 4.662.159
2.387.018 2.331.806 4.718.824
Balanço patrimonial ­ 31.12.2009
Controladora
Consolidado
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KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
31
Nota 4
01.01.2009
31.12.2009
01.01.2009
31.12.2009
Patrimônio líquido de acordo com as práticas contábeis anteriores
2.247.015
2.387.018
2.247.015
2.387.018
Valor justo dos ativos biológicos
b)
1.125.353
987.641
1.958.016
1.709.350
Custo atribuído ao imobilizado - terras
g)
776.335
776.335
1.692.144
1.692.144
IR/CS diferido s/ os ajustes
(646.574)
(599.752)
(1.241.054)
(1.156.508)
Efeito reflexo de controladas
b) e g)
1.153.992
1.080.762
-
-
IR/CS diferido s/ reserva de reavaliação
f)
(27.544)
(26.847)
(27.544)
(26.847)
Estorno da proposta de dividendos para aprovação na AGO
a)
-
57.002
-
57.002
Classificação de acionistas não controladores para o PL
d)
-
-
27.974
56.665
Total dos ajustes com a adoção dos novos pronunciamentos
2.381.562
2.275.141
2.409.536
2.331.806
Patrimônio líquido de acordo com os novos pronunciamentos:
4.628.577
4.662.159
4.656.551
4.718.824
. Atribuiído a participação dos acionistas controladores
4.628.577
4.662.159
4.628.577
4.662.159
. Atribuiído a participação dos acionistas não controladores
-
-
27.974
56.665
Patrimônio líquido
Controladora
Consolidado
Controladora
Consolidado
Nota 4
31.12.2009
31.12.2009
Lucro líquido de acordo com as práticas contábeis anteriores
332.907
335.862
Variação do valor justo dos ativos biológicos
b)
994
64.577
Custo dos produtos vendidos - exaustão valor justo dos ativos biológicos
b)
(138.706)
(313.244)
Equivalência patrimonial - efeito reflexo de controladas
b)
(73.230)
-
IR/CS diferido s/ os ajustes
46.821
84.546
Total dos ajustes com a adoção dos novos pronunciamentos
(164.121)
(164.121)
Lucro líquido de acordo com os novos pronunciamentos
168.786
171.741
. Atribuiído a participação dos acionistas controladores
168.786
168.786
. Atribuiído a participação dos acionistas não controladores
-
2.955
Demonstração do resultado
Nota 4
Apresentado
Ajustes
Ajustado
Apresentado
Ajustes
Ajustado
Caixa gerado nas atividades operacionais
h)
876.920
-
876.920
837.393
(89.904)
747.489
Caixa gerado nas atividades de investimento
(133.353)
-
(133.353)
(177.513)
-
(177.513)
Caixa gerado nas atividades de financiamento
h)
(126.188)
-
(126.188)
(113.405)
89.904
(23.501)
Aumento no caixa e equivalentes
617.379
-
617.379
546.475
-
546.475
Consolidado
Demonstração do fluxo de caixa - 31.12.2009
Controladora

A demonstração do resultado abrangente não está demonstrando seus efeitos em decorrência da adoção dos
novos pronunciamentos, visto que estes não impactaram sua apresentação.

Os novos pronunciamentos técnicos adotados pela Companhia que tiveram impacto nas demonstrações
financeiras, em decorrência de divergências de prática com as normas vigentes anteriormente até 31 de
dezembro de 2008 são demonstrados nas notas a seguir:







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KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
32

a) ICPC 08/CPC 24 (equivalente ao IAS 10) ­ Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos

De acordo com o referido pronunciamento técnico, somente os dividendos mínimos obrigatórios devem ser
registrados no passivo nas demonstrações financeiras antes de sua aprovação. A proposta da Administração de
distribuição de dividendos excedentes ao mínimo obrigatório, deve ser registrada dentro do patrimônio
líquido, em conta específica dentro da reserva de lucros, denominada reserva de dividendos propostos, a ser
registrado passivo após aprovação em Assembléia Geral Ordinária. Desta forma, foi efetuado o estorno do
saldo de R$ 57.002 registrado no passivo em 31 de dezembro de 2009, referente a proposta da Administração
de distribuição de dividendos complementares do exercício, para a referida conta no patrimônio líquido.

b) CPC 29 (equivalente ao IAS 41) ­ Ativo biológico e produto agrícola

Os ativos biológicos da Companhia, representados por suas florestas, anteriormente classificados dentro do
ativo imobilizado, devem ser alocados para um grupo específico dentro do ativo não circulante, denominado
"ativos biológicos", além de passarem a ser reconhecidos por seu valor justo, líquido dos custos para
colocação destes ativos em condição de uso ou venda, ao invés de somente ao custo histórico conforme
prática contábil anterior.

O efeito da adoção inicial do reconhecimento dos ativos biológicos a valor justo são mantidos no patrimônio
líquido da Companhia, como uma "reserva de lucros a realizar", com transferência para lucros acumulados
após sua efetiva realização financeira, a ser efetuada via exaustão. Adicionalmente, o valor justo corresponde
a uma diferença temporária com o registro dos impostos diferidos cabíveis.

A Companhia possui investimentos em empresas controladas que possuem ativos biológicos registrados em
suas demonstrações financeiras. A adoção dos novos pronunciamentos nas demonstrações financeiras das
investidas ocorreu na mesma data da adoção dos novos pronunciamentos da controladora.

c) CPC 39 (equivalente ao IAS 32) ­ Instrumentos Financeiros: Apresentação

Anteriormente a legislação societária brasileira exigia a apresentação da provisão para riscos fiscais,
previdenciários, trabalhistas e cíveis líquida dos depósitos judiciais relacionados as provisões constituídas. A
norma estabelece que a compensação de um ativo financeiro e um passivo financeiro deve ser realizada na
apresentação das demonstrações financeiras quando atendidos certos requisitos, porém, a provisão para riscos
fiscais, previdenciários, trabalhistas e cíveis não se enquadra na classificação de passivo financeiro, devendo
ser apresentado os valores brutos nas demonstrações financeiras dos depósitos judiciais e da provisão para
riscos fiscais, previdenciárias, cíveis e trabalhistas.

d) CPC 26 (equivalente ao IAS 1) ­ Apresentação das Demonstrações Contábeis

As participações de não-controladores devem ser apresentadas dentro do grupo do patrimônio líquido,
separando-se ao montante correspondente aos acionistas controladores e acionistas não controladores,
diferentemente de sua classificação anterior em linha específica do balanço entre o passivo não circulante e o
patrimônio líquido.

e) CPC 27 (equivalente ao IAS 16) ­ Ativo Imobilizado

A depreciação dos ativos imobilizados deve ser apurada com base na vida útil econômica estimada dos ativos.
Ao final de 2009 a Companhia procedeu com a revisão da vida útil de seu ativo imobilizado, definindo novas
taxas de depreciação aplicáveis ao início do exercício de 2010. As novas taxas de depreciação diferem
daquelas adotadas anteriormente pela Companhia.


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KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
33

f) ICPC10/CPC 27 (equivalente ao IAS16) ­ Interpretação Sobre a Aplicação Inicial ao Ativo
Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43

O imposto de renda e a contribuição social não registrados sobre reavaliações de ativos remanescentes no
balanço da Companhia em atendimento a prática contábil vigente na época da reavaliação, deve ser registrado
deduzindo-se do saldo da reserva de reavaliação registrada no patrimônio líquido, assim como adicionada a
provisão diferida dos impostos no passivo. A realização dos impostos será efetuada mediante a realização dos
ativos, por venda ou depreciação (se aplicável) destes ativos.

g) ICPC10/CPC 27 (equivalente ao IAS16) ­ Interpretação Sobre a Aplicação Inicial ao Ativo
Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43

Na adoção inicial dos novos pronunciamentos técnicos, a Companhia pode optar por efetuar uma atribuição
de custo (deemed cost) a determinadas classes de ativos imobilizados. Dessa forma, foram atribuídos custos
aos ativos imobilizados alocados na classe de terras florestais, de forma que estes ativos refletissem seu valor
justo na data de adoção dos novos pronunciamentos, visto que o custo histórico registrado para estes ativos
anteriormente estava defasado de seu valor justo de realização destes ativos.

A definição dos custos atribuídos as terras da Companhia foram apurados com base em avaliação patrimonial
efetuada por empresa terceirizada especializada no assunto, sendo os laudos aprovados pelo Conselho de
Administração da Companhia.

A Administração da Companhia entende que a adoção do deemed cost para as demais classes de ativos não
era necessária devido aos valores contábeis não apresentarem a mesma defasagem acentuada com relação aos
valores justos, observada para as terras florestais.

O saldo de custo atribuído apurado, corresponde a uma diferença temporária com o registro dos impostos
diferidos cabíveis.

h) CPC 38 (equivalente ao IAS 39) ­ Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração

O saldo de duplicatas cambiais descontadas, anteriormente registrados no ativo circulante, reduzindo o saldo
de contas a receber de clientes das duplicatas vinculadas ao desconto, foram reclassificados para o passivo,
dentro do grupo de financiamentos, em decorrência de sua natureza.

i) ICPC09 ­ Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações
Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial


O saldo da diferença entre valor contábil e valor justo dos ativos e passivos adquiridos, foi alocado ao saldo
de investimentos na referida controlada na demonstração financeira individual. Essas diferenças foram
alocadas em suas respectivas rúbricas ao seu valor justo nas demonstrações financeiras consolidadas.

j) CPC 32 (equivalente ao IAS 12) ­ Tributos sobre o Lucro

O saldo de imposto de renda e contribuição social diferidos devem ser apresentados nos balanços sociais de
forma líquida entre a compensação dos saldos de tributos diferidos ativos e passivos, após análise e
atendimento de critérios definidos no referido pronunciamento.





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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
34

k) Exceções obrigatórias e isenções opcionais na adoção dos novos pronunciamentos

Com base no CPC 37 (equivalente ao IFRS 1), é permitida na adoção inicial dos novos pronunciamentos (01
de janeiro de 2009) a aplicação de procedimentos voluntários, caso haja divergências quanto às práticas
contábeis anteriormente adotadas, porém a norma também proíbe o ajuste de determinadas transações
retrospectivamente.

O julgamento da Administração quanto às isenções opcionais e obrigatórias na adoção inicial dos novos
pronunciamentos é descrito da seguinte forma:

(i) Mensuração do ativo imobilizado e intangível ao valor justo: a Companhia optou por remensurar seu ativo
imobilizado a valor justo (deemed cost) na data de transição somente para a classe de terras florestais, optando
por manter as demais classes de ativos que compõe os saldos registrados com base em seu custo histórico de
aquisição, como permitido anteriormente, em linha com os novos pronunciamentos;

(ii) Mensuração de combinações de negócios: a Companhia optou por não remensurar combinações de
negócios ocorridas antes da data de transição para os novos pronunciamentos;

(iii) Mensuração de planos de benefícios a empregados: a Companhia optou por não reconhecer os ganhos ou
perdas anteriores a data de adoção dos novos pronunciamentos para os planos de benefício a empregados
mantidos;

(iv) Reconhecimento de diferenças acumuladas de conversão: a Companhia já registrava o ajuste de
diferenças acumuladas de conversão sobre as demonstrações financeiras de controladas no exterior no
resultado abrangente, portanto não adotou a referida isenção;

(v) Adoção inicial em controladas e empreendimentos em conjunto: a Companhia não possui
empreendimentos em conjunto e adotou para suas controladas os novos pronunciamentos na mesma data de
sua transição;

(vi) Contabilização de pagamentos baseados em ações: a Companhia não possui operações de pagamentos
baseados em ações na data de transição para os novos pronunciamentos;

(vii) Contratos de concessão e contratos de seguros: a Companhia não possui contratos de concessão de
serviços públicos, nem contratos de seguros que se enquadrem no escopo da isenção, na data de transição para
os novos pronunciamentos;

(viii) Ajuste de estimativas: com exceção da revisão da vida útil dos ativos imobilizados (nota explicativa 13)
a Companhia não efetuou nenhum ajuste nas estimativas utilizadas anteriormente na data de transição para os
novos pronunciamentos.

l) Conciliação dos efeitos dos saldos de 31 de dezembro de 2010 com a adoção dos novos
pronunciamentos

A Companhia demonstra nos quadros abaixo uma reconciliação dos efeitos da adoção dos novos
pronunciamentos sobre os saldos de resultado e patrimônio líquido consolidados do exercício findo em 31 de
dezembro de 2010, comparando os montantes que seriam apurados antes dos novos pronunciamentos com
seus efeitos registrados:
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
35
Patrimônio líquido:
31.12.2010
Patrimônio líquido antes dos novos pronunciamentos - consolidado
2.577.126
Valor Justo dos Ativos biológicos
1.849.721
Custo atribuído ao imobilizado ­ terras
1.663.947
IR/CS diferido s/ os ajustes
(1.194.647)
IR/CS diferido s/ reserva de reavaliação
(26.481)
Reclassificação da participação de acionistas não controladores
160.417
Reavaliação vida útil do imobilizado - efeito no resultado
124.419
Total dos ajustes com a adoção dos novos pronunciamentos
2.577.376
Patrimônio líquido com efeito dos novos pronunciamentos - consolidado
5.154.502
. Atribuiído a participação dos acionistas controladores
4.994.085
. Atribuiído a participação dos acionistas não controladores
160.417
Resultado:
31.12.2010
Lucro líquido antes dos novos pronunciamentos - consolidado
383.695
Variação valor justo dos ativos biológicos
448.625
Custo dos produtos vendidos - exaustão valor justo ativos biológicos
(308.252)
Custo dos produtos vendidos - reavaliação da vida útil do imobilizado
188.514
Realização de custo atribuído ao ativo imobilizado
(28.197)
IR/CS diferido s/ os ajustes
(102.233)
Total dos ajustes com a adoção dos novos pronunciamentos
198.457
Lucro líquido com efeito dos novos pronunciamentos - consolidado
582.152
. Atribuiído a participação dos acionistas controladores
559.776
. Atribuiído a participação dos acionistas não controladores
22.376
5
CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

A Companhia seguindo suas políticas de aplicações de recursos tem mantido suas aplicações financeiras em
investimentos de baixo risco, mantidos em instituições financeiras nas quais a Administração entende que
sejam de primeira linha tanto no Brasil como no exterior, de acordo com o rating divulgado pelas agências. A
Administração tem considerado esses ativos financeiros como equivalentes de caixa devido a sua liquidez
imediata junto às instituições financeiras.
Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Caixa e bancos
7.117
9.784
9.804
39.880
12.356
104.586
Aplicações moeda nacional
2.261.028
1.686.796
1.069.095
2.361.210
1.749.387
1.129.547
Aplicações moeda estrangeira
671
698
1.000
130.015
79.909
61.044
2.268.816
1.697.278
1.079.899
2.531.105
1.841.652
1.295.177
As aplicações financeiras em moeda nacional, correspondentes a Certificados de Depósitos Bancários ­
CDBs, são indexados pela variação do Certificado de Depósito Interfinanceiro ­ CDI, com taxa média anual
de remuneração de 10,00% (8,68% em 31 de dezembro de 2009), e as aplicações em moeda estrangeira
correspondem a operações de Time Deposit firmados em dólar, com prazo de vencimento de até 90 dias e taxa
média de remuneração anual de 0,05% (0,03% em 31 de dezembro de 2009).

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
36

As aplicações financeiras em CDB podem ser resgatadas imediatamente sem penalidade de juros, possuindo
liquidez diária.
6
TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

São representados por Letras Financeiras do Tesouro Nacional (LFT) cuja remuneração é indexada à variação
da SELIC. Em 31 de dezembro de 2010 o saldo desses títulos é de R$ 198.222 (R$ 209.874 em 31 de
dezembro de 2009 e R$ 407.521 em 01 de janeiro de 2009), os quais a Administração classificou como ativos
financeiros disponíveis para venda. Seus vencimentos originais são entre dezembro de 2010 e de 2013.
Entretanto esses títulos possuem um mercado ativo cujo valor justo é basicamente o valor do principal
acrescido dos juros originalmente estabelecidos nesses títulos.
7
CONTAS A RECEBER DE CLIENTES
Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Clientes
. Nacionais
584.443
524.934
386.495
584.539
525.000
386.533
. Estrangeiros
13.045
9.775
16.368
200.186
163.665
282.610
Total de clientes
597.488
534.709
402.863
784.725
688.665
669.143
PCLD
(30.689)
(27.283)
(17.869)
(30.764)
(27.537)
(18.231)
566.799
507.426
384.994
753.961
661.128
650.912
Vencidos
55.987
52.939
42.118
80.823
52.939
42.118
% s/ Total da Carteira
9,37%
9,90%
10,45%
10,30%
7,69%
6,29%
04 a 10 dias
4.211
6.812
5.287
4.211
6.812
5.287
11 a 30 dias
8.992
9.240
10.425
19.596
9.240
10.425
31 a 60 dias
4.321
5.427
6.761
6.289
5.427
6.761
61 a 90 dias
5.368
3.874
3.171
14.642
3.874
3.171
+ de 90 dias
33.095
27.586
16.474
36.086
27.586
16.474
A Vencer
541.501
481.770
360.745
703.902
635.726
627.025
Total da Carteira
597.488
534.709
402.863
784.725
688.665
669.143

O prazo médio de recebimento de contas a receber de clientes corresponde a aproximadamente 60 dias para as
vendas realizadas no mercado interno e aproximadamente 120 dias para vendas realizadas no mercado
externo, havendo cobrança de juros após o vencimento do prazo definido na negociação.

Conforme mencionado na nota explicativa 24, a Companhia possui normas para o monitoramento de créditos
e duplicatas vencidas e de risco de não recebimentos dos valores decorrentes de operações de venda. A
provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída com base na análise das contas a receber de
clientes em aberto e é considerada suficiente para cobrir eventuais perdas sobre os valores a receber em
aberto. A movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa está demonstrada abaixo:
Controladora
Consolidado
Saldo em 01 de janeiro de 2009
(17.869)
(18.231)
Provisões do exercício
(9.707)
(9.707)
Reversões de créditos
293
401
Saldo em 31 de dezembro de 2009
(27.283)
(27.537)
Provisões do exercício
(5.141)
(5.141)
Reversões de créditos
1.735
1.914
Saldo em 31 de dezembro de 2010
(30.689)
(30.764)
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
37
O saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa corresponde substancialmente de duplicatas
vencidas a mais de 90 dias. A despesa com a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa é
registrada na demonstração do resultado, sob a rubrica de "Despesas / receitas operacionais ­ com vendas".
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
38

8
PARTES RELACIONADAS
a) Saldos e transações com partes relacionadas
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Sociedade
Sociedade
em Conta de
em Conta de
Monteiro
Klabin
Klabin
Klabin
Participação
Participação
Aranha
Irmãos
Argentina
Trade
Paraná
Sta Catarina
S.A.
& Cia.
BNDES
Outras
Total
Total
Total
(i)
(i)
(ii) e (v)
(ii) e (v)
(iii)
(iii),(iv)e(vii)
(vi)
(vii)
Tipo de relação
Controlada
Controlada
Controlada
Controlada
Acionista
Acionista
Acionista
Saldos
Ativo circulante
7.183
298.629
6.412
374
13.242
325.840
173.030
487.812
Ativo não circulante
1.220
3.996
5.216
7.696
7.133
Passivo circulante
13.612
5.800
359
1.752
326.742
341
348.606
375.110
319.619
Passivo não circulante
1.364.978
1.364.978
1.533.922
1.786.682
Transações
Receita de vendas
1.314
651.187
9.475
3.936
125
666.037
570.560
Compras
80.782
64.883
145.665
158.240
Despesa de juros s/ financiamento
137.378
137.378
151.249
Comissão de aval - despesa
30.620
30.620
35.890
Despesa de royalties
4.359
21.273
3.420
29.052
23.704
Outras receitas
-
125
(i)
Saldo a receber de operações de vendas de produtos realizadas a preços e prazos nas condições usuais de mercado;
(ii)
Compra de madeira realizada a preços e prazos nas condições usuais de mercado;
(iii)
Licenciamento de uso de marca;
(iv)
Despesa antecipada sobre comissão de aval, calculado sobre o saldo de financiamentos do BNDES de 1% ao semestre;
(v)
Fornecimento de mudas, sementes e serviços a preços e prazos nas condições usuais de mercado;
(vi)
Captação de financiamento nas condições usuais de mercado;
(vii)
Outras.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
39
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Monteiro
Klabin
Aranha
Irmãos
S.A.
& Cia.
BNDES
Outras
Total
Total
Total
(i)
(i), (ii)e(iv)
(iii)
(vii)
Acionista
Acionista
Acionista
Tipo Relação
Saldos
Ativo circulante
13.242
13.242
15.963
18.790
Ativo não circulante
1.220
1.220
1.727
2.125
Passivo circulante
359
1.752
326.742
328.853
311.900
189.666
Passivo não circulante
1.364.978
1.364.978
1.533.922
1.786.682
Transações
Despesa de juros s/ financiamento
137.378
137.378
151.249
Comissão de aval - despesa
30.620
30.620
35.890
Despesa de royalties
4.359
21.273
3.420
29.052
23.704
Outras receitas
-
125
(i)
Licenciamento de uso de marca;
(ii)
Despesa antecipada sobre comissão de aval, calculado sobre o saldo de financiamentos do BNDES de 1% ao semestre;
(iii)
Captação de financiamentos nas condições usuais de mercado;
(iv)
Outras
Consolidado
b) Remuneração e benefícios da Administração
A remuneração da Administração deve ser fixada pelos acionistas em Assembléia Geral Ordinária - AGO, de
acordo com a legislação societária brasileira e o estatuto social da Companhia. Desta forma, foi deliberado na
AGO realizada em 16 de abril de 2010 o montante global da remuneração anual do Conselho de
Administração e da diretoria fixada em até R$ 23,7 milhões para o exercício de 2010. A remuneração
aprovada para o exercício de 2009 correspondia a R$ 22 milhões.
O quadro abaixo demonstra a remuneração do conselho de administração e da diretoria no período:
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009 (*)
Conselho de
Administração/ diretoria
23.563
17.176
459
122
24.022
17.298
(*) Contempla ajuste de provisão sobre remuneração variável efetuada em 2008
Controladora e consolidado
Curto prazo
Longo prazo
Total dos benefícios
A remuneração da Administração contempla os honorários dos respectivos conselheiros, honorários e
remunerações variáveis dos diretores. Os benefícios de longo prazo referem-se às contribuições feitas pela
Companhia no plano de previdência. Referidos montantes estão registrados substancialmente na rubrica
"Despesas / receitas operacionais - administrativas".

A Companhia não possui remuneração sob a forma de pagamento baseado em ações.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
40
9
ESTOQUES
Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Produtos acabados
104.425
154.962
158.045
137.900
185.043
172.009
Matérias-primas
120.304
104.354
111.604
129.450
111.133
123.903
Madeiras e toras
81.731
50.752
56.696
69.874
79.989
97.319
Combustíveis e lubrificantes
6.823
5.269
6.054
6.823
5.269
6.054
Material de manutenção
105.556
85.411
76.837
106.864
86.167
77.659
Provisão para perdas
(2.923)
(3.422)
(5.236)
(2.923)
(3.422)
(5.236)
Outros
11.315
5.764
6.983
12.140
6.436
7.182
427.231
403.090
410.983
460.128
470.615
478.890

Os estoques em matérias primas incluem bobinas de papel transferidas das unidades produtivas de papel para
as unidades de conversão.

A despesa com a constituição da provisão para perdas com estoques é registrada na demonstração do
resultado, sob a rubrica de "Custo dos produtos vendidos". Durante os exercícios findos em 31 de dezembro
de 2010 e 2009, o efeito líquido dos efeitos da provisão para perda com estoques foi de um estorno de R$ 499
e R$ 1.238 de provisão, respectivamente.

A Companhia não possui estoques dados em garantia.
10
TRIBUTOS A RECUPERAR
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Ativo
Ativo não
Ativo
Ativo não
Ativo
Ativo não
Circulante
Circulante
Circulante
Circulante
Circulante
Circulante
ICMS
57.726
63.480
64.679
84.115
53.126
139.677
PIS
7.654
9.599
21.938
12.339
21.919
12.152
COFINS
34.707
53.949
101.682
65.968
104.872
51.891
Imposto de renda
e contribuição social
17.149
-
93.439
-
131.285
-
Outros
8.738
4.593
9.011
2.251
10.911
2.794
Controladora
125.974
131.621
290.749
164.673
322.113
206.514
Controladas
5.128
-
3.519
-
4.856
-
Consolidado
131.102
131.621
294.268
164.673
326.969
206.514

Em virtude do plano de expansão (Projeto MA1100, realizado nos últimos anos), a Companhia durante aquele
período de investimentos reteve os impostos e contribuições decorrentes das aquisições para o ativo
imobilizado permitidos pela legislação vigente para compensação futura.

A Companhia, com base em análises e projeção orçamentária aprovada pela Administração não prevê riscos
de não realização desses créditos tributários.

O PIS/COFINS e o ICMS mantidos no curto prazo estão previstos para serem compensados com esses
mesmos tributos a recolher nos próximos 12 meses, conforme previsão da administração.
11
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

a) Natureza e expectativa de realização dos impostos diferidos
Em 31 de dezembro de 2010, 31 de dezembro de 2009 e 01 de janeiro de 2009, os efeitos dos impostos
diferidos ativos e passivos são:
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
41
Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Provisões fiscais, prev, trabalhistas e cíveis
34.730
47.167
37.546
34.730
47.167
37.546
Juros adesão REFIS (nota explicativa 17)
39.134
33.131
-
39.134
33.131
-
Baixa de ativo diferido (adoção do RTT)
22.436
26.197
30.167
22.436
26.197
30.167
Prejuízos fiscais e bases negativas
-
20.270
213.717
90
20.369
215.947
Outras diferenças temporárias
21.868
22.669
30.402
21.869
22.669
30.402
Ativo não circulante
118.168
149.434
311.832
118.259
149.533
314.062
Variação cambial diferida (*)
53.549
11.450
-
53.549
11.450
-
Valor justo dos ativos biológicos
341.394
335.798
382.620
628.904
581.179
665.725
Reavaliação vida útil imobilizado (adoção RTT)
64.095
-
-
64.095
-
-
Custo atribuído ao ativo imobilizado
263.954
263.954
263.954
565.742
575.329
575.329
Reserva de reavaliação de ativos
26.481
26.847
27.544
26.481
26.847
27.544
Outras diferenças temporárias
13.604
418
2.292
15.123
2.241
2.292
Passivo não circulante
763.077
638.467
676.410
1.353.894
1.197.046
1.270.890
Saldo líquido no balanço (passivo)
644.909
489.033
364.578
1.235.635
1.047.513
956.828
(*) A Administração optou pelo critério de reconhecimento fiscal das variações cambiais de seus direitos e obrigações com base no regime de caixa, gerando diferenças temporárias de
variação cambial, as quais serão tributadas em função das liquidação dos créditos e obrigações denominadas em moeda estrangeira.
A Companhia aderiu ao Regime Tributário de Transição (RTT) instruído pela Lei 11.941/09 para tratamento
fiscal de imposto de renda e contribuição social dos efeitos dos pronunciamentos contábeis (CPCs), incluindo
aqueles adotados no exercício de 2008 (CPC 01 a CPC 14) e os novos pronunciamentos a partir de 01 de
janeiro de 2009, descritos na nota explicativa 4.

A Administração, com base em orçamento, plano de negócios e projeção orçamentária aprovados pelo
Conselho de Administração, estima que os créditos fiscais provenientes das diferenças temporárias, prejuízos
fiscais, e base negativa da contribuição social sejam realizados conforme demonstrado a seguir:
Controladora
Consolidado
2011
49.874
49.874
2012
23.566
23.566
2013
32.948
32.948
2014 em diante
11.780
11.871
118.168
118.259
31/12/2010

A projeção de realização do saldo está sujeita a não se concretizar caso as estimativas e incertezas utilizadas
em sua elaboração na preparação das referidas demonstrações financeiras sejam divergentes quando da sua
efetiva realização.

As informações da Companhia acerca dos tributos em discussão judicial estão demonstradas na nota
explicativa 17.

b) Conciliação da despesa de imposto no resultado

A conciliação da despesa de imposto de renda e contribuição social corrente e diferida nos resultados dos
exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 encontram-se resumidas a seguir:
background image
KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
42
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Despesa de imposto corrente
(51.296)
(217.596)
(97.248)
(227.562)
Ajuste do exercício anterior
(3.297)
(16.644)
(3.297)
(16.644)
Corrente
(54.593)
(234.240)
(100.545)
(244.206)
Constituição e reversão de diferenças temporárias
(87.358)
(171.277)
(87.053)
(173.100)
Reavaliação vida útil imobilizado
(64.095)
-
(64.095)
-
Variação de valor justo e exaustão de ativos biológicos
(nota explicativa 14)
(5.595)
46.821
(47.724)
84.546
Reversão de custo atribuído ao ativo imobilizado
-
-
9.586
-
Diferido
(157.048)
(124.456)
(189.286)
(88.554)
Controladora
Consolidado

c) Conciliação do imposto de renda e da contribuição social com o resultado da aplicação direta da
alíquota dos respectivos tributos sobre o resultado societário
Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Resultado antes do imposto de renda
e da contribuição social
771.417
527.482
871.983
504.501
Imposto de renda e contribuição social
à alíquota de 34%
(262.282)
(179.344)
(296.474)
(171.530)
Efeito tributário sobre diferenças permanentes:
Resultado de equivalência patrimonial
49.874
20.341
-
-
Provisão de adesão REFIS (nota explicativa 17)
-
(234.240)
-
(234.240)
Ganho de indenização por desapropriação de terras
19.752
19.752
Outros efeitos
767
14.795
(15.084)
10.156
Diferença de tributação,empresas controladas
-
-
21.727
43.102
(211.641)
(358.696)
(289.831)
(332.760)
Imposto de renda e contribuição social
. Corrente
(54.593)
(234.240)
(100.545)
(244.206)
. Diferido
(157.048)
(124.456)
(189.286)
(88.554)
Despesa de imposto de renda e contribuição
social no resultado
(211.641)
(358.696)
(289.831)
(332.760)
background image
KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
43

12
INVESTIMENTOS EM EMPRESAS CONTROLADAS

a) Movimentação de investimentos em empresas controladas:
background image
KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
44
13
IMOBILIZADO
a) Composição do imobilizado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Depreciação
Controladora
Custo
Acumulada
Líquido
Líquido
Líquido
Terrenos
970.496
-
970.496
970.465
954.714
Edifícios e construções
689.929
(259.533)
430.396
446.791
443.857
Máquinas, equipamentos
-
-
e instalações
4.876.071
(2.698.003)
2.178.068
2.259.288
2.498.801
Obras e instalações
-
-
em andamento
178.051
-
178.051
103.823
141.870
Outros (*)
342.097
(166.760)
175.337
124.963
134.918
7.056.644
(3.124.296)
3.932.348
3.905.330
4.174.160
Consolidado
Terrenos
2.030.194
-
2.030.194
2.051.548
2.049.769
Edifícios e construções
697.943
(261.902)
436.041
453.069
452.939
Máquinas, equipamentos
-
-
e instalações
4.895.304
(2.711.311)
2.183.993
2.265.898
2.509.359
Obras e instalações
-
-
em andamento
178.052
-
178.052
103.913
141.911
Outros (*)
343.788
(168.045)
175.743
122.464
132.499
8.145.281
(3.141.258)
5.004.023
4.996.892
5.286.477
(*) Saldo correspondente a classes de imobilizado como veículos, móveis e utensílios e equipamentos de informática.

As informações dos ativos imobilizados dados em garantia de operações firmadas pela Companhia se
encontram na nota explicativa 15, assim como a informação acerca da cobertura de seguros dos bens
patrimoniais se encontram na nota explicativa 25.

b) Movimentação sumária do imobilizado
Terrenos
Edifícios e
construções
Máquinas,
equipamentos e
instalações
Obras e
instalações em
andamento
Outros
Total
Saldo 01 de janeiro de 2009
954.714
443.857
2.498.801
141.870
134.918
4.174.160
Adições
-
9.767
-
107.189
37.526
154.482
Baixas
(3.612)
(325)
(802)
(2.706)
(2.198)
(9.643)
Depreciação
-
(26.677)
(368.933)
-
(17.983)
(413.593)
Transferências Internas
4.336
26.398
139.998
(139.683)
(31.049)
-
Outros
15.027
(6.229)
(9.776)
(2.847)
3.749
(76)
Saldo 31 de dezembro de 2009
970.465
446.791
2.259.288
103.823
124.963
3.905.330
Adições
-
1.094
3
183.852
73.782
258.731
Baixas
-
(93)
(2.446)
-
(181)
(2.720)
Depreciação
-
(19.345)
(183.807)
-
(16.091)
(219.243)
Transferências Internas
31
1.937
106.713
(105.112)
(3.569)
-
Outros
-
12
(1.683)
(4.512)
(3.567)
(9.750)
Saldo 31 de dezembro de 2010
970.496
430.396
2.178.068
178.051
175.337
3.932.348
Controladora
background image
KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
45
Terrenos
Edifícios e
construções
Máquinas,
equipamentos e
instalações
Obras e
instalações em
andamento
Outros
Total
Saldo 01 de janeiro de 2009
2.049.769
452.939
2.509.359
141.911
132.499
5.286.477
Adições
2.712
9.858
372
107.189
37.215
157.346
Baixas
(3.805)
(326)
(802)
(2.706)
(2.011)
(9.650)
Depreciação
-
(26.844)
(369.895)
-
(18.299)
(415.038)
Transferências Internas
4.336
26.386
139.907
(139.683)
(30.946)
-
Outros
(1.455)
(8.944)
(13.043)
(2.798)
3.997
(22.243)
Saldo 31 de dezembro de 2009
2.051.557
453.069
2.265.898
103.913
122.455
4.996.892
Adições
6.929
1.103
793
183.852
73.812
266.489
Baixas
-
(93)
(2.478)
-
(181)
(2.752)
Depreciação
-
(19.536)
(184.736)
-
(16.278)
(220.550)
Reversão de custo atribuido ao ativo
imobilizado
(28.197)
-
-
-
-
(28.197)
Transferências Internas
(37)
1.937
106.713
(105.112)
(3.501)
-
Outros
(58)
(439)
(2.197)
(4.601)
(564)
(7.859)
Saldo 31 de dezembro de 2010
2.030.194
436.041
2.183.993
178.052
175.743
5.004.023
Consolidado

A depreciação do período foi substancialmente apropriada ao custo de produção do período.

c) Método de depreciação

A Companhia efetuou a revisão da taxa de depreciação de seu ativo imobilizado ao final do exercício de 2009
e alterou a estimativa de vida útil individual dos ativos incluídos nos grupos de edifícios e construções,
máquinas, equipamentos, instalações e benfeitorias para o exercício de 2010. A avaliação da vida útil dos
ativos foi efetuada com auxílio de empresa terceirizada especializada no assunto.

O quadro abaixo demonstra as taxas anuais de depreciação pelo método linear que foram aplicáveis ao
exercício de 2009, bem como as taxas anuais de depreciação revisadas para a depreciação a partir de 01 de
janeiro de 2010, definida com base na vida útil econômica dos ativos:

Taxa 2009 - %
Taxa reavaliada 2010 - %
Edifícios e construções
4
2,86 a 3,33
Máquinas, equipamentos e instalações
5 a 20 (*)
2,86 a 10 (*)
Outros
4 a 20
4 a 20
(*) Taxa predominante de 10% em 2009 e 6% em 2010.

A alteração nas taxas do calculo da depreciação deve ser tratada como uma mudança de estimativa com seus
efeitos reconhecidos de forma prospectiva, não havendo a necessidade de retroagir os efeitos da depreciação
com as taxas revisadas.
A Administração estima que caso as taxas de depreciação revisadas estivessem vigentes durante o exercício
de 2009, seu efeito seria de uma redução na depreciação de aproximadamente R$ 180 milhões comparativa a
despesa de depreciação efetivamente registrada com a utilização das taxas aplicáveis naquele exercício.
Ao final do exercício de 2010, a Administração efetuou uma nova revisão da vida útil dos ativos imobilizados
da Companhia, porém, não foram apurados ajustes nas taxas utilizadas.
d) Obras e instalações em andamento

Em 31 de dezembro de 2010, o saldo de obras e instalações em andamento refere-se aos seguintes principais
projetos: (i) sistema de evaporação, estocagem e reforma do turbo gerador na unidade de Monte Alegre, (ii)
de atualização tecnológica nas unidades industriais do segmento de conversão, (iii) caldeira biomassa e
reforma do turbo gerador na unidade de Otacílio Costa (iv) de investimentos correntes nas operações
contínuas da Companhia.
background image
KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
46

e) Adoção do custo atribuído (deemed cost)

Conforme faculdade estabelecida pelo ICPC 10/CPC 27 (IAS 16), a Companhia optou durante a adoção
inicial dos novos pronunciamentos contábeis emitidos pelo CPC em convergência ao IFRS, pela atribuição de
custo ao ativo imobilizado somente para a classe de terras florestais.

Os valores atribuídos foram determinados através de laudo de avaliação preparado por empresa especializada,
gerando um aditivo de R$ 776.335 ao custo de R$ 165.169 registrado no ativo imobilizado no balanço
controladora e um aditivo de R$ 1.692.144 ao custo de R$ 261.732 registrado no balanço consolidado. Sobre
o saldo constitui-se imposto de renda e contribuição social diferidos passivos.

A contrapartida do saldo é registrada no patrimônio líquido, no grupo de "Ajustes de avaliação patrimonial",
líquidos dos impostos incidentes.

f) Perdas pela não recuperabilidade de imobilizado (impairment)

A Companhia não identificou indicadores que pudessem reduzir o valor de realização de seus ativos em 31 de
dezembro de 2010 e de 2009, com base em suas análises do valor em uso pelos fluxos de caixa descontados
preparados de acordo com a projeção orçamentária aprovada pela Administração.
14
ATIVOS BIOLÓGICOS
Os ativos biológicos da Companhia compreendem o cultivo e plantio de florestas de pinus e eucalipto para
abastecimento de matéria-prima na produção de celulose utilizada no processo de produção de papel e
vendas de toras de madeira para terceiros. Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia possui 213 mil
hectares (214 mil hectares em 31 de dezembro de 2009) de florestas plantadas (informação não auditada
pelos auditores independentes), desconsiderando as áreas de preservação permanente e reserva legal que
devem ser mantidas para atendimento a legislação ambiental brasileira.

O saldo dos ativos biológicos da Companhia é composto pelo custo de formação das florestas e do diferencial
do valor justo sobre o custo de formação, para que o saldo de ativos biológicos como um todo seja registrado
a valor justo, menos os custos necessários para colocação dos ativos em condição de uso ou venda, da
seguinte forma:
Controladora
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Custo de formação dos
ativos biológicos
390.837
339.116
302.967
913.159
821.387
751.236
Valor justo dos ativos biológicos
1.004.101
987.641
1.125.353
1.849.720
1.669.782
1.916.218
Ativo não circulante
1.394.938
1.326.757
1.428.320
2.762.879
2.491.169
2.667.454

A avaliação dos ativos biológicos por seu valor justo considera certas estimativas, tais como: preço de
madeira, taxa de desconto, plano de colheita das florestas e volume de produtividade, as quais estão sujeitas a
incertezas, podendo gerar efeitos nos resultados futuros em decorrência de suas variações.

As informações acerca dos ativos dados em garantia de operações firmadas pela Companhia se encontram
descritos na nota explicativa 15, assim como as informações acerca do seguro dos ativos biológicos e riscos
financeiros das operações florestais se encontram descritos na nota explicativa 25.






background image
KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
47

a) Premissas para o reconhecimento do valor justo dos ativos biológicos
Com base no CPC 29 (IAS 41) - Ativo Biológico e Produto Agrícola, a Companhia reconhece seus ativos
biológicos a valor justo seguindo as seguintes premissas em sua apuração:

(i) Serão mantidas a custo histórico as florestas de eucalipto até o terceiro ano de plantio e florestas de pinus
até o quinto ano de plantio, em decorrência do entendimento da Administração de que durante esse período,
o custo histórico dos ativos biológicos se aproxima de seu valor justo;

(ii) As florestas após o terceiro e quinto ano de plantio, de eucalipto e pinus respectivamente, são valorizadas
por seu valor justo, o qual reflete o preço de venda do ativo menos os custos necessários para colocação do
produto em condições de venda ou consumo;

(iii) A metodologia utilizada na mensuração do valor justo dos ativos biológicos corresponde a projeção dos
fluxos de caixa futuros de acordo com o ciclo de produtividade projetado das florestas, levando-se em
consideração as variações de preço e crescimento dos ativos biológicos;
(iv) A taxa de desconto utilizada nos fluxos de caixa corresponde ao WACC da Companhia, o qual é
revisado periodicamente pela Administração;

(v) Os volumes de produtividade projetados das florestas são definidos com base em uma estratificação em
função de cada espécie, material genético, regime de manejo florestal, potencial produtivo, rotação e idade
das florestas. O conjunto dessas características compõe um índice denominado IMA (Incremento Médio
Anual), expresso em metros cúbicos por hectare/ano utilizado como base na projeção de produtividade. O
plano de corte das culturas mantidas pela Companhia é variável entre 6 e 7 anos para eucalipto e entre 14 e
15 anos para pinus;

(vi) Os preços dos ativos biológicos, denominados em R$/metro cúbico são obtidos através de pesquisas de
preço de mercado, divulgados por empresas especializadas, além dos preços praticados pela Companhia em
vendas para terceiros. Os preços obtidos são ajustados deduzindo-se os custos de capital referente a terras,
em decorrência de tratarem-se de ativos contribuintes para o plantio das florestas e demais custos necessários
para colocação dos ativos em condição de venda ou consumo;

(vii) Os gastos com plantio referem-se aos custos de formação dos ativos biológicos;

(viii) A apuração da exaustão dos ativos biológicos é realizada com base no valor justo dos ativos biológicos
colhidos no período;

(ix) A Companhia definiu por efetuar a reavaliação do valor justo de seus ativos biológicos trimestralmente,
sob o entendimento de que este intervalo é suficiente para que não tenha defasagem do saldo de valor justo
dos ativos biológicos registrado em suas demonstrações financeiras.












background image
KLABIN S.A. E CONTROLADAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
48

b) Reconciliação das variações de valor justo

As movimentações dos períodos são demonstradas abaixo:
Controladora
Consolidado
Saldo em 01 de janeiro de 2009
1.428.320
2.667.454
Plantio
46.833
91.929
Exaustão
(149.390)
(332.791)
Variação de valor justo por:
. Preço
(100.327)
(152.336)
. Crescimento
101.321
216.913
Saldo em 31 de dezembro de 2009
1.326.757
2.491.169
Plantio
65.084
119.108
Transferências
3.134
41.077
Exaustão
(220.647)
(337.100)
Variação de valor justo por:
. Preço
45.499
75.455
. Crescimento
175.111
373.170
Saldo em 31 de dezembro de 2010
1.394.938
2.762.879


A exaustão dos ativos biológicos dos períodos foi substancialmente apropriada ao custo de produção, após
alocação nos estoques mediante colheita das florestas e utilização no processo produtivo ou venda para
terceiros.

Durante o exercício de 2009, dentre os fatores que levaram a uma redução no saldo dos ativos biológicos,
destaca-se a queda no preço de eucalipto e pinus no mercado equivalente a 7%, além de uma redução de 5%
de áreas plantadas.

Com a retomada da atividade econômica no exercício de 2010, os volumes totais de madeira que incluem a
transferência para as fábricas de papel e venda para terceiros, cresceram 25% em relação ao ano anterior e os
preços médios apresentaram recuperação gerando um efeito positivo na avaliação do valor justo das florestas.

Adicionalmente, houve um aumento no volume de florestas que passaram a ser reconhecidas pelo valor justo
de acordo com as premissas definidas pela Companhia, a qual determina a avaliação a valor justo das florestas
de eucalipto e pinus, a partir do terceiro ano e do quinto ano, respectivamente.














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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
49
15
EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS

a)
Composição dos empréstimos e financiamentos
Juros
anuais %
31/12/2010
Não
Na Controladora:
Circulante
Circulante
Total
Em moeda nacional
. BNDES - Projeto MA1100
TJLP + 2,0 e cesta(*) + 1,5
254.711
1.069.519
1.324.230
. BNDES - Outros
TJLP + 0,0 a 4,5
72.031
295.459
367.490
. Crédito exportação
96,6 a 97,0 do CDI
150.452
-
150.452
. Capital de giro
CDI + 0,6
17.432
83.333
100.765
. Outros
1,0 a 8,7
1.140
57.656
58.796
495.766
1.505.967
2.001.733
Em moeda estrangeira (**)
. Ativo imobilizado
USD + 6,5
3.933
37.474
41.407
. Pré pagamentos exportação
USD + 1,1 a 5,9
256.850
1.990.554
2.247.404
. Notas de crédito à exportação
USD + 7,5 a 8,1
48.666
480.981
529.647
309.449
2.509.009
2.818.458
805.215
4.014.976
4.820.191
Nas Controladas:
Cambiais descontadas
USD + 1,0 a 1,5
26.278
-
26.278
Outros
7,2
10.628
-
10.628
Total Consolidado
842.121
4.014.976
4.857.097
Juros
anuais %
31/12/2009
Não
Na Controladora:
Circulante
Circulante
Total
Em moeda nacional
. BNDES - Projeto MA1100
TJLP + 2,0 e cesta (*) + 1,5
255.469
1.319.534
1.575.003
. BNDES - Outros
TJLP + 2,2 a 4,5
54.479
214.388
268.867
. Crédito exportação
96,6 a 97,0 do CDI
180.690
-
180.690
. Capital de giro
CDI + 0,6
597
100.000
100.597
. Outros
1,0 a 8,7
1.001
48.476
49.477
492.236
1.682.398
2.174.634
Em moeda estrangeira (**)
. Ativo imobilizado
USD + 6,5
1.654
22.169
23.823
. Pré pagamentos exportação
USD + 1,2 a 6,5
155.545
1.674.599
1.830.144
. Notas de crédito à exportação
USD + 7,5 a 8,1
34.038
535.588
569.626
191.237
2.232.356
2.423.593
683.473
3.914.754
4.598.227
Nas Controladas:
Cambiais descontadas
USD + 1,0 a 1,5
107.514
-
107.514
Outros
7,2
11.325
10.883
22.208
Total Consolidado
802.312
3.925.637
4.727.949
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
50
Juros
anuais %
1/1/2009
Não
Na Controladora:
Circulante
Circulante
Total
Em moeda nacional
. BNDES - Projeto MA1100
TJLP + 2,0
133.828
1.612.384
1.746.212
. BNDES - Outros
TJLP + 4,5
54.280
174.298
228.578
. Crédito exportação
96,0 a 103,0 do CDI
172.985
165.039
338.024
. Capital de giro
CDI + 0,5
34.210
100.000
134.210
. Outros
1,0 a 8,7
890
39.877
40.767
396.193
2.091.598
2.487.791
Em moeda estrangeira (**)
. Ativo imobilizado
USD + 6,8
2.190
8.274
10.464
. Pré pagamentos exportação
USD + 2,2 a 6,6
45.829
2.097.587
2.143.416
. Notas de crédito à exportação
USD + 7,3 a 8,1
19.561
744.964
764.525
67.580
2.850.825
2.918.405
463.773
4.942.423
5.406.196
Nas Controladas:
Cambiais descontadas
USD + 1,0 a 1,5
17.832
-
17.832
Outros
7,2
15.489
29.214
44.703
Total Consolidado
497.094
4.971.637
5.468.731
(*)
Cesta composta substancialmente por dólares norte-americanos
(**)
Em dólares norte-americanos
BNDES
A Companhia possui contratos com o BNDES que teve por finalidade o financiamento de projetos de
desenvolvimento industrial, como o MA 1100, com liquidação prevista até janeiro de 2017. A amortização do
mesmo está sendo realizada mensalmente com os respectivos juros.

Pré-pagamentos exportação e notas de crédito à exportação

As operações de pré pagamentos e notas de crédito a exportação foram captadas em bancos de grande porte,
com a finalidade de administração do capital de giro e desenvolvimento das operações da Companhia. A
liquidação dos contratos está prevista até julho de 2019.

Cambiais descontadas

Referem-se a títulos de exportações já realizadas, com seguro contratado, descontados com instituições
financeiras, a serem liquidadas, mediante realização das contas a receber vinculado ao desconto.

b) Cronograma dos vencimentos não circulantes

O vencimento dos financiamentos da Companhia em 31 de dezembro de 2010, classificados no passivo não
circulante, é demonstrado da seguinte forma:
2020
Ano
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
em diante
Total
Valor
788.609
845.309
715.481
684.322
309.842
167.308
208.996
204.225
90.884
4.014.976


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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
51

c) Movimentação sumária dos financiamentos
Controladora
Consolidado
Saldo em 01 de janeiro de 2009
5.406.196
5.468.731
Captações
403.764
493.446
Provisão de Juros
289.319
291.462
Variação cambial
(790.035)
(799.359)
Amortizações e pagamento de juros
(711.017)
(726.331)
Saldo em 31 de dezembro de 2009
4.598.227
4.727.949
Captações
1.016.656
1.042.934
Provisão de Juros
251.240
252.410
Variação cambial e monetária
(143.467)
(143.958)
Amortizações e pagamento de juros
(902.465)
(1.022.238)
Saldo em 31 de dezembro de 2010
4.820.191
4.857.097

d) Garantias
Os financiamentos junto ao BNDES são garantidos por terrenos, edifícios, benfeitorias, máquinas,
equipamentos e instalações das fábricas de Correia Pinto ­ SC e Monte Alegre ­ PR, com valor contábil
líquido de depreciação equivalente a R$ 2.091.353 em 31 de dezembro de 2010, objeto dos respectivos
financiamentos, além de depósitos em garantia, bem como por avais dos acionistas controladores.

Os empréstimos de crédito de exportação, pré pagamentos de exportações e capital de giro não possuem
garantias reais.

e) Cláusulas restritivas de contratos

A Companhia e suas controladas não possuem quaisquer contratos de financiamentos mantidos na data das
referidas demonstrações financeiras, que possuam cláusulas restritivas que estabeleçam obrigações quanto à
manutenção de índices financeiros sobre as operações contratadas ou torne automaticamente exigível o
pagamento da dívida.

f) Limites de crédito

Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia possui junto ao BNDES um limite operacional não utilizado de R$
724 milhões (R$ 512 milhões em 31 de dezembro de 2009) para utilização, mediante apresentação de projeto
de investimento para utilização do capital.
16
FORNECEDORES
O saldo de fornecedores em aberto pela Companhia, é disposto da seguinte forma:
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Moeda nacional
246.110
178.290
186.374
247.928
178.858
189.940
Moeda estrangeira
19.027
7.130
21.773
21.911
10.838
25.606
265.137
185.420
208.147
269.839
189.696
215.546
Consolidado

A Companhia trabalha com prazo médio de pagamento junto a seus fornecedores de aproximadamente 45
dias.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
52
17
PROVISÕES FISCAIS, PREVIDENCIÁRIAS, TRABALHISTAS E CÍVEIS

a) Riscos provisionados

Com base na análise individual dos processos impetrados contra a Companhia e suas controladas e suportadas
por opinião de seus consultores jurídicos, foram constituídas provisões no passivo não circulante, para riscos
com perdas consideradas prováveis, demonstradas a seguir:
31/12/2010
Depósitos
Depósitos
Montante
Judiciais
Passivo
Judiciais
Na controladora:
Provisionado
Vinculados
Líquido
sem vínculo
Tributárias:
. PIS/COFINS
(13.466)
13.466
-
22.676
. CPMF
(8.646)
8.646
-
-
. IR/CS
(16.357)
9.480
(6.877)
-
. OUTRAS
(1.508)
1.508
-
19.025
(39.977)
33.100
(6.877)
41.701
Trabalhistas
(55.996)
14.587
(41.409)
-
Cíveis
(6.174)
-
(6.174)
-
(102.147)
47.687
(54.460)
41.701
Nas controladas:
Outras
-
-
-
1.310
Consolidado
(102.147)
47.687
(54.460)
43.011
31/12/2009
Depósitos
Depósitos
Montante
Judiciais
Passivo
Judiciais
Na controladora:
Provisionado
Vinculados
Líquido
sem vínculo
Tributárias:
. PIS/COFINS
(12.695)
12.695
-
21.138
. CPMF
(8.646)
8.646
-
-
. IR/CS
(16.356)
9.528
(6.828)
-
. OUTRAS
(1.929)
1.929
-
14.881
(39.626)
32.798
(6.828)
36.019
Trabalhistas
(90.078)
11.895
(78.183)
-
Cíveis
(9.021)
-
(9.021)
-
(138.725)
44.693
(94.032)
36.019
Nas controladas:
Outras
-
-
-
1.220
Consolidado
(138.725)
44.693
(94.032)
37.239





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EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
53
1/1/2009
Depósitos
Depósitos
Montante
Judiciais
Passivo
Judiciais
Na controladora:
Provisionado
Vinculados
Líquido
sem vínculo
Tributárias:
. PIS/COFINS
(12.120)
12.120
-
68.021
. CPMF
(8.646)
8.646
-
-
. IR/CS
(12.674)
9.528
(3.146)
-
. OUTRAS
(12.554)
6.137
(6.417)
10.577
(45.994)
36.431
(9.563)
78.598
Trabalhistas
(58.104)
9.805
(48.299)
-
Cíveis
(6.331)
-
(6.331)
-
(110.429)
46.236
(64.193)
78.598
Nas controladas:
Outras
-
-
-
1.195
Consolidado
(110.429)
46.236
(64.193)
79.793

Em 31 de dezembro de 2010, os riscos provisionados da Companhia correspondem a processos de natureza
tributária principalmente de questionamentos acerca de tributação de PIS/COFINS sobre venda de ações e
imposto de renda e contribuição social sobre correções monetárias da Lei 8.200/91, processos de natureza
trabalhista, consistentes, em sua maioria, de ações ingressadas por ex-empregados das plantas da Companhia
e versam sobre pagamento de direitos trabalhistas (verbas rescisórias, horas extras, adicionais de
periculosidade e insalubridade), indenizações e responsabilidade subsidiária, além de ações de natureza cível,
concentrados, em sua maioria, de ações de indenização por danos materiais e/ou morais decorrentes de
acidentes.

b) Movimentação sumária do montante provisionado
Tributárias
Trabalhistas
Cíveis
Exposição Líquida
Saldo em 01 de janeiro de 2009
(9.365)
(48.497)
(6.331)
(64.193)
Novos processos/complementos
e atualizações monetárias
(1.545)
(*) (29.686)
(2.690)
(33.921)
(Provisões)/reversões
4.082
4.082
Saldo em 31 de dezembro de 2009
(6.828)
(78.183)
(9.021)
(94.032)
Novos processos/complementos
e atualizações monetárias
440
1.647
(312)
1.775
(Provisões)/reversões
(489)
35.127
3.159
37.797
Saldo em 31 de dezembro de 2010
(6.877)
(41.409)
(6.174)
(54.460)
(*) Decorrente substancialmente por atualização dos processos e acordo com representantes das empresas, ainda em fase de homologação.
Controladora e consolidado

Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, a principal variação no saldo de riscos fiscais,
previdenciários, cíveis e trabalhistas refere-se a reversão por perda de processo judicial trabalhista envolvendo
requerimento de direitos, com a constituição de contas a pagar sobre a referida causa, no montante de R$
28.107.





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EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
54

c) Provisões fiscais, previdenciárias, trabalhistas e cíveis não reconhecidas

A Companhia e suas controladas possuem outros processos tributários, trabalhistas e cíveis envolvendo riscos
de perda avaliados como "possíveis" que são aproximadamente: tributários R$ 455.310 (não considerando a
autuação do imposto de renda descrita a seguir); trabalhistas R$ 58.022; e cíveis R$ 29.305. Com base na
análise individual dos correspondentes processos judiciais e suportados por opinião de seus consultores
jurídicos, a Administração entende que estes processos, cujos prognósticos de perda são avaliados como
"possíveis", não necessitam provisionamento.

d) Processos ativos

Em 31 de dezembro de 2010 a Companhia figurava em processos judiciais envolvendo causas ativas, para as
quais não existem valores provisionados em suas demonstrações financeiras seguindo o princípio contábil da
prudência, sendo adotada a prática contábil de reconhecimento dos ativos somente após o trânsito em julgado
definitivo dos processos.

De acordo com a opinião de seus consultores jurídicos alguns processos são avaliados como "possíveis" e
"prováveis" de ganho de causa. Dentre os referidos processos, destaca-se o requerimento da Companhia
visando a correção monetária integral e juros sobre diferenças de correção nos empréstimos compulsórios
junto a Eletrobrás, requerimento ao crédito presumido de IPI sobre as aquisições de energia elétrica, óleo
combustível e gás natural utilizados no processo produtivo e compensação dos créditos de IPI pagos relativos
as exportações realizadas na vigência do programa de compensação tributária BEFIEX do Governo Federal.

e) Autuação de imposto de renda e contribuição social / Adesão ao REFIS

A Companhia sofreu um Auto de Infração em 27 de julho de 2007 de imposto de renda e contribuição social
relacionado aos desinvestimentos realizados pela Companhia no exercício de 2003. Esse Auto de Infração,
incluindo principal, multa e juros, a valores atualizados em 31 de dezembro de 2009 representaria
aproximadamente R$ 1.069 milhões, o qual não estava registrado como provisão para riscos fiscais em função
dos prognósticos de perda considerados anteriormente.

Dentro do prazo legal, facultado pela lei 11.941/09, a Companhia efetuou a adesão ao Programa de
Parcelamento Fiscal (REFIS) e, conforme Fato Relevante divulgado em 18 de fevereiro de 2010 incluiu parte
do Auto de Infração acima citado. O valor incluído no programa REFIS, em 31 de dezembro de 2009, era de
aproximadamente R$ 862 milhões que, após a aplicação das regras do referido programa, foi reduzido para
aproximadamente R$ 332 milhões, que foi provisionado nas demonstrações financeiras do exercício findo em
31 de dezembro de 2009, e que em 31 de dezembro de 2010, com a devida atualização monetária reconhecida
no resultado, representa R$ 349 milhões.

f) Compromissos

A Companhia e suas controladas não possuem na data das demonstrações financeiras compromissos futuros
relevantes firmados que não foram divulgados nas demonstrações financeiras.









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EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
55
18
PATRIMÔNIO LÍQUIDO

a) Capital
O capital social da Klabin S.A., subscrito e integralizado, dividido em 917.683.296 ações, sem valor nominal,
correspondente a R$ 1.500.000 em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 é assim distribuído:
31/12/2010
31/12/2009
Acionistas
Ações
ordinárias
Ações
preferenciais
Ações
ordinárias
Ações
preferenciais
BNDESPAR
- 108.421.640
- 185.859.840
The Bank of New York
Departament
- 58.217.715
- 57.218.235
Monteiro Aranha S/A
63.458.605
27.832.549
63.458.605
29.788.770
Klabin Irmãos & Cia
163.797.753
- 163.797.753
-
Niblak Participações S/A
24.699.654
- 24.699.654
-
Outros
64.871.551
379.187.029
64.871.551
311.080.988
Ações em tesouraria
- 27.196.800
- 16.907.900
316.827.563
600.855.733
316.827.563
600.855.733
As ações preferenciais, sem direto a voto, têm prioridade no reembolso, em caso de liquidação da Companhia,
e recebem dividendos 10% superiores àqueles atribuídos às ações ordinárias.

Conforme Comunicados ao Mercado emitidos pela Companhia nos dias 13 de setembro e 3 de dezembro de
2010, durante o exercício de 2010, o BNDESPAR colocou a venda no mercado um montante de 77.438.200
ações preferenciais, reduzindo sua participação nas ações da Companhia de 31% em 31 de dezembro de 2009
para 18% em 31 de dezembro de 2010.

b) Ações em tesouraria

Em Reunião Extraordinária do Conselho de Administração realizada em 13 de outubro de 2010, foi aprovado
o plano de recompra pelo prazo de 365 dias de até 45.278.818 ações preferenciais (correspondente a 10% das
ações desta classe em circulação no mercado na data em questão) de sua própria emissão, para permanência
em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, sem redução do capital social.

Com base no plano de recompra de ações supra citado, durante os meses de outubro e novembro de 2010, a
Companhia efetuou a recompra de 10.288.900 ações preferenciais de sua própria emissão, com preço médio
de R$ 4,72 por ação e valor total de recompra equivalente a R$ 48.543, elevando de 16.907.900 para
27.196.800 ações preferenciais o número de ações mantidas em tesouraria para posterior alienação ou
cancelamento. Essas ações mantidas em tesouraria tiveram o objetivo de aplicar disponibilidades existentes. O
preço dessa classe de ações (PN) em 31 de dezembro de 2010 em negociação na Bolsa de Valores de São
Paulo foi de R$ 5,85 por ação.

c) Reservas

Reserva de capital

Reserva de capital constituída com base no disposto da Lei 8.200/91 referente aos efeitos da variação da
correção monetária do capital, enquanto não capitalizados, podendo ser utilizada para recompra de ações e
incorporação ao capital social.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
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Reserva de lucros

(i) Reserva legal
De acordo com a legislação societária brasileira, a Companhia deve destinar 5% do lucro líquido do exercício
auferido, que não exceda 20% do capital social, para constituição da reserva legal; ou poderá, a critério da
Companhia, constituir até o limite de 30% do capital social. A reserva legal tem por fim assegurar a
integridade do capital social da Companhia e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou
aumentar o capital, caso seja determinado pela Assembléia de acionistas.

(ii) Reserva estatutária
Constituída por parcela variável do lucro líquido ajustado na forma da lei e entre 5% a 75% do lucro líquido
conforme estatuto da Companhia com a finalidade de assegurar recursos para investimentos em bens do ativo
imobilizado e reforço de capital de giro.

(iii) Reserva de lucros a realizar

Em decorrência dos efeitos do reconhecimento a valor justo dos ativos biológicos a Companhia optou por
constituir uma reserva de lucros a realizar, a qual é utilizada na absorção do saldo da avaliação dos ativos
biológicos da Companhia por seu valor justo (vide nota explicativa 14) apurado no resultado, mas que ainda
não foram realizados economicamente e financeiramente. Após a realização efetiva do ativo biológico, a qual
é concebida com a exaustão dos ativos, a parcela do valor justo do ativo exaurido é transferida da reserva de
lucros a realizar para as destinações legais do resultado auferido. O saldo é deduzido do imposto de renda e da
contribuição social aplicável.

(iv) Reserva de dividendos propostos

Constituída com base na proposta da Administração de distribuição de dividendos da parcela excedente ao
dividendo mínimo obrigatório, a ser realizada mediante aprovação em Assembléia Geral Ordinária quanto a
sua distribuição.
Reservas de reavaliação

Com base nas disposições da Deliberação CVM 27/86, o saldo refere-se à reavaliação de ativos imobilizados
procedida em 1988, realizada mediante a depreciação ou alienação desses ativos reavaliados. O saldo é
deduzido do imposto de renda e da contribuição social aplicável.

d) Dividendos

Os dividendos representam a parcela de lucros auferidos pela Companhia, que é distribuído aos acionistas a
título de remuneração do capital investido nos exercícios sociais. Todos os acionistas têm direito a receber
dividendos, proporcionais a sua participação acionária, conforme assegurado pela legislação societária
brasileira e o estatuto social da Companhia.

Também é previsto no estatuto social, a faculdade da Administração de distribuir dividendos intermediários
durante o de exercício de forma antecipada.

A Companhia outorga a seus acionistas o direito ao recebimento a cada exercício de um dividendo mínimo
obrigatório de 25% do lucro líquido anual ajustado. A distribuição dos resultados do exercício de 2010 está
disposta da seguinte forma:

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Controladora
(=) Lucro líquido do exercício
559.776
(-) Constituição de reserva legal (5% lucro líquido)
(27.989)
(-) Constituição da reserva de lucros a realizar
(296.093)
(+) Realização de reserva de reavaliação
713
(+) Realização de reserva de lucros a realizar
203.451
(+) Realização de ajuste de avaliação patrimonial
18.610
(=) Lucro base ajustado para distribuição de dividendos
458.468
Dividendos Intermediários do exercício de 2010
Julho (pagos em 20 de julho de 2010)
. R$ 52,13 por lote de mil ações ordinárias
16.515
. R$ 57,34 por lote de mil ações preferenciais
33.485
Setembro (pagos em 08 de outubro de 2010)
. R$ 72,98 por lote de mil ações ordinárias
23.122
. R$ 80,28 por lote de mil ações preferenciais
46.879
120.001
Proposta de dividendos complementares do exercício de 2010 para aprovação na AGO
. R$ 72,98 por lote de mil ações ordinárias
23.398
. R$ 80,28 por lote de mil ações preferenciais
46.604
70.002
Total de dividendos distribuídos/propostos do resultado exercício de 2010 (42 % do lucro)
190.003

A Administração da Companhia propõe para aprovação na Assembléia Geral Ordinária referente ao exercício
de 2010 a distribuição de dividendos complementares do exercício, no montante de R$ 70.002, sendo R$
73,85 por lote de mil ações ordinárias nominativas ­ ON, e R$ 81,24 por lote de mil ações preferenciais
nominativas ­ PN, a serem pagos em até 30 dias após sua aprovação em assembléia

O lucro remanescente do exercício não distribuído sob a forma de dividendos é destinado à constituição de
reservas estatutárias, de capital de giro e investimento, conforme proposta de destinação do resultado, a ser
apresentada em Assembléia Geral Ordinária.

Durante o exercício de 2009, a Administração da Companhia distribuiu sobre a forma de dividendos o
equivalente a R$ 180.037 do resultado auferido da seguinte forma:
Dividendos Intermediários do exercício de 2009
Maio (pagos em 26 de maio de 2009)
. R$ 34,20 por lote de mil ações ordinárias
10.836
. R$ 37,62 por lote de mil ações preferenciais
21.968
Agosto (pagos em 31 de agosto de 2009)
. R$ 48,80 por lote de mil ações ordinárias
15.461
. R$ 53,68 por lote de mil ações preferenciais
31.347
Outubro (pagos em 16 de novembro de 2009)
. R$ 45,27 por lote de mil ações ordinárias
14.342
. R$ 49,80 por lote de mil ações preferenciais
29.081
123.035
Proposta de dividendos complementares do exercício de 2009 para aprovação na AGO
. R$ 59,43 por lote de mil ações ordinárias
18.829
. R$ 65,37 por lote de mil ações preferenciais
38.173
57.002

A proposta de dividendos complementares do exercício de 2009 de R$ 57.002 foi aprovada na AGO de 16 de
abril de 2010 e paga aos acionistas em 30 de abril de 2010.
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RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS

A receita líquida da Companhia possui somente vendas de seus produtos, sendo composta como segue:
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Receita bruta de vendas de produtos
4.317.012
3.480.777
4.431.465
3.590.924
Descontos e abatimentos
(18.397)
(22.280)
(20.564)
(27.592)
Impostos incidentes sobre vendas
(731.679)
(590.222)
(747.584)
(603.153)
3.566.936
2.868.275
3.663.317
2.960.179
. Mercado interno
2.840.423
2.249.730
2.850.297
2.247.450
. Mercado externo
726.513
618.545
813.020
712.729
Receita líquida de vendas
3.566.936
2.868.275
3.663.317
2.960.179
Controladora
Consolidado

20
DESPESAS / RECEITAS POR NATUREZA
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Custos variáveis (matérias primas e materiais de consumo)
(1.523.436)
(1.265.963)
(1.395.740)
(1.136.451)
Gastos com pessoal (*)
(508.211)
(419.588)
(518.334)
(425.069)
Depreciação, amortização e exaustão
(450.251)
(571.827)
(556.181)
(719.496)
Fretes
(144.677)
(113.790)
(178.480)
(173.766)
Contratação de serviços
(234.898)
(183.559)
(235.116)
(184.162)
Outras
(351.628)
(306.200)
(372.281)
(336.280)
(3.213.101)
(2.860.927)
(3.256.132)
(2.975.224)
Outras líquidas
Indenização por desapropriação de terras, líquida
(**)
-
54.500
-
54.500
Provisão para contingências e outras
10.660
(41.548)
10.660
(41.548)
Atualização do passivo atuarial
(8.205)
(3)
(8.205)
(3)
Realização de custo atribuído ao ativo imobilizado
-
-
(28.197)
-
Outras
1.326
2.471
(8.679)
(2.179)
3.781
15.420
(34.421)
10.770
Despesa operacional
(3.209.320)
(2.845.507)
(3.290.553)
(2.964.454)
(*) Contempla uma despesa de R$ 4.010 em 31 de dezembro de 2010 e R$ 2.547 em 31 de dezembro de 2009 referente a gastos
com treinamento de pessoal da Companhia.
(**) Indenização recebida por desapropriação de área no estado do Paraná devido à construção de usina hidroelétrica.
Controladora
Consolidado













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RESULTADO FINANCEIRO
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
Receitas financeiras
. Rendimento sobre aplicações financeiras
208.762
147.425
215.949
154.411
. Instrumentos financeiros derivativos (NDF)
- 1.016
- 1.016
. Outras
18.153
15.119
18.162
15.208
. Variação cambial de ativos
(20.915)
(86.573)
(20.949)
(86.595)
206.000
76.987
213.162
84.040
Despesas financeiras
. Juros financiamentos
(251.420)
(289.319)
(252.410)
(291.462)
. Avais
(30.620)
(35.890)
(30.620)
(35.890)
. Outras
(18.654)
(59.712)
(20.735)
(62.839)
. Variação cambial de passivos
141.197
751.826
141.197
750.350
(159.497)
366.905
(162.568)
360.159
Resultado financeiro
46.503
443.892
50.594
444.199
Controladora
Consolidado
22
RESULTADO POR AÇÃO

O cálculo do resultado básico por ação é feito através da divisão do lucro líquido do exercício atribuível aos
detentores de ações ordinárias - ON e preferenciais ­ PN da Companhia, pela quantidade média ponderada de
ações ordinárias e preferenciais disponíveis durante o exercício. No caso da Companhia, o resultado diluído
por ação é igual ao resultado básico por ação, pois esta não possui ações ordinárias ou preferenciais potenciais
diluidoras.
Conforme mencionado na nota explicativa 18, a Companhia efetuou durante os meses de outubro e novembro
de 2010 a recompra de 10.288.900 ações preferenciais de sua própria emissão, sendo 6.366.500 em outubro e
3.922.400 em novembro, elevando o número de ações mantido em tesouraria para 27.196.800, ante as
16.907.900 mantidas anteriormente.

Essa operação afeta a média ponderada da quantidade de ações preferenciais em tesouraria no cálculo de
2010, sendo esta média ponderada calculada da seguinte forma:

O quadro abaixo, apresentado em R$, reconcilia o lucro líquido apurado em 31 de dezembro de 2010 e 2009,
aos montantes utilizados no cálculo do resultado por ação básico e diluído:









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31/12/2010
Ordinárias
Preferenciais
(ON)
(PN) (*)
Denominador
Média ponderada da quantidade de ações total
316.827.563
600.855.733
917.683.296
Quantidade ações em tesouraria ponderada
- (19.153.258)
(19.153.258)
Média ponderada da quantidade de ações circulantes
316.827.563
581.702.475
898.530.038
316.827.563
581.702.475
898.530.038
% de ações em relação ao total
33,12%
66,88%
100%
Numerador
Lucro liquido atribuível a cada classe de ações (R$)
185.397.811
374.378.189
559.776.000
Média ponderada da quantidade de ações circulantes
316.827.563
581.702.475
898.530.038
Resultado por ação básico e diluído (R$)
0,5852
0,6436
Controladora e consolidado
Total

31/12/2009
Ordinárias
Preferenciais
(ON)
(PN) (*)
Denominador
Média ponderada da quantidade de ações total
316.827.563
600.855.733
917.683.296
Quantidade ações em tesouraria ponderada
-
(16.907.900)
(16.907.900)
Média ponderada da quantidade de ações circulantes
316.827.563
583.947.833
900.775.396
316.827.563
583.947.833
900.775.396
% de ações em relação ao total
33,03%
66,97%
100%
Numerador
Prejuízo liquido atribuível a cada classe de ações (R$)
55.750.016
113.035.984
168.786.000
Média ponderada da quantidade de ações circulantes
316.827.563
583.947.833
900.775.396
Resultado por ação básico e diluído (R$)
0,1760
0,1936
Controladora e consolidado
Total

(*)As ações preferenciais recebem dividendos 10% superiores àqueles atribuídos às ações ordinárias.
23
SEGMENTOS OPERACIONAIS

a) Critérios de identificação dos segmentos operacionais

A Companhia procedeu com a segmentação de sua estrutura operacional levando em consideração a forma
com a qual a Administração gerencia o negócio. Os segmentos operacionais definidos pela administração
são demonstrados abaixo:

(i) Segmento Florestal: envolve as operações de plantio e cultivo florestal de pinus e eucalipto para
abastecimento das fábricas de papéis da Companhia e venda de madeiras (toras) para terceiros no mercado
interno.

(ii) Segmento de Papéis: envolve substancialmente a produção e as operações de venda de bobinas de papel
cartão, papel kraftliner e papel reciclado, nos mercados interno e externo.

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(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
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(iii) Segmento de Conversão: envolve a produção e as operações de venda de caixas de papelão ondulado,
chapas de papelão ondulado e sacos industriais, nos mercados interno e externo.

b) Informações consolidadas dos segmentos operacionais
31/12/2010
Corporativa/
Florestal
Papéis
Conversão
eliminações
Total
Receitas líquidas:
.Mercado interno
273.310
1.030.650
1.545.780
557
2.850.297
.Mercado externo
-
720.162
92.858
-
813.020
Receita de vendas para terceiros
273.310
1.750.812
1.638.638
557
3.663.317
Receitas entre segmentos
433.789
855.209
10.377
(1.299.375)
-
Vendas líquidas totais
707.099
2.606.021
1.649.015
(1.298.818)
3.663.317
Variação valor justo ativos biológicos
448.625
-
-
-
448.625
Custo dos produtos vendidos
(753.524)
(1.966.806)
(1.311.184)
1.290.411
(2.741.103)
Lucro bruto
402.200
639.215
337.831
(8.407)
1.370.839
Despesas/ receitas operacionais
(81.828)
(262.762)
(178.967)
(25.893)
(549.450)
Resultado operacional antes do resultado
financeiro
320.372
376.453
158.864
(34.300)
821.389
Venda de produtos (em toneladas)
.Mercado interno
-
537.401
623.907
-
1.161.308
.Mercado externo
-
522.254
32.022
-
554.276
.Entre segmentos
-
713.359
2.549
(715.908)
-
-
1.773.014
658.478
(715.908)
1.715.584
Venda de madeira (em toneladas)
.Mercado interno
3.113.132
-
-
-
3.113.132
.Entre segmentos
6.828.064
-
-
(6.828.064)
-
9.941.196
-
-
(6.828.064)
3.113.132
Investimentos no exercício
129.516
179.783
67.825
8.473
385.597
Ativo total
5.243.263
3.823.136
807.530
2.387.314
12.261.243
Passivo total
1.490.704
617.824
129.484
4.868.729
7.106.741
Patrimônio líquido
3.752.559
3.205.312
678.046
(2.481.415)
5.154.502
Consolidado
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EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
62
31/12/2009
Corporativa/
Florestal
Papéis
Conversão
eliminações
Total
Receitas líquidas:
.Mercado interno
168.241
794.993
1.283.767
449
2.247.450
.Mercado externo
-
609.167
103.562
-
712.729
Receita de vendas para terceiros
168.241
1.404.160
1.387.329
449
2.960.179
Receitas entre segmentos
378.703
722.654
8.132
(1.109.489)
-
Vendas líquidas totais
546.944
2.126.814
1.395.461
(1.109.040)
2.960.179
Variação valor justo ativos biológicos
64.577
-
-
-
64.577
Custo dos produtos vendidos
(645.965)
(1.797.057)
(1.151.039)
1.095.790
(2.498.271)
Lucro bruto
(34.444)
329.757
244.422
(13.250)
526.485
Despesas/ receitas operacionais
13.419
(315.579)
(167.085)
3.062
(466.183)
Resultado operacional antes do resultado
financeiro
(21.025)
14.178
77.337
(10.188)
60.302
Venda de produtos (em toneladas)
.Mercado interno
-
432.316
556.120
-
988.436
.Mercado externo
-
519.480
35.866
-
555.346
.Entre segmentos
-
634.895
1.735
(636.630)
-
-
1.586.691
593.721
(636.630)
1.543.782
Venda de madeira (em toneladas)
.Mercado interno
1.891.578
-
-
-
1.891.578
.Entre segmentos
6.042.839
-
-
(6.042.839)
-
7.934.417
-
-
(6.042.839)
1.891.578
Investimentos no exercício
97.556
123.732
25.959
2.028
249.275
Ativo total
5.057.281
3.682.850
724.088
1.937.681
11.401.900
Passivo total
1.346.001
458.515
123.846
4.754.714
6.683.076
Patrimônio líquido
3.711.280
3.224.335
600.242
(2.817.033)
4.718.824
Consolidado

O saldo na coluna Corporativa/eliminações envolve substancialmente despesas da unidade corporativa não
rateada aos demais segmentos e as eliminações referem-se aos ajustes das operações entre os demais
segmentos.

As informações acerca do resultado financeiro, imposto de renda e contribuição social não foram divulgadas
nas informações por segmento em razão da não utilização da Administração da Companhia dos referidos
dados de forma segmentada, pois os mesmos são gerenciados e analisados de forma consolidada em sua
operação.

c) Informações das receitas líquidas de vendas

As receitas líquidas da Companhia provenientes dos clientes no mercado externo, em seu balanço consolidado
de 31 de dezembro de 2010, correspondem a R$ 813 milhões (R$712 milhões em 2009). A tabela abaixo
demonstra a distribuição da receita liquida de cliente dos referidos exercícios nos países estrangeiros:






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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma)
63
Consolidado
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
País
Receita Total
(R$/milhões)
% na Receita
Liquida Total
Receita Total
(R$/milhões)
% na Receita
Liquida Total
Argentina
262
7,2%
204
6,9%
China
84
2,3%
51
1,7%
Cingapura
27
0,7%
35
1,2%
Espanha
9
0,2%
16
0,6%
Nigéria
3
0,1%
19
0,6%
Alemanha
1
0,0%
30
1,0%
Itália
1
0,0%
34
1,1%
Estados Unidos da América
1
0,0%
32
1,1%
Outros pulverizados
425
11,6%
292
9,9%
813
22%
713
24%

A receita líquida da Companhia proveniente dos clientes no mercado brasileiro no balanço consolidado em
2010 corresponde a R$ 2.850 milhões e R$2.248 milhões em 2009.

Em 31 de dezembro de 2010, no segmento de papéis, um único cliente de cartões é responsável por
aproximadamente 21% da receita líquida da Companhia, correspondente a aproximadamente R$773 milhões
(R$ 601 milhões em 31 de dezembro de 2009). O restante da base de clientes da Companhia é pulverizada, de
forma que nenhum dos demais clientes, individualmente, concentra participação relevante (acima de 10%) da
receita operacional bruta da Companhia.
24
GERENCIAMENTO DE RISCOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS

a) Gerenciamento de riscos

A Companhia e suas controladas participam de operações envolvendo instrumentos financeiros, todos
registrados em contas patrimoniais, que se destinam a atender as suas necessidades operacionais, bem como a
reduzir a exposição a riscos financeiros, principalmente de crédito e aplicações de recursos, riscos de mercado
(câmbio e juros) e risco de liquidez, aos qual a Companhia entende que está exposta, de acordo com sua
natureza dos negócios e estrutura operacional.

A administração desses riscos é efetuada por meio da definição de estratégias elaboradas e aprovadas pela
Administração da Companhia, atreladas ao estabelecimento de sistemas de controles e determinação de limite
de posições. Não são realizadas operações envolvendo instrumentos financeiros com finalidade especulativa.

Adicionalmente, a Administração procede com a avaliação tempestiva da posição consolidada da Companhia,
acompanhando os resultados financeiros obtidos, avaliando as projeções futuras, como forma de garantir o
cumprimento do plano de negócios definido e monitoramento dos riscos aos quais está exposta.

As descrições dos riscos da Companhia são descritos a seguir:

Risco de Mercado

O risco de mercado é o risco de que o valor justo dos fluxos de caixa futuros de um instrumento financeiro
flutue devido a variações nos preços de mercado. Os preços de mercado são afetados por dois tipos de risco:
risco de taxa de juros e risco de variação cambial. Instrumentos financeiros afetados pelo risco de mercado
incluem aplicações financeiras, contas a receber de clientes, contas a pagar, empréstimos a pagar,
instrumentos disponíveis para venda e instrumentos financeiros derivativos.
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(i) Risco de exposição às variações cambiais

A Companhia mantém operações denominadas em moedas estrangeiras que estão expostas a riscos de
mercado decorrentes de mudanças nas cotações das respectivas moedas estrangeiras. Qualquer flutuação da
taxa de câmbio pode aumentar ou reduzir os referidos saldos. A composição dessa exposição é como segue:
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Conta corrente e aplicações financeiras
162.000
82.400
154.700
Contas a receber, líquido de PCLD
184.800
54.200
236.500
Contas a pagar
(19.000)
(7.100)
(16.500)
Pré-pagamentos de exportações
(financiamentos)
(2.829.086)
(2.445.801)
(2.963.000)
Exposição líquida
(2.501.286)
(2.316.301)
(2.588.300)

O saldo por ano de vencimento em 31 de dezembro de 2010 dessa exposição líquida estão divididos da
seguinte maneira:
Ano
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018 em
diante
Total
Valor
7.724
(449.926)
(530.851)
(404.628)
(329.705)
(226.795)
(132.835)
(434.270)
(2.501.286)

A Companhia não tem contratado derivativos para proteger a exposição cambial de longo prazo, entretanto,
para fazer frente a tal exposição passiva líquida, a Companhia possui plano de vendas cujo fluxo projetado de
receitas de exportação de aproximadamente US$ 500 milhões anuais e seus recebimentos, se forem
concretizados, superam o fluxo de pagamentos dos respectivos passivos, compensando o efeito caixa desta
exposição cambial no futuro.

(ii) Risco de taxa de juros

A Companhia possui empréstimos indexados pela variação da TJLP e do CDI, e aplicações financeiras
indexados à variação do CDI e Selic, expondo estes ativos e passivos às flutuações nas taxas de juros
conforme demonstrado no quadro de sensibilidade a juros abaixo. A Companhia não tem pactuado contratos
de derivativos para fazer "hedge"/"swap" contra esse risco. Porém, ela monitora continuamente as taxas de
juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de derivativos para se
proteger contra o risco de volatilidade dessas taxas. Adicionalmente, a Companhia considera que o alto custo
associado à contratação de taxas pré-fixadas sinalizadas pelo cenário macroeconômico brasileiro justifica a
sua opção por taxas flutuantes.

A composição dessa exposição é como segue:
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Aplicações financeiras - CDI
2.361.210
1.749.387
1.129.549
Aplicações financeiras - Selic
198.222
209.874
407.521
Exposição ativa
2.559.432
1.959.261
1.537.070
Financiamentos - CDI
(251.217)
(281.287)
(472.234)
Financiamentos - TJLP
(1.691.720)
(1.843.870)
(1.974.790)
Exposição passiva
(1.942.937)
(2.125.157)
(2.447.024)
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Risco de crédito e de aplicação dos recursos

O risco de crédito é o risco de a contraparte de um negócio não cumprir uma obrigação prevista em um
instrumento financeiro ou contrato com cliente, o que levaria ao prejuízo financeiro. A Companhia está
exposta ao risco de crédito em suas atividades operacionais (principalmente com relação a contas a receber)
e de aplicação de recursos, incluindo depósitos em bancos e instituições financeiras, transações cambiais,
aplicações financeiras e outros instrumentos financeiros contratados.

Em 31 de dezembro de 2010, o valor máximo exposto pela Companhia ao risco de crédito corresponde ao
valor contábil das contas a receber de clientes, demonstrado na nota explicativa 7. Quanto ao risco de
aplicação de recursos, o valor exposto pela Companhia corresponde substancialmente às aplicações
financeiras e operação de títulos e valores mobiliários, com valores descritos nas notas explicativas 5 e 6.

O risco de crédito nas atividades operacionais da Companhia é administrado por normas específicas de
aceitação de clientes, análise de crédito e estabelecimento de limites de exposição por cliente, os quais são
revisados periodicamente. O monitoramento de duplicatas vencidas é realizado prontamente para garantir
seu recebimento. Adicionalmente, há análises específicas e normas aprovadas pela Administração para a
aplicação financeira em instituições financeiras com boas avaliações de rating pelas agências e os tipos de
investimentos ofertados no mercado financeiro, buscando uma aplicação de forma conservadora e segura.

Risco de liquidez

A Companhia acompanha o risco de escassez de recursos, administrando seu capital por meio de uma
ferramenta de planejamento de liquidez recorrente, para que haja recursos financeiros disponíveis para o
devido cumprimento de suas obrigações, substancialmente concentrada nos financiamentos firmados junto a
instituições financeiras.

O quadro abaixo demonstra o vencimento dos passivos financeiros contratados pela Companhia, no balanço
consolidado, onde os valores apresentados incluem o valor do principal e dos juros futuros incidentes nas
operações, calculados utilizando-se as taxas e índices vigentes na data de 31 de dezembro de 2010:
2017
2011
2012
2013
2014
2015
2016
em diante
Total
Fornecedores
269.839
-
-
-
-
-
-
269.839
Financiamentos
1.000.008
947.041
973.982
811.627
748.344
341.349
734.395
5.556.746
Total
1.269.847
947.041
973.982
811.627
748.344
341.349
734.395
5.826.585

A projeção orçamentária para os próximos exercícios aprovada pelo Conselho de Administração demonstra
capacidade de cumprimento das obrigações, caso este seja concretizado.

A estrutura de capital da Companhia é formada pelo endividamento líquido, composto pelo saldo de
empréstimos e financiamentos (nota explicativa 15), deduzidos pelo saldo de caixa, equivalentes de caixa e
títulos e valores mobiliários (nota explicativa 5 e 6), e pelo saldo do patrimônio líquido, incluindo o saldo de
capital emitido e todas as reservas constituídas.

O índice de endividamento líquido da Companhia é composto da seguinte forma:





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31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Caixa, equivalentes de caixa e títulos e
valores mobiliários
2.729.327
2.051.526
1.702.698
Empréstimos e financiamentos
(4.857.097)
(4.727.949)
(5.468.731)
Endividamento líquido
(2.127.770)
(2.676.423)
(3.766.033)
Patrimônio líquido
5.154.502
4.718.824
4.656.551
Índice de endividamento líquido
(0,41)
(0,57)
(0,81)
Consolidado

b) Instrumentos financeiros

A Companhia possui os instrumentos financeiros classificados em:

Empréstimos e recebíveis e passivos financeiros mensurados

Os instrumentos financeiros incluídos nesse grupo são saldos provenientes de transações comuns como o
contas a receber, fornecedores, contas e impostos a pagar e também os empréstimos e financiamentos e
aplicações financeiras mantidas pela Companhia. Todos estão registrados pelos seus valores nominais
acrescidos, quando aplicável, de encargos e taxas de juros contratuais, cuja apropriação das despesas e
receitas é reconhecida ao resultado do exercício.

Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado

Até 31 de dezembro de 2008, a Companhia contratou instrumentos financeiros derivativos simples e sem
alavancagem para gerenciamento de riscos financeiros de câmbio de curto prazo (NDF). Referidas operações
foram liquidadas no primeiro trimestre de 2009 e geraram um ganho financeiro realizado no montante de
R$1.016. A partir de 2009 a Companhia não contratou novos instrumentos financeiros derivativos.

Ativos financeiros disponíveis para venda

A Companhia classificou os títulos e valores mobiliários que são representados por Letras Financeiras do
Tesouro (LFT) (nota explicativa 6) como ativos financeiros mantidos para negociação, pois poderão ser
negociados no futuro, sendo contabilizados pelo valor justo. Devido à liquidez desse ativo, seu valor justo é
próximo do custo amortizado, não gerando efeito no patrimônio líquido da Companhia. O saldo desses títulos
em 31 de dezembro de 2010 no balanço consolidado corresponde a R$ 198.222.

c) Análise de sensibilidade

A Companhia apresenta a seguir os quadros de sensibilidade para os riscos de variações cambiais e de taxas
de juros que a Companhia está exposta considerando que os eventuais efeitos impactariam os resultados
futuros tomando como base as exposições apresentadas em 31 de dezembro de 2010.

(i) Exposição a câmbio

A Companhia possui ativos e passivos atrelados a moeda estrangeira no balanço de 31 de dezembro de 2010 e
para fins de análise de sensibilidade, adotou como cenário I a taxa de mercado futuro vigente no período de
elaboração destas demonstrações financeiras, para o cenário II esta taxa foi corrigida em 25% e para o cenário
III em 50%.



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É importante salientar que os vencimentos dos financiamentos, conforme cronograma de vencimento
demonstrado na nota 15, não ocorrerão, substancialmente, em 2010, sendo assim, a variação cambial não terá
efeito no caixa decorrente desta análise. Em contrapartida, as exportações da Companhia, deverão ter o
impacto da valorização cambial já durante o ano.

A análise de sensibilidade da variação cambial está sendo calculada sobre a exposição cambial líquida
(basicamente por adiantamentos de contrato de câmbio) e não foi considerado o efeito nos cenários sobre a
projeção de vendas de exportação que de certa forma, como mencionado anteriormente, fará frente a eventual
perda cambial futura.

Desta forma, o quadro abaixo demonstra simulação do efeito da variação cambial no resultado futuro:
Saldo
31/12/2010
Cenário I
Cenário II
Cenário III
US$
Taxa
R$
ganho(perda)
Taxa
R$
ganho(perda)
Taxa
R$
ganho(perda)
Ativos
Caixa e caixa equivalentes
97.227
1,71
4.259
2,14
46.066
2,57
87.874
Contas a receber, líquido de
PCLD
110.911
1,71
4.858
2,14
52.550
2,57
100.241
Passivos
Contas a pagar
11.403
1,71
(499)
2,14
(5.403)
2,57
(10.306)
Financiamentos
1.697.927
1,71
(74.369)
2,14
(804.478)
2,57
(1.534.586)
Efeito líquido no Resultado
(65.751)
(711.265)
(1.356.777)
(ii) Exposição a Juros
As aplicações financeiras e os financiamentos são atrelados a taxa de juros pós-fixada do CDI, exceto aqueles
atrelados à TJLP. Para efeito de análise de sensibilidade a Companhia adotou taxas vigentes em datas
próximas a da apresentação original das referidas demonstrações financeiras, utilizando para Selic e CDI a
mesma taxa em decorrência da proximidade das mesmas, na projeção do cenário I, para o cenário II estas
taxas foram corrigidas em 25% e para o cenário III em 50%.

Desta forma, o quadro abaixo demonstra simulação do efeito da variação das taxas de juros no resultado
futuro:
Saldo
31/12/2010
Cenário I
Cenário II
Cenário III
R$
Taxa
R$
ganho(perda)
Taxa
R$
ganho(perda)
Taxa
R$
ganho(perda)
Aplicações financeiras
CDB's
CDI
2.361.210
12,22%
288.540
15,28%
360.793
18,33%
432.810
LFT's
Selic
198.222
12,22%
24.223
15,28%
30.288
18,33%
36.334
Financiamentos
Capital de giro
CDI
150.452
12,22%
(18.385) 15,28%
(22.989) 18,33%
(27.578)
BNDES
TJLP
100.765
12,22%
(12.313) 15,28%
(15.397) 18,33%
(18.470)
1.691.720
6,00%
(101.503)
7,50%
(126.879)
9,00%
(152.255)
Efeito líquido no Resultado
180.562
225.816
270.841


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25
COBERTURA DE SEGUROS

Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia possui seguros contra incêndio, raio, explosão, danos elétricos, e
vendaval para as suas instalações industriais, administrativas e estoque. Possui ainda seguros com coberturas
para responsabilidade civil geral, e responsabilidade de D&O, auto e riscos diversos para equipamentos
móveis, no montante de R$ 1.769.240.

Em função da natureza de suas atividades, da distribuição das florestas em diversas áreas distintas e das
medidas preventivas adotadas contra incêndio e outros riscos da floresta a Companhia concluiu tecnicamente
pela não contratação de seguros contra danos causados às mesmas, optando pela adoção de políticas de
proteção, as quais, historicamente, têm se mostrado altamente eficientes sem que tenha havido qualquer
comprometimento às atividades e à condição financeira da companhia. Desta forma, a Administração entende
que sua estrutura de gerenciamento dos riscos financeiros relacionados as atividades florestais é adequada
para a continuidade operacional da Companhia.
26
BENEFÍCIOS A EMPREGADOS E PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA

A Companhia concede a seus empregados benefícios de seguro de vida, assistência médica e plano de
aposentadoria. A contabilização desses benefícios obedece ao regime de competência e a concessão destes
cessa ao término do vínculo empregatício.

a) Previdência privada

O plano de previdência privada da Klabin - Plano Prever, administrado pelo Itaú Vida e Previdência S.A., foi
instituído em 1986 sob a modalidade de benefício definido. A partir de 1998 houve uma reestruturação que
resultou na conversão do plano para a modalidade de contribuição definida.

Em novembro de 2001, foi instituído um novo plano de previdência privada o Plano de Aposentadoria
Complementar Klabin - PACK, também administrado pelo Itaú Vida e Previdência S.A. e estruturado no
conceito de PGBL - Plano Gerador de Benefícios Livres.

Aos participantes do Plano Prever foi dada a opção de migração para o novo plano. Em ambos os planos não
são assumidos pela Companhia nenhuma responsabilidade pela garantia de níveis mínimos de benefícios aos
participantes que venham a se aposentar.

Durante o exercício de 2010 a Companhia contribuiu com R$ 4.493 aos planos (R$ 4.029 em 2009), valores
contabilizados como despesa no resultado do exercício.

O total de participantes do plano em 31 de dezembro de 2010 era de 2.058 (1.867 em 31 de dezembro de
2010), destes 2.017 são empregados na ativa e 41 aposentados.

b) Assistência médica

A Companhia, por meio de acordo firmado com o Sindicato da Indústria de Papel, Celulose e Pasta de
Madeira para Papel do Estado de São Paulo, assegura o custeio de assistência médica (Hospital SEPACO,
principal plano) de forma permanente aos seus ex-funcionários que se aposentaram até 2001, bem como para
os seus dependentes até completarem a maioridade e cônjuge, de forma vitalícia estando vedada a novas
adesões.




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A Companhia entende que a referida assistência médica caracteriza um plano de benefício definido de acordo
com as práticas contábeis adotadas no Brasil, diante disso mantém registrada a provisão para o passivo
atuarial estimado, o qual foi calculado por atuário independente, com total de 1.060 beneficiários no montante
de R$ 32.805 (R$ 24.600 em 31 de dezembro de 2009), no passivo não circulante na rubrica de "Outras
Contas a Pagar e Provisões" no passivo não circulante.

A reconciliação do passivo atuarial dos períodos apresentado nas referidas demonstrações financeiras é
composta da seguinte forma:
31/12/2010
31/12/2009
Valor presente da obrigação
24.600
24.597
Benefícios pagos
(2.772)
(2.655)
Custo dos juros
2.995
2.476
Ganhos (perdas) atuariais
7.982
182
Saldo atuarial passivo
32.805
24.600
Controladora e consolidado

Foram utilizadas as seguintes hipóteses econômicas e biométricas: taxa de desconto 10,75% a.a. nominal
(11,25% em 31 de dezembro de 2009), taxa de crescimento nominal dos custos médicos variável iniciando em
2011 com 12,5% a.a. chegando a 6,5% a.a. em 2023, inflação de longo prazo 4,5% a.a. (4,5% a.a. em 31 de
dezembro de 2009), e tabua biométrica de mortalidade RP 2000. O montante registrado como despesa no
exercício de 2010 foi de R$ 8.205 (R$ 3 em 2009).

Este plano não possui ativos para divulgação.
27
EVENTOS SUBSEQUENTES

Até a data da apresentação das referidas demonstrações financeiras, a Companhia não possui quaisquer
eventos subseqüentes que mereçam destaque em nota explicativa ou ajuste em seus balanços patrimoniais.

Conforme ata de Reunião Extraordinária do Conselho de Administração da Companhia, divulgada ao
mercado em 2 de fevereiro de 2011, o Sr. Fabio Schvartsman foi eleito Diretor Geral da Companhia, em
substituição ao Sr. Reinoldo Poernbacher.

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KLABIN S.A.
CNPJ Nº 89.637.490/0001-45
Companhia aberta

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Pedro Franco Piva
Conselheiros
Armando Klabin
Celso Lafer
Daniel Miguel Klabin
Israel Klabin
Lilia Klabin Levine
Miguel Lafer
Olavo Egydio Monteiro de Carvalho
Paulo Sérgio Coutinho Galvão Filho
Rui Manuel de Medeiros D'Espiney Patrício
Roberto Luiz Leme Klabin
Vera Lafer

CONSELHO FISCAL

Antonio Gonçalves de Oliveira
Antonio Marcos Vieira Santos
João Alfredo Dias Lins
Luís Eduardo Pereira de Carvalho
Wolfgang Eberhard Rohrbach

DIRETORIA
Fabio Schvartsman
Diretor Geral
Antonio Sergio Alfano
Diretor Financeiro, de Planejamento e de Relação com
Investidores
Paulo Roberto Petterle
Diretor de Operações
Francisco Cezar Razzolini
Diretor de Projetos, Tecnologia Industrial e Suprimentos
Arthur Canhisares
Diretor Industrial de Monte Alegre, Amgatuba e Papéis
Reciclados da Unidade de Negócio Klabin Papéis


Pedro Guilherme Zan
Angel Alvarez Núñez
Controladoria
Contabilidade
CRC-1SP 168.918/O-9
TC - CRC-1SP 157.878/O-3